quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Casa Cor Pernambuco 2011 mescla história e tecnologia

Casa.com.br -

Arquitetos adaptam arquitetura de imóveis tombados pelo patrimônio histórico a ambientes cheios de tecnologia. A mostra também homenageia o escritor Gilberto Freyre.


Sete prédios tombados na praia dos Milagres em Olinda recebem nova roupagem para a realização da Casa Cor Pernambuco, que acontece de 8 de novembro a 13 de dezembro. O desafio dos arquitetos e designers que apresentam seus trabalhos no evento foi conseguir aliar a arquitetura centenária dos imóveis a usos e estilos contemporâneos. Até mesmo o antigo Cine Olinda, fechado há 47 anos, foi redecorado. 

Os 37 ambientes da mostra encontraram soluções criativas e sofisticadas para usar a tecnologia tirando proveito do que o passado oferece. Essa mistura também foi uma forma de lembrar o homenageado do ano, o escritor e sociólogo Gilberto Freyre, que explorou em suas obras a formação da família brasileira através da mescla de culturas. O artesanato local também aparece em diversos dos ambientes, divulgando o trabalho de artistas pernambucanos. O conjunto da mostra prova que arte popular, história e tecnologia podem conviver muito bem com design e sofisticação.



Divulgação



Loja cama e mesa. A cama em estilo oriental é a grande estrela do ambiente projetado por Rose Gadi e Caroline Leal Franklin. Revestida em fórmica com textura que lembra o sisal, ela serve de vitrine para as roupas de cama da marca Renaissance. O teto curvo com pintura em efeito marmorato faz as vezes de cabeceira e dá ainda maior destaque à cama. No canto, o bambu-mossô, por ser uma planta delicada e estar isolado, ganha o status de escultura.


Divulgação



Solarium. Multiúso, este solarium busca agradar uma família toda, possibilitando momentos de convivência. O projeto de André Dantas alia tecnologia e conforto sem deixar de valorizar a arquitetura clássica do prédio. O spa, iluminação e som ambiente são automatizados e podem ser ligados via iPad. Para agradar a todos os gostos, o espaço conta com espreguiçadeiras, sofás e poltronas. Todos os móveis são apropriados para uso externo e juntos formam uma composição geométrica na decoração. Obras do artesanato local também compõe o ambiente.


Divulgação



Armazém do artesanato. Menos é mais no projeto das arquitetas Lana Débora Diniz Cruz e Suzana Gueiros. Elas criaram um ambiente limpo em que as obras de artesanato local do Sebrae ficam em evidência. O lustre feito com pendentes de raladores de queijo pelo artista José Sereco chama a atenção, assim como a mesa. De madeira de demolição, ela tem 5,5 m em uma peça única feita de um tronco. O contraste entre o azul e branco das paredes dá cor ao ambiente, sem causar exagero de informação. Assim, o trabalho de mais de 300 artesãos fica em destaque.


Divulgação



Lavabo do living. Homenageando Gilberto Freyre e mostrando a miscigenação que compõe nosso país, uma pintura de Debret foi ampliada na estamparia de tecido que reveste toda uma parede deste lavabo. A bancada, assim como o piso, é de cimento queimado e está deslocada da parede, permitindo a colocação de cachepôs com bambu dracena. Para fugir do comum, a iluminação conta com spots no chão, que destaca o jogo de luz e sombra do piso cimentício.


Divulgação



Jardim das ruínas. O jardim da casa em ruínas ganhou nova vida com o trabalho da arquiteta Lenira de Melo e do paisagista Gustavo Bruno. As palmeiras já existentes foram ponto de partida para a composição das demais plantas. Os móveis em fibra sintética buscam criar um ambiente confortável para contemplação da vista do mar, que é possibilitada pelos janelões na parede com painéis de bambu. Tudo complementado com o ruído reconfortante da queda d’água, na cascata revestida com pastilhas de vidro. Vasos em cerâmica e esculturas em bronze levam arte ao espaço.


Divulgação



Sala de cinema. Relembrando o auge do Cine Olinda, o ambiente projetado por Robson Chagas tem a decoração baseada no estilo art déco. Na sala de recepção, predominam as cores fortes, partindo de tons de rosa e azul. Os sofás na cor uva, em capitonê, são dos anos 30 e as mesinhas forma feitas com madeira reaproveitada de um corrimão dos anos 20. As grandes estrelas do ambiente, no entanto, são os lustres. Com tecido em formas arredondadas, eles formam flores em tons de rosa e azul.


Divulgação



Estúdio do filho. Para um jovem que vive na casa dos pais, mas quer um espaço reservado, o estúdio conta com quarto, sala e cozinha no espaço de 45 m². Com uma porta de correr com vidros reflecta, a cozinha pode ser escondida – transformando a sala em um ambiente mais agradável para a recepção. Na decoração contemporânea, predominam os tons sóbrios, como a mesa de jantar em laca preta com tampo de vidro. Quem assina o projeto é o arquiteto Alexandre Mesquita.


Divulgação



Sala de jantar. As paredes revestidas em tecidos criam um ambiente aconchegante e convidativo, em oposição às linhas retas e sóbrias do mobiliário de madeira revestida em laca branca. A oposição de estilos continua no piso clássico de pinho, que foi mantido pelas profissionais Luiza Nogueira e Simone Lima. Os pendentes Eclipse folheados a ouro são o grande destaque da iluminação que deixa o ambiente mais sofisticado. Vasos com patas de elefante levam cor à sala.


Divulgação



Espaço de estudos. Longe das paredes, uma estante central de madeira, repleta de nichos forma a ilha de estudos. A iluminação prioriza o conforto: luzes de foco criam o clima sóbrio para os estudos, enquanto pendentes mais intimistas possibilitam dar um toque de aconchego para momentos de relaxamento com leitura. As arquitetas Anelise Sobral e Silvia Motta usaram objetos modernos e tecidos de cores vivas e formas geométricas, mesclados com cores sóbrias, para criar um ambiente jovem.


Divulgação


Blog Widget by LinkWithin

Nenhum comentário:

Postar um comentário