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quinta-feira, 31 de maio de 2012

Casas inteligentes: tecnologia já está disponível

Inovação Tecnológica -



A maior parte das tecnologias para as casas inteligentes já está disponível no comércio. O que falta é um controle central. [Imagem: Washington State University]


Agentes inteligentes

Os edifícios inteligentes já têm o seu lugar na agenda da arquitetura e da construção civil.

Mas, e as casas, quando elas também começarão a ficar inteligentes?

Não há mais o que esperar, garante a engenheira Diane Cook, da Universidade do Estado de Washington, nos Estados Unidos.

Em um levantamento realizado para a revista Science, Diane fez um inventário de todas as tecnologias já desenvolvidas e que podem ser utilizadas para dar um pouco mais de inteligência às casas.

Segundo ela, não falta muito para que nossas casas façam o papel de "agentes inteligentes", dotados de sensores e programas de computador para antecipar nossas necessidades e fazer automaticamente tarefas que podem melhorar nossa saúde, facilitar nossa interação social e, sobretudo, ajudar a economizar.

Casa que pensa

Muitas casas já possuem a maior parte do aparato mais complicado necessário para essas tecnologias: os sensores, que já vêm embutidos em fornos de microondas, aparelhos de TV e timers para ligar e desligar aparelhos eletrodomésticos.

O que falta é interligar tudo.

"Nós queremos que sua casa como um todo 'pense' sobre o que você quer, e use esses componentes para fazer a coisa certa no tempo adequado," disse ela.

Essa é exatamente a especialidade da engenheira, que vem aplicando inteligência artificial em sistemas de automação residencial.

Seu laboratório atual é um conjunto de 18 apartamentos na cidade de Seattle, onde ela está testando um sistema de monitoramento de idosos que dispensa a presença física do acompanhante.

Os sensores espalhados pela casa alertam o cuidador, pela internet ou pelo celular, caso o morador tenha deixado de lado qualquer tarefa programada.

Isso inclui hora de acordar e dormir, horário das refeições, dos medicamentos e até se o vovô está deixando o banho para o outro dia.

Com a tendência mundial de envelhecimento da população, o cuidado aos idosos é visto como um dos mercados mais promissores para novas tecnologias.
Casas inteligentes: tecnologia já está disponível
Pesquisadores brasileiros criaram o protótipo de uma casa do futuro que une sustentabilidade e eficiência energética. [Imagem: Ag.USP]


Skype em todo lugar

Outras tecnologias já em testes incluem o agendamento de equipamentos como máquinas de lavar roupa e louça, secadoras, a manutenção da temperatura da água nos reservatórios e o alerta caso algum aparelho seja ligado ou desligado.

No lado da interação, a ideia é usar tecnologias como o Bluetooth e o WiFi para permitir a comunicação remota, sem precisar usar as mãos, de qualquer lugar da casa.

Será a era do "Skype em qualquer lugar," diz Diane, o que, segundo ela, inclui câmeras espalhadas por todo lado.

Assim será mais fácil monitorar os idosos e as crianças.

Privacidade e segurança

Mas a pesquisadora também pondera sobre as questões de privacidade e segurança, como o risco de ter imagens, voz ou dados bisbilhotados por observadores indiscretos.

"As tecnologias das casas inteligentes, assim como muitas outras, estão enfrentando o desafio clássico de serem aceitas e adotadas," diz ela.

Em suas pesquisas, os dados mostram que a maior resistência vem dos moradores mais idosos. Eventualmente porque ninguém gosta que outros fiquem vigiando a hora que você toma banho - ou não toma.

"Em última instância", diz ela, "quando as pessoas tiverem uma compreensão melhor do que essas tecnologias fazem, e verem uma utilidade que contrabalance a sua intromissão, a adoção irá começar. Eu acredito que algumas tecnologias vão ganhar impulso tão logo começarem a ser usadas."
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sexta-feira, 27 de abril de 2012

Construtora cobre canteiro com "balão inflável" para proteger obra das chuvas

PINIweb -

Estrutura pneumática, constituída por membrana flexível de PVC e reforçada com poliéster, é ancorada ao solo por meio de tubos de aço


A chuva é uma das principais variáveis que podem atrapalhar o cumprimento dos prazos de construção. Para evitar que este fenômeno climático atrase a obra, algumas empresas utilizam uma tecnologia conhecida como "balão inflável" para cobrir os canteiros.



Insufladores e antecâmara são acoplados depois que a estrutura do balão é fixada à fundação por meio de tubos de aço

O equipamento é recomendado para obras que sofrem com frequentes intervenções de chuvas e outras intempéries. "O custo dos balões ainda é elevado, mas, se for uma obra que tem o cronograma apertado, o método é valido", diz o engenheiro Valmir Barbosa, da construtora Premium, que adotou o sistema em uma de suas obras em Manaus.

O balão inflável é uma estrutura pneumática, pressurizada em seu interior. Constituído por uma membrana flexível feita de PVC e reforçada com poliéster, é ancorado ao solo por meio de tubos de aço. Uma antecâmara também faz parte da estrutura, sendo revestida com a mesma membrana e insufladores de ar.

Para erguer a estrutura, é preciso fixá-la aos tubos de aço e à fundação. Em seguida, são acoplados os insufladores e a antecâmara. O material pode ser reaproveitado, desde que não sofra danos. De acordo com uma empresa fabricante, não existe limite de área para o uso do equipamento, que pode se adaptar às necessidades de cada obra.

Segundo o engenheiro da Premium, o produto requer gerador, caso contrário, pode esvaziar se faltar energia na obra. Ele diz também que a montagem pode ser demorada, levando até cinco dias para ficar completa. "Se a atividade tiver muita rotatividade, isso é bastante relevante", finaliza.



Não há limite de área para o uso do sistema

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domingo, 27 de novembro de 2011

Alemães constroem casa do futuro, que gera a própria energia

Terra - 


Projeto da casa do futuro alemã


O governo alemão tem procurado alternativas renováveis e sustentáveis para a produção de energia. Partindo da idéia de combinar morar e dirigir sustentavelmente, o Ministério Alemão de Transportes, Construção e Desenvolvimento das Cidades (BMVBS) está construindo em Berlim a Casa Eficiente Plus. "A casa testará soluções energéticas e produzirá toda a energia consumida pelos seus moradores e mais energia para abastecer dois carros elétricos", contou a diretora do projeto, Regina Weber.

"Deveríamos construir uma casa econômica que produzisse energia para si mesma e para carros, além disso, a casa deveria ser bonita, interessante e confortável para uma família de quatro pessoas morar. Outro aspecto que deveria ser pensado no projeto era uma fachada de vidro para que os interessados pudessem ver como as técnicas presentes na casa funcionam", disse Christian Bergmann, um dos arquitetos responsáveis pelo projeto.

A grande novidade da casa do futuro é a sua ligação com a rede de energia elétrica. "A energia excedente vai direto para rede de energia elétrica. Como a energia produzida é solar, haverá meses de superprodução e o excesso será como um bônus de energia, que pode ser usado sempre que a produção não for suficiente", explicou Bergmann.

Outra novidade é o sistema de abastecimento dos carros. "Os carros elétricos poderão ser abastecidos da forma convencional, isto é, ligando eles na tomada, ou através do sistema de abastecimento indutivo, que será testado na casa. Através do sistema indutivo, eles serão recarregados enquanto estiverem estacionados numa plataforma", explicou Weber. A casa deve consumir 70% da energia que produzirá.

O teto e a parede externa que fica ao sul da casa serão revestidos com placas fotovoltaicas, que produzem energia solar. A casa foi projetada para conservar o calor, evitando assim gastos com aquecimento. Todos os eletrodomésticos e aparelhos eletrônicos foram escolhidos devido à sua economia de energia.

"Além de ser eficiente, a casa também é completamente reciclável", afirmou Bergmann. "Utilizamos materiais que podem ser reciclados e após a sua vida útil ela pode ser desmontada e reciclada."

Com base de painéis de madeira, a casa pode ser construída e desmontada rapidamente. "Começamos a obra no final de agosto e a previsão para a entrega da casa é final de novembro", explicou Weber.

A casa de dois andares terá 130 metros quadrados. "A casa tem uma divisão bem clara com relação a sua função. Na frente, onde terá a fachada de vidro, ficará exposta toda a parte técnica da casa. Nos fundos será o espaço para morar", falou Weber. No térreo há uma cozinha integrada com sala de estar e um lavabo. No andar superior há três quartos e um banheiro. Além disso, cerca de 250 pontos de medição estão espalhados pela casa.

Para escolher o projeto da casa, o BMVBS promoveu no final de 2010 um concurso entre escritórios de engenharia e arquitetura em parceira com universidades. O projeto vencedor foi desenvolvido pelos Institutos de Estruturas Leves e Design Conceitual (ILEK), de Construção em Física, de Ciência do Trabalho e Gestão Tecnológica (IAT) e de Construção Energética da Universidade de Stuttgart, em parceria com o escritório de arquitetura e engenharia Werner Sobek e também com a Mercedes-Benz.

Big Brother científico
O ministério quere testar a eficiência da casa em condições reais e por isso abriu um concurso para famílias interessadas em morar nesse espaço por um período de 15 meses. A família procurada deve ser composta de quatro pessoas, dois adultos e duas crianças em idade escolar. No mínimo um dos pais deve trabalhar fora e possuir carteira de motorista. Além disso, a família interessada em morar na casa vitrine deve estar disposta a receber visitas constantes de pesquisadores e não se incomodar com a presença de curiosos, que certamente pararão na frente da fachada de vidro para observar o funcionamento das técnicas instaladas na casa. Entretanto, apesar da possível perda da intimidade com tantos olhares curiosos e testes, morar na casa terá suas vantagens. A família escolhida vai morar de graça, testará os carros elétricos e todos ganharão smartphones. A concorrência para morar na casa é grande.

"Recebemos 133 candidaturas. O resultado será divulgado em dezembro e a família escolhida deverá se mudar para a casa em março do ano que vem", declarou Weber.

Segundo o BMVBS, os resultados da pesquisa servirão para diagnosticar a viabilidade econômica desse tipo de construção e para o desenvolvimento de novas tecnologias.
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