Mostrando postagens com marcador crise mundial. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador crise mundial. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Preço das casas em Portugal recua 7,3% em julho

Folha.com -

 
Em meio à crise financeira, Portugal viu o valor médio de uma casa no país cair 7,3% em julho em relação ao mesmo mês em 2011, segundo dados divulgados hoje (27/8) pelo Instituto Nacional de Estatística, órgão oficial português.

O metro quadrado de uma casa no país valia, em média, 1.033 euros em julho. Em relação a junho, a queda foi de 0,6%.

Na região metropolitana de Lisboa, o valor médio apresentou queda ainda maior, com recuo de 8,5% ante o mesmo período no ano passado.

Com isso, o valor na região ficou em 1.236 euros por metro quadrado.
Leia Mais ►

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Cidades-fantasmas indicam bolha chinesa

Folha.com -

Apesar de concentrar 20% da população do planeta e da migração urbana nas últimas décadas, a China convive com enormes cidades-fantasmas.

O fenômeno de milhares de prédios novos e desabitados ocorre em várias regiões e alimenta o debate sobre o excesso de investimento imobiliário como causa de uma bolha prestes a fazer estragos na segunda economia do mundo.

A escala dos empreendimentos vazios impressiona. Só em Chenggong, no sudoeste chinês, são 100 mil apartamentos vazios e uma vasta infraestrutura de universidades, escolas, bancos e até duas estações de trem.

A cidade começou a ser erguida em 2003 para ser um satélite da vizinha Kunming, capital da província de Yunnan. Mas, até agora, nada.
Reuters
Homem anda de bicicleta perto de complexo residencial na cidade de Taiyuan, na China
Homem anda de bicicleta perto de complexo residencial na cidade de Taiyuan, na China


A várias centenas de quilômetros de Yunnan, na desértica Mongólia Interior, está Ordos, a mais famosa das cidades fantasmas.

A expectativa inicial era de que a cidade, cercada por jazidas de carvão e gás, crescesse rápido.

Mas, passados dez anos, a promessa não se cumpriu, e hoje são 300 mil apartamentos e uma vasta infraestrutura para uma população oficialmente estimada de cerca de 30 mil pessoas.

"Os chineses pretendiam manter a migração para as cidades nos próximos 20 anos", diz João Carlos Scatena, especialista em planejamento de transporte, há 7 anos na China como consultor.

"Como a economia desacelerou, não estão conseguindo gerar empregos suficientes para retirar as pessoas do campo, apesar de estarem ainda construindo cidades para isso", afirma.

A anomalia se estende mesmo em áreas próximas a Pequim. Em Tianjin, cidade portuária a meia hora da capital via trem-bala, um novo bairro com dezenas de prédios de escritório está sendo erguido em meio a planos do governo local para criar um polo de empresas do mercado financeiro.
Editoria de arte/Folhapress


Conhecida como Yujiapu, a região ficará pronta em 2019 e terá réplicas de edifícios de Manhattan, incluindo o Rockfeller Center. A um custo estimado de R$ 63 bilhões, o bairro acrescentará mais 9,5 milhões de metros quadrados de escritórios.

A febre de construção também parece ter sido exagerada em Hainan, a ilha tropical no sul do país. Ali, está Phoenix Island, um arquipélago artificial em construção para abrigar um resort, incluindo uma torre de 200 metros. O projeto foi apelidado de "Dubai da China".

EXPLICAÇÕES

Uma das principais explicações para as cidades vazias é a falta de opções de investimento. "Não há outro lugar onde colocar dinheiro, a não ser em propriedade ou sob o colchão", escreveu neste mês o empresário britânico radicado na China Mark Kitto, na revista "Prospect". "O mercado de ações é manipulado, os bancos operam de uma forma não comercial, e o yuan é não conversível."

Kitto prevê que a bolha estourará ou, numa hipótese mais remota, se desinchará lentamente, gerando risco de instabilidade social.

A revista "Economist" tem uma avaliação menos pessimista. Em artigo de maio, avalia que a China não gera "superinvestimento", mas investimento ruim.

A publicação afirma que, apesar dos apartamentos vazios, há uma demanda reprimida e cita uma pesquisa de 2010 segundo a qual o país tinha um deficit de 85 milhões de residências urbanas, com três quartos dos migrantes viviam em desconfortáveis dormitórios das empresas.
Leia Mais ►

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Preços das casas no Reino Unido caem para novo mínimo

Negócios Online - 

A diminuição nas vendas de imóveis continua a provocar uma queda do índice do preço das casas.


O índice de preços das casas atingiu um novo mínimo no espaço de um ano devido às transacções imóveis que caíram pelo quarto mês consecutivo, segundo a Bloomberg, que cita os dados da Royal Instituition of Chartered Surveyors.

Houve uma descida de 2 pontos em relação ao último mês, de -22 para -24. E nos últimos três meses verificou-se uma descida de 5 pontos, de -18 para -23. Uma leitura abaixo de zero, significa que houve mais quedas de preços do que aumentos.

O mercado imobiliário no Reino Unido encontra-se sob pressão já que os bancos estão a limitar o acesso ao financiamento e o actual estado económico não estimula possíveis compradores.

O Banco de Inglaterra já iniciou um programa que pretende aumentar o fluxo de crédito de modo a poder incentivar uma recuperação do consumo.
Leia Mais ►

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Preço das casas no Reino Unido cai pela quarta vez em cinco meses

Folha.com -

 
Os imóveis residenciais no Reino Unido ficaram mais baratos pela quarta vez em cinco meses, de acordo com o índice de preços da Nationwide.

A queda foi de 0,7% em julho em relação a junho, o que fez com que a taxa anual tenha recuado 2,6% --em junho o índice já recuara 1,5% em relação ao mesmo mês no ano anterior.

Desde março, o único mês que não apresentou queda em relação ao mês anterior foi maio, com alta de 0,3% ante abril. Em junho, o índice teve baixa de 0,6% ante maio.

O preço médio de um imóvel no Reino Unido ficou em 164.367 libras (cerca de R$ 528 mil) em julho deste ano.
Leia Mais ►

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Casa dos sonhos perdeu mais da metade do valor

O Estado de S.Paulo -
 
No auge da especulação imobiliária, em 2006, a corretora Jennifer Nelson-Burgher comprou a casa de seus sonhos - o imóvel em estilo vitoriano de 280 metros quadrados em um bairro histórico de Stockton onde vivera desde os dois anos até seu casamento. As condições da hipoteca da casa, avaliada na época em US$ 400 mil, previam uma entrada de US$ 80 mil e mensalidades de US$ 16 mil por 30 anos. Com as comissões infladas pela intensa procura e pelos preços altos dos imóveis na cidade, a corretora pôde bancar a fatura mensal até o início de 2011. A ordem de despejo emitida pelo Bank of America chegou em suas mãos em agosto daquele ano.

A casa passara, então, a valer US$ 157 mil, mesmo com as melhorias feitas pela família. "Foi horrível porque eu era emocionalmente ligada à casa, onde cresci e me casei, e porque a minha reputação como corretora de imóveis estava arruinada", relatou Jennifer, emocionada. "Meu casamento quase acabou por causa do despejo e meus três filhos ficaram deprimidos com o processo."

Uma casa confortável, mas sem o charme e o apego da antiga residência, foi alugada por US$ 1.000 ao mês à família, graças à generosidade de amigos. Jennifer acreditava ter virado essa página de sua vida, quando recebeu, em maio, uma notícia "fantasmagórica". O banco estava devolvendo a casa vitoriana e cobrando US$ 320 mil supostamente devidos. O imóvel, fechado havia quase um ano, fora vandalizado e hoje vale bem menos de US$ 152 mil.

"Eu não tenho dinheiro para consertar a casa nem para pagar essa dívida, muito maior do que a que deixei em agosto de 2011. Não sei quais serão as consequências dessa decisão do banco nos meus impostos e no meu crédito", afirmou Jennifer, enquanto preenchia os formulários requeridos pelo banco para resolver o caso.

Jennifer foi apenas uma das vítimas do boom imobiliário estimulado pelo governo americano nos 2000, mesmo sendo conhecedora do mercado de Stockton e dos trâmites de compra e venda de casas. Ela trabalha no escritório Lela Nelson Realty, o mais conceituado da cidade e de propriedade de sua mãe, de quem a casa vitoriana fora comprada. Em 2006, porém, Jennifer não previa o colapso dos setores imobiliário e de construção dois anos depois, assim como María Carranza e todos os milhões de despejados.

Subprime clássico. A mexicana María chegou em 2001 nos Estados Unidos legalmente, vinda da Cidade do México, com a filha Michelle. Casou-se três anos depois com o jardineiro Cézar Carranza, com quem teve Júlio Cézar, e ambos decidiram fazer como os quatro irmãos de María estabelecidos em Stockton - comprar uma boa casa.

O imóvel escolhido tinha três quartos e três banheiros. Valia US$ 225 mil quando foi adquirido em 2004. O casal, com renda mensal de apenas US$ 2.500, não deu entrada e teria de desembolsar US$ 800 ao mês durante 35 anos para quitar a hipoteca. Era um clássico caso de subprime.

"Era possível pagar", afirmou, para justificar não ter dado um passo demasiado ambicioso ao comprar a casa. "A gasolina custava barato e, nessa época, conseguíamos sair duas vezes por semana para jantar fora e ainda economizar no fim do mês."

Em uma das renegociações, para reduzir o prazo para 30 anos, María foi induzida a aceitar uma taxa de juros variável por um agente financeiro. Quando se deu conta, sua dívida passara a US$ 350 mil, e as mensalidades, para US$ 2.200. O valor da casa, porém, havia despencado para US$ 115 mil.

A partir de 2008, a jornada de trabalho de Cézar foi reduzida, junto com o seu salário. María passou a fazer bicos em um salão de beleza. As contas domésticas não mais fechavam.

Em novembro de 2009, ela preparou o almoço de Ação de Graças para a família e, em seguida, mudou-se para um apartamento de dois quartos e um banheiro, alugado por US$ 775 ao mês. "Pensamos que iríamos passar a vida toda naquela casa. Meu marido ficou deprimido e eu, ainda mais", disse ela. "Nós estamos ficando velhos e percebemos que não temos nada."

María não foi a única em sua família a cair na armadilha imobiliária dos anos 2000.

Seus quatro irmãos compraram imóveis avaliados na época em mais de US$ 400 mil, apesar da renda considerada baixa. Três foram despejados. Apenas Gina Anaya conseguiu driblar o banco. Como a hipoteca estava apenas no nome de Gina, seu marido, José Luiz, comprou casa logo depois de ter saído a ordem de despejo. O preço já havia despencado de US$ 400 mil para US$ 150 mil.

"Todos os irmãos contribuíram para o José Luiz dar a parcela de 30% exigida pelo banco. Esse é o único final feliz na família", contou María.
Leia Mais ►

Prédio mais alto do mundo sofre com escritórios vazios

BBC Brasil - 

Com 828 metros, Burj Khalifa, em Dubai, ainda tem grande parte dos escritórios 'às moscas' quase dois anos após ser lançado

DUBAI - Quando o edifício mais alto do mundo foi inaugurado em 2010, seu nome foi mudado minutos antes de seu lançamento. De Burj Dubai (Torre Dubai), o arranha-céu foi rebatizado de Burj Khalifa (Torre Khalifa), em homenagem à família real de Abu Dhabi, que havia concedido, naquela ocasião, um empréstimo de US$ 20 bilhões (R$ 40 bilhões) ao emirado considerado por muitos como a "Nova York do Oriente Médio".


AFP
Faltam compradores para salas no Burj Khalifa

A inauguração deste edifício de 828 metros de altura, com um hotel Armani, 900 luxuosos apartamentos e 37 andares de escritórios, ocorreu apenas algumas semanas após a eclosão de uma crise financeira de grandes proporções no emirado árabe de Abu Dhabi.

Hoje, o hotel tem uma taxa de ocupação de quase 100%, principalmente de hóspedes vindos dos países ricos do Golfo Pérsico. Em paralelo, centenas de turistas pagam mais de U$ 100 (R$ 200) para apreciar as vistas incríveis do deserto do alto do 124º andar.

Além disso, apesar do tão comentado colapso dos preços dos imóveis em Dubai, quase 80% dos apartamentos de luxo da torre foram vendidos e registraram uma valorização de 10% somente no ano passado.

Os escritórios, por outro lado, não tiveram tanta sorte. A agência imobiliária Emmar não divulgou números oficiais, mas especialistas afirmam que, embora todos tenham sido vendidos durante os anos da bolha imobiliária, antes do final da construção da torre, quase dois terços dos escritórios, que, juntos, ocupam cerca de 20 andares, permanecem vazios.

Imagem

De acordo com Alan Robertson, diretor-executivo para Oriente Médio da consultoria imobiliária Jones Lang LaSalle, uma das razões para a baixa procura é o preço do aluguel. "O valor é o dobro do de um imóvel com as mesmas características a 50 metros dali", afirmou.

Ele acrescenta que, devido ao desenho da torre, o espaço do escritório é limitado. Além disso, para uma grande empresa se estabelecer no prédio, precisaria ocupar vários andares. Segundo Robertson, isso seria complicado, uma vez que cada andar pertence a um proprietário diferente.

Além disso, o especialista acredita que, para algumas empresas internacionais, como grandes bancos, não é conveniente montar sua sede no edifício. "O Burj Khalifa é um ícone mundial, tem um endereço de prestígio e isso é fantástico. No entanto, esse não é o tipo de imagem que uma empresa multinacional de hoje deseja projetar", argumenta Robertson. "Eles querem projetar uma imagem de racionalidade e sobriedade", acrescenta.

Alguns proprietários optaram em manter o espaço do escritório como um investimento a longo prazo ou simplesmente porque sabem que não têm chance de recuperar o dinheiro aplicado. Por outro lado, outros estão tentando vender seus imóveis. No mês passado, um proprietário anônimo colocou seu escritório em um leilão nos EUA por um valor inicial de US$ 5,5 milhões (R$ 11 milhões).

O Grupo LFC, responsável pelas vendas, espera vender, no próximo ano, mais escritórios da torre. No entanto, é improvável que os detalhes dessas operações sejam divulgados publicamente. "Estamos falando de operações envolvendo grandes nomes que não querem divulgar os detalhes. É bem possível que os resultados nunca sejam conhecidos", disse William Lange, diretor-executivo do Grupo LFC.

Imóveis vazios


O problema em encontrar compradores para imóveis vazios não é exclusividade do Burj Khalifa. De acordo com o último relatório da Jones Lang LaSalle, cerca de 35% da área total ocupada por escritórios em Dubai está vazia. Para a empresa, existe uma disparidade em jogo: em uma parte do emirado, a demanda por espaços é elevada, enquanto outras partes são incapazes de atrair inquilinos ou compradores. "Há uma quantidade razoável de pequenos e médios escritórios e um grande número de escritórios e áreas de má qualidade. Esse desequilíbrio acaba se tornando um impeditivo", afirmou.

A poucos metros do Burj Khalifa fica uma das propriedades citadas por Robertson. Durante o boom da construção, agentes imobiliários prometeram que Dubai teria um bairro comercial e residencial "na escala de Manhattan", com mais de 80 torres. Quando a crise chegou, no final de 2009, a construção começou a abrandar e em alguns casos, parou completamente.

Porém, de acordo com a Dubai Properties Group, a confiança está voltando aos mercados e isso significa que os megaprojetos, suspensos pela crise, serão retomados, incluindo as obras no distrito conhecido como Business Bay. O Bank of America Merrill Lynch também é otimista quanto à recuperação do setor imobiliário de Dubai.

A instituição financeira prevê que a população de Dubai pode dobrar na próxima década com a criação de novos empregos, o que geraria um aumento na demanda por imóveis comerciais e residenciais. Mesmo assim, isso não teria impacto sobre o Burj Khalifa, de acordo com Robertson. "Esta torre interessa somente para um tipo específico de negócio", explica ele. "Ela atrai o tipo de empresa que quer mostrar ao resto do mundo que tem um escritório lá", explica.
Leia Mais ►

segunda-feira, 23 de julho de 2012

1,5 milhão de americanos com mais de 50 perderam casa após crise das hipotecas

Folha.com -

 
Mais de 1,5 milhão de americanos com 50 anos ou mais perderam suas casas desde a crise no mercado imobiliário americano em 2007, de acordo com estudo da AARP (Associação Americana de Pessoas Aposentadas) divulgado ontem (19).

O levantamento, o primeiro a medir o efeito da crise das hipotecas sobre a população nessa faixa etária, levou em conta o tipo de empréstimo feito e a idade do tomador.

Além da perda das casas, o estudo revelou também aumento no nível de inadimplência --quando comparados o ano de 2007 e o fim de 2011.

Em 2007, o índice de inadimplência era de 1,1%, mas atingiu 6% em dezembro de 2011 nessa faixa etária. O estudo considerou inadimplentes aqueles com atraso no pagamento de 90 dias ou mais, ou cujas hipotecas já estejam em fase de execução.

Segundo o estudo, 3 milhões de americanos ainda correm de perder a casa. "Esta crise está longe de terminar", disse Debra Whitman, da AARP.
Leia Mais ►

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Como baratear o financiamento da sua casa

Exame -

Consultor financeiro Gustavo Cerbasi e especialista em crédito imobiliário Marcelo Prata dizem o que levar em conta para deixar o financiamento mais leve para o bolso

Casa com jardim
Sem um bom planejamento financeiro, a compra da casa própria pode gerar grandes dívidas

São Paulo - Ao se tornar sócio da consultoria de financiamentos imobiliários Canal do Crédito, o guru Gustavo Cerbasi pretende pôr em prática um programa de educação financeira para quem vai financiar o seu imóvel. Nas oito dicas abaixo, o consultor financeiro e o presidente da consultoria, Marcelo Prata, mostram quais despesas comumente esquecidas devem ser postas na ponta do lápis para quem está de mudança para uma casa financiada e como tornar essa longa e pesada dívida mais barata e justa no orçamento.
1. Ao se mudar para um bairro mais caro, calcule um aumento de 15% a 20% nos gastos
Mudar-se para um bairro mais nobre implica maiores gastos na padaria, supermercado e escola. “Na dúvida entre dois imóveis, é melhor optar pelo que tem valor de 15% a 20% mais baixo, porque esta parcela normalmente é o que é destinado ao novo custo de vida no local”, diz Cerbasi. “É a mesma coisa que ocorre quando você compra um DVD Blu-Ray que, além de ser mais caro que o normal, envolve a compra dos discos Blu-Ray, que são mais caros que os outros”, comenta. 
Cerbasi também diz que muitas dívidas com financiamentos ocorrem quando o proprietário calcula o gasto mensal com as parcelas e se esquece de calcular os gastos agregados, como o novo custo de vida, a manutenção do imóvel, as contas de energia, gás, IPTU, reformas e principalmente gastos variáveis, com lazer. “O financiamento do imóvel está previsto, mas não se prevê o gasto com cinema, restaurante e aí este gasto é passado para o cheque especial e o rotativo do cartão de crédito, levando a dívidas”, explica.
2. Considere que taxas e impostos correspondem a 4% do valor financiado
Segundo Marcelo Prata, sócio e fundador do Canal do Crédito, cerca de 4% do valor do imóvel é usado para pagar apenas taxas e impostos. “Eu já vi algumas pessoas chegarem na hora da compra sem saber que estes gastos estavam envolvidos”, diz Prata.
Basicamente, os gastos envolvidos são: ITBI (Imposto sobre transmissão de bens imóveis), que varia de acordo com a cidade, mas gira em torno de 2% do valor total do imóvel; taxas cartorárias, que ficam em torno de 1% do valor do imóvel e oscilam de acordo com o valor da propriedade e da localização; e as taxas de análise jurídica, cobradas pelos bancos na hora de contratar o financiamento, que também podem variar em torno de 1% do valor total.
3. Não comprometa mais que 30% da renda
Cerbasi recomenda que sejam comprometidos, no máximo, de 25% a 30% da renda mensal em um financiamento. Para não cair na tentação de fazer um financiamento mais caro e depois não conseguir arcar com os custos, o consultor diz que o segredo é inverter a ordem das escolhas. Ou seja, em vez de buscar os imóveis e fazer a escolha baseada nos preços, é importante ter todos os gastos previstos em mente e a capacidade de comprometimento com o financiamento para depois avaliar as opções de compra. 
Segundo Cerbasi, pode ser muito melhor morar em uma casa aquém do desejado, mas onde se tenha uma capacidade de gastos maior no dia a dia. “Do que adianta viver em uma casa grande, mas na monotonia?”, pondera.
4. Prefira os menores prazos: 15 anos para imóveis novos e sete anos para usados
Cerbasi ressalta que os prazos ideais de financiamento seriam de 15 anos para um imóvel novo e sete anos para um imóvel usado, uma vez que, depois destes prazos, provavelmente o proprietário terá que arcar com custos de reforma. Se o financiamento não estiver quitado então, os gastos somados podem pesar demais no orçamento.
Cerbasi afirma que o melhor é sempre fazer o financiamento no menor prazo possível. “Nós conseguimos dominar a segurança financeira no prazo curto, mas em 30 anos, por exemplo, é muito mais difícil prever as condições que o comprador terá para pagar o financiamento. Entre um financiamento de 30 anos e 25 anos, prefira o de 25 anos”, diz.
5. Recém-casados: esperem cinco anos para comprar um imóvel
Cerbasi explica que o financiamento deixa o casal exposto a diversas limitações de renda, de oportunidades de emprego e de mobilidade. Por isso, o ideal é que eles só comprem o imóvel depois de cinco anos de casados. “Para recém-casados a renda ainda é muito instável e limitada. Por isso, muitos jovens ainda querem mudar de emprego. Um aluguel, como um elemento de flexibilidade, é oportuno, e poder se mudar para ficar perto do trabalho, por exemplo, ajuda a economizar no transporte. Depois de comprar uma casa diminuem as chances de se conseguir um emprego para morar longe", diz.
Ele sugere que os recém-casados aluguem uma quitinete, por exemplo, enquanto poupam o valor para a compra do apartamento antes de entrar em um financiamento. Ele ressalta, no entanto, que se o valor pago pelo aluguel for superior ao de um financiamento, vale considerar se o investimento vale a pena, mesmo com todos os comprometimentos que a decisão pode gerar.
6. Prefira taxas pós-fixadas
Com as quedas nos juros, as taxas pós-fixadas e a tabela SAC (Sistema de Amortização Constante) se tornam a melhor opção para o mutuário. Na tabela SAC, são pagas parcelas mais altas no início e o valor cai conforme a dívida é amortizada. O valor do pagamento da dívida permanece constante, enquanto o valor correspondente ao pagamento de juros diminui progressivamente.
A conjuntura atual, de mudanças na economia, se mostra favorável para o comprador ter maior fôlego para arcar com parcelas mais altas no início dos pagamentos.
Cerbasi acredita também que a tendência das quedas nas taxas deve se manter, favorecendo taxas pós-fixadas. “Os juros devem cair ainda e as taxas prefixadas podem ficar muito caras diante de taxas mais baixas ”, explica. As taxas prefixadas são definidas no início do financiamento e as pós-fixadas variam de acordo com a Taxa Referencial e índices atrelados à inflação, como IGP-M ou IPCA . 
No caso da tabela Price, as parcelas são fixas. No começo do pagamento, o valor abatido do saldo devedor é muito baixo, porque a maior parte da parcela é composta pelos juros.
7. Pesquise entre os bancos as melhores condições
Com as recentes reduções nas taxas de juros, a diferença nas taxas cobradas entre um banco e outro podem ser significativas. Além de visitar diferentes agências para consultar as opções, o comprador pode fazer simulações do financiamento pela internet. Existem consultorias que oferecem esse serviço. O Canal do Crédito é uma delas, e o serviço é gratuito. Em consultorias como a Crédito Imobiliário Fácil e a Financiar Casa (antiga Sagace), o serviço é cobrado. Leia mais sobre esse tipo de serviço.
Quem quiser saber o custo médio de um financiamento imobiliário pode fazê-lo por meio de umaferramenta disponível em EXAME.com.
8. Portabilidade só é vantajosa se a diferença de juro for de no mínimo 1,5%
As taxas menores também podem ser vantajosas para quem já tem um financiamento e quer aproveitar as taxas mais baixas de outro banco. É possível migrar a dívida por meio da chamada portabilidade de crédito. Marcelo Prata, sócio-fundador do canal do Crédito, dá uma dica que pode ajudar o mutuário a perceber de maneira simplificada se vale a pena fazer a transferência: “Se a diferença entre a taxa de um banco e outro for maior ou igual a 1,5% vale a pena fazer a portabilidade”, diz.
Se for verificada a diferença maior ou igual a 1,5%, o proprietário deve: observar a taxa de juro cobrada no atual financiamento e no financiamento cotado; calcular a diferença entre a soma das prestações que restam no banco atual e as que serão pagas se a dívida for transferida para outro banco; e por fim, deve subtrair as taxas de cartório cobrada pela alteração do financiamento, a diferença entre os custos dos seguros de cada instituição e entre as taxas de administração.
Ao fazer a portabillidade, o proprietário paga novamente as mesmas taxas cartorárias que pagou no início do financiamento, a taxa de averbação do valor declarado (pelo cancelamento do financiamento) e a de registro do novo financiamento, que variam de acordo com o valor do imóvel e com a região, podendo chegar a 1% do valor da propriedade. Assim, se os gastos com cartório forem muito altos, o valor gasto no presente pode não compensar a economia com parcelas futuras. 

Leia Mais ►

terça-feira, 10 de julho de 2012

Devo vender meu imóvel para diversificar?

Exame - 

Dono de imóvel comercial milionário depende de aluguéis para viver e quer saber se deve aceitar oferta de venda





Internauta tem filhos pequenos e não quer deixar os ovos todos na mesma cesta


Dúvida do internauta: Tenho 38 anos, sou casado e pai de três filhos pequenos. A maior parte do meu rendimento provém do aluguel de um imóvel comercial. Recentemente recebi uma oferta de venda de 4,2 milhões de reais. O inquilino atual é bastante sólido e me paga 19.000 reais de aluguel por mês; no entanto, em 2010, este imóvel ficou sem locação por mais de 9 meses, e eu ainda sinto os efeitos dessa vacância. Não seria mais prudente aceitar a oferta e vender este imóvel para diversificar meus investimentos? Se a resposta for afirmativa, me aconselharia a investir 20% desses recursos em Bolsa?

Resposta de Luiz Calado*:


Se você tem filhos pequenos e depende substancialmente da renda do aluguel, minha sugestão é a venda do imóvel. Assim você diminui a concentração do seu risco, o que é fundamental, considerando a sua dependência financeira e a idade dos seus filhos.

Entendo que apesar de seu inquilino ter solidez, a economia não tem e vive em ciclos. Quem diria, há 5 anos, que a Espanha passaria por uma crise dessa? Ou que bancos e empresas tradicionais quebrariam?

Para se defender do risco da incerteza, diversifique a partir da venda do imóvel. Com o dinheiro obtido você poderá continuar no mercado imobiliário, porém de um modo mais equilibrado. Uma das possibilidades é adquirir propriedades que possam ser locadas a mais de um inquilino, diminuindo seu risco da dependência exclusiva.

Caso queira conhecer outros mercados, diria que o momento é oportuno para adquirir CDBs de bancos médios. Deixe-me explicar melhor: com a intervenção no banco Cruzeiro do Sul, muitos desses bancos aumentaram as taxas de remuneração do CDB. Além disso, o produto é de baixo risco, pois possui uma garantia de até 70.000 reais, mesmo se o banco quebrar.

Finalmente, se você é meu leitor assíduo, deve saber que considero investimento em Bolsa muito arriscado. Levando em conta o fato de que você necessita do rendimento mensal de seus investimentos, penso que 20% seja um percentual muito alto. Seria mais prudente limitar o investimento a 5%, lembrando que eventuais lucros serão quase sempre provenientes do longo prazo e será necessária muita frieza caso o mercado venha a cair. Uma sugestão para pessoas com perfil semelhante ao seu é investir em Fundos de Dividendos, pois se trata de um investimento menos atrelado à valorização das empresas, ou seja, aos humores do mercado.

*Luiz Calado é economista, doutorando em finanças sustentáveis e autor dos livros “Imóveis: seu guia para fazer da compra e venda um grande negócio” e “Fundos de investimento: Conheça antes de investir”.
Leia Mais ►

domingo, 8 de julho de 2012

China deve evitar bolha imobiliária, alerta premier

Agência O Globo – 

 

PEQUIM - O primeiro-ministro da China, Wen Jiabao, disse ontem que restringir a especulação e o investimento em imóveis deve ser uma política de longo prazo no país. Consumidores e analistas estão preocupados com uma bolha imobiliária no país. Os preços de novas residências aumentaram em junho pela primeira vez em dez meses, segundo a SouFun Holdings, dona do maior site de imóveis do país.

- Devemos continuar a implementar de maneira inabalável todos os tipos de controle no mercado imobiliário para permitir que os preços retornem a patamares razoáveis. Não podemos permitir voltem a subir, ou todos nossos esforços serão frustrados - afirmou o primeiro-ministro da China.

Ele também disse que o governo vai "intensificar uma sintonia fina preventiva" para estabilizar a economia e "executar uma política fiscal proativa" para reduzir impostos.
Leia Mais ►

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Lançamentos de imóveis caem 31,4% de janeiro a maio e setor já reduz projeções

Agência Estado - 

Por outro lado, as vendas de imóveis novos seguem em crescimento, com alta 13,1% nos cinco primeiros meses do ano


SÃO PAULO - O mercado de imóveis residenciais novos na cidade de São Paulo apresentou elevação das vendas em maio, mantendo a trajetória de crescimento verificada nos últimos meses, de acordo com dados divulgados pelo Sindicato da Habitação (Secovi-SP). Por outro lado, o volume de lançamentos ao longo do ano apresentou um recuo acentuado, levando a entidade a diminuir as projeções para novos projetos em 2012.

Entre janeiro e maio, foram lançadas 7.496 unidades na cidade de São Paulo, um recuo de 31,4% em relação ao total apurado nos cinco primeiros meses de 2011, de acordo com dados levantados pela Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp). Em maio, entretanto, os lançamentos chegaram a 2.239 residências, uma variação positiva de 38% em relação a abril.

Com a retração no volume de novos projetos nos primeiros meses do ano, o Secovi-SP diminuiu em 17% as projeções de lançamentos para 2012. Antes, eram esperadas 36,2 mil novas unidades. Agora, esse número deve ficar em torno de 30 mil, segundo o presidente da entidade, Cláudio Bernardes. O novo montante também representa uma queda de 20,4% ante o total de 37,7 mil unidades lançadas em 2011. "Consideramos modificar nossa previsão quanto aos lançamentos, que devem totalizar aproximadamente 30 mil unidades este ano", informou Bernardes, em nota.

Segundo ele, a revisão das projeções também se deve à maior demora para aprovação de novos projetos na cidade de São Paulo. Isso vem ocorrendo, na sua avaliação, por conta da "maior dificuldade na formação de terrenos aptos à incorporação e devido aos exagerados prazos nos processos de licenciamento de edificações, que foram significativamente majorados nos últimos tempos".

Segundo dados da Embraesp, o total de unidades aprovadas na capital paulista vem caindo desde setembro no ano passado. Entre aquele mês e abril, o número mensal de aprovações despencou 18,7%.

Vendas

As vendas, por sua vez, mantiveram trajetória de crescimento. Em maio, foram vendidas 2.728 unidades na capital paulista, volume 35,9% acima do total de abril de abril (2.007 unidades) e 14,6% acima do registrado em maio de 2011 (2.380 unidades). Nos primeiros cinco meses de 2012, o número de imóveis vendidos atingiu 10.135 unidades, um crescimento de 13,1% em relação ao comercializado no mesmo período do ano passado.

O valor global das vendas chegou a R$ 1,37 bilhão em maio, alta de 51,9% ante abril e de 3,7% ante o mesmo mês de 2011, considerando valores já atualizados pelo INCC. Entre janeiro e maio, o valor global das vendas atingiu o montante de R$ 5,08 bilhões, equivalente a um aumento de 6% ante o mesmo período de 2011.

As unidades de dois e três dormitórios continuaram liderando as vendas. Em maio, imóveis de dois quartos representaram 59% do total comercializado, com 1.610 unidades, enquanto o segmento de três dormitórios respondeu por 26,6% e 726 unidades vendidas.

A velocidade das vendas (total de unidades vendidas no mês ante o total de unidades disponíveis) foi de 13,7%. Isso significa que 137 imóveis novos foram vendidos a cada 1 mil ofertados no mês. O desempenho foi melhor que o de abril, quando esse patamar ficou em 10,2%, mas está abaixo dos 15,1% verificados em maio de 2011.

Para o presidente do Secovi-SP, o bom desempenho das vendas permite confirmar as estimativas de encerrar 2012 com 31 mil unidades vendidas, um aumento de 10% em relação ao ano passado.
Leia Mais ►

domingo, 1 de julho de 2012

China precisa manter controle sobre imóveis, diz vice premiê

Reuters -

A China precisa manter as restrições sobre a compra de imóveis residenciais, disse o vice-primeiro ministro Li Keqiang, rejeitando pedidos para afrouxar limitações no mercado imobiliário como forma de ajudar no crescimento econômico.

Li, visto como o próximo premiê chinês, foi citado pela agência estatal de notícias Xinhua neste domingo dizendo que compras especulativas e com fim de investimento na China precisam ser freadas. Li teria feito os comentários durante uma recente conferência, segundo a Xinhua, que não deu mais detalhes sobre o contexto das declarações.

Os comentários de Li são os primeiros de uma autoridade sênior a refutar diretamente pela primeira vez os pedidos de conselheiros do governo chinês no mês passado para que Pequim relaxasse as restrições sobre o setor imobiliário.

A política do governo chinês dos últimos dois anos tenta por fim a uma escalada nos preços dos imóveis.

As restrições incluem a proibição de compra de mais de duas propriedades por uma mesma pessoa e o aumento dos juros de hipotecas.

Espera-se que Li seja o sucessor do premiê Wen Jiabao quando a China iniciar uma mudança no comando do país que ocorre uma vez a cada década no fim deste ano.

(Por Koh Gui Qing)
Leia Mais ►

domingo, 24 de junho de 2012

Mercado de imóveis alemão se descola da crise

O Estado de S.Paulo - 

Impulsionado pelo temor com países europeus em crise, o mercado imobiliário da Alemanha passou a ser procurado por investidores

 

O edifício de escritórios de dois andares, na cidadezinha de Nordhausen, quase passa despercebido. O prédio ao norte de Erfurt, a capital do Estado da Turíngia, no leste alemão, está pintado de amarelo e tem estacionamento próprio.

Parte do andar térreo já tem um locatário confiável, e outra parte sofreu um incêndio no início do ano. Mesmo assim, é uma localização bastante procurada. No catálogo de um leilão realizado no início deste mês, no centro de Berlim, o imóvel era oferecido por 48 mil (US$ 60.355). Mas, ao final de uma verdadeira guerra de lances, foi arrematado por quase o dobro do preço inicial, por 90 mil (US$ 113.166). O autor do lance mais alto foi um investidor da Alemanha Ocidental.

"É um exemplo do que um imóvel pode alcançar quando é bom", diz Carsten Wohlers da Plettner & Brecht, a corretora imobiliária que realizou o leilão. Cerca de 90% dos 53 imóveis leiloados foram vendidos, 10% a mais do que no ano passado. Os organizadores também notaram que mais compradores preferiram mandar seus lances por telefone, em vez de comparecer pessoalmente, embora Wohlers atribua isso ao tempo bom e à Eurocopa, que está ocorrendo neste mês.

O leilão é apenas mais um exemplo de que, enquanto a recuperação do mercado de imóveis residenciais nos Estados Unidos, Espanha e outros países em dificuldades vem se arrastando, o mercado alemão decolou. Depois de uma estagnação de anos, os preços alemães de imóveis residenciais e comerciais voltaram a subir em 2009. Impulsionado pelas preocupações em outros países da zona do euro, o mercado alemão tornou-se um investimento seguro.

Os preços dos imóveis na Alemanha subiram 3,5% entre setembro de 2010 e o mesmo mês no ano seguinte, segundo a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE). Ao mesmo tempo, o preço médio dos imóveis residenciais subiu 5,5% em 2011, segundo o Bundesbank, o banco central alemão. Nas grandes cidades, como Berlim, Hamburgo e Munique, os aumentos foram de 10% a 13% nos preços de apartamentos já existentes e novos.

Segurança. Embora esses aumentos pareçam consideráveis, não chegam a indicar uma temível bolha imobiliária. Em comparação, no primeiro trimestre de 2005, enquanto os preços se aproximavam do seu pico antes da crise imobiliária americana, subiram 12,5% em relação ao ano anterior, e os custos das casas em lugares como Califórnia, Nevada e Flórida registraram altas de 20% ao ano. No entanto, os aumentos dos preços na Alemanha preocupam o Bundesbank, que recentemente disse que está acompanhando a evolução para impedir que haja descontrole.

Mas a situação do setor imobiliário alemão "não se compara à dos EUA ou da Espanha", afirma Steffen Sebastian, catedrático de finanças imobiliárias da Universidade de Regensburg. Esses aumentos, hoje, não são nada em comparação à bolha imobiliária da Alemanha em meados dos anos 90, quado o governo de Helmut Kohl ofereceu incentivos fiscais para financiar os investimentos no mercado imobiliário da ex-Alemanha Oriental, depois da reunificação.

Sebastian diz que o mercado imobiliário se aqueceu há cerca de um ano e meio, mas que a diferença entre o que aconteceu com outros países afetados por uma crise da habitação é que indivíduos e bancos de investimento estão colocando o seu dinheiro em imóveis. E não são apenas os alemães, mas cidadãos de todo o continente. "Grande parte da demanda vem da especulação em toda a Europa", segundo Sebastian.

Ele também atribui o aumento dos preços aos juros baixos, ao medo da inflação no país, à preocupação geral com o colapso do euro e a alternativas seguras relativamente escassas.

"Os italianos não ligam onde colocam o seu dinheiro, desde que seja em imóveis na Alemanha", diz Ruth Stirati, uma consultora do setor que trabalha principalmente com cidadãos italianos que querem comprar apartamentos em Berlim. Ela afirma que muitos dos seus clientes são italianos comuns que têm alguma poupança e temem colocá-la em bancos italianos na perspectiva de colapso do euro.

Choque. Embora Berlim não tenha um mercado de trabalho que sustente outras partes do país, a cidade tornou-se um alvo atraente para compradores internacionais. Em janeiro de 2012, foram vendidos centenas de apartamentos em Berlim. Mais da metade dessas aquisições foi feita por italianos, russos, franceses e compradores de outra nacionalidade, segundo um relatório do mercado elaborado pela empresa alemã Engel & Völkers.

"Anteriormente, houve um crescimento persistente da demanda, e agora é uma inundação", diz a consultora, referindo-se ao mercado em Berlim.

Os aumentos dos valores em Berlim causaram choques nos corretores e nos compradores acostumados aos anos de preços baixos. "É muito caro", diz Rudolf Rude, um engenheiro alemão interessado em investir em imóveis.

Bolha. Wohlers, Rude, Stirati e outros na linha de frente do mercado imobiliário alemão acreditam que este só continuará crescendo. Mas, se as previsões se concretizarão ou não, é algo que depende do destino da economia alemã. Independentemente do declínio populacional, um vigoroso mercado de trabalho e uma sólida expansão econômica mantiveram ativa a demanda por imóveis residenciais. De outro lado, aumentou o número de pessoas que migram para as cidades e procuram casas novas.

A agência de risco Standard & Poor's prevê que os preços das habitações na Alemanha subirão por mais dois ou três anos, enquanto a crise do euro se estende aos países vizinhos. A agência aponta para a redução do desemprego, para os juros persistentemente baixos e preço já baixo em proporção à renda, como as razões do seu otimismo.

Mas alguns especialistas advertiram que, à medida que a crise do euro se aprofunda, a economia alemã não continuará intocada por muito tempo. Bastará uma alta repentina das taxas do desemprego e dos juros para que o ativo mercado imobiliário do país sofra uma brusca parada. "Pode contar que haverá mais turbulência no mercado imobiliário alemão", diz o catedrático Sebastian. / TRADUÇÃO ANNA CAPOVILLA
Leia Mais ►

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Escassez de mão de obra qualificada vai estagnar economia mundial em 20 anos, diz estudo


Época - 


Levantamento do Instituto Global McKinsey analisou 70 países e concluiu que a ausência de trabalhadores capacitados pode levar a uma guerra mundial por talentos

TRABALHO (Foto: sxc)
Nos últimos 30 anos, 1,7 bilhão de pessoas ingressaram no mercado de trabalho global – a maioria nos setores industrial e de serviços. Enquanto esses avanços contribuíram para a redução da miséria de milhões de famílias em países em desenvolvimento, nas nações ricas eles possibilitaram maiores investimentos em tecnologia e inovação – elementos responsáveis pelo aumento dos níveis de produtividade e redução dos custos de produção.
Hoje, somos 2,9 bilhões de trabalhadores. Até 2030, seremos 3,5 bilhões. Mas as estimativas não são otimistas. Não pela falta de empregos, mas pela carência de trabalhadores aptos a assumir esses cargos. É o que diz o estudo The world at work: Jobs, pay, and skills for 3.5 billion people (“O mundo do trabalho: empregos, salários e habilidades para 3,5 bilhões de pessoas”), divulgado nesta quinta-feira (14-06) pelo Instituto Global McKinsey. Ao analisar 70 países que, juntos, representam 96% do PIB e 87% da população mundiais, o estudo revelou que a falta de profissionais altamente qualificados, com Ensino Superior e especializações, provocará uma guerra mundial por talentos – serão 40 milhões de profissionais a menos do que o necessário. Países da África subsaariana e sul asiático não vão encontrar os 45 milhões de trabalhadores de qualificação média (o equivalente ao Ensino Médio completo) de que seu processo de industrialização precisa para continuar crescendo. Por outro lado, cerca de 95 milhões de indivíduos com baixa qualificação profissional (Ensino Fundamental) ficarão desempregados por não estarem a altura dos cargos disponíveis. “O desenvolvimento da economia mundial exigirá uma mão de obra mais qualificada porque a produção também se sofistica”, afirma William Eid Jr., economista da Faculdade Getúlio Vargas (FGV). Segundo ele, os investimentos em capital humano terão de ser cada vez mais intensificados. “Os funcionários devem estar preparados para se adaptar a novas tecnologias e se reinventar a todo momento”.

Confira as principais conclusões do estudo e o que pode ser feito para melhorar as estimativas.
Países desenvolvidos
Haverá falta de 18 milhões de trabalhadores altamente instruídos. A tendência é que as altas taxas de desemprego persistam. Jovens sem boa qualificação profissional não vão conseguir ingressar no mercado de trabalho e funcionários mais velhos não apresentarão as exigências para os novos cargos que surgirão. A crescente polarização entre os salários altos e baixos implicará em uma desaceleração nos níveis de qualidade de vida desses países, com aumento dos encargos do governo e tensões sociais.
Para evitar que as previsões se concretizem, as nações ricas devem dobrar o ingresso de alunos no Ensino Superior e aumentar as graduações em áreas como Ciências e Engenharia, além de facilitar a imigração de trabalhadores altamente qualificados de outras partes do mundo.

Países em desenvolvimento

Brasil: Com a redução da força de trabalho no país, que crescia 2,5% ao ano na década passada e passará a crescer menos de 1% ao ano nos próximos anos, e a falta de profissionais altamente qualificados, o Brasil corre o risco de sofrer uma grave estagnação nos níveis de produtividade. Atualmente, apenas 7% dos trabalhadores brasileiros têm diploma universitário. Outras economias menos avançadas que a brasileira possuem uma proporção de trabalhadores com Ensino Superior bem mais elevada. É o que acontece com países como Chile (24%), Rússia (23%), Cazaquistão (18%) e África do Sul (9%)).

China: Apesar dos avanços significativos que o país continuará apresentando em educação, deve haver uma falta de 23 milhões de trabalhadores altamente qualificados no país. Isso pode causar uma desaceleração no desenvolvimento de uma indústria de bens de valor agregado e no aumento dos níveis de produtividade. Cerca de 20 milhões de indivíduos pouco qualificados devem ficar desempregados. Por outro lado, haverá um relativo equilíbrio entre oferta e demanda por trabalhadores com Ensino Médio completo.

Índia: O estudo estima que haverá mais trabalhadores altamente qualificados do que os que o país poderá empregar. Isso porque os avanços em educação superior estão crescendo mais rápido do que os econômicos. Contudo, deve haver falta de trabalhadores de formação mediana, cerca de 13 milhões, que seriam empregados nos setores manufatureiros, de comércio e serviços. A escassez desses trabalhadores já acontece hoje e se reflete no rápido crescimento de pessoas com instrução relativamente alta trabalhando na construção civil e mineração. 
- Melhorar o ambiente de negócios, por meio de medidas como a redução da burocracia, dos custos e tempo para abrir e fechar empresa e de taxas de navegação. Pra se ter uma ideia, no Brasil uma empresa demora, em média, 119 dias para ser aberta. Na Malásia, o período costuma ser de apenas seis dias.O que o governo deve fazer?

-Investir em inovação para reduzir os custos de produção e elevar níveis de produtividade.

-Facilitar a execução de projetos envolvendo a construção civil que, além de modernizar o país, emprega pessoas com instrução profissional mais baixa. Na última década, 24% da população chinesa e indiana estava empregada no setor. O estudo estima que, se a Índia acelerar os investimentos em construção civil, 3,6 milhões de empregos serão gerados ao ano.

Como as empresas podem ajudar?
Investir diretamente em Educação
A demanda por mão de obra qualificada vai criar oportunidades para empresas que queiram atuar no setor. Atualmente, apenas 4,25% do PIB mundial é investido em educação. Empresas podem oferecer serviços em áreas não cobertas pelo Estado, como cursos de especialização.

Apostar nos funcionários mais velhos
Empresas podem se adaptar aos trabalhadores antigos para não perder sua experiência e conhecimento adquiridos durante os anos de serviço. No Japão, a Toyota possui um programa que recontrata cerca da metade dos funcionários aposentados, que passam a ter maior flexibilidade de horário e tarefas.

Investir na produtividade e capacitação dos funcionários
Cursos e atividades dentro das empresas aprimoram a capacidade intelectual dos funcionários e melhoram seu desempenho produtivo.
 NP
Leia Mais ►

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Mercado instável: perda do valor das empresas na Bolsa contribui para baixa de preço dos imóveis

O Globo -

Manter produção e retomar unidades são medidas para enfrentar a crise

 


RIO - Em julho de 2010, quando o mercado imobiliário vivia o auge de sua euforia, as ações das 20 maiores companhias do setor, segundo ranking da Economática, valiam juntas R$ 53,1 bilhões. Hoje, a soma das 20 construtoras com maior valor de mercado fica em torno dos R$ 33 bilhões. A instabilidade da Bovespa ajuda, e os números variam diariamente. A perda do valor de mercado, no entanto, já vem sendo sentida desde o ano passado.

A PDG Realty, por exemplo, cujas ações chegaram a somar R$ 11 bilhões e que chegou ao topo do ranking do setor, fechou a quarta-feira em R$ 3,8 bilhões.

— As grandes empresas do setor diversificaram demais suas áreas de atuação, ficaram grandes demais e não conseguiram manter os controles necessários em uma atividade em que o monitoramento constante deve ser intensivo — acredita Felipe Miranda, analista de construção civil da consultoria Empiricus.

Depois da crise mundial de 2008, o setor da construção civil passou por um grande momento, com o número de lançamentos batendo recordes e empreendimentos sendo completamente vendidos antes mesmo dos lançamentos, além da forte alta de preços. Esse tom do mercado imobiliário se refletiu na bolsa e as ações das empresas dispararam. Agora, aquelas que não fizeram um bom planejamento — de custos, pessoal e número de obras — estão pagando a conta.

— O problema está associado ao alto risco de execução desse setor. As empresas acreditaram nos altos números de venda. Na hora de entregar a obra, o problema apareceu e a ficha das empresas caiu — continua Miranda. — Quem percebeu isso e focou suas obras regionalmente, já começa a se recuperar. Quem continua diversificando, ainda tem problemas.

Presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado do Rio, Roberto Kauffman admite: algumas empresas deram importância excessiva à condição financeira, relegando, a segundo plano, a construção.

— As empresas se capitalizaram, mas deixaram a produção para trás. E não adianta nada ter valor, se as obras estão atrasadas. Elas precisam agora investir em inovações tecnológicas e capacitação de mão de obra para se recuperar.

Mas como o tombo das empresas na Bovespa afeta o consumidor? No preço dos imóveis, que tende a cair.

— Essas empresas precisam de capital de giro. E qual a melhor forma de fazer esse caixa rapidamente? Vendendo os imóveis que estão em estoque, mesmo que isso seja feito a um preço mais baixo — analisa o economista Roberto Zentgraf.

Empresas dizem que crescimento continua em menor ritmo

Apesar da perda de valor de mercado acumulada este ano, algumas empresas prometem responder produzindo. É o caso da MRV. A construtora — que na quarta-feira passada era a segunda em valor de mercado (R$ 4,2 bilhões) no ranking da Economática e também vem acumulando perdas ao longo do ano (no fim de 2011, valia R$ 5,1 bi) — sempre esteve voltada para os imóveis populares e não pretende mudar seu foco de atuação para enfrentar a crise na bolsa.

— Temos um mercado forte, disponibilidade de financiamentos imobiliários e uma ótima operação. Não vamos mudar estratégias em função do comportamento do mercado de ações. Minha resposta a isso é produzir — diz Leonardo Corrêa, diretor financeiro da companhia.

Segundo Corrêa, apesar de ter apresentado um resultado aquém do esperado no primeiro trimestre deste ano (lucro líquido de R$ 116 milhões — 23,9% menor que no mesmo período do ano passado), a empresa ainda mantém uma operação forte.

— Como nosso foco é na classe C, sofremos mais com questões macroeconômicas como emprego e renda. E esse é um setor muito peculiar. Quando a economia está bem, nossas ações sobem acima do Ibovespa. Quando está mal, ficamos ainda pior — completa o executivo, lembrando que a crise europeia e riscos globais também têm impacto sobre as ações por aqui.

Mas as principais causas, apontadas pelas empresas, para o "inferno astral" que estão vivendo são o aumento de custos dos materiais de construção, falta de mão de obra e o consequente atraso na entrega dos empreendimentos.

— Um dos grandes problemas que essas empresas enfrentam hoje é fazer o orçamento final convergir com o inicial — explica o analista Felipe Miranda, da Empiricus.

Mais unidades no mercado, preços menores


Atualmente em sétimo no ranking da Economática, com R$ 1,5 bilhão de valor de mercado, a Brookfield Incorporadora traçou planos diferentes para enfrentar a queda na bolsa. Um deles foi centralizar a operação entre Rio, São Paulo e Brasília, cidades que concentram cerca de 80% das operações da companhia.

O outro, criar um setor de relacionamento com clientes para identificar quem não conseguirá o financiamento na entrega e, quando necessário, retomar essas unidades. No primeiro trimestre, o volume de rescisões contratuais chegou a R$ 95 milhões.

— É um valor pequeno dentro do estoque de R$ 3,1 bilhões em comercialização que temos. Não afeta a companhia, nem o mercado — diz Cristiano Machado, CFO (chief financial officer) da Brookfield.

Para Machado, o mercado vive um momento de acomodação em que o crescimento está em ritmo mais lento. A expectativa para a Brookfield, que chegou a crescer 30% em 2010, por exemplo, é de expansão entre 8% e 10% neste ano.

— Agora, nós estamos no estágio de entrega de unidades e de maior geração de caixa vindo desses projetos.

O economista Roberto Zentgraf vê nisso mais um motivo para a queda dos preços:

— Se novas unidades saírem, haverá um teto até para os imóveis usados e, com isso, o mercado cobrará menos.
Leia Mais ►

terça-feira, 29 de maio de 2012

Economia: 5 visões nada animadoras sobre a crise mundial


Exame - 

Do colapso da zona do euro à recessão global, não faltam previsões pessimistas sobre a economia mundial nos próximos meses; conheça algumas



São Paulo – Em meio às incertezas que cercam a possível saída da Grécia da zona do euro, não faltam palpites sobre os rumos da economia mundial no futuro próximo.

Enquanto alguns analistas minimizam os potenciais efeitos da decisão, outros enxergam um cenário bastante sombrio – com ou sem “Grexit”.

Confira, a seguir, algumas visões pouco animadoras de economistas gabaritados sobre os rumos que a crise deve tomar nos próximos meses:

A economia americana vai piorar

Apesar dos sutis sinais de recuperação da economia americana no início do ano, como a melhoria nos índices de desemprego, para Lakshman Achuthan, CEO do Economic Cycle Research Institute, este não será um bom ano para os Estados Unidos. Analisando previsões para os indicadores de produção, emprego, renda e vendas, o instituto concluiu que o “crescimento econômico dos Estados Unidos está, na verdade, piorando e não se revitalizando”.

A zona do euro vai desmoronar

Para Albert Edwards, estrategista da Societe Generale (SocGen), não só a economia americana vai escorregar de novo para a recessão, como a bolha de crédito na China vai estourar e a zona do euro vai desmoronar. “Se você acha que as coisas estão ruins agora, elas estão prestes a ficar piores”, disse ele, em entrevista ao The Globe and Mail.

O câncer do crédito está em metástase
Para Bill Gross, o megainvestidor fundador da Pimco, o problema na Europa é apenas um tumor localizado, mas o “câncer no crédito pode estar em metástase”. Em sua coluna no Financial Times, ele disse que o sistema monetário global é “fatalmente falho”, com rendimentos cada vez menores e mais arriscados, produzidos por crises de dívida e as respostas políticas a ela.
O pior ainda está por vir
Para Peter Schiff, CEO da Euro Pacific Capital e autor do livro “The Real Crash: How To Save Yourself And Your Country” (“O verdadeiro crash: como salvar a você mesmo e a seu país”, sem versão em português), o pior da crise ainda está por vir. Ele defende que a economia americana não está melhorando, mas sim ficando mais “doente” e que verdadeira crise não está no passado e sim no futuro. Para o analista, ao tentar evitar a “dor” da cura, os Estados Unidos só adiaram o sofrimento, que será ainda maior.
100% de chance de recessão global
Para Marc Farber, investidor e autor da newsletter Gloom Boom & Doom Report, pode haver uma recessão global já no quarto trimestre deste ano ou no início do próximo. Para o investidor, há “100% de chance” que isso aconteça. Em entrevista à CNBC.com, ele destacou que, enquanto o mundo se preocupa apenas com a Grécia e com a Europa, há sinais preocupantes de que a atividade econômica na China e na Índia está diminuindo.
Leia Mais ►

Vinci Partners pode ter até 21% da PDG Realty em 4 anos

Reuters - 

Em uma primeira etapa, a operação prevê uma capitalização da PDG de 799,98 milhões de reais por meio da emissão de 199 milhões de bônus de subscrição



São Paulo - A gestora de investimentos Vinci Partners fez uma proposta societária à incorporadora e construtora PDG Realty pela qual poderá assumir até 21 por cento do capital da empresa dentro de quatro anos.

Em uma primeira etapa, a operação prevê uma capitalização da PDG de 799,98 milhões de reais por meio da emissão de 199 milhões de bônus de subscrição.

Cada bônus dará o direito imediato a uma nova ação da PDG, além de uma debênture conversível em uma ação da companhia num prazo de quatro anos. Os títulos de dívida não renderão juros.

A Vinci Partners, formada por ex-sócios do BTG Pactual, se comprometeu a subscrever entre o mínimo de 54,8 por cento e o máximo de 81,4 por cento dos bônus propostos.

O valor total do aporte de forma consolidada é equivalente a 4,02 reais por ação, um prêmio de 11,4 por cento sobre o preço de fechamento do papel da empresa na bolsa última sexta-feira (25), com base na média de preço ponderada por volume nos últimos 20 pregões.

As ações da PDG na bolsa paulista exibiam forte alta nesta sessão, com ganho de 7,22 por cento às 15h22, a 3,86 reais, depois de terem avançado 13 por cento na máxima até esse horário. O Ibovespa tinha valorização de 2,02 por cento.

Com base no capital social da PDG, a emissão das 199 milhões de ações, conforme previsto na etapa inicial, elevaria a composição acionária da incorporadora e construtora para cerca de 1,34 bilhão de ações ordinárias. Desse total, a Vinci teria entre 8,1 e 12,1 por cento, considerando o intervalo de subscrição pretendido pela gestora.

Pelo prazo de dois anos, a Vinci "não negociará as novas ações que vier a subscrever, desde que atendida a alocação mínima", segundo fato relevante divulgado pela PDG mais cedo.

Debêntures conversíveis - Cada debênture conversível a que o bônus de subscrição dará direito terá valor de dívida de 0,01 real. Para ter o título transformado em ação futuramente, os detentores precisarão desembolsar, na data de conversão, o maior valor entre 4 reais ajustados pela variação da taxa básica de juros Selic e 6 reais.

Assim, a PDG teria daqui a alguns anos um potencial novo reforço de caixa entre 800 milhões de reais corrigidos pela Selic e 1,2 bilhão de reais, considerando conversão de todas as debêntures em ações.

A Vinci Partners, enquanto isso, elevaria sua fatia na PDG Realty para entre 14,2 e 21 por cento, com base em cálculos feitos pela Reuters.

Segundo a Vinci, o negócio ajudará a reforçar a estrutura de capital da empresa "para fazer frente a uma eventual escassez de crédito" e permitirá o "pagamento de dívidas onerosas, que hoje afetam os resultados" da PDG.

Direito de preferência - De acordo com a PDG, "em qualquer hipótese será respeitado o direito de preferência dos acionistas da companhia à subscrição do bônus".

A operação ainda precisa ser avaliada pelo Conselho de Administração e, posteriormente, pelos acionistas da companhia. A proposta foi apresentada ao presidente-executivo da PDG, Zeca Grabowsky.

A PDG Realty, que conquistou a liderança do setor no país ao incorporar a Agre, em 2010, vem tendo seus resultados prejudicados por alto nível de despesas, atraso de entregas e menor ritmo de vendas e lançamentos.

No primeiro trimestre, a empresa apurou lucro líquido de 32,5 milhões de reais, sete vezes inferior ao ganho de um ano antes.

Um revés na diretoria da PDG também ocupou as atenções do mercado nos últimos trimestres. Após Grabowsky ter decidido permanecer na presidência, adiando a transição já prevista, Michel Wurman renunciou este mês aos cargos de diretor vice-presidente e de Relações com Investidores. Wurman chegou a ser cogitado como possível substituto de Grabowsky.


Leia Mais ►

segunda-feira, 14 de maio de 2012

MRV tem lucro menor e abaixo do previsto no 1o tri

REUTERS -

MRV logo  

SÃO PAULO, 14 MAI - A construtora e incorporadora MRV Engenharia teve queda de 23,9 por cento no lucro líquido do primeiro trimestre na comparação anual, abaixo das expectativas do mercado.

A empresa reportou nesta segunda-feira que teve lucro de 116 milhões de reais de janeiro a março, contra 153 milhões de reais um ano antes e expectativa média de analistas consultados pela Reuters de ganho de 186,9 milhões de reais.

"O primeiro trimestre de 2012 foi um período de muitos desafios e resultados financeiros inferiores ao padrão e expectativas de nossa companhia", disse a administração da MRV.

Ao mesmo tempo, a MRV reafirmou a meta de margem Ebitda -sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação- entre 24 e 28 por cento em 2012, depois dos 19 por cento vistos nos primeiro trimestre.

"Acreditamos que nossa operação balanceada, nossos controles e cultura de custos nos colocarão de volta aos patamares de rentabilidade anteriores no devido tempo", segundo a companhia.

No trimestre, a MRV reconheceu custos adicionais referentes a contrapartidas a prefeituras e autoridades.

As provisões para manutenção de imóveis alcançaram 163 milhões de reais no fim de março, "proporcionalmente acima da média da indústria", segundo a construtora.

Por outro lado, a companhia reduziu seu consumo de caixa, manteve o ritmo de crescimento da produção e terminou março com o maior banco de terrenos de sua história.

A queima de caixa no primeiro trimestre na operação de imóveis residenciais ficou em 109 milhões de reais, abaixo da média trimestral de 141 milhões de reais em 2011. Quando considerado o dispêndio por unidade produzida, o valor caiu para 11 mil reais de janeiro a março, praticamente metade dos 21 mil reais observados em 2010.

A receita líquida da MRV nos três meses até março foi de 1 bilhão de reais, alta de 25,5 por cento sobre igual período do ano anterior. Mas o custo dos imóveis vendidos cresceu em ritmo mais acelerado, com expansão de 34,7 por cento, para 737 milhões de reais, na mesma base de comparação.

O Ebitda totalizou 191 milhões de reais de janeiro a março, abaixo dos 201 milhões de reais um ano antes.

A MRV já havia divulgado, em 17 de abril, queda nas vendas e nos lançamentos no primeiro trimestre.

As vendas contratadas de janeiro a março, de 815 milhões de reais, equivalem a 16,3 por cento do ponto médio da meta traçada pela MRV para 2012, de 4,5 bilhões a 5,5 bilhões de reais -projeção reafirmada na divulgação do balanço.

Para a MRV, "o mercado imobiliário continua aquecido no segmento econômico, com oferta inferior à demanda e disponibilidade de crédito de qualidade para os nossos clientes". Na visão da empresa, os fundamentos "possibilitam a elevação de preços".

O banco de terrenos da empresa estava em 18,3 bilhões de reais no encerramento de março, contra 17 bilhões de reais em dezembro último.

(Por Cesar Bianconi)
Leia Mais ►

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Jennifer Aniston leva prejuízo de US$ 500 mil após vender imóveis

Mídia News - 

A atriz pagou cerca de US$ 7 milhões pelos imóveis no ano passado

Segundo o site "Female First", a eterna 'friend' Jennifer Aniston levou um prejuízo de ao menos US$ 500 mil na venda de dois apartamentos em Nova York.

A atriz pagou cerca de US$ 7 milhões pelos imóveis no ano passado. Atenta à crise financeira internacional, e de mudança para Los Angeles, ela decidiu então vender as propriedades recém-adquiridas.

O site informa que a venda saiu por US$ 6,5 milhões. OS dois imóveis estavam localizados no mesmo edifício e, segundo uma fonte ouvida pelo ''FF'', Jenny (como é chamada por amigos íntimos) queria quebrar paredes e transformar tudo num duplex.

A nova residência de Jennifer em Los Angeles, onde vai se mudar com o namorado, Justin Theroux, tem cerca de 8.500 metros quadrados.
Leia Mais ►

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Olha só quem está vendendo imóveis em NY

The New York Times -


Acrobatas, modelos e ator pornô gay abraçam a profissão de corretor quando o plano ‘A’ falha

Há muito que vender imóveis é segunda ou terceira opção de carreira para a maioria dos corretores, algo para explorar quando os filhos cresceram ou o plano ‘A’ não deu muito certo. Embora em boa parte do país as donas de casa, numa segunda ocupação, e ex-advogados dominem o campo, em Nova York é outra história. Aqui, as atividades artísticas são um ímã e os sonhadores são abundantes, de modo que a primeira carreira do seu corretor de imóveis pode ter sido simplesmente alguma bizarrice.

São acrobatas e cantoras de ópera, dançarinas e modelos, dançarinos de jazz, um astro pornô gay e muitos, mas muitos atores. Há também Laurie Lewis, pianista e flautista clássica, uma compositora e corretora de Corcoran que já foi a voz de um gato em comerciais de Meow Mix.

"As pessoas vêm a Nova York de terras e estados distantes com um sonho", disse Leonard Steinberg, diretor gerente da Prudential Douglas Elliman e ex-designer de moda. "Com muita frequência esses sonhos não se realizam como as pessoas gostariam, e elas começam a procurar carreiras alternativas."

Além de trabalhar com imóveis, porém, Lewis ainda compõe. E há muitos outros agentes que abraçaram sua nova profissão sem desistir por completo das velhas carreiras.

Vejam o caso de Jackie Dunphy. Vocês já a viram antes, mas não quebrem a cabeça com seu nome, ou mesmo com seu rosto, porque durante 30 anos Dunphy - também conhecida como Jackie Rivers - esteve trabalhando como modelo de mão.

Além de segurar pedaços de Kentucky Fried Chicken e manipular batons, seus dedos uniformes e bases de unhas profundas já se expuseram como as mãos de Sharon Stone, Christie Brinkley, Cindy Crawford e muitas outras em filmes e anúncios publicitários, disse ela. "Meu momento de glória foi cutucar o Pillsbury Doughboy", contou.

Uma modelo de mão cuidadosa pode ter uma longa carreira. Assim, Dunphy passou boa parte de sua vida usando luvas (ela calcula que tem mais de 50 pares), aprendeu a fazer muitas coisas com os cotovelos e ficou longe de qualquer coisa que pudesse marcar sua mão com calos. Com tudo isso, quando chegou aos 50 anos, o fluxo regular de trabalho começou a oscilar.

"Quanto mais velho se fica nesse tipo de negócio, menos eles precisam da gente", disse Dunphy serenamente. Assim, cerca de cinco anos atrás, ela obteve sua licença de corretora e hoje trabalha como vendedora na Corcoran em East Hampton, Long Island. Mas ainda atua como modelo cerca de duas vezes por mês.

Há, ainda, Fredrik Eklund, um veterano corretor e diretor gerente da Prudential Douglas Elliman. Depois de ser um artista pornô gay, que também fez algum sucesso como fundador de uma empresa de tecnologia e um selo musical, Eklund agora atua, vestido, no reality show Million Dollar Listing do canal de televisão Bravo.

Muitos agentes, porém, largaram por completo seus antigos mundos. Haviland Morris, hoje uma vendedora na Halstead Property, é um dos muitos atores de Nova York que fez a transição.

Morris ganhou a vida como atriz por 25 anos, e você pode se lembrar de ter odiado sua personagem, Caroline Mulford, a namorada da personagem pela qual Molly Ringwald estava apaixonada no filme Gatinhas e Gatões. Ou pode reconhecê-la como alguém que por diversas vezes foi falsamente acusado em Law & Order. Mas quando atingiu a faixa dos 40 anos, os telefonemas começaram a rarear, disse Morris, e ela começou a vender imóveis, trabalho que suficientemente flexível para ela não ter de desistir por completo de atuar.

"Trabalhando com imóveis, eu não precisaria dizer, ‘jamais farei outro filme de novo’", contou Morris. "Eu simplesmente não poderia fazer isso." De mais a mais, ela acrescentou com certa excitação na voz, "isso é bem mais dramático que atuar".

(Tradução de Celso Paciornik)
Leia Mais ►