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terça-feira, 21 de agosto de 2012

Contra arrastões, empresas oferecem alta tecnologia para condomínios

Folha.com -

A cidade de São Paulo teve ao menos 16 arrastões no ano (em 2011, ocorreram 24).

Cientes disso, as companhias de segurança buscam ampliar a participação no mercado residencial, que corresponde a 12% do consumo total de produtos do setor, segundo levantamento da Abese (Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança).

O grupo Hanagá comercializa um sistema chamado "antiarrastão". Com o uso de modelos modernos de câmeras com softwares instalados detecta-se a movimentação em áreas "estratégicas", como a guarita ou a sala de segurança do condomínio.

Quando um botão de alarme é acionado ou alguém entra no ambiente, as imagens geradas são enviadas automaticamente à central de segurança da empresa.

"A transmissão de imagens permite que o cliente as visualize pelo telefone celular ou pela internet", acrescenta Ricardo Polli, diretor da Siemens, que também comercializa sistemas de monitoramento remoto.

Mauro de Lucca, gerente de integração de sistemas da G4S, ressalta que uma vantagem da "inteligência de vídeo é detectar um tumulto sem que o operador precise olhar as imagens continuamente."

"Pode-se programar a câmera para que, quando mais de três pessoas estão num local, soe um alarme", explica Kleber Reis, diretor da empresa Segprime.

"Uma opção para condomínios é uma câmera com infravermelho que faça gravação de imagens noturnas", completa Fernando Moreira, diretor de divisão de segurança eletrônica do grupo GR.

Marcelo Ponte, coordenador de marketing da Axis, fabricante de câmeras, cita alguns modelos que identificam a placa do carro ou que "corrigem" o excesso de iluminação provocado por um farol alto aceso.

João Palhuca, vice-presidente do Sesvesp (sindicato de empresas de segurança), recomenda que, antes de contratar uma empresa que elabore planos de segurança, o síndico exija dela no mínimo três atestados de capacidade técnica.

"Depois ele deve pedir para visitar empreendimentos para os quais ela prestou serviço, perguntar se tudo funciona bem e o que mudou após o projeto."
Arte Folha
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quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Empresa canadense cria mistura para concreto que brilha no escuro

Pense Imóveis - 

A AGT pode brilhar por mais de 12 horas depois de apenas 10 minutos de exposição à luz solar

Que tal deixar a área de lazer da sua casa muito mais divertida? Uma possibilidade é usar a mistura fotoluminescente desenvolvida pela empresa canadense One Corporation. Batizada de Ambient Glow Technology (ou AGT), a mistura foi desenvolvida para ser usada em concretos decorativos e em sistemas epóxi (produtos à base de resina epóxi e endurecedor).



De acordo com a One Corporation, a AGT tem os mais poderosos elementos fotoluminescentes do mundo e é bem diferente daqueles produtos que "brilhavam no escuro" com os quais as crianças brincavam no passado. A AGT pode brilhar por mais de 12 horas depois de apenas 10 minutos de exposição à luz solar. As pedras com essa mistura continuarão a "se recarregar" ao sol por mais de 20 anos, com uma degradação do brilho entre 1% e 2% por ano.



"Com a AGT, você só é limitado pela sua imaginação", afirma o fundador da Universal One Corporation, Peter Tomé. A empresa vende pedras já com a AGT aplicada, concreto, cola e areia que "brilham".

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quinta-feira, 26 de julho de 2012

Nos EUA, pesquisadores desenvolvem vidro que produz energia solar

Folha.com -

Os problemas ligados à escassez de eletricidade no futuro incentivaram os pesquisadores da UCLA (University of California), em Los Angeles (EUA), a desenvolverem uma forma de captação de energia sustentável.

A invenção promete revolucionar o modo em que são construídos edifícios comerciais e residenciais.

Intitulado de PSC (Polymer Solar Cell), o sistema descoberto pela universidade consiste em uma célula solar que consegue absorver os raios infravermelhos e transformá-los em energia limpa, segundo informações do site da universidade.

Em 2010, uma iniciativa parecida realizada pela Oxford University já havia sido reconhecida pela criação de um adesivo solar que, inserido nos vidros de janelas, tem a capacidade de produzir energia.

A diferença do produto da UCLA é a visibilidade: o vidro de PSC permite uma transparência maior, de 70%, sem prejudicar a vista para o ambiente exterior.

A nova fibra plástica ainda tem a vantagem de ser leve e flexível, em comparação aos outros materiais, e de poder ser produzida em larga escala.

Líder no projeto, o professor Yan Yang disse que a descoberta abre portas para o desenvolvimento de sistemas inteligentes que podem ser facilmente integrados a construções modernas.
Divulgação
Vidro de PSC é a nova aposta dos pesquisadores da UCLA para produzir energia sustentável
Vidro de PSC é a nova aposta dos pesquisadores da UCLA para produzir energia sustentável
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domingo, 22 de julho de 2012

Tecnologia oferece soluções para barrar o barulho em casa

Estado de Minas -

Se momentos de paz estão cada vez mais raros em apartamentos e casas, novos equipamentos trazem alternativas eficazes para reduzir ruídos

 (Eduardo de Almeida/RA studio)

Ônibus passando, carros buzinando, salto alto no andar de cima, bebê chorando no andar de baixo, cachorro latindo no apartamento ao lado. Estressante só de mencionar, esses são alguns exemplos de transtornos que a maioria das pessoas que vivem nos centros urbanos têm de enfrentar. Como não dá para fugir de tanto barulho, já que são poucos os que têm a possibilidade de viver num local onde o silêncio é regra, a alternativa é buscar o conforto acústico.

Se não dá para escapar, é possível pelo menos amenizar consideravelmente esse incômodo graças a soluções propostas pela arquitetura. De acordo com a arquiteta Luciana Savassi, há vários tipos de materiais usados para melhorar a acústica dos ambientes. “Os tradicionais são concreto, alvenaria, blocos cerâmicos, blocos de calcário e os mais novos são lã de vidro (colocada dentro de paredes tipo drywall), lã de rocha, vermiculita, espuma elastométrica e fibra de coco”, aponta.

No entanto, a arquiteta reconhece que alguns desses materiais, geralmente, já são usados na maioria das construções. “Entretanto, o nível de ruídos das nossas cidades vem aumentando cada vez mais e só os recursos básicos já não são suficientes para nosso conforto”, considera Luciana. Por isso, ela cita algumas soluções simples, usadas na hora da decoração, para atenuar esse problema. “O rebaixo de forro de gesso ajuda com os barulhos do andar de cima, tapetes e cortinas absorvem o ruído, eliminando ecos no ambiente e os pisos modernos já têm uma manta antirruído que é instalada no contrapiso do mesmo”, explica.

A decoradora Jacqueline Melo diz que traçar os projetos corretamente ajuda a reduzir o custo final da instalação do equipamento (Eduardo de Almeida/RA studio)
A decoradora Jacqueline Melo diz que traçar os projetos corretamente ajuda a reduzir o custo final da instalação do equipamento


Para a arquiteta Christianne Taranto, os materiais a serem utilizados dependem sempre do nível de ruído que se queira reduzir. “As opções mais comuns em residência são as janelas e as portas antirruído. No caso das janelas, os vidros poderão ser duplos, triplos ou até quádruplos”, indica.

Entre as opções de janelas, Christianne conta que as de abertura em giro têm maior capacidade de vedação que as de abertura deslizante. “Já as portas criam uma barreira à passagem do som de um recinto para outro, evitando a entrada de nível sonoro que possa interferir na atividade exercida no local ou evitando a saída de som que possa ser prejudicial às atividades humanas exercidas nas proximidades.”

Para a redução de ruídos de um andar para o outro, a arquiteta conta que há os pisos acústicos, aplicados em placas. “São ideais para home-theaters ou qualquer outro ambiente que produza som acima do existente nas proximidades. São confeccionados em madeira de alta resistência e podem receber acabamento após a sua instalação”, diz Christianne Taranto.

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No piso, a profissional indica os laminados de madeira. Isso porque, na instalação, é colocada uma manta niveladora entre ele e o contrapiso, que funciona como redutor de ruídos. “Os pisos vinílicos também reduzem sensivelmente o ‘toc-toc’ dos saltos altos. Esse material, dependendo do piso já existente no local, pode ser aplicado por cima, pois tem apenas 4mm de espessura.”

Além desses recursos, a decoradora Jacqueline Melo cita o carpete e os pisos flutuantes, que têm uma manta antirruídos por baixo. “Lã de vidro utilizada em paredes ou tetos de drywall, revestimentos acústicos para paredes ou tetos, ótimos para sala de som ou áreas comerciais de muito ruído, são outras opções”, acrescenta.

No caso de se optar pelo isolamento acústico entre lajes, a arquiteta Sandra Diniz conta que o ideal é o uso de manta acústica no piso do andar superior, em toda a sua extensão. “E também até determinada altura da parede. Esse procedimento deverá ser feito durante a obra”, aconselha.

Para contribuir com o silêncio, é preciso ainda cuidado na hora de escolher o material a ser empregado. “As esquadrias devem ser de boa qualidade, proporcionando uma boa vedação. As esquadrias duplas, em que se tem o uso de uma folha em vidro e outra em veneziana, ajudam muito a amenizar os ruídos externos”, indica Sandra.

Uma das alternativas usadas atualmente é o isolamento com estrutura de PVC, que ajuda a manter o conforto acústico mesmo em áreas de grande movimento (Eduardo de Almeida/RA studio)
Uma das alternativas usadas atualmente é o isolamento com estrutura de PVC, que ajuda a manter o conforto acústico mesmo em áreas de grande movimento

TUDO A FAVOR DO SILÊNCIO
Situações limites merecem soluções eficazes. Para isso, vale até mesmo apostar na combinação de mais de uma alternativa acústica ao mesmo tempo dentro de casa


Nos casos em que o barulho é realmente insuportável, o jeito é investir em soluções mais efetivas. Para as janelas, uma medida eficaz é uma espécie de sanduíche de vidros com vácuo interno. “Também existem painéis acústicos que podem ser instalados nas paredes, mas eles exigem um tratamento estético mais elaborado. É necessária a ajuda de um profissional arquiteto ou decorador para que o efeito fique satisfatório”, diz a arquiteta Luciana Savassi.

De acordo com Christianne Taranto, para que o isolamento seja considerado o mais eficaz possível, devem-se aliar dois ou até mais recursos. “E é sempre aconselhável o acompanhamento de uma empresa especializada para a medição do nível de ruídos e levantamento de questões técnicas que, se não forem apuradas, podem resultar em gastos desnecessários para o cliente”, adverte. Diante dessas opções, é preciso conhecer os critérios para escolher o recurso mais adequado a cada ambiente.



Para não errar na escolha, a arquiteta revela que todos os materiais com superfície mais porosa (madeira, tecidos, pedras rústicas e tapetes) ajudam nesse ponto. “Na hora da escolha do revestimento, se optarmos por materiais assim resolvemos de 50% a 70% do problema. O segredo são as superfícies e texturas mais rústicas e absorventes”, aponta Luciana. Independentemente do recurso que for escolhido para fazer o tratamento acústico, ela diz que praticamente não há desvantagens entre as diversas opções disponíveis. “O único pré-requisito é um gasto um pouco maior em casos mais extremos, quando temos que trocar esquadrias ou mudar paredes e revestimentos maiores”, sinaliza.

A decoradora Jacqueline Melo confirma a importância de se saberem detalhes sobre o ambiente a ser projetado. Com essas especificações, é só pesar o custo/benefício das soluções para se conter os ruídos. “Após um estudo inicial, é preciso considerar as prioridades e também o investimento financeiro que o cliente dispõe para atender a todas as suas necessidades. A vantagem na escolha desses produtos é o resultado satisfatório no final da obra. E a única desvantagem seria que produtos para esse fim agregam um custo maior para execução do projeto”, diz.

Com paredes revestidas em linho, o forro executado em revestimento acústico, porta automática com vidros duplos e todo ambiente forrado com tapete  (Jomar Bragança/Divulgação)
Com paredes revestidas em linho, o forro executado em revestimento acústico, porta automática com vidros duplos e todo ambiente forrado com tapete


A arquiteta Sandra Diniz reconhece que cada pessoa tem demandas distintas e, por isso, não há como delimitar qual é o recurso mais adequado para cada ambiente sem conhecê-lo. Mesmo assim, ela diz que os quartos devem ser priorizados. “Já um cliente que tem por prioridade ter um som muito potente deve procurar realizar um isolamento acústico condizente com a potência do seu som, para não causar transtornos e incômodos aos vizinhos. Para ambientes sociais, cozinhas e área de serviço, esse isolamento se faz menos necessário”, indica.

Já os sons que vêm da rua, por ser mais intensos, requerem uma atenção maior. "Com relação a ruídos externos, o ideal é escolher bem a janela. As com tratamento acústico e com vedação bem projetada evitam que o ruído entre.”

SEGURANÇA
 Algumas escolhas implicam adoção de medidas de segurança para evitar acidentes, principalmente em imóveis que têm idosos, pessoas com mobilidade reduzida e crianças. Uma delas é o tapete, como aponta Luciana Savassi. “Podemos usar outro material (como piso vinílico imitando madeira), que dá o mesmo resultado, sendo prático na manutenção, não dá alergias e é antiderrapante. O ideal é expor seu problema ao profissional contratado e junto com ele discutir as soluções possíveis que se adequarão melhor a cada espaço.”

Por isso, a decoradora Jacqueline Melo reitera a necessidade de se procurar saber, em detalhes, quais as funções do ambiente e as pessoas que irão utilizá-lo. “Neste caso, o ideal seria instalar carpete no lugar de tapete, pois este não traz nenhum perigo a nenhum desses usuários”, justifica.

O que diz a lei

A Lei 9.505, de 23 de janeiro de 2008, dispõe sobre o controle de ruídos, sons e vibrações em Belo Horizonte. Segundo a legislação, fica proibida a emissão de barulho que ponha em perigo ou prejudique a saúde individual ou coletiva, cause danos de qualquer natureza às propriedades públicas ou privadas, incômodo de qualquer natureza e perturbação ao sossego ou ao bem-estar públicos. Além disso, a lei fixa os níveis que não podem ser ultrapassados no período diurno (70 decibéis) e noturno (50 decibéis até as 23h59 e 45 a partir de meia-noite). No entanto, ruídos e sons acima desses limites são tolerados quando provenientes de serviços de construção civil que adotarem medidas de controle sonoro no período compreendido entre as 10h e as 17h. Outro exemplo de caso em que são consentidos ruídos é em obras e serviços urgentes e inadiáveis decorrentes de acidentes graves ou perigo iminente à segurança e ao bem-estar da comunidade, bem como o restabelecimento de serviços públicos essenciais. Nesses casos, os sons não poderão ultrapassar 80 decibéis. O não cumprimento da lei pode acarretar em multa que varia de R$ 80 a R$ 30 mil.

 (Eduardo de Almeida/RA studio)


FUJA DOS IMPROVISOS

Para que as soluções acústicas estejam em sintonia com o leiaute da residência e, ainda por cima, sejam eficazes, recorrer a um profissional é essencial. “A contratação de um arquiteto ou decorador é a garantia de um resultado satisfatório. Mas, mas antes de contratá-lo, pergunte se tem experiência nesse item”, completa a arquiteta Luciana Savassi.

Mesmo dando dicas de alternativas que facilitam o acerto neste tipo de composição – como sempre optar por materiais mais porosos e rústicos, tecidos e tapetes com tramas maiores –, ela explica por que a consultoria auxilia nas melhores escolhas. “Um profissional experiente pode dar soluções corretas em cada caso e, normalmente, com um custo/beneficio bem menor que o imaginado”, justifica.

Cuidados na elaboração e execução do projeto fazem com que o resultado seja satisfatório, tanto para o profissional quanto para quem o contratou, como ressalta a decoradora Jacqueline Melo. “A contratação de um profissional agrega estética à funcionalidade e também necessidades do espaço e do cliente”, diz.

 (Eduardo de Almeida/RA studio)


Outro recurso infalível é o uso de cortinas em tecido, que ajudam a amenizar o barulho que vem do exterior, dependendo de sua intensidade, claro. “Para quem busca um conforto sonoro maior, o uso de papel de parede, móveis estofados, cortinas e até mesmo quadros nas paredes ajuda na elaboração de um projeto como esse”, conforme Sandra Diniz.

Para que o resultado seja alcançado, a arquiteta ressalta a importância de uma troca de informações eficiente. “Informe ao profissional, seja arquiteto ou design de interiores, as suas necessidades, coloque o que busca em matéria de conforto, seja ele sonoro, estético ou até mesmo climático. Esses profissionais auxiliarão nas suas escolhas”, diz Sandra.

INVESTIMENTO 

Quanto ao custo para melhorar a acústica, ele é variável de ambiente para ambiente, conforme a área a ser trabalhada. “Uma sala de três ambientes é mais cara que um quarto, por exemplo, mas o valor por ambiente de uma decoração completa (partindo de um ambiente vazio) de um quarto custa em média em R$ 2,5 mil pelo projeto”, informa a arquiteta Luciana Savassi.

A decoradora Jacqueline Melo confirma que os valores sofrem bastante alteração, conforme o trabalho a ser realizado. “O custo de projeto para um ambiente pode variar entre R$ 1,2 mil a R$ 1,5 mil, dependendo do espaço a ser projetado”, indica. Para se ter uma ideia dos preços dos recursos mais eficientes que podem ser utilizados, a arquiteta Christianne Taranto conta que uma janela acústica de 1,80m x 1,40m custa, em média, R$ 2,5 mil.
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terça-feira, 3 de julho de 2012

Produção residencial de energia solar já é economicamente viável para 15% dos lares brasileiros

Agência Brasil -

 

Um estudo divulgado nesta terça-feira (3/7) pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), do Ministério de Minas e Energia, mostra que a produção residencial de energia solar (a chamada geração distribuída) já é economicamente viável para 15% dos domicílios brasileiros. A produção de energia solar em grande escala (geração centralizada), no entanto, ainda é inviável, mesmo com incentivos governamentais.

De acordo com a pesquisa da EPE, o custo da geração nas residências brasileiras, a partir de um equipamento de pequena potência, é R$ 602 por megawatt-hora (MWh), mais barato do que a energia vendida por dez das mais de 60 distribuidoras de energia, como a da Ampla, responsável pelo abastecimento de municípios do Grande Rio e interior fluminense.

O cálculo é feito com base no custo médio de instalação de um painel com a menor potência, R$ 38 mil. Graças a novas resoluções da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), publicadas neste ano, os consumidores que instalem painéis solares em suas casas ou condomínios podem não apenas reduzir a quantidade de energia comprada das distribuidoras, como também vender o excedente da energia produzida para essas empresas.

Segundo o presidente da EPE, Maurício Tolmasquim, esse mercado potencial pode crescer bastante se forem concedidos incentivos como o financiamento à compra dos painéis e conversores fotovoltaicos (equipamentos que transformam a luz do sol em energia elétrica), a isenção fiscal para a produção desses equipamentos no país e a redução do Imposto de Renda para os consumidores.

Caso o governo esteja disposto a criar os três tipos de incentivos, ao mesmo tempo, a energia solar pode se tornar competitiva para 98% dos consumidores residenciais brasileiros. %u201CHoje a geração distribuída já é mais ou menos interessante em alguns lugares. Agora, para ampliar, seria necessário ter incentivos ou esperar o preço [do equipamento] cair%u201D, disse Tolmasquim.

Por outro lado, o estudo mostra que a geração centralizada, isto é, produzida em larga escala por usinas comerciais, ainda não é viável economicamente. Hoje, o custo de produção da energia solar gira em torno de R$ 405 por MWh, enquanto a média do preço de outras fontes de energia, nos últimos leilões do governo, foi R$ 150 por MWh.

Mesmo com incentivos, como a redução de impostos, que barateiem em 28% o preço da energia, a solar não seria viável, porque ainda custaria o dobro da média cobrada nos leilões de venda de energia.

Segundo Tolmasquim, o país tem as opções de esperar o custo da energia solar diminuir para colocá-la em leilões ou de criar um leilão específico para que não haja disputa com outras fontes mais baratas, como a eólica.

Tolmasquim explicou que a criação de um leilão específico é uma opção para criar um mercado e desenvolver tecnologicamente o país, a fim de acelerar a redução do custo. %u201CMas teria que ser vendida uma quantidade pequena [de energia] para não onerar o consumidor.%u201D

Há ainda a opção de abrir a possibilidade para que empreendimentos de geração de energia solar disputem o leilão de energia com outras fontes. A expectativa da Agência Internacional de Energia é que a solar esteja competitiva com outras fontes no mundo a partir de 2020.

Tolmasquim disse, no entanto, que não é possível saber quando a energia solar será competitiva para produção em larga escala no Brasil. Há hoje no país apenas oito empreendimentos, que produzem apenas 1,5 megawatt (MW) de um total de 118 mil MW do Brasil.
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sexta-feira, 22 de junho de 2012

Casa sustentável tomará decisões sozinha, diz diretor do MIT

Info - 

Federico Casalegno, pesquisador do MIT, disse no evento InfoTrends que as casas precisam ganhar inteligência



Projeto de inovação do MIT: casa sustentável terá sensores nas paredes, cômodos e espelhos e os objetos vão comunicar-se entre si


São Paulo - O fundador e diretor do laboratório de mobilidade do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês), o italiano Federico Casalegno, afirmou que, no futuro, as casas serão sustentáveis e capazes de tomar decisões sozinhas sobre consumo de água, energia e geração de lixo.

Durante palestra no InfoTrends, Casalegno mostrou alguns projetos de inovação desenvolvidos pelo laboratório que dirige, entre eles a “casa conectada”, construída na cidade de Trento, no norte da Itália. Segundo o pesquisador, a casa sustentável deve terá sensores nas paredes, cômodos e espelhos e os objetos vão comunicar-se entre si. “O refrigerador trocará dados com o telhado da casa e a TV receberá informações da lavadora”, diz.

Neste cenário, o usuário poderá ver as luzes se ascenderem conforme seu deslocamento pela casa, mas não terá o desconforto de ver as luzes se apagarem caso ele esteja parado lendo, como ocorreria se fossem usados só sensores de movimento. “É preciso explorar algoritmos para entender o comportamento dos moradores e reagir a eles. Isso é o que chamamos de arquitetura cognitiva robótica”, explicou.

Além disso, disse Casalegno, o imóvel deve combinar sistema de iluminação orgânico, com janelas inteligentes autônomas e autogeração de energia, para alimentar automóveis e eletrodomésticos.

“É preciso desenvolver interfaces capazes de produzir interação entre os objetos e as coisas. Essa será uma das formas de mudar o futuro”, disse ele, após apresentar uma tábua para corte de alimentos capaz de se comunicar com tablets.

O pesquisador disse ainda que, em qualquer pesquisa, é preciso convidar os usuários comuns para testá-las e fazer sugestões. “As pessoas dão usos criativos e inesperados para coisas que foram criadas para diferentes fins. Isto é muito rico e deve ser aproveitado”, disse.

Para suportar sua afirmação, Casalegno mostrou fotos curiosas de pessoas usando bicicletas e motos para fins não imaginados por seus fabricantes, como o transporte de mobiliário e animais vivos.
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quinta-feira, 14 de junho de 2012

Softwares ajudam na gestão de obras em andamento

Estado de Minas -

Construtoras utilizam ferramentas virtuais para manter orçamento atualizado e obter informações necessárias sobre os projetos em execução

"Estamos usando o Platão há um ano e te nos atendido plenamente", diz Frederico Cabral Cornélio, gerente da Copam Engenharia

Quando foi gerente de TI do Colégio Santo Antônio, Luís Guilherme Resende não conseguiu encontrar um sistema que funcionasse perfeitamente ou que atendesse toda a demanda da escola. Foi quando se propôs a criar um. Só assim pôde ter acesso a todos os detalhes de gestão da escola pelo computador.

Em 2006, ele foi procurado pelo sócio da RKM Engenharia, Ricardo Alfeu, para criar um software de gestão voltado para construtoras. “A RKM tem 20 anos e já usei os sistemas mais avançados que existem no mercado. Nenhum atendeu completamente. Em muitos casos o programa é até completo, mas precisa de uma equipe de TI interna para cuidar dele, o que encarece bastante para a empresa”, pondera.

Luís Guilherme criou um sistema, batizado de Platão Engenharia, considerado ideal por Ricardo. “O programa oferece tudo o que os outros dão, de forma simplificada e objetiva, sem precisar de equipe de TI para gerenciá-lo. Até pessoas sem experiência em informática conseguem manuseá-lo facilmente”, garante.

Segundo Luís, o sistema permite que cada funcionário ou acesso gerencie apenas aquilo dentro de sua atribuição. Mas os setores dependentes um do outro ficam sabendo imediatamente da necessidade de uma autorização pedida por qualquer um. “Na RKM, o sistema é usado desde o presidente até a faxineira. Ele é muito didático”, afirma.

Se um engenheiro faz um pedido, o responsável pelo setor de compras recebe um alerta imediato, checa a conformidade do pedido e o encaminha para o responsável geral de compras de todos os empreendimentos. Se negado, o engenheiro vai ver a justificativa. Se aprovada a compra, o sistema avisa ao responsável pelo recebimento, para conferência na entrega. “O sistema é quebrado, com responsáveis por áreas e funções, mas todos com acesso às informações relevantes à sua área”, esclarece.

Luís Guilherme Resende desenvolveu um programa para engenharia que permite ao gestor ter todo o controle da empresa (Maria Tereza Corrêa/EM/D.A Press)
Luís Guilherme Resende desenvolveu um programa para engenharia que permite ao gestor ter todo o controle da empresa
INTELIGENTE 

Ao abrir o Platão Engenharia surgem informações sobre as pendências relativas ao usuário do momento. É uma intranet 100% on-line, que pode ser acessada de qualquer lugar que tenha internet, inclusive, por meio de tablet e smartphone. “O sistema é inteligente. Há um cadastro de material previsto para uso, de forma que, se uma obra precisar de 10 sacos de cimento, o sistema não permite a compra de 11. É assim também com o orçamento, em que a previsão não pode ser ultrapassada em mais de 10%, taxa administrável, até por conta do reajuste do Índice Nacional de Custo da Construção (INCC)”, detalha.

Também é possível acompanhar a evolução de um serviço contratado. “Se o construtor contratou um terceiro para fazer 500 metros quadrados (m²) de alvenaria e este só fez 100m², a informação vai estar no software. O contratante poderá, então, pagar apenas pelo serviço executado”, sugere.

COM A OBRA NA MÃO

Programa específico para a construção civil permite acompanhar fluxo de caixa e controlar desde a compra até o recebimento de material

Disposto a criar um sistema ERP (Enterprise Resource Planning) ideal para a construção civil, Luís Guilherme Resende fez um trabalho de imersão dentro de uma construtora. “Vivi o cotidiano como usuário e identifiquei as demandas prioritárias, para então criar o Platão Engenharia”, conta. A praticidade também foi perseguida por ele. “Enquanto, em outros casos, a mudança de plataforma ERP pode ser um duro parto para as empresas e funcionários, o sistema Platão Engenharia precisa de apenas três meses para a instalação, seis para estar 100% adaptado aos processos específicos do cliente e no máximo um ano para que a cultura institucional plataforma-usuário esteja estabelecida.”

A bitributação, um problema para qualquer empresário, também pode ser evitada por meio do software. “Quando se contrata um serviço e um produto de um mesmo fornecedor, pode ser um problema se o fornecedor compra de um terceiro e depois vende para a construtora com nota própria. O primeiro pagaria duas vezes, mas o sistema faz esse alerta”, ressalta.

Nas cotações, o ERP aponta o melhor preço de cada produto, por fornecedor. Uma vez concretizado o negócio, ele faz um alerta cinco dias antes da entrega. Assim, o responsável pela compra pode ligar e confirmar se receberá a encomenda no prazo combinado. Isso é importante para a logística da obra, pois, caso o fornecedor diga que vai atrasar, o engenheiro pode redirecionar o serviço para outra área.





A construtora também consegue fazer toda sua comunicação interna pelo Platão Engenharia, com boletins, informativos, troca de mensagens e até um calendário de aniversário dos colaboradores. No fluxo de caixa, por exemplo, visualiza rapidamente todos os clientes inadimplentes. Já os valores previstos e não gastos para um mês ficam à disposição para o mês seguinte.

Como pode ser acessado de qualquer lugar, o sistema oferece uma grande liberdade e tranquilidade ao gestor. “Com o fluxo de caixa, acompanhamento de obra e tela de previsto e realizado, ele está com a obra na mão”, argumenta Luís Guilherme. Para Ricardo Alfeu, sócio da RKM Engenharia, essa liberdade ajuda bastante. “Por várias vezes, em viagens, inclusive ao exterior, pude ficar tranquilo por poder acessar toda e qualquer informação da empresa”, frisa.

ALERTA
 

Na gestão financeira, o executivo consegue visualizar com facilidade seu orçamento previsto e comprometido, vendas e empréstimos a receber, entre outros. E, assim, tem também seu resultado real e previsto. “O resultado real não pode ficar no vermelho. Se ficar, é um alerta. O ERP mostra essa realidade com boa antecedência e dá tempo ao construtor de reagir. Seja cobrando de inadimplentes, recorrendo a empréstimo bancário ou negociando prazos com o fornecedor”, propõe.

Frederico Augusto Cabral Cornélio, gerente comercial da Copam Engenharia, estudou vários softwares antes de optar pelo Platão. “Foi o que achei mais fácil e simples. É bastante intuitivo. Estamos usando-o há um ano e tem nos atendido plenamente. Muitos problemas que tínhamos foram resolvidos, como erros de informação entre os departamentos e de funcionário, pois ele não terá como abrir mão de padrões estabelecidos. Ao eliminar erros, eliminamos custos com retrabalho e desperdício.”

A base dessa simplicidade está no reduzido número de telas, que torna a utilização mais objetiva, e também no funcionamento em cadeia, que estimula a produtividade e a interação entre os usuários. “Um usuário supervisiona o outro, porque ele não pode fazer o seu trabalho enquanto a pessoa que está antes dele no sistema não fizer”, analisa. O interessado paga licença inicial e aluguel mensal. O módulo básico, com intranet, custos, financeiro e marketing, tem licença de R$ 7,5 mil e mensalidades de R$ 500.
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terça-feira, 5 de junho de 2012

Automação residencial traz conforto, segurança e economia

Terra -


A automação residencial permite controlar vários eletroeletrônicos com apenas um toque, aumentando a segurança, o conforto e a economia de energia


Você entra em casa, passa o dedo em um controle e, automaticamente, a televisão liga no seu canal preferido, o rádio toca a música que você mais gosta, o ar condicionado deixa a sala na temperatura ideal, as cortinas se abrem e é possível ver que, lá fora, o jardim começa a ser irrigado. Parece ficção científica, mas é apenas tecnologia.

José Roberto Muratori, da Associação Brasileira de Automação Residencial (Aureside), explica que a automação residencial é “um conjunto de tecnologias das quais se pode dispor na residência de forma integrada”. Cada dispositivo eletroeletrônico precisa de uma ação humana individual para ser ativado, mas, com a tecnologia, eles serão acionados por um só sistema. Dessa forma, em um mesmo dispositivo controlam-se coisas tão diferentes como o aparelho de som e as cortinas de casa.

O sistema usa um controle remoto integrado, mas já existem aplicativos para celular para comandar diversas funções na residência, e nem é preciso estar no ambiente. Günter Albrecht, da Ideal Home, conta que a pessoa pode ligar para casa e acionar uma série de coisas, como o alarme, e fechar as janelas. Ele explica que a automação não é difícil de fazer. Os aparelhos que usam infravermelho, ou seja, são acionados com controle remoto, não precisam de adaptação. Já lâmpadas e cortinas, por exemplo, precisam de módulos de automação para serem integrados, mas a instalação é simples.

O uso da tecnologia é também uma maneira de potencializar sistemas de segurança já instalados. Denys von Atzinger, da At Home, lembra do programa que desliga todas as luzes e equipamentos quando a pessoa sai, e “se houver qualquer movimentação dentro da casa ou abertura de uma porta ou janela o cliente poderá ser notificado por e-mail e, por meio das câmeras, visualizar o que está acontecendo”. Além disso, Albrecht fala na prevenção de acidentes, pois há tecnologias que conseguem, por exemplo, perceber vazamentos de gás, cortar o abastecimento de casa, abrir as janelas e ainda avisar ao morador o que ocorreu. A automação também ajuda a gastar menos energia, pois há uma racionalização no uso de eletricidade em coisas como lâmpadas e ar condicionado. Segundo ele, a economia chega a 30% em relação ao consumo normal.

Muratori identifica um aumento no mercado de automação devido ao perfil das pessoas que compram imóveis atualmente. Segundo ele, são jovens que já estão acostumados à tecnologia e que, por isso mesmo, buscam a integração de sistemas em suas residências. Albrecht, por sua vez, identifica uma popularização maior desse produto. “Há alguns anos, era restrito a classes mais altas, mas, com o passar do tempo, os preços têm caído com as várias opções oferecidas no mercado”, diz ele. Albrecht conta que as pessoas começam com uma automação básica, em um só cômodo, como a sala de TV, mas logo ampliam para configurações mais completas.

Por fim, Muratori identifica dois tipos de pessoas que usam a automatização: aquelas que precisam, como pais que querem monitorar os filhos, e as que simplesmente gostam de tecnologia e de suas facilidades.
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