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quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Sudeste é a região mais cara para construir: R$ 879,65 por metro quadrado

Infomoney - 

O valor, que considera materiais e mão de obra, ficou acima do custo médio nacional, que atingiu R$ 845,10 em agosto

SÃO PAULO – Os moradores da região Sudeste foram os que mais desembolsaram na hora de construir um imóvel no mês de agosto.

Pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgada nesta quarta-feira (5), revela que o custo do metro quadrado na região chegou a R$ 879,65, incluindo materiais e mão-de-obra, enquanto que o custo médio nacional atingiu R$ 845,10 no mês passado.



Em seguida estão as regiões Sul, onde o valor do metro quadrado alcançou R$ 860,50; Centro-Oeste, onde os custos atingiram R$ 858,83; e Norte, com o metro quadrado a R$ 852,49. Os moradores do Nordeste, por sua vez, foram os que pagaram menos na hora de construir no mês passado: R$ 791,02.

Em relação ao maior aumento de custo em agosto, na comparação com julho deste ano, a região Centro-Oeste se destacou ao mostrar um avanço de 3,08%. Já a região Sul, por sua vez, foi a que teve o maior aumento em 2012, avançando 7,07%, se comparado com 2011.

Por estado
Ao analisar os dados por estado, o Mato Grosso registrou a maior variação mensal, de 5,17%. Já na comparação anual, o Paraná registrou a maior variação de 2012, de 8,70%.

Na outra ponta, as menores elevações ficaram com Sergipe, com alta de 0,01%. Piauí (-0,02%), Pernambuco (-0,83%), Minas Gerais (-0,06%) e Rio de Janeiro (-0,10%) apresentaram percentual negativo em suas taxas.

Com relação ao estado mais caro para se construir, o Rio de Janeiro ficou novamente em primeiro lugar, com R$ 951,86. Por outro lado, o Espírito Santo registrou o menor custo, de R$ 737,32.

Índice
O Índice Nacional da Construção Civil engloba o preço da mão-de-obra, que ficou 1,26% mais caro, se comparado a julho, e de materiais de construção, que subiu 0,31%, na mesma base comparativa.
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terça-feira, 4 de setembro de 2012

O que esperar do mercado imobiliário nos últimos quatro meses de 2012?

Guilherme Machado -

O mercado imobiliário brasileiro vem passando por um crescimento acentuado nos últimos anos. Afinal, a casa própria ainda está entre os maiores desejos de consumo da população, e não é à toa que este sonho provoca tanto o imaginário das pessoas.

Em função desta expansão, o segmento tem se configurado como um dos mais promissores da economia nacional e isso faz emergir diversos tipos de questionamentos quanto ao futuro do setor. Estamos caminhando para o final de 2012 e é comum surgirem dúvidas em relação ao que esperar do mercado nestes últimos quatro meses que restam para fechar o ano.

Contudo, antes de compartilhar com você quais são as perspectivas que acredito que conduzirão o comportamento do segmento neste quadrimestre, vale a pena darmos uma revisada no nosso passado para nos direcionarmos a uma percepção mais assertiva do nosso futuro.

Lembro-me da época em que crédito imobiliário era escasso em nosso país, e isso acarretava várias previsões de que o mercado iria estagnar. Ao passar pela crise imobiliária dos Estados Unidos em 2008, vivíamos sobre a frequente pressão de estourarmos também uma bolha imobiliária por aqui e até hoje este é um posicionamento que gera controvérsias entre os especialistas e estudiosos do mercado.

Mas o fato é que presenciamos uma realidade oposta ao que se esperava: as linhas de crédito se expandiram, a economia vem se estabilizando, a renda da população tem melhorado, o número de lançamentos aumentou e o mercado segue aquecido.

Alia-se ainda a este cenário a contribuição inegável dos programas do Governo como o “Minha Casa Minha Vida” que revolucionaram o acesso à moradia no Brasil. Sempre fomos um país de grandes desigualdades sociais, mas na última década temos vivenciado consideráveis mudanças.

Não tenho a pretensão de, neste artigo, sentenciar de maneira irrevogável o futuro que nos aguarda, mas baseado nas análises do cenário econômico brasileiro que faço, frequentemente, nas minhas vivências e no relacionamento que construí com os mais diversos setores que abarcam o mercado imobiliário, avalio este final de ano como um momento positivo para o setor de imóveis.

Viemos de um primeiro semestre onde as empresas se engajaram para baixar os estoques: promoções foram feitas, vários brindes e descontos foram dados e os maiores beneficiados deste processo, certamente, foram os clientes.

Para esta segunda etapa do ano, a expectativa é de que as construtoras e incorporadoras voltem a lançar novos empreendimentos que tendem a estar cada vez mais personalizados de acordo com o perfil do futuro comprador e da região onde ele será erguido.

Outro fator que ficará ainda mais evidente, não só neste final de ano, mas que será uma tendência para o mercado nos próximos anos é que estamos caminhando para um equilíbrio e um crescimento cada vez mais sustentado do setor.

Não será difícil perceber uma estabilização dos preços dos imóveis. Em um cenário dinâmico como o nosso, nenhum preço se mantém alto demais ou baixo ao extremo durante um longo período, pois o próprio comportamento do mercado trata de harmonizar estas variações.

Nesse sentido, é fundamental entender que houve uma desaceleração necessária do segmento de imóveis. Continuamos com um aquecimento nas vendas, mas em um ritmo diferente do que há seis anos, quando o que se lançava era vendido em um prazo muito curto. No entanto, o planejamento das ações nesta época era quase inexistente.

Hoje, vivemos um mercado mais maduro e consciente e por isso, o planejamento e a execução do mesmo ganham cada vez mais relevância.

Integra-se ainda a esse caminho de equilíbrio uma gestão imobiliária mais criteriosa. A política de crédito no Brasil é mais rigorosa se comparada a outros países. A crise gerada pela “bolha imobiliária” nos Estados Unidos ligou o botão de alerta no mundo todo e o Brasil, que já praticava uma política diferente da dos americanos, ficou ainda mais atento a esta ameaça.

Por aqui não se empresta sem antes avaliar, cuidadosamente, a capacidade do tomador do crédito de quitar a sua dívida.

Diante desse cenário, vale destacar ainda a transformação também no perfil do comprador. Atualmente, as pessoas estão em busca do imóvel para usufruir prioritariamente como moradia, o que faz surgir um cliente mais crítico e exigente, que sabe exatamente o quer e por isso demanda profissionais cada vez mais qualificados.

Tal realidade nos coloca diante dos maiores desafios do segmento imobiliário: a profissionalização do setor que engloba desde a construção civil até o atendimento ao cliente com o corretor de imóveis. No entanto, esta não será uma demanda que será resolvida em curto prazo.

No segmento imobiliário, como em outros setores da nossa economia, temos uma carência de preparação preventiva, ou seja, aquela na qual eu me preparo para crescer. O que temos visto no Brasil é que os diversos segmentos têm se desenvolvido, mas a qualificação profissional não acompanha o mesmo ritmo.

Por isso, não raramente, vemos o crescimento das demandas e a busca desenfreada por profissionais qualificados que possam desempenhá-las. Sendo assim, a procura por trabalhadores diferenciados é uma realidade que nos espera não só para este final de 2012, mas ainda por um longo período, uma vez que nosso déficit habitacional conta com elevados índices.

Nosso país já passa e deverá continuar a passar nos próximos anos por um grande processo de reestruturação de sua infraestrutura. Construção de novas rodovias, portos, ferrovias, novas alternativas para a mobilidade: esse é um país em crescimento e que demandará mão de obra qualificada, sobretudo, da área da construção civil, elementos esses que certamente impactarão também no mercado de imóveis.

Quem souber interpretar este cenário com suas várias facetas, verá um Brasil forte, aberto a diversas oportunidades de novos negócios, de crescimento profissional e de consolidação do setor.

Estamos diante de um mercado altamente promissor, que cada vez mais dá sinais de sua força e revela seus importantes avanços. Temos que direcionar a nossa percepção para potencializarmos este momento favorável de forma planejada e estratégica.

E você, como tem se preparado para o futuro do mercado imobiliário? Quais são as suas expectativas para finalizar 2012? Compartilhe conosco suas experiências e lembre-se: juntos somos fortes!
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segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Construtoras dão desconto de até 20% para compra de imóveis

Infomoney - 

Saldões em vigor neste final de semana também oferecem escritura gratuita em imóveis já prontos

SÃO PAULO – Com desaceleração nas vendas e queda nos lançamentos, as grandes construtoras e incorporadoras estão realizando uma espécie de saldão para vender imóveis. Os descontos são oferecidos principalmente nos imóveis prontos ou a serem concluídos neste ano.

Entre elas, a Trisul está com uma campanha promocional até o dia 15 de setembro, que oferece descontos que variam entre 3% a 20%. São empreendimentos já prontos ou que terão suas obras finalizadas até o final do ano.

O comprador terá também benefícios, como escritura gratuita e vale-compras de R$ 3 mil, que poderá ser trocado por compras nas lojas Tok Stok e Fast Shop. Os imóveis estão localizados na capital paulista, litoral, interior e na Grande São Paulo.

Seguindo essa tendência de ofertas, a Brookfield Incorporações estará no Fim de Semana do Imóvel, na Barra da Tijuca (RJ), nos dias 1 e 2 de setembro. A empresa diz que haverá descontos, mas não revela os percentuais.

O foco da empresa será apresentação de empreendimentos na região de Jacarepaguá , na zona Oeste do Rio de Janeiro. Os imóveis residenciais apresentados possuem o conceito condomínio clube, com apartamentos com unidade de três suítes, de dois quartos (sendo uma suíte) ou coberturas duplex com churrasqueira e previsão para piscina.

Já a construtora Cury está parcelando a entrada do imóvel em até dez vezes para os empreendimentos Único Guarulhos (próximo ao Shopping Guarulhos), Parque dos Sonhos (Itaim/ Ferraz), Viva Mais Itaquá (Itaquaquecetuba), Dez Vila Curuça (São Miguel/Vila Caruça), Mérito Aricanduva (Aricanduva)e Mérito Vila Curuça (São Miguel/Vila Caruça). Os imóveis custam a partir de R$ 103 mil.

A MPD, por sua vez, irá prorrogar a promoção que oferece descontos de R$ 30 a R$ 130 mil em apartamentos e empreendimento comerciais em Barueri e Grande São Paulo. A Construtora oferece imóveis prontos e na planta. A promoção “Invest Bem” terá estandes no Shopping Tamboré. Mais informações podem ser encontradas no site da promoçãohttp://www.investbem.com.br/.
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sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Análise: Preço do imóvel deve se estagnar em SP nos próximos 4 anos

FOLHA.com

Os resultados financeiros apresentados pelas principais incorporadoras com ações na Bolsa não têm sido nada animadores.


Com o capital obtido com o lançamento de seus papéis no mercado financeiro há alguns anos, muitas empresas alteraram seus focos de lançamento, investindo em uma expansão para outros Estados jamais vista no setor, mas sem o retorno desejado.

Já as que apostaram em trabalhar com o chamado "mais do mesmo", ou seja, aplicar seus recursos em áreas geográficas e produtos em que já tinham experiência, tiveram resultados mais satisfatórios.

Em decorrência disso, muitas incorporadoras resolveram voltar agora para o conhecido "arroz com feijão". São Paulo retoma seu lugar como foco de investimentos dessas empresas, mas não é tão simples como antes atuar nesse mercado.

Como nos anos recentes houve um boom imobiliário nas regiões metropolitanas e um encarecimento (e também esgotamento) expressivo de áreas para incorporação, a taxa de retorno nas grandes metrópoles ficou menor, quando não inexistente.

Nesse cenário, há um impasse: baixas velocidades de venda e não viabilidade de novos empreendimentos.

E o alto nível de estoque de apartamentos prontos cria ainda mais barreiras para novos lançamentos.

Assim, é possível afirmar que a tendência para os próximos quatro anos é a redução no ritmo de vendas e, consequentemente, estagnação do preço por metro quadrado, o que significa, na prática, redução do preço real, devido ao efeito da inflação.

Para solucionar a vida das incorporadoras, a única saída é a inovação.

Ou as empresas trabalham na criação de empreendimentos considerados surpreendentes pelo consumidor ou o arroz com feijão não encherá mais a barriga dessas companhias.
DANIEL BRITTO é especialista em mercado imobiliário da FIA (Fundação Instituto de Administração)
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GBC Brasil: especialistas discutem rumo da construção sustentável

Imovelweb -

3ª edição do evento acontece de 11 a 13 de setembro. Além de palestras, haverá sessão técnica e exposição.



O interesse do mundo pelas construções sustentáveis vem crescendo anualmente e, para que o Brasil acompanhe esse avanço tecnológico, a 3ª edição da Greenbuilding Brasil traz especialistas renomados para discutir o assunto no mercado nacional.

Entre os temas de destaque das palestras estarão o uso de novas tecnologias e a apresentação da mais recente versão do Leed, sistema de certificação mais reconhecido e utilizado em edificações sustentáveis de todo o mundo. O evento acontece de 11 a 13 de setembro, em São Paulo.

A grade traz destacados palestrantes nacionais e internacionais e é composta por um dia de sessões plenárias e por dois dias com sessões técnicas simultâneas.

Andrea Traber, diretora de Práticas Sustentáveis para as Américas, da DNV KEMA Energy & Sustaintability, ministrará a palestra com o tema “Smart Grid - Redes Eficientes de Geração e Distribuição de Energia Renovável”, com apresentação de cases bem sucedidos de comunidades com eliminação total do gasto de energia e do nível de emissão de poluentes.

O vice-presidente sênior do U.S. Green Building Council, Scot Horst, vem ao País para apresentar com exclusividade o Leed v4 (Leadership Energy & Environmental Design), a nova versão do selo de certificação e orientação ambiental de edificações concedido a projetos ambientalmente corretos.

Outras palestras nacionais e internacionais serão destaques, como "Pensamentos sobre Sustentabilidade – 1967 até semana passada", ministrada por Michael Wurzel, sócio da Foster & Partners (Reino Unido), e "Caso Prático Internacional de Construção Sustentável", com Chad Oppenheim, presidente da Oppenheim Architecture + Design (EUA).

Além da grade de palestras, a 3° Greenbuilding Brasil - Conferência Internacional & Expo traz uma exposição com produtos e serviços de mais de 80 empresas voltadas à construção sustentável. Para quem quer conhecer na prática os benefícios e vantagens desse modelo de construção, o evento terá dois dias de visitas técnicas a espaços com certificação Leed.

Serviço
3ª Greenbuilding Brasil - Conferência Internacional & Expo
Data: 11 a 13 de setembro de 2012
Local: Transamérica Expo Center - Av. Dr. Mário Villas Boas Rodrigues, 387, Santo Amaro – São Paulo/Sp
Horários: Conferência - 3ª a 5ª feira das 8h30 às 18h. Visitas Técnicas - 4ª e 5ª feira das 8h às 13h. Expo - 3ª a 5ª feira das 10h às 19h
Mais informações: www.expogbcbrasil.org.br
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quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Justiça proíbe banco de retomar imóvel hipotecado pela construtora

Infomoney - 

Contrato de hipoteca firmado entre construtora e banco não deve ser vista como responsabilidade do consumidor, diz Ibedec

SÃO PAULO - Uma ação movida pelo Ibedec (Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo) na Quinta Vara Cível de Brasília proibiu que um banco retomasse um imóvel hipotecado pela construtora.

Segundo o Instituto, quando a construtora deixa de pagar alguma parte da dívida que fez junto ao banco para construir o imóvel, é comum que a instituição financeira notifique os compradores dos apartamentos ou casas que foram construídos, de que vai retomar os imóveis se eles não pagarem a dívida da construtora.



Em alguns casos, o banco pode até se negar a liberar carta de quitação mesmo para aqueles consumidores que já tenham quitado a dívida do imóvel junto à construtora. “A conduta é abusiva por parte dos bancos e o consumidor não deve se deixar intimidar pelas cobranças, recorrendo ao Judiciário caso haja alguma notificação de retomada do imóvel”, explica o presidente do Ibedec, José Geraldo Tardin.

Como agir
De acordo com Tardin lembra que existe a súmula 308 do STJ, onde está claro que eventual hipoteca firmado pela construtora em favor do Banco é ineficaz em relação ao comprador do imóvel. Por isso, saiba como agir nestes casos:

Caso o consumidor esteja passando por problemas semelhantes, é necessário procurar o banco para buscar a liberação da hipoteca. Neste momento, o consumidor não deve aceitar pagar qualquer quantia fora do pactuado no contrato;

Quando houver parcelas pendentes de pagamento, o consumidor deve resguardar-se através de uma ação de consignação em pagamento judicial, para que a justiça decida se quem deve receber as parcelas faltantes do contrato é a construtora ou o banco.

Se o banco ameaçar ou notificar o consumidor sobre uma eventual retomada do imóvel, é necessário recorrer à justiça para impedir a ilegalidade do banco e obter a liberação da hipoteca e eventual indenização por prejuízos sofridos em relação à negócios desfeitos ou impossibilidade de entrar e usar do imóvel.
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terça-feira, 28 de agosto de 2012

Custo da construção cai e fecha agosto em 0,32%

Agência Brasil - 

 
O Índice Nacional de Custo da Construção–Mercado (INCC-M) registrou taxa de variação de 0,32% em agosto, uma redução de 0,53 ponto percentual na comparação com o mês passado (0,85%). No acumulado do ano, o índice apresenta variação de 6,21%. Nos últimos 12 meses, a taxa acumula 7,48%. O INCC-M, medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), foi calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 de julho e 20 de agosto.

O resultado foi pressionado, principalmente, pela taxa de variação do grupo mão de obra, que passou de 1,05% para 0,28%, uma queda de 0,77 ponto percentual. A maior redução nesse grupo foi registrada no item mão de obra especializada (de 1,29% para 0,13%). Os demais itens também tiveram decréscimo: técnico (de 0,97% para 0,19%) e auxiliar (de 1,06% para 0,41%).

De acordo com a FGV, a redução no custo da mão de obra foi consequência do fim do impacto do reajuste salarial ocorrido em Brasília, assim como da diminuição da taxa de Porto Alegre, que passou de 3,16% para 2,14%.

O grupo materiais, equipamentos e serviços teve redução de 0,27 ponto percentual, passando de 0,63% para 0,36%. Um dos itens que compõem o grupo, materiais e equipamentos (0,37%), caiu 0,31 ponto percentual na comparação com o mês anterior (0,68%). Nesse item, três dos quatro subgrupos tiveram redução: materiais para estrutura (de 0,81% para 0,31%), materiais para acabamento (de 0,61% para 0,55%) e equipamentos para transporte de pessoas (de 0,81% para 0,08%). O custo dos materiais para instalação foi o único com acréscimo, de 0,23% para 0,50%.

O custo dos serviços (0,32%), que também compõe o grupo materiais, equipamentos e serviços, teve decréscimo de 0,12 ponto percentual na comparação com julho (0,44%). Todos os subgrupos desse item tiveram reduções: aluguéis e taxas (de 0,22% para 0,09%), serviços pessoais (de 0,55% para 0,33%) e serviços técnicos (de 0,64% para 0,62%).
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Atraso na entrega de imóveis é um dos principais conflitos do mercado imobiliário

CorreioWeb - 

O consumidor que sofre esse tipo de dano material tem direito de receber o equivalente a cada mês de atraso do imóvel

O momento é de super aquecimento do mercado imobiliário. Com tanta demanda, muitas construtoras não conseguem concluir a obra no prazo previsto e o atraso da entrega dos imóveis se torna uma das principais reclamações no setor de habitação.

Segundo José Geraldo Tardin, presidente do Instituto de Defesa do Consumidor (Ibedec), o atraso da entrega dos imóveis causa dano material e o consumidor tem direito de receber a multa, se caso constar no contrato, e lucro cessante, que é previsto em lei. “A empresa antes de fazer o contrato deve pensar no tempo que vai precisar para deixar o imóvel pronto para que a entrega não atrase. Para o consumidor não interessa o motivo do atraso. De qualquer forma, a construtora é obrigada a arcar com as conseqüências”, explica.

Tardin esclarece que, em uma situação hipotética, onde um imóvel de R$ 400 mil reais deveria ter sido entregue há 10 meses atrás, o consumidor teria direito de receber R$ 20 mil reais de indenização. “Esse imóvel possui um provável valor de aluguel mensal de R$ 2 mil reais. Esse valor de 2 mil multiplicado pelos 10 meses de atraso resultam em uma quantia de R$ 20 mil reais, que seria o valor da indenização que a construtora deveria pagar ao cliente que foi lesado”.
Os atrasos acontecem por variados motivos, um deles se dá por conta das vistorias que os órgãos e entidades fazem nos imóveis para a liberação do documento Habite-se. Muitas vezes, a vistoria encontra inadequações e a construtora é obrigada a refazer as instalações para uma nova vistoria, até que o imóvel seja devidamente aprovado e o documento Habita-se seja liberado.

Todas as construções ou edificações destinadas à habitação necessitam do documento Habite-se, que autoriza o início da utilização efetiva do lugar e comprova que o imóvel foi construído seguindo as exigências como, por exemplo, adequação a legislação e ao projeto, instalações hidráulicas e elétricas, entre outras. No caso do Distrito Federal, os órgãos que fiscalizam as obras são a CEB (Companhia Energética de Brasília), Caesb (Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal.), Novacap (Companhia Urbanizadora da Nova Capital), Corpo de Bombeiros e Agefis (Agência de Fiscalização do Distrito Federal). Cada entidade atesta as condições de habitabilidade para a autorização desse documento.

MPDFT recomenda mudanças no processo de fiscalização dos imóveis
A Procuradoria Distrital dos Direitos do Cidadão (PDDC) expediu, na última sexta-feira (17), uma recomendação ao diretor-presidente da Agência de Fiscalização do DF (Agefis), solicitando que somente seja emitido relatório favorável à concessão do Habite-se após a expedição de laudos favoráveis por todos os órgãos e entidades legalmente responsáveis pela vistoria – CEB, Caesb, Novacap e Corpo de Bombeiros.

A prática dos agentes da Agefis que consistente na emissão dos relatórios antes da conclusão das obras de infraestrutura elétrica, ou seja, sem a aprovação da CEB pode configurar crime. De acordo com o art. 299 do Código Penal Brasileiro, “declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita, com o fim de prejudicar direito, criar obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante” é considerada infração.

Segundo Jairo Lopes, procurador chefe do departamento jurídico da Agefis, a Agência verifica o que é de competência dela – adequação ao projeto, se há ou não facilidades para portadores de deficiência, se a obra está sinalizada. “Não é função da Agefis fiscalizar as instalações hidráulicas e elétricas, por exemplo. Nós fiscalizamos o que é nosso dever”, afirma.
Segundo ele a Agefis vai, a partir de agora, seguir a recomendação que foi colocada e só irá conceder o documento favorável à liberação do Habite-se após todas as outras entidades confirmarem favoráveis condições de habitabilidade.
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Com queda nos lançamentos, cresce a venda de imóveis usados

Folha.com -

 
Com recuo de 37,2% no número de lançamentos no semestre, segundo dados divulgados pelo Secovi-SP (sindicato de habitação) no início do mês, cresce a venda de imóveis usados.

De acordo com levantamento da empresa de administração imobiliária Lello, com base em cerca de 9.000 imóveis em São Paulo, as vendas de imóveis residenciais usados e prontos para morar na cidade de São Paulo cresceram 53,6% entre janeiro e julho deste ano ante o mesmo período do ano passado.

No primeiro semestre de 2012, o valor médio das unidades residenciais comercializadas nos principais bairros da capital paulista foi de R$ 450 mil, contra R$ 400 mil em 2011 (aumento de 12.50%). O percentual de imóveis financiados por bancos permaneceu o mesmo e atingiu 45% do total.

As unidades mais procuradas foram apartamentos de dois e três dormitórios com vaga na garagem e próximos a estações de metrô. Os apartamentos representaram 60% das vendas nos sete primeiros meses do ano.
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segunda-feira, 27 de agosto de 2012

PDG é construtora com maior prejuízo na América Latina e EUA

Folha.com -

 
A PDG Realty, uma das maiores construtoras do país, foi a empresa de capital aberto do setor de construção e locação com maior prejuízo entre companhias da América Latina e Estados Unidos no segundo trimestre do ano. O levantamento foi feito pela consultoria Economatica.

A empresa registrou perdas de US$ 222,69 milhões (R$ 450 milhões) entre abril e junho. No mesmo período de 2011, obteve lucro de US$ 154,7 milhões (R$ 241 milhões) e foi considerada a companhia mais lucrativa do setor.

A segunda empresa com maior prejuízo no segundo trimestre deste ano foi a Brookfield com perdas de US$ 189,7 milhões (R$ 383 milhões).

Entre as dez empresas com maiores prejuízos, há cinco empresas brasileiras, duas mexicanas, duas americanas e uma argentina.

A consultoria considerou os balanços apresentados aos órgãos reguladores dos países (a CVM no caso do Brasil). Para a conversão para dólares foi ulizado o dólar PTAX venda de 30 de junho.

Veja os prejuízos das empresas

PDG Realty (Brasil): -US$ 222,69 milhões
Brookfield (Brasil): -US$ 189,72 milhões
Beazer Homes (EUA): - US$ 39,88 milhões
Generalshopp (Brasil): -US$ 38,58 milhões
Kaufman&Broad Home (EUA): -US$ 24,14 milhões
Viver (Brasil): - US$ 21,22 milhões
João Fortes (Brasil): - US$ 12,37 milhões
Urbi Desarollos (México): -US$ 9,35 milhões
Dine (México): -US$ 2,76 milhões
Consultatio (Argentina): -US$ 2,33 milhões
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Em SP, edifícios acima de 30 andares lançados nos últimos três anos são residenciais

Folha.com -

"Sinto-me livre ao saber que vou morar num arranha-céu. É como se eu fosse a dona do mundo."

Assim a ex-professora Ana Lucia Levi Moraes, 50, descreve a sensação de ter comprado um apartamento em um edifício de 32 andares no Jardim Anália Franco (zona leste de São Paulo).

Lucas Lima/Folhapress

Operário trabalha na costrução do último andar do edifício Maison Victoria, com 31 andares, no Ibirapuera, em SP


Feliz com a compra, ela só lamenta ter chegado quando as unidades nos andares mais altos já estavam vendidas -restou a opção de comprar no nono andar. "Mas daqui a três ou quatro anos pretendo comprar um apartamento em um dos últimos andares, pois sou apaixonada por altura."

Para isso, ela terá de ser rápida, pois imóveis desse tipo costumam ser arrematados primeiro. "Andares mais altos são sempre mais procurados e vendem rapidamente", afirma Marco Antonio Nelro, sócio da construtora Porte.

Para atrair clientes como Ana Lucia, construtoras e incorporadoras têm apostado cada vez mais em prédios residenciais com grande número de andares.

Levantamento da imobiliária Lopes, feito com exclusividade para a Folha, mostra que os 11 empreendimentos com maior número de andares lançados na cidade de São Paulo de setembro de 2009 a agosto de 2012 são residenciais.

Os campeões em altura continuam sendo edifícios comerciais, como o Mirante do Vale, mas o levantamento aponta uma tendência de "esticamento" entre os lançamentos residenciais

Maiores na altura, mas também no preço, boa parte desses arranha-céus são de alto padrão -não é difícil encontrar valores que ultrapassam R$ 1 milhão.

Além da vista e da sensação de ter um bem facilmente reconhecido a grandes distâncias, compradores indicam como vantagem o fato de o barulho da rua quase não ser ouvido do apartamento.

Lucas Lima/Folhapress

Ana Lucia Levi Moraes comprou um apartamento no 9º andar no Jardim Anália Franco, em SP


STATUS

Quem procura um apartamento em um prédio com mais de 30 andares e quer morar no topo precisa correr para garantir a compra, mesmo que as cifras sejam altas.

O empresário e morador de uma cobertura Jorge Alfieri, 39, comprou dois apartamentos de alto padrão assim que eles foram lançados: um no 38º andar do empreendimento Josephine Baker e outro no 32º do Camille Claudel, ambos no Jardim Anália Franco, na zona leste. "Sei que os mais altos são mais disputados."

Ele planeja se mudar para o Josephine Baker, com 128,9 metros de altura, e vender os demais. "Um dos prazeres que tenho é apontar o edifício e falar para alguém: 'Olha, é ali que eu moro'. Você se sente singular."

Ainda que os residenciais despertem esse tipo de desejo, são os comerciais que figuram no topo da lista dos mais altos (leia texto ao lado).

Para ter um imóvel em um andar mais alto, é preciso desembolsar mais, lembra Eduardo Della Manna, diretor de legislação urbana do Secovi-SP (sindicato de habitação).

Segundo ele, se um empreendimento é o único muito alto em uma região, o preço do seu último andar tende a variar ainda mais.

"Mesmo sendo mais caros, os apartamentos mais altos vendem mais e mais rápido, tanto pela vista quanto pelo status que representam", afirma Celso Amaral, diretor corporativo da Geoimovel, empresa de pesquisas imobiliárias.

"A variação de preço oscila entre 15% a 20% se comparamos os primeiros andares e os últimos", completa.

Marco Antonio Nelro, um dos sócios da construtora Porte, que comercializa empreendimentos desse tipo, rebate que, em geral, a variação é de 5% a 6% em um dos últimos andares em relação ao terceiro ou ao quinto.

No Josephine Baker, a diferença de preço entre um apartamento no quinto andar e outro no 27º chega a 8%. Para usufruir da vista de um ponto mais alto, é preciso desembolsar R$ 240 mil a mais.

RUÍDO

A vantagem de morar em um andar muito alto, que é o menor nível de ruído da vizinhança mais próxima, não significa silêncio total.

"O que acontece é que nos mais altos não se ouve muito barulho de crianças brincando ou de pessoas conversando, como ocorre mais perto do térreo. Mas existe um barulho difuso, originado do sistema viário. Fica aquele 'zum' característico," diz Della Manna, do Secovi.

"A cobertura é como uma aristocracia moderna e exclusiva", analisa Sérgio Wajman, professor de psicologia da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica). "É uma questão de status, pois coloca o morador em um nível em que ele se considera melhor que os outros, algo semelhante com o que ocorre em relação a carro ou a celular."

RUIM PARA A CIDADE

Lucila Lacreta, urbanista e diretora-executiva do movimento Defenda São Paulo, afirma que os efeitos de um empreendimento muito alto são todos negativos para a cidade. "Quem está em volta de um desses prédios tem a vista bloqueada por ele, e só o morador dali sai ganhando."

Ela ressalta ainda que esses edifícios criam uma grande sombra e geram tráfego.
Carolina Daffara/Editoria de Arte
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Empreendimento explora mercado imobiliário turístico hoteleiro

Estado de Minas - 

Empresa fecha parceria em seis estados brasileiros, entre eles Minas Gerais, para a venda das unidades em Trancoso



Com um modelo de empreendimento inovador para o mercado brasileiro, o Txai Terravista Trancoso fecha parceria em seis estados brasileiros, entre eles Minas Gerais (Brasil Brokers), para a venda das unidades em Trancoso (BA). Lançado pela Brazil Hospitality Group (BHG S/A), o empreendimento inaugura um setor ainda não explorado no mercado brasileiro: o imobiliário turístico hoteleiro.

Esse modelo de empreendimento consiste em condomínios que têm um resort e unidades imobiliárias, ora hoteleiras, ora residenciais. Em ambos os casos, há disposição de toda a infraestrutura e serviços hoteleiros.

O Txai Terravista Trancoso (perspectiva), totalmente concebido de acordo com a filosofia de bem viver e bem receber da marca Txai, será implantado em uma área aproximada de 70 mil metros quadrados (m²). O complexo foi criado sob o conceito de sustentabilidade e integração à natureza, para proporcionar uma experiência única de bem-estar.

O empreendimento será composto por 69 unidades com áreas distintas e divididas em oito bangalôs, 42 apartamentos e 19 residences – esses com áreas privativas de 2 mil m². Sua infraestrutura contará com restaurante, kids club, lounge, piscina, bar de apoio à piscina, fitness e ainda spa com saunas seca e úmida, hidromassagem e salas de massagem e de tratamentos estéticos.

O início das obras está previsto para dezembro e a expectativa de início de operação para dezembro de 2014. As unidades de apartamentos e bangalôs serão entregues equipadas e decoradas de acordo com o padrão Txai Resorts. Com relação aos preços, eles são variáveis, conforme o tipo de produto imobiliário. Os bangalôs, por exemplo, podem ser adquiridos a partir de, aproximadamente, R$ 600 mil.
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Empreendimento no Brooklin será o maior de São Paulo

Agência Estado - 

Megaempreendimento imobiliário, com torres residenciais e comerciais, poderá levar até 65 mil pessoas para região do Brooklin onde trânsito já é pesado


Empreendimento da Odebrecht ficará localizado nas imediações da Marginal Pinheiros, em São Paulo


São Paulo - O maior empreendimento imobiliário de São Paulo - em área construída - será erguido na zona sul. Com 595 mil m², o complexo Parque da Cidade terá cinco torres corporativas, um prédio comercial e dois residenciais, shopping e hotel, além de espaço de lazer com restaurantes, bares, ciclovia e pista de cooper. A previsão é que, quando pronto, leve 65 mil pessoas, o equivalente à população do bairro de Pinheiros, à região de trânsito já pesado.

O megaempreendimento vai ocupar um terreno de 80 mil m² entre a Marginal do Pinheiros e o futuro prolongamento da Avenida Chucri Zaidan, no Brooklin, em uma das regiões mais disputadas pelo mercado imobiliário na cidade. Com lançamento previsto para setembro, o Parque da Cidade deve demorar de 8 a 10 anos para ficar totalmente pronto. Até lá, segundo a Odebrecht Realizações Imobiliárias (OR), responsável pelo projeto, o valor geral de vendas pode superar R$ 4 bilhões.

Tendência mundial, a promoção de uso múltiplo em um mesmo terreno, aliada ao conceito de cidade compacta, é a base do projeto. "Trata-se de um condomínio aberto à população, sem muros, à disposição da vizinhança. Na nossa visão, ele não se resume a um empreendimento imobiliário, mas de urbanismo", diz o diretor de Incorporação da OR, Saulo Nunes.

O objetivo de ofertar trabalho, lazer e moradia em um mesmo endereço já existe na cidade, mas não nessas proporções, de acordo com a Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp). O diretor Luiz Paulo Pompéia diz que a fórmula funciona, desde que o entorno disponha de infraestrutura. "Isso quer dizer acesso a transporte público, a vias expressas e comércios", afirma. Atualmente, nenhuma linha do metrô serve a região. Apenas a Linha 9-Esmeralda da CPTM, já saturada, atende a população do bairro.

Comércio e luxo


As obras começam no primeiro trimestre de 2013. A expectativa é que o shopping e o hotel - já negociado com uma rede de luxo internacional - sejam os primeiros a ficar prontos, em 2015. O edifício comercial, com 600 salas em 36 andares, e duas das cinco torres corporativas também devem ser finalizados no mesmo ano. Já as 599 unidades residenciais, com opções de planta que variam de 80 a 220 m², só serão lançadas em 2016. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Com clientes milionários, construção civil aposta no luxo em Itajaí, Balneário Camboriú e Camboriú

Pense Imóveis -

Preço nos grandes empreendimentos pode chegar a R$ 13 milhões por apartamento à beira-mar


Obras de dimensões astronômicas são a aposta da indústria da construção civil na região de Itajaí, Balneário Camboriú e Camboriú. Se até alguns anos atrás ser dono de um apartamento de frente para o mar já era um luxo, a moda agora são residenciais que reúnem vistas privilegiadas a uma ampla oferta de lazer e serviços.


O grande investimento das construtoras na região coincide com o fortalecimento da economia local

Os terrenos, gigantescos, têm direito a paisagismo que lembra cenários de cinema. E se a ideia é altura, há construções que podem chegar perto do céu.

Os empreendimentos ostentam títulos tão imponentes quanto os projetos. Dona de mais de dois mil edifícios,Balneário Camboriú terá, em breve, o maior arranha-céu, com 66 andares, e o único prédio com marina na América do Sul. Para quem prefere um pouco mais de sossego, também não faltam opções - e em milhares de metros quadrados.

A Praia Brava, em Itajaí, é lar de algumas das construções mais luxuosas da região, com direito, até, à própria reserva de preservação ambiental. Já Camboriú terá, a partir do ano que vem, um condomínio horizontal com cais exclusivos para os lotes e campo de golfe.

Tanto investimento tem destino certo: o público AA, que exige qualidade e pode desembolsar grandes quantias de dinheiro em troca de conforto. Os preços, nos grandes empreendimentos, vão de R$ 750 mil por um lote a R$ 13 milhões por um apartamento de frente para o mar.

"Os valores são altos porque o padrão construtivo é diferente dos outros. O custo de construção chega a ser algumas vezes maior do que o normal", diz Sérgio Branco, gerente de negócios da construtora Procave. A empresa começou a entregar os apartamentos da fase inicial de obras do condomínio Brava Home - o primeiro dos grandes empreendimentos a ser concluído na Praia Brava.

Branco comenta que, no início, os compradores eram investidores interessados nas oportunidades futuras de negócios. Após a entrega das primeiras unidades, a procura também passou a movimentar moradores da região, reflexo da economia aquecida.

O surgimento dos empreendimentos de alto padrão coincide com um período de fortalecimento da economia regional. Em Itajaí, o Produto Interno Bruto (PIB) aumentou 700% nos últimos 10 anos, segundo o IBGE. Já Balneário Camboriú se mantém como um dos destinos turísticos mais procurados do Sul do Brasil.

"A oferta de imóveis para pessoas com alto poder aquisitivo valoriza a cidade. Sem contar que são um excelente investimento: há duas décadas, os imóveis têm rendido 20% ao ano", diz Milton Gilmar da Silveira, delegado do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de Balneário Camboriú (Creci).

Presidente da construtora Taroii, responsável pela obra do condomínio Bravíssima, na Praia Brava, o empresário Carlos Trossini diz que o mercado de alto luxo tem retorno garantido. O empreendimento tem 330 mil metros quadrados e a proposta de luxo exclusivo à beira-mar. Embora as vendas ainda não tenham começado, as reservas já ultrapassam a oferta de terrenos e apartamentos.

"É um consumidor que está alheio à crise, mantém o poder o aquisitivo e o poder de compra. Muita gente quer desfrutar da gastronomia, do comércio e do lazer da região, mas morar com exclusividade", observa.

Infraestrutura e segurança atraem compradores

Agradar aos exigentes clientes dos empreendimentos milionários demanda um esforço que vai além do uso de materiais de primeira linha e arquitetura harmoniosa.

As grandes construções têm em comum amplas áreas de convivência, ao estilo resort. Em Balneário Camboriú, a diversão ganha ares mais urbanos, com espaços gourmet e pubs, enquanto que, na Praia Brava, o destaque fica para as piscinas intercaladas com o verde das palmeiras - a maioria delas, projetada por premiados paisagistas.

Os atrativos, porém, não são suficientes para convencer os compradores: guaritas, monitoramento eletrônico e até sensores de movimentos na mata que envolve os condomínios estão entre os diferenciais oferecidos quando o assunto é segurança.

No quesito infraestrutura e serviços, são ofertados centros de compras anexos a alguns dos empreendimentos e até a promessa de instalação de uma escola bilíngue, na Praia Brava, para atender a crianças e adolescentes da vizinhança.

"A instalação desses empreendimentos qualifica a região", diz José Carlos Leal, presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil de Itajaí (Sinduscon).

A tendência, segundo ele, é que as grandes construções possam se expandir para outros bairros e cidades da região, conforme a oferta de terrenos nos locais mais badalados for diminuindo - o que deve ocorrer, também, em função das leis de proteção ambiental.

Boa parte dos empreendimentos em construção é alvo de ação civil pública ou inquérito no Ministério Público Federal, que questiona as obras em locais que, em tese, deveriam ser preservados. Responsável pelos processos, o procurador Roger Fabre está em férias e não foi localizado ontem para comentar o caso.
Os grandes empreendimentos
Brava Beach:
Cidade: Itajaí - Praia Brava
Construtora: FG, Ciaplan, J.A. Russi, Riviera
Preço: R$ 1,1 a 6 milhões
Diferencial: residencial, resort e open shopping com foco na sustentabilidade e contato com a natureza
Brava Home:
Cidade: Itajaí - Praia Brava
Construtora: Procave
Preço: R$ 1,4 a 6 milhões
Diferencial: área de 75 mil m² e proposta de vida ao ar livre, com parque de águas e salão de festas para 250 pessoas
Bravíssima:
Cidade: Itajaí - Praia Brava
Construtora: Taroii
Preço: R$ 4,5 a 13 milhões
Diferencial: área de 330 mil m², e luxos como uma cave exclusiva, assinada pela vinícola italiana que produz espumantes para Oscar
Infinity Coast:
Cidade: Balneário Camboriú - Pontal Norte
Construtora: FG
Preço: R$ 1,8 a 2,1 milhões
Diferencial: maior edifício da América do Sul, com 66 andares e vista para Balneário Camboriú, Itajaí e Itapema
Marina Beach Towers:
Cidade: Balneário Camboriú - Barra Sul
Construtora: Mendes Sibara
Preço: R$ 2,5 milhões
Diferencial: único edifício da América do Sul com marina privativa, cujo acesso é feito por elevadores privativos
Reserva Camboriú Yacht & Golf:
Cidade: Camboriú
Construtora: Thá
Preço: R$ 750 mil a 1,2 milhão
Diferencial: área de 550 mil m², com espaço reservado para atracadouros particulares e campo de golf 
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quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Com desaceleração, mais construtoras fazem promoção para vender imóveis

Folha.com -

 
Com desaceleração nas vendas e queda nos lançamentos pelo mercado imobiliário, mais construtoras oferecem descontos ou promoções como meio de vender imóveis.

A MPD promete descontos de R$ 30 mil a no máximo R$ 130 mil em mais de cem imóveis (prontos ou em construção).

A ação promocional ocorre no shopping Tamboré, em Barueri (Grande São Paulo), neste fim de semana (25 e 26/8), das 10h às 22h. Mais informações podem ser obtidas a partir do link da promoção: investbemmpd.com.br.

Também em Barueri, a Sispar afirma que irá abater R$ 5.000 do valor de quem comprou um conjunto comercial no empreendimento Innovation Bethaville, desde que leve um amigo que adquira um conjunto também. Para o novo comprador, haverá um passeio de helicóptero sobre a cidade.

Entre as promoções que já foram iniciadas, há a da construtora Trisul. Ela organiza o Mês Premiado Trisul, que começou no dia 15/8 e vai até 15/9.

A empresa diz oferecer descontos de até 20% no valor dos imóveis, além de serviços como vale-compra e escritura grátis. São ofertadas na campanha 550 unidades no Estado de São Paulo.

A construtora Cury busca até o dia 31/8 tenta atrair compradores com o parcelamento da entrada do imóvel em até dez vezes.

Fazem parte dessa promoção os empreendimentos: Único Guarulhos, Parque dos Sonhos, Viva Mais Itaquá, Dez Vila Curuça, Mérito Aricanduva e Mérito Vila Curuça. Os imóveis custam a partir de R$ 103 mil.
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terça-feira, 21 de agosto de 2012

Construtora é condenada por vender apartamento em área contaminada

Infomoney - 

Helbor terá de pagar R$ 120 mil de indenização a proprietário de unidade

SÃO PAULO - A construtora Helbor foi condenada a pagar uma indenização de R$ 120 mil para proprietário de uma unidade do edifício Condominium Parque Clube, em Guarulhos. A acusação é de que a empresa não informou ao comprador que o prédio havia sido construído em uma área contaminada.

De acordo com a sentença do juiz Tom Alexandre Brandão, da 12ª Vara Cível da capital, houve omissão por parte da construtora.



Construtora

Em nota, a Helbor informou que não fará comentários sobre a decisão, mas que irá exercer o direito de recurso em instância superior para demonstrar que não houve de sua parte má fé na relação com os clientes.

A empresa informa que atendeu aos requisitos do TAC (Termo de Ajustamento de Conduta), firmado com o Ministério Público do Estado de São Paulo, visando a comunicação com os adquirentes de unidades sobre a remediação do solo e para a devolução dos valores pagos, corrigidos pelo índice do contrato, aos que optaram pelo distrato, entre aqueles passíveis dessa medida.

A nota ainda esclarece que a construtora procedeu a entrega do residencial com os documentos que o habilitavam à moradia, entre eles o Habite-se, expedido pela Prefeitura de Guarulhos, e a autorização da CETESB, que acompanhou o processo de remediação, analisou os resultados do trabalho desenvolvido por empresa especializada e liberou o empreendimento por não oferecer quaisquer riscos à saúde das pessoas e ao meio ambiente.
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Venda de material de construção aumenta 2,2% no acumulado do ano

Agência Brasil - 

 
As vendas de materiais de construção apresentaram crescimento de 2,2% no acumulado do ano até julho, em relação ao mesmo período do ano passado. Nos últimos 12 meses, de agosto de 2011 a julho de 2012, houve aumento de 3,9% na comparação com os 12 meses anteriores. O resultado foi divulgado hoje (21) pela Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat).

“O setor está sofrendo muito no varejo, que representa 55% de todas as vendas, com problemas relacionados ao crédito, que ainda não estão solucionados totalmente. Dificuldade na aprovação dos créditos pelas famílias que querem fazer uma reforma”, disse o presidente da Abramat, Walter Cover.

Ele destacou ainda que as medidas anunciadas pelo governo, no Programa de Investimentos em Logística, devem começar a fazer efeito daqui a seis meses e não devem afetar a previsão da entidade para o fechamento do ano, com as vendas em alta de 3,4%.

“As medidas do governo não vão ter um efeito imediato, isso será a médio prazo. Para a gente ter um crescimento como o previsto, de 3,4% até o final do ano, eu teria de estar crescendo a 5% nos próximos meses, o que nós estamos achando muito difícil”, ressaltou.

As vendas no mês de julho de 2012 apresentaram crescimento de 0,3% em relação ao mesmo mês do ano passado. E o nível de emprego na indústria de materiais de construção apresentou, em julho, crescimento de 1,7% em relação a julho do ano passado. Na comparação com junho deste ano, ficou estável, com elevação de 0,4%.
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domingo, 19 de agosto de 2012

Demora nos alvarás ainda atrasa empreendimentos

Correio Braziliense -

Apesar das modificações feitas pelo GDF no processo de liberação de projetos, construtores reclamam que há pelo menos 104 projetos parados por falta de autorização. Juntas, essas obras seriam capazes de gerar 13 mil empregos diretos
Prédios em construção em Águas Claras, o maior canteiro de obras do DF: lentidão dos alvarás de construção prejudica novos investimentos (Monique Renne/CB/D.A Press)
Prédios em construção em Águas Claras, o maior canteiro de obras do DF: lentidão dos alvarás de construção prejudica novos investimentos

As medidas que alteram e agilizam os procedimentos para a liberação de alvarás de construção entraram em vigor há pouco mais de um mês e geram grandes expectativas em empresários do setor imobiliário. Há dois meses, 104 projetos aguardavam análise para serem implementados. Desses, 20% começaram a ser encaminhados depois da aprovação de quatro decretos criados pela Casa Civil (leia o que diz a lei). Mas ainda será necessário muito trabalho para que o passivo acumulado nos anos anteriores não se some às próximas solicitações. De acordo com o Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon-DF), somente com os procedimentos parados até junho, cerca de 13 mil empregos diretos deixaram de ser gerados no Distrito Federal.

Na opinião do presidente do sindicato, Júlio César Peres, as ações realizadas pela Casa Civil diminuíram a retenção das análises nas administrações regionais. “Antes, a grande maioria das situações demorava entre 8 e 10 meses. Com o novo regulamento, as análises começaram a ser agilizadas. A tendência é que isso comece a fluir cada vez mais”, disse. No entanto, uma reclamação recorrente gira em torno da aprovação do Relatório de Impacto de Trânsito (RIT). Embora o prazo de análise dos projetos encaminhados seja de 30 dias, segundo o decreto nº 33.734, dificilmente o Departamento de Trânsito do DF (Detran) terá condições de realizar todas as análises no período estabelecido.

O principal problema é a falta de pessoal para executar os serviços. “Há um gargalo muito grande. O impacto financeiro disso depende muito. Mas gera uma cadeia de prejuízos. Além dos empregos que deixam de ser gerados, o comércio da área de cerâmica, madeira e outros deixa de vender”, ressaltou Peres. Ele lembra que, entre as análises paradas estão pedidos de construção de hotéis e até de hospitais. “Nesse pacote existem dois hotéis e dois hospitais. Os demais são salas comerciais, residenciais, mistas. São empreendimentos importantes para as copas das Confederações e do Mundo”, afirmou.

O presidente da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Distrito Federal (Ademi-DF), Adalberto Valadão, também credita o atraso na liberação dos projetos ao RIT. “A Casa Civil editou decretos que reduzem a burocracia dos passos iniciais. O que está prejudicando agora é a aprovação do impacto de trânsito”, disse. Para ele, empreendimentos parados poderiam atender parte da demanda do DF nas áreas de moradia e de imóveis comerciais.
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