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sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Minas ocupa o quarto lugar no ranking nacional em número de construções verdes

Estado de Minas -

São 10 em processo de certificação como empreendimento imobiliário sustentável
Projeção do novo prédio da Fundação Forluminas de Seguridade Social (Forluz), o primeiro a ter a certificação LEED em Minas Gerais como construção sustentável (Perspectiva/Divulgação)
Projeção do novo prédio da Fundação Forluminas de Seguridade Social (Forluz), o primeiro a ter a certificação LEED em Minas Gerais como construção sustentável



O Brasil ocupa o quarto lugar no mundo em número de construções ecologicamente corretas. A conscientização dos empreendedores e dos consumidores quanto à exigência de certificação fez explodirem os pedidos de reconhecimento de sustentabilidade nos empreendimentos imobiliários como forma de agregar valor ao produto.

O número de pedidos de certificação Leed (Leadership in Energy and Environmental Design), sistema de orientação e certificação ambiental criado pelo U.S Green Building Council, não para de crescer. Minas Gerais ocupa a quarta posição no ranking nacional, com um empreendimento já certificado e outros 10 em processo de certificação. O primeiro colocado é São Paulo, com 47 empreendimentos sustentáveis e 308 em processo, seguido pelo Rio de Janeiro, com 10 certificações e 83 em andamento, e o Paraná, com dois certificados e 35 em processo.

A questão da sustentabilidade pode estar na produção do material da construção, diz o arquiteto e professor no curso de extensão em sustentabililidade da PUC Minas André Buarque. A gestão energética e/ou de água pode ser contornada pelo ser humano com inteligência, da mesma forma que o material utilizado. No caso de cimento e ferragens, por exemplo, são materiais retirados de minério, que causam grandes impactos ambientais, não somente na extração, mas também no transporte. Madeiras, se forem manejadas de forma correta, podem causar impacto positivo, uma vez que o plantio de florestas para manejo purifica o ar. Entretanto, seu transporte até o local da construção causa impacto, por causa do uso de combustível fóssil.

Para a construção de casas de madeira, o material deve ser certificado e o cliente deve estar atento a isso. “No Brasil, não há muito o hábito de construir casas em madeira, uma vez que causa desconforto térmico.” Mas não é o que pensa o empresário Júlio Cezar Ramos, da Dakota Alto Padrão em Casas de Madeira, que aprendeu a construí-las em Imperatriz (MA) e adotou a técnica em Belo Horizonte. A empresária Márcia da Silva Batista, da MG Sistema Construtivo, também aposta no mercado de casas de madeira, mas adotou uma técnica diferenciada da usada nas pré-fabricadas. Sua empresa oferece até 30 modelos de plantas. Ela e Júlio Cezar garantem que trabalham somente com madeiras certificadas e de reflorestamento.

CONFERÊNCIA 

Márcia da Silva Batista, da MG Sistema Construtivo, diz que trabalha somente com madeiras certificadas e de reflorestamento  (Maria Tereza Correia/EM/D.A Press)
Márcia da Silva Batista, da MG Sistema Construtivo, diz que trabalha somente com madeiras certificadas e de reflorestamento
Há cinco anos, existiam no Brasil apenas oito empresas com a certificação Leed em andamento. E é com foco em apresentar, discutir e fomentar iniciativas desse mercado em potencial que a Reed Exhibitions Alcantara Machado (RXAM) promove a 3ª edição da Greenbuilding Brasil – Conferência Internacional & Expo, entre os dias 11 e 13 de setembro, no Transamérica Expo Center, em São Paulo. Além de apresentar o que há de mais atual em produtos e serviços do setor, o Greenbuilding Brasil oferece uma imersão no mundo sustentável a partir de conferências com especialistas e visitas técnicas que possibilitam entender na prática a exata dimensão de uma construção civil sustentável.

Segundo a gerente da Unidade de Negócios e Conferência da Reed, Márcia Coimbra, os especialistas nacionais e internacionais poderão transmitir ao público participante todo o panorama do setor da construção civil mundial, “quer pela apresentação de cases que foram classificados como referência global para o segmento, quer por meio da apresentação e as tendências que vão nortear os profissionais envolvidos nesse mercado nos próximos anos”.

Alternativa para reduzir custos 
O preço da construção pode cair pela metade com a substituição da alvenaria por material pré-fabricado e eliminação de resíduos

A utilização de material pré-fabricado pode diminuir em até 50% o custo de uma construção em relação à alvenaria, como garante o empresário Volmar Barcelos de Almeida Filho, da Nova Casa. A tecnologia de sua empresa usa placa e pilar de concreto em casas populares. A construção é rápida e não há desperdício de material.

O cliente recebe toda a estrutura pronta, ficando por sua conta o interior do imóvel, que ele construirá de acordo com seu gosto e seu orçamento. Esse acabamento representa cerca de 30% no preço final da construção. A Nova Casa fabrica, além do módulo estrutural, janelas, portas e telhado colonial.

De acordo com Volmar, a obra é barata em relação à alvenaria, uma vez que o tempo gasto na construção é bem reduzido. “Uma casa de dois quartos demora cerca de 10 dias para ficar pronta; uma de três quartos, em torno de 15 dias. São 30 modelos à disposição. Uma casa de 200 metros quadrados (m²) leva até 40 dias para ficar totalmente pronta, incluindo seu interior.

Volmar Barcelos, da Nova Casa, garante que a construção é rápida e não há desperdício de material  (Maria Tereza Correia/EM/D.A Press)
Volmar Barcelos, da Nova Casa, garante que a construção é rápida e não há desperdício de material
O empresário esclarece que a casa é definitiva, ou seja, não é desmontável. O terreno tem que ser natural, nivelado, com terra firme, sem aterro, e a fundação é feita pela empresa. “O pré-moldado é a construção do momento: rápida, baixo custo e usada em obras de hospitais, metrô, shopping e recentemente, o Estádio Independência.”

A MG Sistema Construtivo utiliza produtos padronizados de tecnologia avançada, permitindo obra rápida, limpa e com acabamento superior ao da alvenaria tradicional. Segundo a empresária Márcia da Silva Batista, ela é composta por perfis de aço galvanizado ou madeira, contraventados por painéis de OSB estrutural, lã de vidro, membrana e placa de cimento.

RECICLADOS 

A vantagem, segundo Márcia Batista, é que não há desperdício de material, além da rapidez na construção. São utilizados produtos reciclados e madeira de reflorestamento na estrutura: o pinus autoclave, com garantia de 20 anos.

Júlio Cezar Ramos, da Dakota Alto Padrão em Casas de Madeira, usa paraju, madeira nobre nativa da Amazônia. Segundo o construtor, a madeira não precisa de tratamento, mas deve ser feita manutenção a cada dois anos, principalmente nos locais muito atingidos pelo sol e água de chuva. Deve-se evitar o acúmulo de água junto à estrutura da construção.

“A manutenção é basicamente raspar, lixar e invernizar ou pintar. O cliente apresenta seu próprio projeto, mas temos várias opções para oferecer. Uma vez pronta, a casa de madeira pode receber modificações, desde que não se mexa na estrutura.”
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GBC Brasil: especialistas discutem rumo da construção sustentável

Imovelweb -

3ª edição do evento acontece de 11 a 13 de setembro. Além de palestras, haverá sessão técnica e exposição.



O interesse do mundo pelas construções sustentáveis vem crescendo anualmente e, para que o Brasil acompanhe esse avanço tecnológico, a 3ª edição da Greenbuilding Brasil traz especialistas renomados para discutir o assunto no mercado nacional.

Entre os temas de destaque das palestras estarão o uso de novas tecnologias e a apresentação da mais recente versão do Leed, sistema de certificação mais reconhecido e utilizado em edificações sustentáveis de todo o mundo. O evento acontece de 11 a 13 de setembro, em São Paulo.

A grade traz destacados palestrantes nacionais e internacionais e é composta por um dia de sessões plenárias e por dois dias com sessões técnicas simultâneas.

Andrea Traber, diretora de Práticas Sustentáveis para as Américas, da DNV KEMA Energy & Sustaintability, ministrará a palestra com o tema “Smart Grid - Redes Eficientes de Geração e Distribuição de Energia Renovável”, com apresentação de cases bem sucedidos de comunidades com eliminação total do gasto de energia e do nível de emissão de poluentes.

O vice-presidente sênior do U.S. Green Building Council, Scot Horst, vem ao País para apresentar com exclusividade o Leed v4 (Leadership Energy & Environmental Design), a nova versão do selo de certificação e orientação ambiental de edificações concedido a projetos ambientalmente corretos.

Outras palestras nacionais e internacionais serão destaques, como "Pensamentos sobre Sustentabilidade – 1967 até semana passada", ministrada por Michael Wurzel, sócio da Foster & Partners (Reino Unido), e "Caso Prático Internacional de Construção Sustentável", com Chad Oppenheim, presidente da Oppenheim Architecture + Design (EUA).

Além da grade de palestras, a 3° Greenbuilding Brasil - Conferência Internacional & Expo traz uma exposição com produtos e serviços de mais de 80 empresas voltadas à construção sustentável. Para quem quer conhecer na prática os benefícios e vantagens desse modelo de construção, o evento terá dois dias de visitas técnicas a espaços com certificação Leed.

Serviço
3ª Greenbuilding Brasil - Conferência Internacional & Expo
Data: 11 a 13 de setembro de 2012
Local: Transamérica Expo Center - Av. Dr. Mário Villas Boas Rodrigues, 387, Santo Amaro – São Paulo/Sp
Horários: Conferência - 3ª a 5ª feira das 8h30 às 18h. Visitas Técnicas - 4ª e 5ª feira das 8h às 13h. Expo - 3ª a 5ª feira das 10h às 19h
Mais informações: www.expogbcbrasil.org.br
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sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Pneu pode ser usado com eficiência na construção

Estado de Minas -

Borracha beneficiada e transformada em piso ecológico e manta acústica se apresenta como alternativa para a absorção de impacto, além de reduzir ruídos nos prédios


Já usado em playgrounds e academias de condomínios, Piso Play 50 oferece inúmeros benefícios aos usuários (Divulgação Aubicon)
Já usado em playgrounds e academias de condomínios, Piso Play 50 oferece inúmeros benefícios aos usuários

Um pneu automotivo tem vida útil de cinco anos. No meio ambiente, demora 600 anos para se decompor. A reciclagem evita a poluição, ajuda em questões de saúde pública, como na reprodução do mosquito da dengue, e ainda pode representar uma oportunidade de negócios. Descoberto pelo setor da construção civil, o material vem sendo cada vez mais usado em variadas situações, desde pisos drenantes a manta acústica.

Uma novidade é o piso ecológico Play 50, desenvolvido pela Aubicon, uma empresa de Extrema, no Sul de Minas. Com 50 milímetros de espessura e um metro quadrado, a produção de cada unidade tira seis pneus do meio ambiente. O piso oferece redução de impacto para tombos de até 1,2m e é muito usado em playgrounds, haras e pistas de caminhada. O teste crítico de altura tem aprovação de acordo com as normas europeias. Por ser drenante, permite a passagem de água pelo próprio piso e entre as placas e ainda tem propriedades antiderrapantes.

Segundo Cássia Bretones, gerente comercial da empresa, uma criança que tiver uma queda de 1,2m de altura não sofrerá danos se o piso for Play 50. Já no haras, o uso visa evitar danos nas articulações dos animais, já que diminui o impacto no treinamento de equinos. Na Europa, é usado também para a otimização da criação de gado leiteiro. “Descobriu-se que o animal produzia mais leite se, ao ficar em pé e parado na ordenha, tivesse um piso confortável”, revela a gerente. A empresa já conta com muitas construtoras e arquitetos como cliente, principalmente para uso em playgrounds e academias de condomínios.

O processo de fabricação da placa leva 24 horas. Os grânulos de borracha recebem pigmentação e são batidos, indo, em seguida, para a forma, quando recebem um produto químico aglomerante e são prensados em alta temperatura. “Mas não há vulcanização, que é um processo que polui. Queremos um produto ecológico”, afirma Cássia. Até o fim do ano, a empresa pretende alcançar a marca de 1 milhão de pneus reciclados.

MANUTENÇÃO 

Isso só será possível porque a empresa usa a borracha de pneu em todos os seus produtos. O Play 25, existente há mais tempo, tem uso semelhante ao do Play 50, mas com espessura de 25 milímetros. Tem, portanto, menor capacidade de absorção de impacto e aplicação diferente, precisando ser colado no piso. O Duplo T é um piso intertravado, mais indicado para áreas arredondadas. A manutenção é outro ponto positivo, já que, para limpar, basta usar vassoura de cerdas médias, água e sabão. Pode ser utilizado jato de água movido a pressão, desde que seja com pressão moderada. Não se deve aplicar nenhum produto químico, que poderia descolorir o produto.

A Aubicon fabrica ainda mantas acústicas ecológicas. O produto deve ser aplicado na construção de edifícios, entre as lajes. Serve para evitar ruídos entre apartamentos. “O avanço da construção civil permite a montagem de lajes mais esbeltas e econômicas, porém mais sensíveis a ruídos de impacto. Nossas mantas acústicas são uma solução muito versátil para esse problema”, garante Cássia. Com a instalação da manta entre a laje e o contrapiso, cria-se um piso flutuante de sistema vibratório com amortecimento. 

Segurança reconhecida 
Áreas externas e de grande circulação podem receber o produto, que não se deforma com a colocação de peso sobre ele

A gerente da Aubicon, Cássia Bretones, destaca o processo de fabricação do Play 50, totalmente ecológico   (Arquivo pessoal)
A gerente da Aubicon, Cássia Bretones, destaca o processo de fabricação do Play 50, totalmente ecológico
O Play 50 é aprovado pelo Green Building Council, que atesta não só o produto como o processo de fabricação limpo. O reconhecimento se une ao preço como atrativo. Enquanto o metro quadrado custa R$ 127, os concorrentes importados têm valores entre R$ 300 e R$ 400. A gerente comercial da Aubicon, Cássia Bretones, afirma que o processo de fabricação é totalmente ecológico. “Leva apenas um dia e não polui a natureza.” Segundo ela, o Play 50 está sendo muito procurado por construtoras e arquitetos, de olho na construção sustentável.

A arquiteta Andréia de Paula optou pelo produto na obra de um espaço lúdico de 2 mil metros quadrados no Colégio Santa Doroteia. “Fiz pesquisas, comparei com outros produtos e escolhemos o Play 50 da Aubicon. É um produto de qualidade, com boa garantia e assistência técnica”, diz.

Áreas públicas de grandes circulação, museus e creches também podem receber o produto, que não se deforma com a colocação de peso sobre ele. As características originais são preservadas. Indicado principalmente para áreas externas, oferece segurança, conforto e é considerado um piso de acessibilidade. Sua colocação é simples, podendo ser instalado sobre berço de pedrisco ou apoiado sobre contrapiso.

A instalação exige uma mão de obra capacitada e é preciso manusear as placas com as mãos limpas, sem dobrá-las, o que às vezes pode ocorrer se o funcionário carregá-la sobre a cabeça. O instalador deve considerar uma caída de 3% a 5% para escoamento das águas pluviais e os ralos não aparentes, para drenagem.

Por se tratar de um material composto de borracha, é aceitável uma variação nas dimensões dos produtos em 1%, devido à sua retração e dilatação. Essa diferença deve ser ajustada no próprio espaçamento que deve ser deixado entre as placas.

 (Divulgação Aubicon)
Empilhadas 


Na aplicação sobre berço de brita zero (pedrisco), o berço deve ser de cinco centímetros de altura depois de realizada a contenção lateral, com a brita nivelada e o solo compactado. Nesse caso, deve-se considerar o acabamento somando a altura do berço (cinco centímetros), altura do produto (cinco centímetros) e 10cm que devem estar abaixo do solo compactado, totalizando 20cm de altura da contenção.

Antes da instalação, é recomendado deixar as placas descansarem em pilhas de cinco peças por dois dias. No caso do contrapiso, esse deve estar limpo e seco com antecedência de quatro dias. Caso a instalação dure mais de um dia, as placas devem ficar em um local coberto.

As placas devem ser instaladas na última fase da obra, depois da jardinagem e da limpeza dos demais pisos. Se possível, delimitar o local para que as pessoas não circulem, atrapalhando os instaladores e/ou danificando o produto.

COMO INSTALAR

Recortes e pinagem

» 1º passo: seguindo a paginação do local, apoiar a primeira placa sobre a brita ou contrapiso e colocar quatro pinos plásticos nos furos laterais do produto.

» 2º passo: seguir tal procedimento sempre que houver o encontro de duas placas, respeitando o espaçamento de três a cinco milímetros para que as placas possam movimentar-se, garantindo a estabilidade delas. O assentamento deve ser feito sempre com as placas desalinhadas, para evitar que as pontas se levantem, conforme projeto de paginação.

» 3º passo: caso necessário, as placas devem ser cortadas com estilete ou serra tico-tico e uma régua metálica. Para fazer a marcação do corte, utilizar giz de cera.

» 4º passo: na contenção lateral também deve-se considerar o espaçamento de três a cinco milímetros.

» 5º passo: considerar o espaçamento de três a cinco milímetros caso haja algum objeto chumbado no contrapiso. Serão oito pinos para cada placa (1mx1m).
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quinta-feira, 26 de julho de 2012

Nos EUA, pesquisadores desenvolvem vidro que produz energia solar

Folha.com -

Os problemas ligados à escassez de eletricidade no futuro incentivaram os pesquisadores da UCLA (University of California), em Los Angeles (EUA), a desenvolverem uma forma de captação de energia sustentável.

A invenção promete revolucionar o modo em que são construídos edifícios comerciais e residenciais.

Intitulado de PSC (Polymer Solar Cell), o sistema descoberto pela universidade consiste em uma célula solar que consegue absorver os raios infravermelhos e transformá-los em energia limpa, segundo informações do site da universidade.

Em 2010, uma iniciativa parecida realizada pela Oxford University já havia sido reconhecida pela criação de um adesivo solar que, inserido nos vidros de janelas, tem a capacidade de produzir energia.

A diferença do produto da UCLA é a visibilidade: o vidro de PSC permite uma transparência maior, de 70%, sem prejudicar a vista para o ambiente exterior.

A nova fibra plástica ainda tem a vantagem de ser leve e flexível, em comparação aos outros materiais, e de poder ser produzida em larga escala.

Líder no projeto, o professor Yan Yang disse que a descoberta abre portas para o desenvolvimento de sistemas inteligentes que podem ser facilmente integrados a construções modernas.
Divulgação
Vidro de PSC é a nova aposta dos pesquisadores da UCLA para produzir energia sustentável
Vidro de PSC é a nova aposta dos pesquisadores da UCLA para produzir energia sustentável
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sexta-feira, 13 de julho de 2012

Estações de tratamento de esgoto individuais permitem a reutilização da água

O Globo -

Preços variam de R$ 6 mil para casa com cinco moradores e R$ 50 mil em prédios com 80 pessoas


 
RIO — Elas são mais comuns nas muitas regiões do país onde a rede pública de tratamento de esgoto ainda não chegou. Mas já começam a surgir, também nas grandes cidades, casas com estações próprias para tratar seus detritos que incluem um sistema de reaproveitameto da água. O espaço utilizado por elas é bem pequeno: cerca de quatro metros quadrados. E o melhor, os custos nem são tão altos assim. Com cerca de R$ 6 mil é possível construir uma ETE (estação de tratamento de esgoto) em uma casa de três quartos com cinco moradores.

— Estima-se que cerca de 30% a 40% do que é consumido em água numa residência poderia ser não-potável. Se a água tratada pela ETE for utilizada para estes fins, a economia chega a 30% — destaca Daniel Xavier, diretor comercial da Rotogine Saneamento Ambiental, uma das empresas que fornecem esse tipo de estação.

Segundo Xavier, 95% das pessoas que têm ETEs em casa estão em áreas sem rede pública e a maioria não incluiu o sistema de reaproveitamento:

— Ainda existe muito preconceito e receio com a qualidade da água de reutilização. Os sistemas mais populares, de fossas negras, realmente não podem ser usados para reaproveitamento. Mas existe também uma questão cultural. Sempre investimos mais em redes e elevatórias para mandar o esgoto para longe das moradias do que na qualidade do tratamento. E, para ser sustentável, é preciso resolver a questão na origem, diminuindo a geração do esgoto ou reaproveitando-o.

E não é só nas casas que é possível instalar estações próprias. Prédios, mesmo os mais antigos, também podem ter suas ETEs. Os custos vão depender do volume de esgoto de cada edifício e das adaptações necessárias para a reutilização, como rede hidráulica independente, caixa d’água, cisternas extras e bomba. Mas, geralmente, para um prédio de cinco andares com aproximadamente 80 moradores, a instalação fica em R$ 50 mil.

Adepta do sistema, a arquiteta Viviane Cunha costuma convencer os clientes das vantagens de se incluir elementos sustentáveis em suas obras:

— O ideal seria que todo mundo tivesse uma estação em casa. O processo de tratamento é biológico, não é preciso usar nenhum tipo de produto químico porque são as bactérias que transformam a parte orgânica.

Até 90% da "sujeira" é retirada da água, que para ser reutilizada precisa receber cloro. Mesmo assim, ela não se torna potável, por isso, não pode ser usada para beber ou cozinhar. Mas serve muito bem às descargas dos banheiros e à irrigação de jardins. E o sistema também pode ser associado a outro, de captação da água da chuva, como Viviane está fazendo em uma casa no Humaitá. Com três andares, três quartos e cinco banheiros, o imóvel terá um sistema que capta as águas pluviais para uso nas descargas e em seu telhado verde. A água que sai da estação de tratamento será usada apenas na irrigação de uma parede verde (na verdade, o muro que separa a residência do imóvel vizinho).

Outra vantagem apontada pela arquiteta é que a estação pode ser enterrada, sendo possível escondê-la com projetos simples. Na casa do Humaitá, por exemplo, a solução foi um deque de madeira plástica que, além de sustentável, é mais leve. E pode ser facilmente levantado para liberar o acesso aos tanques e caixas que compõem o sistema. Segundo Xavier, até os moradores podem fazer a manutenção:

— É muito simples e pode ser realizada por qualquer pessoa treinada.

Mensalmente é preciso checar o funcionamento da bomba e a quantidade de cloro; a cada três meses, são as caixas de gordura que precisam ser vistoriadas e limpas; e apenas uma vez ao ano será retirado o lodo da ETE através de um serviço do tipo "limpa-fossa".
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quarta-feira, 11 de julho de 2012

Casas sustentáveis ficam cerca de 5 graus mais aquecidas e gastam 50% menos energia

Bem Paraná - 

Isolamento térmico feito de lã de PET e o controle de umidade garantem um inverno menos frio dentro das casas de woodframe


(foto: Divulgação)

Casas que aproveitam a luz solar para aquecimento interno e usam tecnologia avançada no processo de isolamento térmico e controle de umidade são exemplos de economia verde. No Paraná, as casas feitas de woodframe são referência em sustentabilidade em todo o país e a utilização deste processo como base construtiva garante um aquecimento em mais de 5 graus dentro das casas durante o inverno.

Com concepção arquitetônica baseada na eficiência energética, utilizando ao máximo a energia e luz solar, e implantação de vidros duplos, as casas verdes geram uma economia ao morador em mais de 50% no consumo de energia para aquecimento durante o inverno. O isolamento térmico feito com lã de garrafas PET recicladas, utilizado em todas as paredes e nas lajes das casas, garante eficiência no isolamento duas vezes maior do que uma parede de alvenaria convencional.

“O aquecimento é garantido pela lã de PET introduzida em todas as paredes, lajes e coberturas da casa que faz com que a casa fique muito mais confortável térmica e acusticamente. No verão o isolamento tem efeito oposto, mantém a casa resfriada. A variação térmica fica em torno dos 5 graus. Vale a pena investir um pouco mais em tecnologia e economizar em energia”, explica Caio Bonatto, diretor geral da Tecverde, empresa modelo em construção sustentável e pioneira em woodframe no Brasil.

O controle de umidade também é fator decisivo no conforto térmico da casas de woodframe. Com a utilização da membrana hidrófuga, que fica localizada na parte externa sobre o OSB, a umidade é controlada e não atinge a estrutura da casa. “Essa membrana impede que a umidade entre na casa, porém possui um mecanismo de saída da umidade interna”, ressalta Caio, que ainda reforça que esse sistema é crucial na durabilidade das paredes, bem como reduz a incidência de mofo e bolores, grandes causas de problemas respiratórios e alergias nessa época do ano.

Sobre a Tecverde e o Woodframe - Localizada em Curitiba e desde 2010 atuando no sul e no sudeste brasileiro, a Tecverde se baseia em um conceito inovador de construir casas no Brasil. As grandes dificuldades encontradas no meio tradicional de construção de casas, como custos e prazos incertos, comum em um mercadodependente de mão-de-obra pouco qualificada e com baixos níveis de industrialização, são eliminadas no processo de construção Tecverde.

A tecnologia utilizada, chamada de woodframe, foi a escolhida, pois foi a que melhor conseguiu reunir aspectos de industrialização (sem limitar a flexibilidade de personalização dos projetos), agilidade, conforto e sustentabilidade. As casas Tecverde são produzidas em um prazo até seis vezes menor que o processo de construção tradicional e ainda reduz os desperdícios em até 85% e as emissões de CO2 em até 80%.

“A Tecverde oferece uma tecnologia avançada, mas com a mesma ou melhor sensação, estética, resistência, durabilidade, solidez, flexibilidade de uma casa de tijolos e concreto”, ressalta Bonatto. Essa tecnologia foi transferida da Alemanha para a Tecverde com apoio técnico de um convênio com o Ministério da Economia de Baden Wurttemberg e apoio da FIEP, SENAI e outras 34 empresas. Aqui no Brasil foi topicalizada, isto é, foi adaptada em relação a algumas características presentes na tecnologia utilizada no exterior.
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segunda-feira, 9 de julho de 2012

6 incríveis construções verdes na China

Exame - 

Edifícios sustentáveis e eficientes em energia são parte das estratégias do país para reduzir emissões de carbono. Até 2020, 30% das novas construções terão que contar com credenciais verdes; Veja alguns arranha-céus exemplares por lá



Taipei: o prédio verde mais alto


Não satisfeito em ser um dos edifícios mais altos do planeta, com seus 509 metros de altura e 101 andares, o chinês Taipei resolveu passar por um retrofit para se tornar o maior arranha-céu ecológico do mundo. A administração do local investiu cerca de 3 milhões de reais em obras que deixassem o prédio mais sustentável. Entre as credenciais eco-amigáveis, o edifício possui vidros especiais que filtram a luz do sol e impedem a formação de ilhas de calor no interior dos escritórios.

Também conta com um controle de qualidade interna do ar, sistema de captação de água da chuva e tratamento de reciclagem de água cinza para reutilização no banheiro e limpeza. Além disso, políticas de gestão de energia permitiram melhorar em 30% a eficiência energética e evitar emissões de carbono de 5.369 toneladas. Algumas melhorias tiveram a ver com mudanças de hábito. Por meio de atividades de educação ambiental, as cerca de mil pessoas que trabalham no prédio passaram a reciclar mais e buscar meios alternativos de transporte, como compartilhamento de carro.



Parkview Green


Um dos projetos de arquitetura mais sustentáveis da China, o Parkview Green,em Pequim, é um centro comercial, composto por escritórios e hotel boutique. Ele é atravessado bem no meio por uma via pública de pesdestres. A sustentabilidade da construção em forma de pirâmide não se baseia em uma tecnologia muito complicada. Os ganhos em eficiência energética, por exemplo, são orquestrados por sistemas passivos. A estrutura dispensa uso de ar-condicionado convencional, porque o espaço interior atua como uma chaminé ntaural. Com seus mais de 100 metros de altura, o vão recolhe e transporta o ar quente para cima e para fora do edifício. No total, esse sistema ajuda a reduzir em 40% o uso de energia, evitando a queima de 5 mil toneladas de carvão anualmente.



Pearl River Tower

O Pearl River Tower é um arranha-céu de uso comercial ecologicamente correto em Guangzhou projetado pela firma de engenharia SOM. O que torna esse gigante de 71 andares distribuídos por 310 metros de altura sustentável? Simples, tudo nele favorece a economia de energia. Entre as inovações, a torre é equipada com turbinas eólicas para aproveitar a energia do vento e parte das fachadas são revestidas por duas finas paredes separadas por um corredor ventilado que protegem os espaços interiores das temperaturas extremas. O edifício também foi desenhado com uma curvatura especial, que ajuda a aumentar a velocidade do vento que alimenta as turbinas de geração de eletricidade.



Centre for Sustainable Energy Technologies (CSET)

O Sustainable Technologies Center (CSET) em Ningbo, é a primeira construção de emissão zero do país. Com uma área de 1,3 mil metros quadrados, este prédio de cinco andares foi concebido para concentrar pesquisas em energia renovável e tecnologias limpas. Longe de mero efeito figurativo, a fachada foi pensada a partir de uma análise bioclimática, para garantir boa ventilação e quantidade de sombra adequada na maior parte do tempo. Uma grande abertura no telhado funciona como fonte de luz e de ventilação, que são distribuídos a todos os andares do edifício uniformemente. A estrutura também conta com sistemas alternativos de geração de energia, como células fotovoltaicas e geração geotérmica. Outro sistema é responsável pelo tratatmento e reciclagem de água, que é reutilizada nos banheiros e para irrigação dos jardins.



Centro Sino-Italiano de pesquisa em energia


Resultado da cooperação entre o Ministério do Ambiente da Itália e do Ministério da Ciência e Tecnologia da China, este edifício é uma plataforma para desenvolver a cooperação a longo prazo entre os dois países nos domínios da energia e do meio ambiente e uma vitrine para o potencial de redução das emissões de C02 no setor da construção.

O edifício tem um sistema de controle inteligente, com sensores de intensidade de luz que maximizam o uso de iluminação natural e infravermelho para reconhecer quando as pessoas entram e saem de uma sala. Um sistema de ventilação no chão libera ar puro no interior quando os sensores detectam que o nível de dióxido de carbono em uma área tornou-se muito alta. No lado leste e oeste, muito exposto ao sol, a incidência da luz é controlada por uma fachada de revestimento espcial que filtra os raios solares e otimiza a penetração da luz do dia nos escritórios.



GreenPix Zero Energy Media Wall

Um paredão de luzes coloridas que não passa despercebido por ninguém. Composto por mais de 2 mil LEDs que reproduzem padrões e combinações de imagens, o mega-monitor GreenPix Zero Energy Wall (“Parede de mídia energia zero” ) foi instalado em 2008 para impressionar os visitantes que foram aos jogos olímpicos de Pequim. Como sugere o nome, ele é autossuficiente em eletricidade, utilizando milhares de células de energia solar. A estrutura passa o dia recarregando e, à noite, exibe todo o seu esplendor. Localizada no complexo de entretenimento Xicui, a fachada funciona como um espaço de mídia ecológica e interativa, servindo de tela para os artistas mostrarem o seu trabalho com a tecnologia de LED.








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terça-feira, 3 de julho de 2012

Produção residencial de energia solar já é economicamente viável para 15% dos lares brasileiros

Agência Brasil -

 

Um estudo divulgado nesta terça-feira (3/7) pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), do Ministério de Minas e Energia, mostra que a produção residencial de energia solar (a chamada geração distribuída) já é economicamente viável para 15% dos domicílios brasileiros. A produção de energia solar em grande escala (geração centralizada), no entanto, ainda é inviável, mesmo com incentivos governamentais.

De acordo com a pesquisa da EPE, o custo da geração nas residências brasileiras, a partir de um equipamento de pequena potência, é R$ 602 por megawatt-hora (MWh), mais barato do que a energia vendida por dez das mais de 60 distribuidoras de energia, como a da Ampla, responsável pelo abastecimento de municípios do Grande Rio e interior fluminense.

O cálculo é feito com base no custo médio de instalação de um painel com a menor potência, R$ 38 mil. Graças a novas resoluções da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), publicadas neste ano, os consumidores que instalem painéis solares em suas casas ou condomínios podem não apenas reduzir a quantidade de energia comprada das distribuidoras, como também vender o excedente da energia produzida para essas empresas.

Segundo o presidente da EPE, Maurício Tolmasquim, esse mercado potencial pode crescer bastante se forem concedidos incentivos como o financiamento à compra dos painéis e conversores fotovoltaicos (equipamentos que transformam a luz do sol em energia elétrica), a isenção fiscal para a produção desses equipamentos no país e a redução do Imposto de Renda para os consumidores.

Caso o governo esteja disposto a criar os três tipos de incentivos, ao mesmo tempo, a energia solar pode se tornar competitiva para 98% dos consumidores residenciais brasileiros. %u201CHoje a geração distribuída já é mais ou menos interessante em alguns lugares. Agora, para ampliar, seria necessário ter incentivos ou esperar o preço [do equipamento] cair%u201D, disse Tolmasquim.

Por outro lado, o estudo mostra que a geração centralizada, isto é, produzida em larga escala por usinas comerciais, ainda não é viável economicamente. Hoje, o custo de produção da energia solar gira em torno de R$ 405 por MWh, enquanto a média do preço de outras fontes de energia, nos últimos leilões do governo, foi R$ 150 por MWh.

Mesmo com incentivos, como a redução de impostos, que barateiem em 28% o preço da energia, a solar não seria viável, porque ainda custaria o dobro da média cobrada nos leilões de venda de energia.

Segundo Tolmasquim, o país tem as opções de esperar o custo da energia solar diminuir para colocá-la em leilões ou de criar um leilão específico para que não haja disputa com outras fontes mais baratas, como a eólica.

Tolmasquim explicou que a criação de um leilão específico é uma opção para criar um mercado e desenvolver tecnologicamente o país, a fim de acelerar a redução do custo. %u201CMas teria que ser vendida uma quantidade pequena [de energia] para não onerar o consumidor.%u201D

Há ainda a opção de abrir a possibilidade para que empreendimentos de geração de energia solar disputem o leilão de energia com outras fontes. A expectativa da Agência Internacional de Energia é que a solar esteja competitiva com outras fontes no mundo a partir de 2020.

Tolmasquim disse, no entanto, que não é possível saber quando a energia solar será competitiva para produção em larga escala no Brasil. Há hoje no país apenas oito empreendimentos, que produzem apenas 1,5 megawatt (MW) de um total de 118 mil MW do Brasil.
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sexta-feira, 29 de junho de 2012

Casa ecológica em formato de cobra se integra à paisagem na Suécia

Lugar Certo - 

Com apenas 25 m², estrutura pode abrigar até duas pessoas e foi concebida para gerar o mínimo de impacto ao meio ambiente

A casa ecológica do arquiteto escandinavo Torsten Ottesjö foi projetada para refletir a paisagem sem chamar muita atenção (Torsten Ottesjö/Reprodução Daily Mail/Mail Online)
A casa ecológica do arquiteto escandinavo Torsten Ottesjö foi projetada para refletir a paisagem sem chamar muita atenção
Uma casa ecológica situada em um vale da costa oeste da Suécia chama atenção pelo design diferente e pelo tamanho. Em formato de cobra, esta eco-house tem apenas 25 m² e é tão pequena que pode ser facilmente transportada para o local que o morador escolher.

Com projeto e construção de autoria do arquiteto escandinavo Torsten Ottesjö, a Hus-1, como foi batizada, pode abrigar duas pessoas. Em entrevista ao jornal britânico Daily Mail, o arquiteto afirmou que a estrutura tem inspiração na paisagem e foi 
A estrutura de madeira é tão pequena que pode ser literalmente levantada e transportada para outro lugar (Torsten Ottesjö/Reprodução Daily Mail/Mail Online)
A estrutura de madeira é tão pequena que pode ser literalmente levantada e transportada para outro lugar
concebida para ser um lar que não chame tanto atenção e seja sustentável, mesmo que tenha sido feito basicamente de madeira. "Casas pequenas têm eficiência energética e são ambientalmente amigáveis. Elas exigem menos material de construção e são, portanto, mais baratas," explicou. 
Na opinião de Torsten Ottesjö, outras vantagens práticas caracterizam a casa ecológica. "Casas pequenas também podem ser cuidadas com mais facilidade e transportadas. Eu quis construir a casa inteira em um corredor, a fim de erguê-la e transportá-la pela estrada, como uma única peça", acrescentou ao Daily Mail.


No espaço interno, a decoração é minimalista e, como convém este tom, a mobília é em grande parte integrante à estrutura, liberando espaço e facilitando a circulação. Contando com quarto, cozinha, mesa de jantar e hall, a única coisa que falta é o banheiro, que possivelmente é colocado em um tipo de quintal no exterior.

Uma placa reforçada biodegradável de celulose no teto assegura resistência ao vento e à chuva. “Ela é mais facilmente aquecida e limpa. O impacto de uma pequena casa é limitado, tanto quando se trata de recursos, bem como na questão do terreno onde é colocada”, completou o arquiteto no depoimento ao jornal britânico.
A mobília é em grande parte integrante à estrutura, liberando espaço na pequena casa, que abriga duas pessoas durante todo o ano (Torsten Ottesjö/Reprodução Daily Mail/Mail Online)
A mobília é em grande parte integrante à estrutura, liberando espaço na pequena casa, que abriga duas pessoas durante todo o ano

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sexta-feira, 22 de junho de 2012

Casa sustentável tomará decisões sozinha, diz diretor do MIT

Info - 

Federico Casalegno, pesquisador do MIT, disse no evento InfoTrends que as casas precisam ganhar inteligência



Projeto de inovação do MIT: casa sustentável terá sensores nas paredes, cômodos e espelhos e os objetos vão comunicar-se entre si


São Paulo - O fundador e diretor do laboratório de mobilidade do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês), o italiano Federico Casalegno, afirmou que, no futuro, as casas serão sustentáveis e capazes de tomar decisões sozinhas sobre consumo de água, energia e geração de lixo.

Durante palestra no InfoTrends, Casalegno mostrou alguns projetos de inovação desenvolvidos pelo laboratório que dirige, entre eles a “casa conectada”, construída na cidade de Trento, no norte da Itália. Segundo o pesquisador, a casa sustentável deve terá sensores nas paredes, cômodos e espelhos e os objetos vão comunicar-se entre si. “O refrigerador trocará dados com o telhado da casa e a TV receberá informações da lavadora”, diz.

Neste cenário, o usuário poderá ver as luzes se ascenderem conforme seu deslocamento pela casa, mas não terá o desconforto de ver as luzes se apagarem caso ele esteja parado lendo, como ocorreria se fossem usados só sensores de movimento. “É preciso explorar algoritmos para entender o comportamento dos moradores e reagir a eles. Isso é o que chamamos de arquitetura cognitiva robótica”, explicou.

Além disso, disse Casalegno, o imóvel deve combinar sistema de iluminação orgânico, com janelas inteligentes autônomas e autogeração de energia, para alimentar automóveis e eletrodomésticos.

“É preciso desenvolver interfaces capazes de produzir interação entre os objetos e as coisas. Essa será uma das formas de mudar o futuro”, disse ele, após apresentar uma tábua para corte de alimentos capaz de se comunicar com tablets.

O pesquisador disse ainda que, em qualquer pesquisa, é preciso convidar os usuários comuns para testá-las e fazer sugestões. “As pessoas dão usos criativos e inesperados para coisas que foram criadas para diferentes fins. Isto é muito rico e deve ser aproveitado”, disse.

Para suportar sua afirmação, Casalegno mostrou fotos curiosas de pessoas usando bicicletas e motos para fins não imaginados por seus fabricantes, como o transporte de mobiliário e animais vivos.
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quinta-feira, 21 de junho de 2012

Consultorias para construções mais sustentáveis estão em alta

O Globo -

Simulação termoenergética e estudo de conforto térmico reduzem consumo de energia em até 50%


O Residencial Vitra, em São Paulo: consultoria para aumentar eficiência termoenergética do empreendimento. Na fachada, foi usado vidro duplo, para impedir entrada de calor excessivo DIVULGAÇÃO

RIO - Com a crescente atenção (mundial e local) voltada ao tema “sustentabilidade”, economizar energia deixou de ser um detalhe ou uma mera questão opcional. Tanto é que os responsáveis por empreendimentos residenciais estão desenvolvendo seus projetos com base em consultorias em arquitetura bioclimática, isto é, estudos que resultam em maior eficiência energética. A ideia é utilizar materiais e soluções que permitam o máximo de aproveitamento da luz e do calor do sol, obtendo uma economia de até 50%, e evitando, ao mesmo tempo, um aquecimento excessivo do imóvel. Isso tudo independentemente de obter qualquer certificação de sustentabilidade — como os selos Leed, Aqua ou Procel.

Mais conhecidos nos empreendimentos comerciais, esses serviços agora estão sendo descobertos pelas construtoras e incorporadoras, ávidas por atrair clientes que buscam empreendimentos “verdes”. Os mais pedidos são a simulação termoenergética e o estudo de conforto térmico. A primeira costuma ser feita com a ajuda de softwares, que simulam algumas soluções arquitetônicas para avaliar qual será a mais efetiva na redução do consumo de energia — por exemplo, se vale mais a pena fazer a fachada com vidro duplo ou com brise-soleil. O segundo ajuda a descobrir, ainda na fase de elaboração do projeto, quais serão os pontos críticos em termos de desconforto térmico. Para as corporações, cada serviço pode custar entre R$ 30 mil e R$ 40 mil.

— Não tem mais sentido construir só pensando na estética. Podemos indicar com exatidão a solução que vai trazer um resultado melhor para a eficiência energética do prédio ou da casa — explica o engenheiro João Marcello Gomes Pinto, sócio-diretor da Sustentech, de São Paulo. — No caso do Vitra (residencial lançado no ano passado, na cidade), que é todo envidraçado, recomendamos que usassem vidro duplo na fachada, para impedir a entrada de calor excessivo e que o prédio virasse uma estufa.

Ideal é buscar consultoria ainda na fase de elaboração do projeto


Em geral, as soluções passam pelo tipo de material que deve ser usado nas janelas, portas e na fachada da construção. Essa última pode ter, por exemplo, vidro duplo ou brise-soleil; pode ser uma fachada dupla ventilada, ter parede verde ou outros tipos de recurso para sombreamento.

— O custo-benefício é muito bom, pois o gasto inicial vai gerar uma benesse para toda a vida útil da construção, que se traduz num maior conforto e, é claro, numa economia considerável — explica a arquiteta Darja Kos Braga, sócia-proprietária da Ambiente Eficiente, empresa que está na incubadora de empresas da Universidade de Brasília (UnB). — Para uma casa, a consultoria pode custar de R$ 2 mil a R$ 10 mil, o que, a longo prazo, não é nada. Ainda falta informação à maioria das pessoas; quando se derem conta de como é vantajoso, esse tipo de serviço vai se tornar muito comum.

Na opinião da arquiteta Marta Baltar, sócia-proprietária da EficientySul, empresa do mesmo segmento, no Rio Grande do Sul, é importante investir na consultoria para arquitetura bioclimática ainda na fase de elaboração do projeto, seja ele residencial ou comercial. É que sai mais caro e dá muito mais trabalho fazer as adaptações em imóveis que já estão prontos.

— Só assim dá tempo de, diante das soluções apontadas, fazer um planejamento e comprar os materiais adequados. Aí não tem desperdício — diz Marta, cuja empresa recebeu, no ano passado, o prêmio Procel Cidades Eficientes em Energia Elétrica, por projeto de iluminação em um prédio público.
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quarta-feira, 20 de junho de 2012

Faça do seu telhado um espaço verde

O Dia -

No momento da instalação do jardim, verifique a resistência da cobertura antiga e a impermeabilidade da laje


São Paulo - Há quem imagine que os telhados verdes sejam possíveis somente em construções novas. Entretanto, coberturas antigas de casas ou apartamentos também podem receber os benefícios do sistema. O importante nestes casos é que sejam observadas a resistência da cobertura (se o modelo for colocado sobre o telhado) e a impermeabilização da laje.

O estado das telhas deve ser verificado principalmente porque a estrutura de um telhado verde (que inclui suporte, terra, água e vegetação) pesa, em média, 40 kg por m². Diante isso, para garantir o sucesso da adaptação, pode ser necessário trocar o modelo da cobertura - em especial quando se tratar de telhas de cerâmica, que quebram fácil com o passar do tempo. Entre os tipos mais duradouros e resistentes estão os de fibrocimento e metálicos.

“Quando a estrutura ecológica for instalada sobre as telhas, o ideal é verificar se elas estão bem posicionadas e têm resistência suficiente. Modelos antigos podem ser frágeis e não suportar o peso excedente”, afirma Marcos Casado, gerente técnico da GBC Brasil.
Verifique o posicionamento das telhas e sua resistência no momento da instalação do jardim | Foto: Divulgação
Verifique o posicionamento das telhas e sua resistência no momento da instalação do jardim | Foto: Divulgação


Antes de preocupar-se com a capacidade das telhas, no entanto, é preciso definir a complexidade do sistema. Quanto mais terra for ser usada e maior for o tamanho da planta, mais pesada ficará a estrutura. Além disso, os modelos com irrigação interna –lâminas d’água presentes debaixo da forração vegetal – chegam a exercer uma sobrecarga de 200 kg sobre o m². Estruturas verdes com forrações grossas, destinadas ao uso de plantas maiores, também são pesadas e podem representar 300 kg de sobrepeso.

“Ao escolher um modelo de cobertura verde mais pesado, o ideal é retirar o telhado antigo, que não aguentará a carga extra, impermeabilizar a laje e adaptar o sistema verde”, afirma João Manuel Feijó, diretor da Ecotelhado.

Durante a escolha do melhor produto para fazer a impermeabilização, os especialistas alertam sobre a necessidade de analisar o tamanho da área. Locais grandes e sem muitos recortes podem receber mantas asfálticas pré-fabricadas, mas é bom lembrar que sua aplicação deve ser feita em altas temperaturas (com a ajuda de um maçarico) e que não há liga com madeira. Desse modo, opções como mantas vulcanizadas ajudam, pois têm encomenda sob medida. Já em áreas menores, o ideal é usar impermeabilizantes líquidos, como o poliuretano, que são fáceis de aplicar, não deixam falhas nas emendas e oferecem praticidade caso o local seja bastante recortado.
Se for colocado sobre a laje, deve-se ter cuidado com a impermeabilização do local | Foto: Divulgação
Se for colocado sobre a laje, deve-se ter cuidado com a impermeabilização do local | Foto: Divulgação


Outro aspecto que merece destaque na hora de transformar a cobertura tradicional em verde é perceber a inclinação do telhado. Como haverá necessidade de manter o jardim, o que inclui regas e podas periódicas, não é indicado adaptar o sistema em telhados com inclinação superior a 30º. “Locais com grande declive dificultam a instalação e, muitas vezes, desperdiçam uma possível área de lazer”, diz Feijó.

Cuidados e novas possibilidades

Durante a escolha da cobertura verde, não se pode esquecer do tipo de planta que será utilizado. Segundo os consultores, as de grande porte e raízes profundas, como a figueira, flamboyant, salgueiro-chorão e o abacateiro, exigem muitos cuidados e boa quantidade de terra. Logo, as melhores espécies são aquelas resistentes à falta de água e insolação intensa. tais como seduns, rabo de gato, cambará, clúsia, orelha de rato e saião.

“Telhados verdes exigem plantas de baixa estatura, que cresçam rápido e sejam adaptadas ao clima do local”, diz Maria Solange Gurgel de Castro Fontes, professora do departamento de arquitetura, urbanismo e paisagismo da Unesp Bauru. “O sistema também pedirá um controle de irrigação, caso as chuvas não aconteçam com frequência”, afirma.

Mas a cobertura sustentável não é voltada exclusivamente ao telhado da casa. Além dele, locais como a varanda também podem se transformar em boas alternativas para trazer a natureza à decoração. O importante é que a área seja aberta e receba luz do sol e água da chuva. Quanto à estrutura, não há necessidade de reforço, pois as varandas aguentam, em média, cargas de 200 kg por m², o que torna viável a aplicação do sistema.

A área externa também pode receber diversas alternativas verdes além do telhado ecológico. Jardins verticais e coberturas de trepadeiras são boas opções e dão novos ares às paredes da varanda. Mas, se o jardim ainda não estiver completo, nada melhor do que uma pequena horta com ervas e temperos para harmonizar o cantinho verde da casa.

As informações são de Bruna Bessi, do IG
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Secovi pede que o governo ajude a incentivar as construções sustentáveis

Infomoney -


construção sustentavel

SÃO PAULO - Sinergia entre as políticas públicas e o setor de construção foi a principal mensagem enviada pelo Secovi-SP (Sindicato da Habitação) para o evento Rio+20.

Durante um simpósio promovido pelo SBCI (Sustainable Building and Climate Initiative), órgão do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Unep, em inglês), o Sindicato que a união entre o governo e a construção é fundamental para a sustentabilidade. “É preciso haver efetiva sinergia entre políticas públicas e atuação do setor da construção, sem o que será impossível promover a sustentabilidade”, afirma o coordenador de Programas de Sustentabilidade e Eventos Culturais do Secovi-SP, Hamilton de França Leite Junior.

Construção sustentável

Segundo o presidente do Secovi-SP, Claudio Bernardes, é preciso analisar como será possível garantir, de forma economicamente viável, a preservação do meio ambiente com o uso adequado de energias renováveis, e modelos de produção que resultem em novos empregos e melhor qualidade de vida para a população.

“Como o conceito de economia verde concentra-se obviamente na intersecção entre o ambiente e a economia, as cidades despontam como o lugar onde ocorre a maior parte desse processo. Diante disso, surge a questão: que tipo de cidades devemos construir? Qual a melhor maneira de acomodar a população mundial, que está rapidamente se aglutinando em áreas urbanas? Os problemas enfrentados por grandes metrópoles, como São Paulo, revelam a imperiosa necessidade de planejar corretamente o desenvolvimento e tomar medidas que possam assegurar qualidade de vida aos seus habitantes”, comenta.

Para o economista indiano, Pavan Sukhdev, as cidades podem se tornar centros de criatividade e de estilo de vida. “Isso implica oferecer infraestrutura boa e convidativa. As melhores cidades planejadas e as melhores construções devem focar isso. Ainda, é preciso considerar que criar acesso é mais importante do que oferecer mobilidade. As pessoas precisam ficar mais próximas dos centros para trabalhar e se divertir; as distâncias têm de ser menores; é o chegar a pé”, afirma.

De acordo com o economista, é necessário o uso de tecnologia para que os prédios sejam mais eficientes e que proporcionem acesso à natureza. “A cidade é o centro da economia verde. Depende da opção que se faça”, informou, destacando que o Brasil está bem posicionado no campo da sustentabilidade, em comparação com outros países.
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terça-feira, 19 de junho de 2012

Prédios ecológicos formam uma perspectiva de futuro sustentável

Lugar Certo - 

Daqui a alguns anos, as cidades e construções não poderão deixar de lado a questão ambiental. Conheça exemplos de estruturas ambientais espalhadas pelo mundo



Enquanto arquitetos e designers continuam a vislumbrar, em utopias, as casas e cidades do futuro, uma coisa é certa: a inovação virá acompanhada da sustentabilidade. Em meio a uma crise ecológica global, profissionais da área buscam constantemente estratégias que possam atenuar os efeitos maléficos dos hábitos humanos de consumo, ao mesmo tempo, também procurando favorecer a utilização de fontes alternativas de energia, com tecnologias verdes como aproveitamento do sol e dos ventos, além de matérias-primas construtivas menos nocivas. Alguns projetos de prédios verdes surpreendem neste sentido, unindo os preceitos sustentáveis ao que há de mais moderno em termos de estética.

No Azerbeijão, um edifício da Ilha de Zira, em Baku, conhecido como Zira Island Masterplan, é sustentado pela energia solar, água e vento, e não utiliza fontes energéticas convencionais, que têm alto teor poluente. Em Nova York, o PS 62 Richmond, se constituirá, quando concluído, na primeira escola de energia zero, coletando no próprio local a energia de fontes renováveis.

Com design hiperfuturista, o prédio Spacescape Grontmij, localizado em Estocolmo, na Suécia, tem a forma de um “gráfico de pizza”, sendo 30% da estrutura que fica de frente para o sol coberto por um filme fotovoltaico. A estratégia produz energia suficiente para manter a esfera flutuando e fornece eletricidade para 235 casas. Lançando mão de medidas inovadoras, o Centro de Conferências KAFD, de Riyadh, na Arábia Saudita, mostra como é possível conjugar o desenvolvimento com o respeito ambiental. A construção conta com um compartimento que localiza áreas de vidros menos suscetíveis ao sol, além de um sistema de ventilação que usa o calor solar para mover o ar, e um telhado com gramíneas para minimizar a irrigação.

Praticamente independente da utilização de ar-condicionado, na China a mansão de energia é na verdade um grande arranha-céu que faz a regulação das temperaturas internas aproveitando as condições naturais do clima. Também na China, a torre Pearl River une o design sustentável e a tecnologia verde aos avanços da engenharia. Passando pelas turbinas, os ventos geram energia para o edifício. Já em Syracuse, Nova York, o prédio residencial Passive House reduz o consumo de energia em até 75%, dependendo dela minimamente para aquecimento e resfriamento dos ambientes.

Em Cingapura, na Ásia, o Beach Road é repleto de vegetação e por isso mesmo ficou conhecido como “cidade em um jardim”. Na Dinamarca, o Amagerforbraending, situado em Copenhagen, é uma estrutura sustentável e multifuncional em torno de uma fábrica em decomposição. O Predator BLDG, por sua vez, em Los Angeles, na Califórnia, conta com um sistema para colher água para o uso dos moradores e as demais funções do prédio.

Com possibilidade de acompanhar o caminho do sol, durante o dia, para utilizar a energia solar, o Heliotrace Facade System é outro exemplo de prédio ecológico, assim como o Hualien Beach Resort, em Taiwan, com design que auxilia na absorção da energia do sol mesmo nos momentos em que a luz solar fica bloqueada. Por fim, o Atwater Project, em Middlebury, Vermont, tem toda uma atenção com a ventilação natural, desde os halls até o teto.

Amagerforbraending - Reprodução/Huffington Post

Beach Road - Reprodução/Huffington Post

Hualien Beach Resort - Reprodução/Huffington Post

PS 62 Net Zero School - Reprodução/Huffington Post
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segunda-feira, 18 de junho de 2012

Ecocidade quer ser verde e rentável

O Estado de S.Paulo - 

Tianjin, parceria entre China e Cingapura, busca energia renovável e transporte limpo


Enquanto outros centros urbanos exibem monumentos e beleza natural como cartões postais, a ecocidade de Tianjin se orgulha das turbinas eólicas e das placas de energia solar, que ocupam suas ruas como estátuas em homenagem à sustentabilidade.


Turbinas eólicas e placas de energia solar na cidade de Tianjin, na China,

Com edifícios "verdes", emissões zero no transporte público, uso de energia renovável e um desenho que estimula a locomoção a pé ou por bicicleta, a ecocidade se propõe a ser um modelo para outras regiões da China, onde 300 milhões de pessoas deverão deixar o campo nos próximos 20 anos, no mais rápido processo de urbanização do mundo.

Projetada para ter 350 mil habitantes quando estiver pronta, em 2020, a cidade já tem ruas, ciclovias, centrais de geração de energia verde e parques para instalação de empresas. Canteiros de obras ocupam a maior parte de seus 30 km² e os primeiros edifícios residenciais começam a ser entregues. Nas últimas semanas, 60 famílias se mudaram para o local, que deverá ter 10 mil moradores no fim de 2013.

Tianjin é a maior das cerca de 20 ecocidades levantadas atualmente no país e a primeira construída em parceria pelos governos de China e Cingapura. A ideia é que ela seja comercialmente viável, regida pelo princípio da praticidade e possa ser replicada em maior ou menor escala.

"A cidade não se parece com algo futurista ou de ficção científica. As soluções que usamos, como a orientação dos prédios e ventilação natural, podem ser adotadas sem muito custo e têm grande impacto na redução do consumo de energia", disse o cingapuriano Ho Tong Yen, CEO da ecocidade de Tianjin. Na quinta-feira, Ho participará de um painel sobre ecocidades na Rio+20, ao lado de Richard Register, o primeiro a usar o termo, em 1987.

A meta é que 20% da energia consumida no projeto de Tianjin venha de fontes renováveis: eólica, solar e geotérmica. As ruas serão equipadas com 700 postes com painéis solares e miniturbinas que permitirão a geração de energia com o vento.

A cidade será cortada por um "vale ecológico" de 12 km de extensão, que terá ciclovias e pista para pedestres, ao lado das quais haverá uma linha de trem. Os condomínios não terão muros e serão cortados por "atalhos" para facilitar a locomoção a pé. A meta é que 90% dos deslocamentos sejam verdes, com transporte público, bicicleta ou a pé.

Ecocidadania. O grande desafio será garantir que os moradores da ecocidade também sejam ecocidadãos. Qualquer um poderá morar no local e ter carro não será proibido. Aliás, postos de abastecimento da estatal de petróleo Sinopec já estão sendo construídos nas margens das ruas. "Faremos campanhas de educação para provocar uma mudança de mentalidade para que as pessoas fiquem mais verdes com o passar do tempo", observou Ho.

A meta de 90% é ambiciosa. "Apenas algumas cidades em países desenvolvidos e em desenvolvimento possuem porcentuais de transporte verde de 70% ou mais", observa estudo do Banco Mundial sobre o projeto. E ter carro é uma das aspirações da emergente classe média chinesa, onde a proporção veículo/habitante é inferior à de países em semelhante estágio de desenvolvimento.

O projeto estabelece 26 indicadores que terão de ser atingidos, como a reciclagem de 60% do lixo doméstico e a existência de 12 m² de área verde por habitante já a partir de 2013. O desenho urbano prevê que os moradores terão serviços essenciais perto de casa, como escolas, postos de saúde, centros comunitários e comércio. Idealmente, deveriam trabalhar a curta distância, mas Ho reconhece que é difícil definir isso a priori, pois muitos dos compradores de imóveis têm empregos em outras regiões.

A expectativa é que a economia local forneça trabalho. "Seiscentas empresas já estão registradas para operar na cidade. Antes de termos moradores, nós teremos empregos", afirmou Ho.

Os empreendimentos residenciais e comerciais são feitos por empresas privadas, que compraram o direito de exploração da terra e vendem unidades a preço de mercado. Os projetos são construídos segundo os idealizadores da ecocidade e 100% dos edifícios são construídos na mesma direção, em um ângulo que otimiza o recebimento de luz solar. Além disso, devem ser eficientes do ponto de vista energético e ter 20% de fontes não tradicionais de água.
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sexta-feira, 15 de junho de 2012

Faça da casa um lugar sustentável

O Dia -

Garrafas PET, madeiras de demolição e fibra sintética ganham destaque nas decorações


Rio - Decorar a casa usando materiais sustentáveis traz beleza aos ambientes e ajuda a despertar a consciência para a preservação. O bambu, por exemplo, vem sendo aproveitado na decoração de interiores por ser durável e ter muitas funcionalidades.

Há ainda diversas formas de dar charme e estilo à moradia de maneira consciente, como com as luminárias de LED, que ajudam a reduzir o consumo de energia, as placas de cortiça reciclada para revestimento de paredes, as tintas naturais, as fibras sintéticas, as garrafas PET e a madeira de demolição. O que vale é a criatividade e o compromisso ambiental.

Uma ideia bem ecológica é assinada pela arquiteta Patrícia Fiúza. Ela projetou um painel todo em madeira de demolição para um apartamento na Barra da Tijuca. Outra sugestão é o espelho de chão, também em madeira de demolição, das arquitetas Cláudia Pimenta e Patrícia Franco. Ele foi projetado para decorar a varanda de um apartamento.

No projeto da arquiteta Patrícia Fiúza, a parede ganhou painel feito de madeira de demolição | Foto: Divulgação
No projeto da arquiteta Patrícia Fiúza, a parede ganhou painel feito de madeira de demolição | Foto: Divulgação
Além dessas composições, objetos e acessórios ecologicamente corretos ganham destaque nos espaços. É o caso do cabideiro gatinhos, em alumínio reciclado, da Dracena Home, vendido por R$ 116. Já a almofada com tecido de garrafa PET, com estampa de borboletas, da Quarto Composto, traz charme e aconchego e custa R$ 180.
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quinta-feira, 14 de junho de 2012

Imóvel customizado na planta ajuda a preservar meio ambiente

Terra - 
construção sustentavel

A customização do apartamento ainda na planta reduz a produção de detritos com obras para adequar o imóvel novo ao gosto do morador, ajudando a preservar o meio ambiente


Esqueça a ideia de edifícios residenciais com apartamentos absolutamente iguais empilhados um em cima do outro. Em vez de espaços idênticos, as construtoras oferecem a possibilidade de o comprador customizar os cômodos e a decoração ainda na planta, deixando a residência como quiser. “O cliente só precisa colocar os móveis”, completa Sílvia Amaral, gerente de personal line da Gafisa.

Nesse tipo de empreendimento, a construtora oferece possibilidades de configuração, em que a pessoa escolhe de acordo com suas necessidades. Segundo Maurício Bianchi, vice-presidente de imobiliário do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP), essa prática tem grande viés ambiental. Com a customização, a pessoa não precisa quebrar o apartamento logo depois de entrar, para adequá-lo a seu perfil. “Não aguento passar na frente de um edifício construído há menos de seis meses e ver a rua lotada de caçambas, as pessoas devolvendo à natureza, em forma de entulho, o que foi retirado pouco antes.”

Bianchi conta que essa prática começou no Brasil há cerca de 15 anos, e as empresas, muitas vezes, trabalham com opções para o comprador escolher. Sílvia Amaral diz, por exemplo, que a Gafisa costuma oferecer, em média, cinco kits diferentes de configurações, além de várias possibilidades de acabamento, cujos materiais são renovados a cada seis meses. Existem empreendimentos nos quais o comprador pode escolher livremente tanto a decoração quanto a disposição dos cômodos. Esses casos, no entanto, são restritos aos prédios de altíssimo padrão. Bianchi explica que isso ocorre porque o mercado não tem capacidade de administrar a livre escolha para todas as construções que faz.

Segundo Sílvia Amaral, casais jovens e pessoas solteiras preferem apartamentos mais abertos, com poucos cômodos, só que grandes. Não é preciso, no entanto, temer precisar de mais ambientes no futuro -caso tenha um filho, por exemplo- e não ter paredes. A gerente da Gafisa diz que se podem erguer divisórias, e lembra o baixo custo e a facilidade de se fazer o drywall -feito de gesso. Ela lembra, no entanto, que banheiros são mais difíceis e caros de se modificar depois de construídos, por causa das instalações hidráulicas. Bianchi ressalta, por sua vez, a importância de chamar profissionais com registro no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea) para reformar o apartamento.

Por fim, Sílvia Amaral constata que a customização é cada vez mais procurada pelas pessoas, e as construtoras têm aprimorado as opções para atender a essa demanda. “O consumidor está mais exigente, buscando maior satisfação com o produto final”, constata.
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Rio lança selo que dá isenção fiscal para empreendimentos sustentáveis

Pense Imóveis -

Com a certificação, as construções sustentáveis poderão obter descontos de até 50% ou mesmo isenção de taxas como o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU)


casa sustentávelCom a finalidade de incentivar empreendimentos imobiliários que pratiquem ações de sustentabilidade, a prefeitura do Rio de Janeiro elaborou um decreto assinado no dia 11 de junho de 2012 que cria a certificação Qualiverde. A iniciativa poderá ser aplicada às construções e aos empreendimentos que estão sendo licenciados na capital fluminense.

Com a certificação, as construções sustentáveis poderão obter descontos de até 50% ou mesmo isenção do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) , além da redução do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS). Esses benefícios fiscais só terão validade após aprovação na Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro.

A certificação será válida a partir da publicação do decreto. Segundo o arquiteto da Coordenadora de Macroplanejamento de Planejamento Urbano da Secretaria Municipal de Urbanismo, Pedro Rolim, as construções podem ser qualificadas como Qualiverde, caso atinjam 60 pontos, ou Qualiverde Total, quando totalizarem 100 pontos.

De acordo com Rolim, o objetivo do decreto é aumentar consideravelmente o número de edifícios sustentáveis na cidade do Rio de Janeiro. "Nós já temos alguns exemplares na cidade. No entanto, eles ficam um pouco fechados em um núcleo de construção. A ideia com essa certificação é que a gente estenda essas ações de sustentabilidade ao maior número possível de construções novas, beneficiando também edificações que sofram grandes reformas ou algum retrofit (modernização dos equipamentos)".

Algumas das ações e práticas listadas no certificado não são novidades no mercado de construção, como teto verde, uso de aquecimento solar na água e iluminação artificial e eficiente. Segundo ele, cada uma dessas ações tem uma pontuação específica. O prédio que realizar iniciativas como essas vai ter seus pontos avaliados e, se atingir 60, ganha a certificação Qualiverde.

Ainda segundo Rolim, as ações de responsabilidade estão acontecendo com muita força e o país recebe cada vez mais novas tecnologias. A qualificação em forma de decreto serve para que a prefeitura tenha agilidade necessária para acompanhar as inovações tecnológicas que chegam ao mercado.

"Nós buscamos aumentar o número de edificações sustentáveis na cidade, atingindo um patamar de cidades europeias e norte-americanas, que possuem uma média de 15% de construções sustentáveis no hall de suas novas obras. A gente quer atingir este parâmetro", disse Rolim.
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terça-feira, 12 de junho de 2012

Em SP, 47% dos lançamentos terão selo verde

Folha.com -


selo verdeO edifício comercial Eldorado Business Tower, que obteve certificado Leed de sustentabilidade da ONG Green Building Council, estima ter economizado 30% de energia e conseguido uma redução de 50% na conta de água em 2011.

Quem repassa esses dados é o CTE (Centro de Tecnologia de Edificações), que prestou consultoria para o projeto, localizado na avenida das Nações Unidas, zona sudoeste de SP.

O desempenho é indício de que a aplicação do conceito de sustentabilidade em edificações não tem a ver exatamente com filantropia. A preocupação com o impacto ambiental fez a cabeça de arquitetos --mas a promessa de economia de recursos e a possibilidade de um marketing mais agressivo também determinaram decisões.

Segundo Anderson Benite, diretor financeiro da CTE, uma construção sustentável pode custar apenas de 2% a 5% mais do que obras de edifícios convencionais.

Embora outros arquitetos consultados pela Folha falem de orçamentos até 20% mais caros, o conceito em voga de sustentabilidade acabou determinando novos rumos no mercado de imóveis em São Paulo.

Somados os lançamentos de 2011 e os que serão feitos até o fim deste ano, 47,2% dos novos imóveis destinados a escritórios e comércio se associam ao perfil verde --consomem menos energia e água e fazem uso de materiais pouco agressivos ao ambiente.

A estimativa é da consultora de imóveis Cushman & Wakefield, que prevê maior adesão em Curitiba, onde 48,3% dos edifícios comerciais lançados nesse mesmo período terão características similares. Rio de Janeiro vem atrás de São Paulo, com índice equivalente a 40,8%.

Em números absolutos, no entanto, São Paulo dispara. Com ajuda dos empreendimentos lançados para a Copa, o índice representa 773,5 mil metros quadrados a mais em empreendimentos sustentáveis. Em Curitiba, o número cai para 78,8 mil metros quadrados.
Carolina Daffara/Editoria de Arte
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