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terça-feira, 4 de setembro de 2012

O que esperar do mercado imobiliário nos últimos quatro meses de 2012?

Guilherme Machado -

O mercado imobiliário brasileiro vem passando por um crescimento acentuado nos últimos anos. Afinal, a casa própria ainda está entre os maiores desejos de consumo da população, e não é à toa que este sonho provoca tanto o imaginário das pessoas.

Em função desta expansão, o segmento tem se configurado como um dos mais promissores da economia nacional e isso faz emergir diversos tipos de questionamentos quanto ao futuro do setor. Estamos caminhando para o final de 2012 e é comum surgirem dúvidas em relação ao que esperar do mercado nestes últimos quatro meses que restam para fechar o ano.

Contudo, antes de compartilhar com você quais são as perspectivas que acredito que conduzirão o comportamento do segmento neste quadrimestre, vale a pena darmos uma revisada no nosso passado para nos direcionarmos a uma percepção mais assertiva do nosso futuro.

Lembro-me da época em que crédito imobiliário era escasso em nosso país, e isso acarretava várias previsões de que o mercado iria estagnar. Ao passar pela crise imobiliária dos Estados Unidos em 2008, vivíamos sobre a frequente pressão de estourarmos também uma bolha imobiliária por aqui e até hoje este é um posicionamento que gera controvérsias entre os especialistas e estudiosos do mercado.

Mas o fato é que presenciamos uma realidade oposta ao que se esperava: as linhas de crédito se expandiram, a economia vem se estabilizando, a renda da população tem melhorado, o número de lançamentos aumentou e o mercado segue aquecido.

Alia-se ainda a este cenário a contribuição inegável dos programas do Governo como o “Minha Casa Minha Vida” que revolucionaram o acesso à moradia no Brasil. Sempre fomos um país de grandes desigualdades sociais, mas na última década temos vivenciado consideráveis mudanças.

Não tenho a pretensão de, neste artigo, sentenciar de maneira irrevogável o futuro que nos aguarda, mas baseado nas análises do cenário econômico brasileiro que faço, frequentemente, nas minhas vivências e no relacionamento que construí com os mais diversos setores que abarcam o mercado imobiliário, avalio este final de ano como um momento positivo para o setor de imóveis.

Viemos de um primeiro semestre onde as empresas se engajaram para baixar os estoques: promoções foram feitas, vários brindes e descontos foram dados e os maiores beneficiados deste processo, certamente, foram os clientes.

Para esta segunda etapa do ano, a expectativa é de que as construtoras e incorporadoras voltem a lançar novos empreendimentos que tendem a estar cada vez mais personalizados de acordo com o perfil do futuro comprador e da região onde ele será erguido.

Outro fator que ficará ainda mais evidente, não só neste final de ano, mas que será uma tendência para o mercado nos próximos anos é que estamos caminhando para um equilíbrio e um crescimento cada vez mais sustentado do setor.

Não será difícil perceber uma estabilização dos preços dos imóveis. Em um cenário dinâmico como o nosso, nenhum preço se mantém alto demais ou baixo ao extremo durante um longo período, pois o próprio comportamento do mercado trata de harmonizar estas variações.

Nesse sentido, é fundamental entender que houve uma desaceleração necessária do segmento de imóveis. Continuamos com um aquecimento nas vendas, mas em um ritmo diferente do que há seis anos, quando o que se lançava era vendido em um prazo muito curto. No entanto, o planejamento das ações nesta época era quase inexistente.

Hoje, vivemos um mercado mais maduro e consciente e por isso, o planejamento e a execução do mesmo ganham cada vez mais relevância.

Integra-se ainda a esse caminho de equilíbrio uma gestão imobiliária mais criteriosa. A política de crédito no Brasil é mais rigorosa se comparada a outros países. A crise gerada pela “bolha imobiliária” nos Estados Unidos ligou o botão de alerta no mundo todo e o Brasil, que já praticava uma política diferente da dos americanos, ficou ainda mais atento a esta ameaça.

Por aqui não se empresta sem antes avaliar, cuidadosamente, a capacidade do tomador do crédito de quitar a sua dívida.

Diante desse cenário, vale destacar ainda a transformação também no perfil do comprador. Atualmente, as pessoas estão em busca do imóvel para usufruir prioritariamente como moradia, o que faz surgir um cliente mais crítico e exigente, que sabe exatamente o quer e por isso demanda profissionais cada vez mais qualificados.

Tal realidade nos coloca diante dos maiores desafios do segmento imobiliário: a profissionalização do setor que engloba desde a construção civil até o atendimento ao cliente com o corretor de imóveis. No entanto, esta não será uma demanda que será resolvida em curto prazo.

No segmento imobiliário, como em outros setores da nossa economia, temos uma carência de preparação preventiva, ou seja, aquela na qual eu me preparo para crescer. O que temos visto no Brasil é que os diversos segmentos têm se desenvolvido, mas a qualificação profissional não acompanha o mesmo ritmo.

Por isso, não raramente, vemos o crescimento das demandas e a busca desenfreada por profissionais qualificados que possam desempenhá-las. Sendo assim, a procura por trabalhadores diferenciados é uma realidade que nos espera não só para este final de 2012, mas ainda por um longo período, uma vez que nosso déficit habitacional conta com elevados índices.

Nosso país já passa e deverá continuar a passar nos próximos anos por um grande processo de reestruturação de sua infraestrutura. Construção de novas rodovias, portos, ferrovias, novas alternativas para a mobilidade: esse é um país em crescimento e que demandará mão de obra qualificada, sobretudo, da área da construção civil, elementos esses que certamente impactarão também no mercado de imóveis.

Quem souber interpretar este cenário com suas várias facetas, verá um Brasil forte, aberto a diversas oportunidades de novos negócios, de crescimento profissional e de consolidação do setor.

Estamos diante de um mercado altamente promissor, que cada vez mais dá sinais de sua força e revela seus importantes avanços. Temos que direcionar a nossa percepção para potencializarmos este momento favorável de forma planejada e estratégica.

E você, como tem se preparado para o futuro do mercado imobiliário? Quais são as suas expectativas para finalizar 2012? Compartilhe conosco suas experiências e lembre-se: juntos somos fortes!
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sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Inflação do aluguel acumula alta de 6% no ano, até agosto

Agência Estado - 

O Índice Geral de Preços-Mercado subiu 1,43% no mês de agosto, depois de avançar 1,34% em julho



O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) subiu 1,43% no mês de agosto, depois de avançar 1,34% em julho, divulgou, nesta

quinta-feira, a Fundação Getúlio Vargas (FGV). A taxa ficou dentro do intervalo das estimativas do mercado financeiro apuradas pelo AE Projeções, que iam de 1,31% a 1,61%, com mediana em 1,45%. Até agosto, o IGP-M, índice bastante usado no reajuste de contratos de aluguel, acumula altas de 6,07% no ano e de 7,72% nos últimos 12 meses.

A FGV informou ainda os resultados dos três indicadores que compõem o IGP-M deste mês. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) teve alta de 1,99% em agosto, após subir 1,81% em julho. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) apresentou variação positiva de 0,33%, depois de registrar elevação de 0,25% no mês anterior. Por fim, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) avançou 0,32%, ante 0,85% na mesma base de comparação.
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Análise: Preço do imóvel deve se estagnar em SP nos próximos 4 anos

FOLHA.com

Os resultados financeiros apresentados pelas principais incorporadoras com ações na Bolsa não têm sido nada animadores.


Com o capital obtido com o lançamento de seus papéis no mercado financeiro há alguns anos, muitas empresas alteraram seus focos de lançamento, investindo em uma expansão para outros Estados jamais vista no setor, mas sem o retorno desejado.

Já as que apostaram em trabalhar com o chamado "mais do mesmo", ou seja, aplicar seus recursos em áreas geográficas e produtos em que já tinham experiência, tiveram resultados mais satisfatórios.

Em decorrência disso, muitas incorporadoras resolveram voltar agora para o conhecido "arroz com feijão". São Paulo retoma seu lugar como foco de investimentos dessas empresas, mas não é tão simples como antes atuar nesse mercado.

Como nos anos recentes houve um boom imobiliário nas regiões metropolitanas e um encarecimento (e também esgotamento) expressivo de áreas para incorporação, a taxa de retorno nas grandes metrópoles ficou menor, quando não inexistente.

Nesse cenário, há um impasse: baixas velocidades de venda e não viabilidade de novos empreendimentos.

E o alto nível de estoque de apartamentos prontos cria ainda mais barreiras para novos lançamentos.

Assim, é possível afirmar que a tendência para os próximos quatro anos é a redução no ritmo de vendas e, consequentemente, estagnação do preço por metro quadrado, o que significa, na prática, redução do preço real, devido ao efeito da inflação.

Para solucionar a vida das incorporadoras, a única saída é a inovação.

Ou as empresas trabalham na criação de empreendimentos considerados surpreendentes pelo consumidor ou o arroz com feijão não encherá mais a barriga dessas companhias.
DANIEL BRITTO é especialista em mercado imobiliário da FIA (Fundação Instituto de Administração)
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terça-feira, 28 de agosto de 2012

Preço das casas em Portugal recua 7,3% em julho

Folha.com -

 
Em meio à crise financeira, Portugal viu o valor médio de uma casa no país cair 7,3% em julho em relação ao mesmo mês em 2011, segundo dados divulgados hoje (27/8) pelo Instituto Nacional de Estatística, órgão oficial português.

O metro quadrado de uma casa no país valia, em média, 1.033 euros em julho. Em relação a junho, a queda foi de 0,6%.

Na região metropolitana de Lisboa, o valor médio apresentou queda ainda maior, com recuo de 8,5% ante o mesmo período no ano passado.

Com isso, o valor na região ficou em 1.236 euros por metro quadrado.
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terça-feira, 21 de agosto de 2012

Índice de reajuste de aluguéis aumenta para 1,38% na segunda prévia

Agência Brasil - 

 
O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) atingiu 1,38% na segunda prévia de agosto, informou nesata segunda-feira (20/8) a Fundação Getulio Vargas (FGV). No mesmo período de julho, a taxa havia ficado em 1,11%. O segundo decêndio do IGP-M compreende o intervalo entre os dias 21 do mês anterior e 10 do mês de referência. O índice é usado como referência para reajustes no aluguel.

A maior contribuição para a alta do IGP-M veio do Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que subiu de 1,45% para 1,94%, entre a segunda prévia de julho e a segunda de agosto.

Segundo a FGV, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) também sofreu leve alta e variou 0,26%, na segunda apuração de agosto, ante 0,23%, no mesmo período do mês anterior.

Já o terceiro subíndice do IGP-M, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) diminuiu para 0,36% na segunda prévia de agosto. No mesmo período do mês anterior, a taxa havia ficado em 0,91%.
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quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Rossi vê cenário melhor à frente, cria 2 novas empresas

Reuters -

Após surpreender o mercado com prejuízo no segundo trimestre, a Rossi Residencial apresentou nesta quarta-feira um cenário mais favorável à frente, apoiado na contínua estratégia de reorganizar suas operações e no lançamento de duas novas unidades de negócio.

"Estamos otimistas, projetando anos promissores para o setor e para a empresa", afirmou o presidente-executivo da Rossi, Leonardo Diniz, em teleconferência com analistas. "Miramos lá na frente uma empresa muito melhor".

A visão otimista se apoia na estratégia adotada para melhorar a rentabilidade da companhia por meio de um programa de redução despesas gerais e administrativas já em andamento, atuação concentrada em regiões metropolitanas mais atrativas e redução da participação de parceiros em projetos.

"Estamos confiantes de que a estratégia é correta para ter melhoria operacional e rentabilidade no futuro", acrescentou.

A Rossi contabilizou um ajuste de custos de 51 milhões de reais no segundo trimestre, decorrente principalmente de empreendimentos de baixa renda que apresentaram diferenças quanto aos valores orçados.

Além disso, a companhia teve de reconhecer cerca de 460 milhões de reais em direito de regresso, em função de atrasos na entrega de imóveis.

Segundo o vice-presidente financeiro da Rossi, Cássio Audi, as entregas vêm sendo atrasadas não apenas pela demora para obtenção do "Habite-se" --documento liberado por prefeituras que permite a ocupação de um imóvel-- mas também pela lentidão dos cartórios de registro de imóveis, cujos prazos chegam a ser duas ou três vezes maiores.

"Esse valor vai ser eliminado junto com os repasses... conforme as unidades de baixa renda forem sendo entregues, esse percentual vai diminuir... temos projetos de margens melhores", disse Audi. Ele não descartou, entretanto, a possibilidade de novos impactos no futuro. "Hoje essa é a melhor informação que temos".

Os atrasos nas entregas também ajudaram o salto no consumo de caixa entre abril e junho, que totalizou 273 milhões de reais, contra 104 milhões no primeiro trimestre deste ano.

NOVAS UNIDADES


Também nesta quarta-feira, a Rossi anunciou a criação de duas novas unidades de negócio com o objetivo de "gerar valor para a companhia", de acordo com os executivos.

A Rossi Commercial Properties (RCP) será voltada à incorporação de shoppings regionais, de vizinhança e centros de conveniência no Brasil.

Com 17 projetos em análise em nove Estados e área bruta locável (ABL) total de 169 mil metros quadrados, a empresa terá acesso ao banco de terrenos da Rossi Residencial. A nova companhia também conta com linha de financiamento assegurada de 750 milhões de reais pré-aprovados.

Já a Rossi Urbanizadora será destinada ao desenvolvimento de loteamentos, com banco de terrenos próprio de 19,3 mil metros quadrados.

"Estamos buscando parceiros estratégicos e/ou financeiros para as duas iniciativas... os trabalhos estão bem avançados", disse Audi, que acumulará sua atual função com o comando da RCP. Para a Urbanizadora, a Rossi ainda está em busca de um executivo dentro da própria companhia.

PREJUÍZO INESPERADO


Os ajustes e reconhecimentos de custos realizados levaram a Rossi a fechar o segundo trimestre com prejuízo líquido de 9,1 milhões de reais, revertendo resultado positivo de 84,56 milhões de reais um ano antes.

A média de seis previsões obtidas pela Reuters junto a analistas apontava lucro de 61,1 milhões de reais para a companhia no período.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) somou 90 milhões de reais, queda de 38 por cento na comparação anual. A margem caiu de 19 para 13 por cento.

Os resultados apresentados são preliminares, pois ainda estão em processo de auditoria, visto que a empresa mudou os auditores.

A Rossi --que havia revisado em maio a meta de lançamentos do ano para 16 mil a 18 mil unidades-- encerrou o primeiro semestre com lançamentos de 1,1 bilhão de reais (sem considerar parceiros), atingindo 42 por cento do ponto mínimo da estimativa de lançar entre 2,5 bilhões e 3,2 bilhões de reais em 2012.

Enquanto isso, as vendas contratadas entre abril e junho somaram 890 milhões de reais, recuo de 21 por cento ano a ano. Deste total, 74 por cento correspondeu a venda de estoques.

Com isso, a receita operacional líquida caiu 6,4 por cento sobre o segundo trimestre de 2011, para 703,9 milhões de reais.
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Banco do Brasil quer ser vice-líder em crédito imobiliário

Exame -  

Banco hoje ocupa a quinta posição nesse mercado, atrás da Caixa, Itaú, Bradesco e Santander


Agência do BB: banco planeja um salto no ranking do crédito imobiliário

São Paulo - A carteira de crédito imobiliário do Banco do Brasil cresceu mais de 90% nos últimos 12 meses, atingindo a cifra de quase 10 bilhões de reais. O montante coloca o BB como quinto no ranking dos maiores bancos provedores desse tipo de financiamento, atrás, da Caixa, Bradesco, Itaú e Santander, mas se depender das ações e do ritmo de crescimento dessa carteira, o banco espera em breve ocupar a segunda posição no pódio.

“Aprendemos a trabalhar com esse segmento de crédito e estamos crescendo em velocidade mais acelerada que os concorrentes. Tirando a Caixa, que é líder desse tipo de financiamento, temos condições para alcançarmos a segunda maior carteira de crédito imobiliário do país e isso não vai demorar muito para acontecer”, afirmou Alexandre Corrêa Abreu, vice-presidente de negócios de varejo do BB, em coletiva com a imprensa, nesta terça-feira.

O Itaú hoje ocupa a posição que o Banco do Brasil almeja e tem uma carteira de crédito imobiliário de aproximadamente 22 bilhões de reais, nos últimos 12 meses, o banco, no entanto, cresceu 36%. O Bradesco tem uma carteira de cerca de 20 bilhões de reais e o Santander de 17 bilhões de reais.

No trimestre, 7.464 financiamentos de crédito imobiliário foram liberados pelo banco. O número é o maior desde 2008, quando o BB começou sua carteira nesse setor. “Temos uma base de 56 milhões de clientes que será o combustível para atingirmos nossas metas”, disse Abreu.

Crescimento sustentável


A carteira de crédito total do Banco do Brasil atingiu a cifra de mais de meio trilhão de reais no fim de junho deste ano, crescimento de 20,3% nos últimos 12 meses. O banco encerrou o primeiro semestre deste ano como líder desse mercado, com quase 20% de market share.

Segundo Ademir Bendini, presidente do Banco do Brasil, o crescimento da carteira vem ocorrendo de forma sustentável. “Estamos oferendo produtos que oferecem menores riscos. A nossa taxa de inadimplência é menor do que a apresentada pelo mercado e a tendência é de queda para os próximos meses”, afirmou o executivo.

No final o primeiro semestre, os índices de inadimplência do BB ficaram em 2,1% da carteira de crédito, já o Sistema Financeiro Nacional (SFN) registrou inadimplência de 3,8% no mesmo período. De acordo com o banco, as operações de baixos riscos representaram mais de 90% de toda a carteira de crédito do banco.

No semestre, o BB lucrou 5,5 bilhões de reais. No segundo trimestre, os ganhos do banco totalizaram 3 bilhões de reais, queda de quase 10% na comparação com o mesmo período do ano passado.
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Após prejuízo, PDG não prevê novos ajustes de custos

Reuters -


 
SÃO PAULO, 14 AGO - Após sofrer prejuízo líquido de 450,1 milhões de reais no segundo trimestre, a PDG Realty espera não ter de lidar com novas revisões orçamentárias nos próximos trimestres, embora não descarte eventuais surpresas.

O resultado negativo apurado de abril a junho foi decorrente principalmente de um acréscimo de 478 milhões de reais em custos, sendo a maior parte proveniente de obras de terceiros e parceiros. Se excluídos tais ajustes, a empresa teria lucro líquido de 4,9 milhões de reais no período.

"Tentamos ser bastante cuidadosos revisando uma proporção relevante dos nossos projetos, com dados mais atualizados", afirmou o presidente-executivo da PDG, Zeca Grabowsky, em teleconferência nesta terça-feira.

"Esse número vai valer por muito tempo, mas infelizmente se houver surpresas faremos eventuais ajustes trimestre a trimestre... mas não é expectativa ter faltado algum ajuste", acrescentou.

O executivo se referiu à revisão detalhada realizada em todos canteiros de obras da companhia, após identificar uma série de problemas nos últimos trimestres.

Além de problemas no caso de obras terceirizadas, Grabowsky apontou atrasos causados por problemas com documentações e com algumas prefeituras, dificultando a obtenção do "Habite-se", documento que autoriza o início da utilização de um imóvel.

Em meio a essa demora, a PDG revisou a expectativa de obter 38 mil "Habite-se" neste ano para o intervalo entre 34 mil e 35 mil, o que levou a uma redução da previsão de entregas de imóveis em 2012.

Assim, a companhia espera entregar de 28 a 30 mil unidades no fechado deste ano, reposicionando as restantes para 2013.

Diante da nova previsão, a PDG terá de contabilizar entre 9 mil e 10 mil entregas a cada trimestre até o fim de 2012. Na primeira metade do ano, foram entregues cerca de 10 mil imóveis.

"Essa é a expectativa mais realista a partir de hoje", afirmou Grabowsky. "Para 2013 voltaremos ao patamar de 32 mil a 35 mil (entregas)".

REORGANIZAÇÃO DE OPERAÇÕES


Buscando reduzir os impactos dos problemas já identificados daqui para frente, a PDG reorganizou suas operações e, segundo Grabowsky, já começou a ver indícios de melhora no início do atual trimestre.

"Maio foi ruim, julho foi um mês mais fraco por ser período de férias, mas agosto já está sendo melhor", disse ele.

A companhia aumentou sua participação em obras próprias e, na primeira metade do ano, já controlava 92 por cento do total, com o objetivo de identificar possíveis desvios de orçamento com antecedência.

A PDG também diminuiu o número unidades a serem lançadas e aumentou a concentração na região Sudeste.

No início de julho, a empresa reduziu pela segunda vez a previsão de lançamentos para este ano, para o intervalo de 4 bilhões a 5 bilhões de reais, contra projeção anterior de 8 bilhões a 9 bilhões de reais.

Em abril, a companhia já havia cortado a estimativa inicial de 9 bilhões a 11 bilhões de reais de lançamentos em 2012.

Até junho, a PDG cumpriu 34 por cento do ponto médio da previsão anual, restando um saldo de 2 bilhões a 2,5 bilhões de reais para o segundo semestre.

Grabowsky, entretanto, não fez previsões para o próximo ano, quando terá um grande volume de unidades a serem entregues. "Ainda não temos expectativa exata de lançamentos para 2013", disse.
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segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Ricardo Amorim: O Medo da Bolha Imobiliária

Revista IstoÉ - 

Por: Ricardo Amorim



O mercado imobiliário gera paixões. Para muitos, a compra de um imóvel é a decisão financeira mais importante da vida. Para investidores, é um potencial de lucros às vezes fantásticos. Para o país, um poderoso motor de crescimento e geração de empregos.

Desde 2008, venho refutando alegações de que o Brasil tem uma bolha imobiliária prestes a estourar. De lá para cá, os preços dos imóveis dobraram, triplicaram ou subiram ainda mais.

Impressionado com o ritmo da atividade imobiliária e com a forte elevação dos preços, resolvi atualizar meus estudos sobre o assunto para checar minhas conclusões.

Analisei as bolhas imobiliárias de todos os países para os quais consegui dados desde 1900. Ignorei apenas bolhas imobiliárias regionais como, por exemplo, a causada pela busca do ouro no oeste americano.

Algumas conclusões saltam aos olhos. Primeiro, bolhas imobiliárias costumam envolver forte atividade de construção. Para tornar os dados de construção comparáveis entre diferentes países e períodos, analisei o consumo anual de cimento, per capita, em cada país no ano em que a bolha estourou. Não encontrei nenhum estouro de bolha com consumo anual de cimento inferior a 400 Kg per capita. Na Espanha, passou de 1.200 Kg e há casos, como na China atual, de consumo ainda superior, 1.600 Kg, sem estouro de bolha. No Brasil, minha estimativa é de que hoje estamos em 349 Kg.

Segundo, uma bolha imobiliária sempre se caracteriza por preços muito elevados em relação à capacidade de pagamento das pessoas. Considerando-se quantos anos de salários são necessários para comprar um imóvel de preço médio nas principais cidades do mundo, nenhuma cidade brasileira está hoje entre as 20 mais caras. Por outro lado, Brasília, Rio de Janeiro, Salvador e Balneário Camboriú estão entre as 100 mais caras. Entretanto, mesmo por esse parâmetro, Brasília, a mais cara do país, ainda é duas vezes e meia mais barata do que Rabat, no Marrocos, a mais cara do mundo.

O ar que infla qualquer bolha de investimento, imobiliária ou não, é sempre uma abundante oferta de crédito. Ela possibilita que investidores comprem algo que não poderiam apenas com suas rendas. Todas as bolhas imobiliárias que encontrei estouraram quando o total do crédito imobiliário superava 50% do PIB e, em alguns casos, passava de 130% do PIB. Nos EUA, em 2006, um ano antes dos preços começarem a cair, era de 79% do PIB. No Brasil, apesar de todo crescimento dos últimos anos, este número é hoje de 5% do PIB.

Aliás, é sempre uma súbita ruptura na oferta de crédito, normalmente associada a uma forte elevação do custo deste crédito, que faz com que bolhas estourem. No Brasil está acontecendo exatamente o contrário. O crédito imobiliário está em expansão e o seu custo em queda.
Por tudo que pesquisei, concluo que é bastante improvável que haja um estouro de bolha imobiliária no Brasil, pelo menos em breve. Se você vem adiando o sonho da casa própria por este medo, relaxe.

Então os preços dos imóveis continuarão subindo no ritmo dos últimos anos? Dificilmente. Os preços atuais já estão mais elevados; em casos específicos, até altos para padrões internacionais.

O mais provável, são altas mais modestas, às vezes bem mais modestas. Em alguns casos, até pequenos ajustes de preços para baixo são possíveis e salutares. São exatamente eles que garantiriam que bolhas não estourem em um futuro mais distante.
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quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Índice que reajusta aluguéis aumenta para 1,21% na primeira prévia do mês

Agência Brasil - 

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), usado para reajustar aluguéis, aumentou 1,21% na primeira prévia de agosto, ante 0,95% do mesmo período de julho, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (8/8) pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

Um dos componentes do IGP-M, o Índice Preços ao Produtor Amplo (IPA), que contribui com 60% da taxa global, variou 1,73% ante 1,25% no mesmo período do mês passado. Os dois outros componentes, os índices de Preços ao Consumidor (IPC) e Nacional de Custo da Construção (INCC), sofreram redução no período. O IPC, responsável por 30% do IGP-M, variou 0,08%, enquanto no mesmo período do mês anterior havia sido 0,19%. O INCC, que reponde por 10% da taxa global, ficou em 0,39%, ante 0,79% da primeira prévia de julho.
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terça-feira, 7 de agosto de 2012

Construtora: Even tem queda de 26,3% no lucro líquido do 2º trimestre

Reuters - 

Balanço da empresa teve ganho de R$ 39,7 milhões no período


Lançamento de empreendimento da Even Construtora


Rio de Janeiro - A construtora e incorporadora Even teve lucro líquido de 39,7 milhões de reais no segundo trimestre, queda de 26,3 por cento ante o resultado positivo de um ano antes, informou a companhia nesta terça-feira.

A geração de caixa medida pelo lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) somou 85,98 milhões de reais, 13 por cento a mais que no segundo trimestre do ano passado.

A companhia entregou 13 projetos no primeiro semestre, em um total de 1,1 bilhão de reais em valor geral de vendas (VGV), considerando o preço de venda na época do lançamento, na parte Even. Esse resultado responde a 62 por cento da expectativa para o ano.

No segundo trimestre, a parcela Even teve lançamentos de 184,3 milhões de reais, vendas de 321,6 milhões de reais e compras de terreno no valor de 213 milhões de reais em VGV.
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Com juros e poupança em queda, fundos de imóveis ganham atratividade

Dia -

 
Com a taxa básica de juros (Selic) em queda, já a 8% ao ano, a poupança com novas regras, que atrelam sua remuneração à Selic, e a bolsa de valores ainda sentindo efeitos da crise econômica, um tipo de investimento está mais atraente: os Fundos de Investimento Imobiliário (FII). Levantamento do siteFundo Imobiliário mostra que, atualmente, este tipo de investimento tem rendido líquido, em média, 0,65% ao mês.

Os FIIs são parecidos com "condomínios fechados", no qual um grupo de pessoas adquire, em conjunto, imóveis comerciais, residenciais, rurais ou urbanos, construídos ou em construção, que serão geridos pelo fundo. De acordo com a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), nos FII o investidor compra cotas, um "pedaço" do empreendimento, e se torna sócio de um shopping, de um prédio ou de outro grande empreendimento.

Segundo a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), essa forma de investimento, que surgiu em 1993, veio viabilizar o acesso de pequenos e médios investidores aos imóveis, por não precisarem investir um alto capital para se vincularem a estes empreendimentos. Isso ocorre porque os fundos juntam os recursos de vários pequenos investidores em um ou mais empreendimentos imobiliários, que compõem sua carteira. Uma vez proprietário da cota, o investidor pode lucrar com os rendimentos (constituídos basicamente do aluguel pago pelos inquilinos) ou vendê-la para terceiros, ganhando com a valorização de forma semelhante a uma ação.

Conforme o consultor de investimentos Sergio Belezza, quanto mais baixa a taxa básica de juros, mais interessante fica a remuneração nos fundos, pois outros investimentos ficam menos atrativos enquanto os FIIs estão atrelados ao valor do mercado dos empreendimentos e do mercado de imóveis. "Estamos experimentando um momento muito bom, com alta rentabilidade, de 0,65% ao mês, e com a diminuição do rendimento da poupança, os investidores começaram a olhar para esses títulos. Da mesma forma que a poupança, não há cobrança de imposto de renda, o que é um diferencial", conta. Os shoppings, como o Pátio Higienópolis, são garantia de bons lucros. "A valorização é grande e as lojas estão sempre locadas', conta.

Vantagens x riscos

A CVM destaca que, dentre as vantagens dos FIIs estão a formação de uma carteira composta de empreendimentos que não estariam ao alcance de investidores individuais, especialmente os pequenos (que aplicam valores a partir de R$ 1 mil). Para a comissão, esse tipo de investimento permite "ganhos de escala" uma vez é possível obter condições semelhantes às oferecidas aos grandes investidores já que a soma de recursos proporciona ao fundo maior poder de negociação.

Além disso, os custos da administração dos investimentos acabam diluídos entre todos os cotistas e fica possível fazer um investimento em imóveis sem que o investidor se preocupe pessoalmente com certidões, escrituras, recolhimento do Imposto sobre a transmissão de bens imóveis (ITBI).

Quem investe nos FIIs, porém, deve estar atento aos riscos, já que o mercado imobiliário não deve ter a mesma valorização dos últimos anos. Conforme a CVM, uma retração do crescimento econômico pode ocasionar redução na ocupação, que pode reduzir a receita de um fundo por causa dos imóveis vazios ou queda nos valores dos aluguéis.

"Esse investimento foi muito favorecido com a queda das taxas de juros, pois a rentabilidade foi maior que outros investimentos, já que não é esperada uma redução no preço dos imóveis no curto prazo", diz o professor de economia da Business School São Paulo (BSP) Fernando Fleury.

Para Fleury, embora os fundos tenham um risco menor do que ações, ainda são menos seguros do que outros investimentos como poupança e títulos do Tesouro. "O cotista tem que saber que a rentabilidade naquele ambiente de super valorização já não existe mais, mas o mercado de aluguel ainda se mantém aquecido, e parte dos rendimentos vem desse mercado". "O interessante é viver da renda que esses imóveis proporcionam com a locação, então o desaquecimento do mercado não nos preocupa, o mercado de imóveis estável também é muito interessante", completa Belezza Filho.

Como fazer

Quem quiser adquirir cotas precisa ter conta em uma corretora. Atualmente, há 78 fundos comercializados na Bovespa. O cotista tem que pagar uma taxa de administração, que varia de acordo com a corretora, mas em geral vai de 0,6% a 6% ao ano sobre o total investido.

De acordo com o Fundo Imobiliário, o capital de cada fundo pode ser comercializado na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) ou na Sociedade Operadora de Mercado Aberto (Soma), que funciona dentro da bolsa paulista.

A compra de cotas pode ocorrer em dois momentos. Durante o lançamento do empreendimento, no chamado mercado primário, onde cada fundo estipula o número de cotas mínimas que o investidor deve comprar, ou no mercado secundário, no qual o investidor compra a cota de outra pessoa física ou jurídica. Nesse caso, não há um número mínimo de cotas que devem ser adquiridas.

Regras

Conforme a legislação sobre o assunto, cada fundo deverá distribuir a seus cotistas, no mínimo, 95% dos lucros. O restante funciona como fluxo de caixa, valor que fica "guardado" para manter a atividade do fundo. Segundo a Bovespa, há uma remuneração repassada aos cotistas mensalmente.

O consultor Sérgio Belleza Filho diz que pessoas físicas são isentas da cobrança de Imposto de Renda (IR) sobre os rendimentos e ganhos de capital, enquanto pessoas jurídicas que optam por esse tipo de investimento têm que pagar alíquota de 20%. Caso um investidor queira vender quotas em bolsa por um valor maior que o comprado, também deverá pagar 20% de IR sobre o lucro.
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Materias de construção devem ficar 8% mais caros em 60 dias

Infomoney -  

Anamaco afirma que cerca de 50 mil produtos usados na construção civil devem sofrer reajuste



SÃO PAULO - Os materiais de construção devem ficar até 8% mais caros em 60 dias, informa a Anamaco (Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção).

Segundo a Associação, cerca de 50 mil produtos usados na construção civil devem sofrer o reajuste. A alta será reflexo do aumento do ICMS implementado no Estado de São Paulo.

De acordo com o presidente da Anamaco, Cláudio Elias Conz, o novo imposto deverá impactar em todo o País, já que o estado de São Paulo mantém convênios com a maioria dos demais estados brasileiros.

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Custo com mão de obra na construção civil subiu 0,82% em julho, aponta FGV

Folha.com - 

 
O IGP-DI (Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna) subiu 1,52% em julho ante o mesmo mês no ano anterior, segundo a FGV (Fundação Getulio Vargas). A taxa acumulada no ano é de 5,16% e, em 12 meses, a variação é de 7,31%.

O IGP-DI é um indicador nacional de preços e o indexador das dívidas dos Estados com a União. Para o cálculo do índice, são analisados os setores de construção civil, indústria, agricultura, comércio varejista e serviços.

Responsável por 10% do IGP-DI, o INCC ( Índice Nacional de Custo da Construção) registrou variação de 0,67% do dia 1º ao dia 31 de julho ante o mesmo período em 2011. O custo com mão de obra no setor variou 0,82% em julho e acumula alta de 10,12% nos últimos 12 meses.

O IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo), que equivale a 60% do IGP-DI e representa os preços no atacado, teve alta de 2,13% em julho. Já o IPC (Índice de Preços ao Consumidor), que equivale a 30% do IGP-DI, subiu 0,22% no mês.
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quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Custo da construção em SP apresenta alta de 0,48% em julho

Folha.com -

 
O CUB (Custo Unitário Básico), índice que mede a variação dos custos do setor de construção residencial pelas construtoras, teve crescimento de 6,99% em julho ante o mesmo mês em 2011 no Estado de São Paulo.

O índice é calculado pelo SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo) e pela FGV (Fundação Getulio Vargas).

Na comparação mensal, houve acréscimo de 0,48% em julho em relação a junho. Os gastos com materiais de construção subiram 0,43% no período. No caso dos custos com mão de obra, a alta foi de 0,55%.

No ano, o CUB registra alta de 6,62%, com elevação de 9,67% nos custos com mão de obra, de 2,66% nos com materiais e de 7,68% nos administrativos.
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quarta-feira, 1 de agosto de 2012

FMI alerta para expansão de crédito e risco de bolha imobiliária no Brasil

O Estado de S.Paulo - 

Relatório, liberado pelo governo brasileiro pela primeira vez, aponta também preocupação com volatilidade do mercado de capital


 
O Brasil pode ser "vítima do próprio sucesso". O alerta do Fundo Monetário Internacional (FMI) refere-se aos riscos da expansão acelerada do crédito e também da redução da taxa básica de juros, a Selic, sem o necessário alongamento dos prazos de crédito. Bolhas em preços no setor imobiliário e o endividamento das famílias são dois dos riscos mais evidentes.

No documento "Avaliação da Estabilidade do Sistema Financeiro", divulgado ontem, o FMI chama a atenção também para os riscos externos ao setor provocados pela volatilidade do mercado de capitais e pelos preços das commodities.

"Há risco de o sistema financeiro tornar-se vítima do próprio sucesso no País", disse Dimitri Demekas, diretor-assistente do Departamento de Mercados Monetários e de Capitais do Fundo, ao Boletim Digital do FMI. "A expansão acelerada do crédito nos últimos anos apoiou o crescimento da economia interna e o aumento da inclusão financeira. Mas essa expansão também poderia gerar vulnerabilidades."

Essa foi a primeira vez que o governo brasileiro autorizou a divulgação do documento pelo FMI. A avaliação é feita desde 1999, a cada cinco anos, em 25 países. Desde 2002, quando houve a primeira avaliação do Brasil, o FMI constatou "crescimento, diversificação e sofisticação do sistema", que se mostrou capaz de atravessar "excepcionalmente bem" a crise de 2008.

O ambiente atual, porém, é de desafios, alerta o Fundo. A expansão do crédito nos últimos anos é um deles, mesmo sendo o total de empréstimos em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) ainda baixo. Essa situação não representa risco para os grandes bancos, mas gera vulnerabilidade para os pequenos.

O Fundo reforça sua mensagem em favor da redução da Selic. Porém, chama a atenção das autoridades brasileiras para o fato de essa queda gradual romper o atual equilíbrio no sistema financeiro brasileiro de juros altos e crédito de curto prazo. Será preciso, portanto, extremo cuidado para acomodar a economia e o setor financeiro em novo equilíbrio, mais saudável, de juros baixos e crédito de longo prazo.

Sem esse cuidado, vários riscos podem emergir. Se mexer só na Selic, o Banco Central pode estimular a alta da inflação, criar instabilidade macroeconômica e favorecer a formação de bolhas de preços de ativos, especialmente de imóveis. Se apenas estimular o alongamento do prazo do crédito, pode ampliar demais o passivo financeiro.

Nessa tarefa, será requerida a mudança de foco do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Há duas semanas, em sua avaliação da economia brasileira, o FMI já havia feito a mesma recomendação para o BNDES concentrar-se mais no crédito de longo prazo - em especial a empresas sem capacidade de captar recursos no setor privado - e no financiamento de projetos de infraestrutura. O BNDES, salientou o Fundo, precisa deixar de lado os empréstimos de baixo risco - como os concedidos à Petrobrás - e tornar-se mais competitivo.

Em outro documento, sobre a observância das regras da Basileia pelo sistema bancário, o FMI insistiu na necessidade de o governo aprovar legislação para garantir, formalmente, a autonomia do BC. A questão, informa o documento, "continua em aberto". O País pôs em prática as regras de Basileia 2 e está em consultas para a aplicação gradual das de Basileia 3. Mas será preciso, reforçou o FMI, também reformar a governança do Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

De forma geral, o FMI considerou o sistema financeiro brasileiro "amplo, concentrado e altamente conectado, no âmbito doméstico". O sistema é formado por 1.475 instituições de depósito cujos ativos, somados, superam 100% do PIB do País. A capitalização é superior ao mínimo recomendado. Os cinco maiores bancos respondem por dois terços dos ativos. A presença de instituições estrangeiras ainda é menor que em outros países latino-americanos. Esses bancos controlam menos de 20% do total de ativos do setor do País.
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segunda-feira, 30 de julho de 2012

Casa dos sonhos perdeu mais da metade do valor

O Estado de S.Paulo -
 
No auge da especulação imobiliária, em 2006, a corretora Jennifer Nelson-Burgher comprou a casa de seus sonhos - o imóvel em estilo vitoriano de 280 metros quadrados em um bairro histórico de Stockton onde vivera desde os dois anos até seu casamento. As condições da hipoteca da casa, avaliada na época em US$ 400 mil, previam uma entrada de US$ 80 mil e mensalidades de US$ 16 mil por 30 anos. Com as comissões infladas pela intensa procura e pelos preços altos dos imóveis na cidade, a corretora pôde bancar a fatura mensal até o início de 2011. A ordem de despejo emitida pelo Bank of America chegou em suas mãos em agosto daquele ano.

A casa passara, então, a valer US$ 157 mil, mesmo com as melhorias feitas pela família. "Foi horrível porque eu era emocionalmente ligada à casa, onde cresci e me casei, e porque a minha reputação como corretora de imóveis estava arruinada", relatou Jennifer, emocionada. "Meu casamento quase acabou por causa do despejo e meus três filhos ficaram deprimidos com o processo."

Uma casa confortável, mas sem o charme e o apego da antiga residência, foi alugada por US$ 1.000 ao mês à família, graças à generosidade de amigos. Jennifer acreditava ter virado essa página de sua vida, quando recebeu, em maio, uma notícia "fantasmagórica". O banco estava devolvendo a casa vitoriana e cobrando US$ 320 mil supostamente devidos. O imóvel, fechado havia quase um ano, fora vandalizado e hoje vale bem menos de US$ 152 mil.

"Eu não tenho dinheiro para consertar a casa nem para pagar essa dívida, muito maior do que a que deixei em agosto de 2011. Não sei quais serão as consequências dessa decisão do banco nos meus impostos e no meu crédito", afirmou Jennifer, enquanto preenchia os formulários requeridos pelo banco para resolver o caso.

Jennifer foi apenas uma das vítimas do boom imobiliário estimulado pelo governo americano nos 2000, mesmo sendo conhecedora do mercado de Stockton e dos trâmites de compra e venda de casas. Ela trabalha no escritório Lela Nelson Realty, o mais conceituado da cidade e de propriedade de sua mãe, de quem a casa vitoriana fora comprada. Em 2006, porém, Jennifer não previa o colapso dos setores imobiliário e de construção dois anos depois, assim como María Carranza e todos os milhões de despejados.

Subprime clássico. A mexicana María chegou em 2001 nos Estados Unidos legalmente, vinda da Cidade do México, com a filha Michelle. Casou-se três anos depois com o jardineiro Cézar Carranza, com quem teve Júlio Cézar, e ambos decidiram fazer como os quatro irmãos de María estabelecidos em Stockton - comprar uma boa casa.

O imóvel escolhido tinha três quartos e três banheiros. Valia US$ 225 mil quando foi adquirido em 2004. O casal, com renda mensal de apenas US$ 2.500, não deu entrada e teria de desembolsar US$ 800 ao mês durante 35 anos para quitar a hipoteca. Era um clássico caso de subprime.

"Era possível pagar", afirmou, para justificar não ter dado um passo demasiado ambicioso ao comprar a casa. "A gasolina custava barato e, nessa época, conseguíamos sair duas vezes por semana para jantar fora e ainda economizar no fim do mês."

Em uma das renegociações, para reduzir o prazo para 30 anos, María foi induzida a aceitar uma taxa de juros variável por um agente financeiro. Quando se deu conta, sua dívida passara a US$ 350 mil, e as mensalidades, para US$ 2.200. O valor da casa, porém, havia despencado para US$ 115 mil.

A partir de 2008, a jornada de trabalho de Cézar foi reduzida, junto com o seu salário. María passou a fazer bicos em um salão de beleza. As contas domésticas não mais fechavam.

Em novembro de 2009, ela preparou o almoço de Ação de Graças para a família e, em seguida, mudou-se para um apartamento de dois quartos e um banheiro, alugado por US$ 775 ao mês. "Pensamos que iríamos passar a vida toda naquela casa. Meu marido ficou deprimido e eu, ainda mais", disse ela. "Nós estamos ficando velhos e percebemos que não temos nada."

María não foi a única em sua família a cair na armadilha imobiliária dos anos 2000.

Seus quatro irmãos compraram imóveis avaliados na época em mais de US$ 400 mil, apesar da renda considerada baixa. Três foram despejados. Apenas Gina Anaya conseguiu driblar o banco. Como a hipoteca estava apenas no nome de Gina, seu marido, José Luiz, comprou casa logo depois de ter saído a ordem de despejo. O preço já havia despencado de US$ 400 mil para US$ 150 mil.

"Todos os irmãos contribuíram para o José Luiz dar a parcela de 30% exigida pelo banco. Esse é o único final feliz na família", contou María.
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Índice que reajusta aluguel dobra no mês de julho, diz FGV

Folha.com -

O índice de preços mensurado pelo IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado), usado como referência na maioria dos contratos de aluguel, mais do que dobrou ao passar de 0,66% em junho para 1,34% em julho. As informações foram divulgadas nesta segunda-feira (30) pela FGV (Fundação Getulio Vargas).

No ano, o indicador acumula alta de 4,57%, enquanto nos últimos 12 meses a variação é de 6,67%.

A desaceleração foi fortemente influenciada pela taxa do IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo, que representa 60% do IGP-M) e variou 1,81%% em julho, ante alta de 0,74% verificada em junho.

No IPA a pressão veio principalmente do subgrupo combustíveis, cuja taxa de variação passou de -0,28% para 5,14%, na produção de bens finais. Esse mesmo subgrupo registrou impacto na produção de bens intermediários -passando de 0,38% para 3,65% em julho.

O preço da matérias-primas brutas variou 3,31%, em julho. Em junho, o índice registrou variação de 0,76%. Os principais responsáveis pela aceleração do grupo foram os itens: soja em grão (que passou de 4,30% para 14,89%), milho em grão (-3,95% para 6,74%) e café em grão (-2% para 2,36%).

Já o IPC (Índice de Preços ao Consumidor), que representa 30% do IGP-M, variou 0,25% no período, ante alta de 0,17% no mês anterior.

O IPC foi pressionado pela variação do grupo alimentação (0,61% para 1,06%). Nesta classe de despesa, vale citar o comportamento do item hortaliças e legumes, cuja taxa de variação passou de 7,53% para 15,39%.

Respondendo por 10% do IGP-M, o INCC (Índice Nacional de Custo da Construção) desacelerou para 0,85% em julho, ante variação de 1,31% em junho.

O IGP-M de junho foi calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 de maio e 20 deste mês.
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sexta-feira, 27 de julho de 2012

Mercado se anima com anúncio de redução de juros em materiais de construção

Correio Braziliense - 
 
Após um início de ano com crescimento modesto, as empresas de material para construção esperam elevar o faturamento nos próximos seis meses. De janeiro a maio, os negócios do setor tiveram alta de 1,1%, enquanto a média nacional chegou a 11,1%, segundo o Sindicato do Comércio Varejista de Material de Construção do DF (Sindmac). Representantes da categoria avaliam que a redução nos juros cobrados pela Caixa Econômica Federal na linha Construcard deve contribuir para melhorar as vendas. A taxa mínima passou de 1,96% ao mês para 1,40%, e a máxima, que era de 2,35%, caiu para 1,85%.

Para o presidente do Sindmac, Cecin Sarkis, essa decisão do banco público é um incentivo que trará benefícios para os lojistas, pois o Construcard é uma ferramenta de compras utilizada pelos clientes com frequência. Além da diminuição nos juros, Sarkis também ressalta que o alongamento dos prazos para pagamento, que passaram de 60 para 96 meses, contribuirá para que mais negócios se concretizem.
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