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terça-feira, 7 de agosto de 2012

Custo com mão de obra na construção civil subiu 0,82% em julho, aponta FGV

Folha.com - 

 
O IGP-DI (Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna) subiu 1,52% em julho ante o mesmo mês no ano anterior, segundo a FGV (Fundação Getulio Vargas). A taxa acumulada no ano é de 5,16% e, em 12 meses, a variação é de 7,31%.

O IGP-DI é um indicador nacional de preços e o indexador das dívidas dos Estados com a União. Para o cálculo do índice, são analisados os setores de construção civil, indústria, agricultura, comércio varejista e serviços.

Responsável por 10% do IGP-DI, o INCC ( Índice Nacional de Custo da Construção) registrou variação de 0,67% do dia 1º ao dia 31 de julho ante o mesmo período em 2011. O custo com mão de obra no setor variou 0,82% em julho e acumula alta de 10,12% nos últimos 12 meses.

O IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo), que equivale a 60% do IGP-DI e representa os preços no atacado, teve alta de 2,13% em julho. Já o IPC (Índice de Preços ao Consumidor), que equivale a 30% do IGP-DI, subiu 0,22% no mês.
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quinta-feira, 26 de julho de 2012

Construção civil foi setor que mais abriu postos de trabalho em junho de 2012

Pense Imóveis - 

Pesquisa divulgada pelo Dieese mostra crescimento de 5,1% do nível de ocupação

 
O setor de construção foi o que mais criou postos de trabalho no mês de junho de 2012, apontou a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), divulgada nessa quarta-feira, dia 25 de junho, pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socieconômicos (Dieese) e pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade).

A pesquisa, que reúne dados de sete regiões metropolitanas, mostra um crescimento de 5,1% do nível de ocupação no setor, na comparação com maio. Os demais setores ficaram relativamente estáveis. “Em junho, a dinâmica ocupacional está sendo dada pelos setores da construção civil e comércio e reparação de veículos. Foram esses setores que deram sustentação ao mercado de trabalho, em junho”, explicou a técnica do Dieese Ana Maria Belavenuto.

Em menor proporção que o setor de construção, que abriu 78 mil vagas, no comércio, foram 15 mil postos de trabalho a mais, representando um aumento de 0,4% na comparação com maio. Pelo terceiro mês consecutivo, o índice de desemprego total ficou relativamente estável em junho. Segundo a PED, a taxa passou de 10,6%, em maio, para 10,7% da população economicamente ativa (PEA), em junho.

A pesquisa mostra, ainda, que a PEA cresceu 0,5% de maio a junho, representando 109 mil pessoas a mais no mercado de trabalho. Desse total, 86 mil conseguiram uma colocação. “O nível de ocupação não foi suficiente para absorver todos, mas o número de pessoas que conseguiu um emprego é bem maior do que os que foram para o contingente de desempregados”, analisou Alexandre Loloian, coordenador de Análise da pesquisa e economista do Seade.

Para Loloian, esse quadro de estabilidade é positivo diante da conjuntura econômica mundial. “Embora o nível de atividade não esteja crescendo no Brasil, o nível de emprego tem se mantido. As taxas refletem os ganhos da economia de anos anteriores. Isso não deixa de ser positivo, tendo em vista que grandes economias do mundo estão passando por dificuldades”, avaliou.

Já Ana Maria Belavenuto destacou que a trajetória do nível de emprego e desemprego observado na pesquisa é semelhante à de 2011. “É difícil prever exatamente quando a taxa de desemprego vai cair este ano, mas podemos fazer algumas inferências. Se as previsões de recuperação da economia no segundo semestre se confirmarem, devemos ter o mesmo comportamento do ano passado [quando a taxa de desemprego começou a cair em setembro]”, declarou.

Nas regiões metropolitanas analisadas, a taxa de desemprego total teve redução apenas no Recife (de 11,7%, em maio, para 10,9%, em junho). O índice ficou relativamente estável em Belo Horizonte (de 5% para 4,8%), no Distrito Federal (de 13% para 12,9%), em Fortaleza (de 9,9% para 9,7%) e em Porto Alegre (de 7,3% para 7,2%). Salvador (de 17,6% para 17,9%) e São Paulo (de 10,9% para 11,2%), por sua vez, tiveram variação para cima, com leve alta no nível de desemprego.

Assim como o Dieese e a Fundação Seade, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga levantamento mensal sobre o desemprego no país. No entanto, as taxas apresentadas nas duas pesquisas costumam ser diferentes, devido aos conceitos e metodologia usados.

Entre as diferenças está o conjunto de regiões pesquisadas. A PED, feita pelo Dieese e pela Fundação Seade, não engloba o levantamento dos desempregados da região metropolitana do Rio de Janeiro. Já na Pesquisa Mensal de Emprego (PME), do IBGE, não estão incluídas duas regiões que fazem parte do conjunto da PED: Fortaleza e o Distrito Federal.
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sexta-feira, 13 de julho de 2012

Diminui a contratação de mão de obra para construção civil em São Luís

TV Mirante - 

De acordo com especialista, a tendência é que situação melhore.

O ritmo de contratações de mão de obra diminuiu expressivamente para o setor de construção civil, em São Luís. No inicio do ano houve um crescimento de procura por pedreiros, mestres de obra e ajudantes, mas agora a situação mudou.

Segundo o Ministério do Trabalho, a construção civil, no mês de abril deste ano, no estado, apresentou uma queda de 0,64%. Foram 3.956 contratações e 4.357 demissões, um déficit de 400 empregados. “Essa diminuição é decorrência do enfraquecimento dos lançamentos. E a redução no número de lançamentos é consequência da queda da procura. A procura diminuiu porque os preços subiram e as pessoas não aumentaram a capacidade de suas rendas, então se a procura diminuiu, os lançamentos também diminuirão”, explicou José Carlos Ribeiro, empresário do setor.

A grande dificuldade que os operários demitidos enfrentam, agora, é receber o seguro desemprego no Ministério de Trabalho. No primeiro semestre deste ano, a procura pelo seguro, na Sede da Superintendência Regional do Trabalho, em São Luís, foi notável. O CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulga dados oficiais em todo o Brasil e no estado do Maranhão, o cadastro que é vinculado ao Ministério do Trabalho afirma que no mês de maio, na construção civil, o saldo foi positivo. Foram contratados 4.851 trabalhadores e demitidos 4.156.

De acordo com o superintendente regional do Trabalho, Alan Kardec, a tendência, agora no segundo semestre, é melhorar. “Já houve uma reação positiva, mais de 500 novas vagas de emprego na construção civil. A tendência até o final do ano e que a quantidade de emprego cresça muito mais”, concluiu ele.
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quarta-feira, 20 de junho de 2012

Escassez de mão de obra qualificada vai estagnar economia mundial em 20 anos, diz estudo


Época - 


Levantamento do Instituto Global McKinsey analisou 70 países e concluiu que a ausência de trabalhadores capacitados pode levar a uma guerra mundial por talentos

TRABALHO (Foto: sxc)
Nos últimos 30 anos, 1,7 bilhão de pessoas ingressaram no mercado de trabalho global – a maioria nos setores industrial e de serviços. Enquanto esses avanços contribuíram para a redução da miséria de milhões de famílias em países em desenvolvimento, nas nações ricas eles possibilitaram maiores investimentos em tecnologia e inovação – elementos responsáveis pelo aumento dos níveis de produtividade e redução dos custos de produção.
Hoje, somos 2,9 bilhões de trabalhadores. Até 2030, seremos 3,5 bilhões. Mas as estimativas não são otimistas. Não pela falta de empregos, mas pela carência de trabalhadores aptos a assumir esses cargos. É o que diz o estudo The world at work: Jobs, pay, and skills for 3.5 billion people (“O mundo do trabalho: empregos, salários e habilidades para 3,5 bilhões de pessoas”), divulgado nesta quinta-feira (14-06) pelo Instituto Global McKinsey. Ao analisar 70 países que, juntos, representam 96% do PIB e 87% da população mundiais, o estudo revelou que a falta de profissionais altamente qualificados, com Ensino Superior e especializações, provocará uma guerra mundial por talentos – serão 40 milhões de profissionais a menos do que o necessário. Países da África subsaariana e sul asiático não vão encontrar os 45 milhões de trabalhadores de qualificação média (o equivalente ao Ensino Médio completo) de que seu processo de industrialização precisa para continuar crescendo. Por outro lado, cerca de 95 milhões de indivíduos com baixa qualificação profissional (Ensino Fundamental) ficarão desempregados por não estarem a altura dos cargos disponíveis. “O desenvolvimento da economia mundial exigirá uma mão de obra mais qualificada porque a produção também se sofistica”, afirma William Eid Jr., economista da Faculdade Getúlio Vargas (FGV). Segundo ele, os investimentos em capital humano terão de ser cada vez mais intensificados. “Os funcionários devem estar preparados para se adaptar a novas tecnologias e se reinventar a todo momento”.

Confira as principais conclusões do estudo e o que pode ser feito para melhorar as estimativas.
Países desenvolvidos
Haverá falta de 18 milhões de trabalhadores altamente instruídos. A tendência é que as altas taxas de desemprego persistam. Jovens sem boa qualificação profissional não vão conseguir ingressar no mercado de trabalho e funcionários mais velhos não apresentarão as exigências para os novos cargos que surgirão. A crescente polarização entre os salários altos e baixos implicará em uma desaceleração nos níveis de qualidade de vida desses países, com aumento dos encargos do governo e tensões sociais.
Para evitar que as previsões se concretizem, as nações ricas devem dobrar o ingresso de alunos no Ensino Superior e aumentar as graduações em áreas como Ciências e Engenharia, além de facilitar a imigração de trabalhadores altamente qualificados de outras partes do mundo.

Países em desenvolvimento

Brasil: Com a redução da força de trabalho no país, que crescia 2,5% ao ano na década passada e passará a crescer menos de 1% ao ano nos próximos anos, e a falta de profissionais altamente qualificados, o Brasil corre o risco de sofrer uma grave estagnação nos níveis de produtividade. Atualmente, apenas 7% dos trabalhadores brasileiros têm diploma universitário. Outras economias menos avançadas que a brasileira possuem uma proporção de trabalhadores com Ensino Superior bem mais elevada. É o que acontece com países como Chile (24%), Rússia (23%), Cazaquistão (18%) e África do Sul (9%)).

China: Apesar dos avanços significativos que o país continuará apresentando em educação, deve haver uma falta de 23 milhões de trabalhadores altamente qualificados no país. Isso pode causar uma desaceleração no desenvolvimento de uma indústria de bens de valor agregado e no aumento dos níveis de produtividade. Cerca de 20 milhões de indivíduos pouco qualificados devem ficar desempregados. Por outro lado, haverá um relativo equilíbrio entre oferta e demanda por trabalhadores com Ensino Médio completo.

Índia: O estudo estima que haverá mais trabalhadores altamente qualificados do que os que o país poderá empregar. Isso porque os avanços em educação superior estão crescendo mais rápido do que os econômicos. Contudo, deve haver falta de trabalhadores de formação mediana, cerca de 13 milhões, que seriam empregados nos setores manufatureiros, de comércio e serviços. A escassez desses trabalhadores já acontece hoje e se reflete no rápido crescimento de pessoas com instrução relativamente alta trabalhando na construção civil e mineração. 
- Melhorar o ambiente de negócios, por meio de medidas como a redução da burocracia, dos custos e tempo para abrir e fechar empresa e de taxas de navegação. Pra se ter uma ideia, no Brasil uma empresa demora, em média, 119 dias para ser aberta. Na Malásia, o período costuma ser de apenas seis dias.O que o governo deve fazer?

-Investir em inovação para reduzir os custos de produção e elevar níveis de produtividade.

-Facilitar a execução de projetos envolvendo a construção civil que, além de modernizar o país, emprega pessoas com instrução profissional mais baixa. Na última década, 24% da população chinesa e indiana estava empregada no setor. O estudo estima que, se a Índia acelerar os investimentos em construção civil, 3,6 milhões de empregos serão gerados ao ano.

Como as empresas podem ajudar?
Investir diretamente em Educação
A demanda por mão de obra qualificada vai criar oportunidades para empresas que queiram atuar no setor. Atualmente, apenas 4,25% do PIB mundial é investido em educação. Empresas podem oferecer serviços em áreas não cobertas pelo Estado, como cursos de especialização.

Apostar nos funcionários mais velhos
Empresas podem se adaptar aos trabalhadores antigos para não perder sua experiência e conhecimento adquiridos durante os anos de serviço. No Japão, a Toyota possui um programa que recontrata cerca da metade dos funcionários aposentados, que passam a ter maior flexibilidade de horário e tarefas.

Investir na produtividade e capacitação dos funcionários
Cursos e atividades dentro das empresas aprimoram a capacidade intelectual dos funcionários e melhoram seu desempenho produtivo.
 NP
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quinta-feira, 24 de maio de 2012

Construção registra abertura de 46 mil novas vagas em abril

Infomoney -


operários da construção civilSÃO PAULO – O emprego na construção civil do País registrou alta de 1,41% em abril, frente a março deste ano. Para se ter uma ideia, o número de novas vagas com carteira assinada atingiu a marca de 46.447. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (24) pelo SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo) e faz parte de uma pesquisa realizada em parceria com a FGV Projetos.

De acordo com o presidente do SindusCon-SP, Sergio Watanabe, o resultado indica que a construção segue aquecida e confirma a previsão do setor, que espera um crescimento acima do PIB (Produto Interno Bruto) neste ano.

Somente nos primeiros quatro meses do ano, o setor empregou mais 169.719 trabalhadores (crescimento de 5,35%). No acumulado dos últimos 12 meses, foram contratados mais 255.602 pessoas (expansão de 8,28%).

Brasil
No final de abril, a região Sudeste concentrava 1.688.829 trabalhadores da construção civil no País, sendo seguida pelo Nordeste (715.658); Sul (470.904); Centro-Oeste (270.257) e a pela região Norte (198.282).

Contudo, quando avaliado o número de novas oportunidades, a região Sudeste foi a que mais se destacou: 27.739 trabalhadores foram admitidos, o que representa uma variação 1,67% no comparativo mensal. A região Norte, entretanto, foi a que mais demitiu, como é possível observar na tabela a seguir:
Região  Variação Mensal    Número de Vagas  
Norte-0,05%-94
Nordeste0,51%3.619
Sudeste1,67%27.739
Sul1,39%6.446
Centro-Oeste3,34%8.737
Brasil (Total)1,41%46.447


São Paulo
O estudo apontou também as oportunidades de trabalho geradas no Estado de São Paulo. De acordo com o levantamento, 13.114 trabalhadores foram contratados neste período, o que equivale a uma alta de 1,55%, frente ao mês anterior. Os dados revelam ainda que, no quarto mês do ano, o índice de contratados com carteira assinada no Estado era de 858,5 mil trabalhadores.

"No período, apenas Santos registrou queda de 0,70%, com encerramento de 254 vagas", informa o Sinduscon-SP, que afirma ainda que, no acumulado do ano, o setor contratou 42.225 trabalhadores no Estado de São Paulo, com destaque para a capital (19.287) e Campinas (5.784).
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terça-feira, 22 de maio de 2012

Concreto ensacado reduz mão de obra e atende pequenas reformas


G1/PEGN TV


É mesmo concreto usado na construção civil, feito de cimento, areia e pedra.

Empresários investiram R$ 50 mil para desenvolver e testar o produto.

ensacador de concretoO setor da construção civil não para de crescer. Para facilitar o trabalho, uma empresa criou um produto que reduz a mão de obra e atende pequenas reformas e até grandes obras: o concreto ensacado.

É o mesmo concreto usado na construção civil, feito de cimento, areia e pedra. Só que á vem tudo misturado em um saco, pronto para uso.

“Vamos falar um pouquinho de espaço. Qual a diferença de levar para a obra o cimento, a pedra e a areia em baias ou tudo já misturado nos saquinhos? É visível. Quando você olha a baia, ocupa um grande volume, e o concreto ensacado ocupa apenas 30% do volume. Aliás, a gente olha uma baia e não sabe quantos metros cúbicos dá para fazer. No ensacado, são 70 sacos por metro cúbico. E dá perfeitamente para planejar”, afirma o empresário Cleber Coan.

Coan, a irmã dele, Gisela, e o tio João Pedro são donos da empresa de construção civil. Em 1992, eles aproveitaram a mesma estrutura do negócio e lançaram o concreto em sacos. Os empresários investiram R$ 50 mil para desenvolver e testar o produto. “Nós temos testes dentro do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), que mostraram que durante dois anos não houve qualquer variação na resistência, mantendo-se constante”, afirma Coan.

A fábrica mistura os ingredientes em uma betoneira. Para cada 5 quilos de cimento, vão 10 de areia e 15 de pedra. O material vai para secagem em uma estufa e depois é ensacado. Além do concreto, a empresa também faz uma mistura só de cimento e areia - a argamassa, usada para nivelar pisos.

Esse é o típico exemplo onde a embalagem é tão essencial quanto o produto: é um saco de plástico com uma válvula na frente. Deitado ele está fechado. Ao ser colocado de pé, a válvula abre automaticamente para colocar água. Quando tombado, o peso do produto comprime a válvula e o saco fecha de novo e é só misturar. O concreto feito dentro do saco não vaza.

Os próprios empresários desenvolveram o sistema. Eles compram os sacos de outra empresa e prendem a válvula com uma seladora.

“Ela é um pedaço de plástico e tem a função de retenção, ou seja, quando você introduz a água dentro, a água mistura, quando você vai dar os tombos, ela evita, ela comprime e não deixa o material sair. O cliente ele pode revirar, fazer toda a mistura, sem que a água ou o produto saia da válvula, por isso que é uma coisa extremamente diferenciada esse tipo de válvula que foi desenvolvido”, explica Gisela.

O preço do saco de 28,5 kg com o produto varia de R$ 14 a R$ 30, conforme o tipo e a resistência da mistura. Em média, custa mais do que o dobro do que comprar areia, cimento e pedra separados e misturar. Mas, segundo o empresário, no final das contas, o consumidor economiza. “Em primeiro lugar, há redução brutal da mão de obra. Para se fazer um metro cúbico na enxada, ou seja, misturar areia, pedra e cimento, são necessárias 30 horas de um servente, contra apenas seis horas no concreto ensacado”, afirma Coan.

A fábrica vende 5 mil sacos do produto por mês e fatura R$ 100 mil. Fornece para construtoras e órgãos públicos, mas a grande aposta da empresa são os depósitos de material de construção. Quase 60% do consumo de concreto no Brasil está concentrado nas mãos do pequeno consumidor. O gerente de vendas, Paulo Ruelo, vai até as lojas e faz demonstração.

“Nosso plano é colocar nos depósitos de materiais, tem mais de 15 mil em São Paulo. Levar para o consumidor, para pequenos reparos, reformas, a gente acredita que está em alta, tanto em São Paulo como no Brasil inteiro”, diz Ruelo.

É uma situação onde a praticidade do concreto ensacado faz diferença. O empreiteiro José Mendes vai construir uma base para circuito elétrico no topo de um prédio. O acesso é difícil. O empreiteiro carrega o concreto ensacado no pequeno elevador, passa por corredores, e segue.

O lugar é apertado. A base de concreto vai ser construída ao lado dos motores do elevador. “Imagine subir areia, pedra, cimento, nesse lugar apertado aqui, para misturar, seria muito difícil”, sugere Mendes.

O empreiteiro põe água, mistura e começa a trabalhar. Em 15 minutos, termina o serviço. “Nesse caso de difícil acesso, não precisa de betoneira, de caixote, então estamos apostando. Comercialmente tem tudo para dar certo”, avalia Cloan.

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terça-feira, 10 de abril de 2012

Condomínio: é melhor ter um quadro de funcionários próprio ou terceirizado?

InfoMoney - 

 SÃO PAULO - Quando o assunto são as contas, vale tudo para reduzi-las. Para aqueles que vivem em prédios, a grande preocupação mensal é o condomínio, que, por sua vez, pesa principalmente por conta do pagamento dos funcionários. Nesse quesito, será que vale a pena considerar a contratação de uma empresa terceirizada?

Na avaliação do diretor de condomínios da Habitacional Administradora, Marcio Bagnato, há algumas vantagens e desvantagens ao contratar esse serviço. Se o condomínioopta por contratar seu quadro de funcionários, ele terá de arcar com um piso salarial e benefícios mais caros do que se houvesse contratado uma empresa terceirizada. Porém, o custo desse serviço acaba ofuscando essa diferença.

Na prática, por conta do custo que a terceirizada cobra pelo serviço, o piso menor que os funcionários recebem acaba não configurando vantagem financeira. Porém, um outro aspecto é vantajoso para o condomínio. Se o prédio não contratou uma empresa terceirizada, quando decidir demitir um funcionário, será obrigado a pagar tudo a que o trabalhador tem direito. Se estivesse tratando com uma terceirizada, esses custos não existiriam.

Além disso, contando com esse serviço, o condomínio não tem custo adicional quando um profissional entra em férias ou quanto não pode ir trabalhar, pois a terceirizada é obrigada a mandar outro profissional para substituir aquele que faltar por qualquer motivo.

Ações trabalhistas

Mas é preciso considerar que essas empresas não são necessariamente a resposta para todos os problemas dos condôminos. No caso de ações trabalhistas, por exemplo, o condomínio não se livra tão fácil. De acordo com a advogada trabalhista do escritório Ragazzi Advocacia e consultoria, Sandra Sinatora, se o trabalhador entra com uma ação contra a empresa terceirizada, o condomínio também é citado na ação e, caso a empresa seja condenada a pagar, mas não pagar, os custos sobram para o próprio condomínio.

Para evitar esse tipo de problema, porém, os condomínios devem tomar algumas providências antes de contratar o serviço. Sandra sugere que se faça uma pesquisa no site da Justiça do Trabalho - www.trtsp.jus.br. Acessando um link disponível no site, o interessado digita o CNPJ da empresa contratada e consulta as possíveis ações trabalhistas.

Quem você está contratando?

Para avaliar os processos, a especialista sugere olhar o tempo de existência da empresa e a quantidade de processos. “Uns 3 processos em 5 anos são aceitáveis”, diz Sandra. Logo, se a empresa consultada tiver 20 processos em tal período, é motivo de preocupação. “É muito importante saber quem você está contratando”, diz.

Vale também analisar os motivos dos processos. Há muitos profissionais que entram com pedidos absurdos. Como exemplo, Sandra cita as horas extras. É um pedido muito comum o profissional alegar que trabalhava mais do que o contratado e que não recebia horas extras. Porém, alguns alteram sensivelmente a verdade.

Na prática, se o profissional entra com uma ação alegando que trabalhava de segunda a segunda, sem horário para almoço e que entrava às 7h e saia à meia-noite, dá para ver que há algo errado. “Ninguém trabalha desta forma”, explica Sandra. Assim, você vai tentando identificar quais ações são procedentes e como a empresa que pretende contratar atua no mercado.

Se você identifica que as ações trabalhistas estão relacionadas a multas rescisórias, ou seja, que a empresa terceirizada não pagou os direitos do profissional demitido, já é bom ter cuidado com ela, pois, se ela fez uma vez, pode fazer de novo e ainda o seu condomínio pode ter de pagar.

Verificando

Depois dessa averiguação, Bagnato ainda sugere que o interessado peça referência com outros condomínios que contratam tal serviço. Além disso, deve perguntar constantemente aos funcionários se estão recebendo regularmente e se seus direitos estão sendo respeitados.

Após contratado o serviço, é preciso fiscalização contínua. Sandra explica que o condomínio tem de solicitar mensalmente os documentos que comprovem que os funcionários foram pagos. Deve solicitar ainda a relação dos empregados que trabalham no prédio. Isso é interessante, pois as empresas terceirizadas trabalham com um sistema rotativo.

Ou seja, um profissional trabalha como porteiro uma semana em um prédio, depois outra semana em outro e assim por diante. Quando eles entram na Justiça com alguma ação trabalhista, alguns simplesmente escolhem o prédio que acreditam ter melhores condições financeiras e o citam na ação.

Se o condomínio não tiver a relação dos profissionais que trabalharam no prédio, será difícil provar que o trabalhador não prestou serviço durante todo o mês.

De acordo com Bagnato, terceirizar serviço de funcionários no condomínio ainda não é regra, mas uma tendência. De todos os prédios com os quais a Habitacional Administradora trabalha, 68% optam por um quadro próprio de funcionários, 22% possuem um quadro misto, com zelador e faxineiros próprios e portaria terceirizada, e 10% trabalham com um quadro completamente terceirizado.
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segunda-feira, 2 de abril de 2012

Mercado da construção em alta leva operários a se tornar empreendedores

d24am.com -

A maioria das empresas do setor é de pequeno porte e prestam serviços para as maiores, denominadas ‘âncoras’.

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Manaus - Puxado pela abertura de linhas de crédito, ampliação do mercado imobiliário e aumento de obras públicas e privadas para a Copa de 2014, a construção civil cria oportunidade para muitos profissionais da área abrir o próprio negócio, que começa com um microempreendimento.

A maioria das empresas do setor é de pequeno porte e prestam serviços para as maiores, denominadas ‘âncoras’. Essas empreiteiras, em geral, contratam terceirizadas para realizar fundações, fornecer concreto, preparar canteiro de obras, entre outros serviços de suporte técnico-produtivo e administrativo.

“Ao invés de eu ter na minha empresa todos os trabalhadores que consigam construir, tem alguns serviços muito particulares que eu posso terceirizar”, explica o superintendente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Amazonas (Sinduscon/AM), Cláudio Guenka. De acordo com o gestor, atualmente existem 497 empresas no ramo da construção, que geram cerca de 80 mil empregos formais.

O cenário abre oportunidade no mercado para trabalhadores com perfil de liderança e com intenção de formalizar um serviço. “Muitos microempresários são pedreiros, carpinteiros (...) Neles se reconhece uma determinada liderança e com isso agregam outros trabalhadores para compor uma equipe”, explica Guenka.

O construtor de obras e proprietário da GGG Construções, Góes Guimarães, 43, é um exemplo de quem decidiu ter um negócio próprio. Ele trabalha há 18 anos no segmento e iniciou a carreira na função básica. “Comecei minha carreira como ajudante de carpinteiro, depois fui encarregado de carpinteiro, carpinteiro de obra, mestre de obra e, finalmente, hoje tenho minha própria empresa”, ressalta.

Góes explica que passou cerca de oito anos até conseguir, de fato, abrir sua empresa, que presta serviços em construção vertical e horizontal, reforma, além de serviços de fundação. Hoje, ele conta com dez empregados de carteira assinada e 15 avulsos e pretende expandir o negócio procurando financiamento com bancos e outras agências de fomento.

Para trabalhadores como Góes que querem deixar de ser empregados e se tornar empregadores, o ideal é procurar o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebra/AM). “O Sebrae vai orientá-lo na questão da documentação necessária e legislação que ele vai ter que se adequar pra abrir o negócio”, afirma a gestora de projetos do órgão, Fabíola Almeida.

A gestora reforça que o órgão não financia a abertura das empresas, mas encaminha o empresário para o acesso ao crédito através de parceria com bancos e agências de financiamento.

Para fortalecer o setor, Sinduscon, Sebrae, Serviço Nacional de Indústria (Senai) e o Governo do Amazonas estão estudando um convênio para capacitar os microempresários do ramo. A parceria deverá contar com a participação de grandes empresas do setor, responsáveis pela contratação das pequenas. “Queremos levar para essas empresas princípios de sustentabilidade, visando também a Copa”, explica Fabíola.

Gestão eficaz evita quebra da empresa


Falta de gestão eficiente, informalidade e endividamento contribuem para que os negócios não prosperem. A Junta Comercial do Estado do Amazonas (Jucea) divulgou uma lista de empresas extintas em 2011. No levantamento, 15 construtoras fecharam as portas.

O presidente do Conselho Regional de Economia do Amazonas (Corecon-AM), Ailson Nogueira, lista algumas ações para o empresário evitar que seu empreendimento não dê certo.

Em primeiro lugar, Ailson destaca a necessidade de legalizar a contratação dos funcionários junto aos órgãos reguladores. “O Sinduscon-AM e o Crea-AM (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Amazonas) estão com um trabalho intenso de fiscalização”, afirma. Para Ailson, a extinção de 15 construtoras no ano passado pode estar ligada a irregularidades por conta da informalidade dos empregados.

O presidente do Corecon-AM também reforça que as empresas precisam verificar se têm capacidade de gerenciar a obra que está fechando. “O empresário deve saber se tem condições de pagar aquele empréstimo para ampliar o negócio”, disse. É importante procurar as melhores opções de financiamento e juros.

Manter um capital de giro para uma eventualidade também é importante. Ailson considera que o setor da construção civil seja instável, inclusive em relação à liberação de recursos e, por isso, sugere que o empresário tenha um suporte financeiro.

“São cuidados mínimos que o empresário precisa ter pra se manter no mercado”, conclui o economista.
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quinta-feira, 15 de março de 2012

Construção civil cria 50,8 mil vagas em janeiro no país

Agência Estado - 

O nível de emprego na construção civil em todo o país se recuperou no começo de 2012, após a queda no fim do ano passado, como tradicionalmente ocorre devido a fatores sazonais. Em janeiro, o número de vagas no setor aumentou 1,6% ante dezembro, o que equivale à contratação de mais 50,8 mil trabalhadores com carteira assinada.

Com isso, o número de pessoas empregadas no setor chegou a 3,225 milhões, conforme pesquisa divulgada nesta quarta-feira pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP), em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV).

No acumulado dos últimos 12 meses encerrados em janeiro, o emprego na construção civil cresceu 7,32% em relação ao mesmo período do ano anterior, o que representa a adição de 219,8 mil postos de trabalho no ramo.

"O grande volume de contratações em janeiro denota uma perspectiva de intensa atividade da construção nos próximos meses e está de acordo com a previsão de que o setor deverá crescer acima do PIB neste ano", afirma em nota o presidente do SindusCon-SP, Sergio Watanabe.

No Estado de São Paulo, o nível de emprego aumentou 1,63% em janeiro, com o acréscimo de 13,2 mil trabalhadores formais. Com isso, o número total de empregados das construtoras no estado passou a 829,5 mil. Em 12 meses, a elevação foi de 5,24%, equivalente à adição de 413 mil postos de trabalho.

Na capital paulista, o aumento foi de 1,48% (mais 5,5 mil trabalhadores), elevando o número de vagas para 375,8 mil. Em 12 meses, o aumento foi de 6,61%.

Dentre as regiões do Brasil, a que registrou o maior aumento porcentual do emprego na construção no mês foi a Sul, com incremento de 2,40% em janeiro ante dezembro, seguida pela Centro-Oeste (1,95%). Em número de empregados, o maior aumento ocorreu na Região Sudeste (mais 26,9 mil vagas), seguida pela Sul (10,7 mil vagas).
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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Qualificação profissional foi o problema mais enfrentado pela construção em 2011

Infomoney -


SÃO PAULO – A falta de qualificação profissional foi um dos maiores problemas enfrentados pelas grandesempresas da construção civil no 4º trimestre do ano passado. Os dados foram apontados pela Sondagem da Indústria da Construção de dezembro, que constatou que 68,1% das companhias consultadas encontraram dificuldades para contratar profissionais qualificados no período mencionado.

Nas pequenas, o motivo recebeu 64,6 das menções e, nas médias, 59%.

O levantamento realizado pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), Cbic (Câmara Brasileira da Indústria da Construção Civil), federações de indústria e os sindicatos da construção civil revelou ainda que, nas grandes empresas, o número de respostas se mostrou 19,3 pontos percentuais maior que o apresentado no 3º trimestre de 2011 (48,8%).

Além disso, como comparação, o item em questão recebeu mais que o dobro de assinalações que a carga tributária, por exemplo – esta considerada o segundo item mais preocupante entre os empresários avaliados, com 31,9% dos votos nas grandes empresas.

Alto custo de mão de obra
Avaliado como o terceiro principal problema do setor, o alto custo de mão de obra caiu entre as empresas. Nas pequenas, o motivo, que recebeu 36,6% das respostas no terceiro trimestre, passou a 33,9% no quarto trimestre. Já entre as grandes, o número, que era de 29,3%, ficou em 27,7% nesta avaliação.

Com relação às taxas de juros, o item passou de 17,1% de assinalações no 3º trimestre para 25,5% no 4º trimestre, o que garantiu ao quesito o 4º lugar entre os problemas mais citados pelas grandes empresas, informa a pesquisa.
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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Salário da construção encosta na indústria

Diário do Grande ABC -



Pela primeira vez em cinco anos, o salário inicial da construção civil está próximo do pago pela indústria da transformação na região. Em 2006, a remuneração média nos canteiros de obras era R$ 1.080,17 e no chão de fábrica chegava a R$ 1.277,64, valor 18% maior. Mas no ano passado, a disparidade caiu para 12%, com as empreiteiras pagando R$ 1.266,62 e as fábricas, quantia de R$ 1.418,20. Os dados foram extraídos do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho e Emprego.

A falta de mão de obra qualificada na construção somada ao boom imobiliário que a região vivencia foi um dos responsáveis pela alta dos salários. A diretora do Sindicato da Indústria da Construção do Grande ABC, Rosana Carnevalli, explica que desde 2006, além da correção da inflação, os trabalhadores do setor têm ganho real na remuneração. A formalização foi outro aspecto importante. "Foi um plano do SindusCon-SP para valorizar a categoria e tentar reter profissionais no momento em que a construção se recuperava de um período de recessão."

Atualmente, o salário de admissão nos canteiros das sete cidades está à frente do comércio (R$ 943,08), serviços (R$ 977,79) e administração pública (R$ 908,47). Para o professor do Observatório Econômico da Universidade Metodista Sandro Maskio, que fez o levantamento a pedido do Diário, a tendência é que o valor pago aos pedreiros, marceneiros, ferreiros e carpinteiros se eleve nos próximos anos devido às obras de infraestrutura para os eventos esportivos e a demanda do programa Minha Casa, Minha Vida.

INDÚSTRIA - Segundo o vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André e Mauá, Sivaldo da Silva Pereira, o Espirro, afirma que a importação desenfreada por parte das montadoras está ocasionando desindustrialização e deixando de gerar empregos. "A cada ano, os profissionais experientes, com maiores salários, são dispensados. No lugar deles são contratados metalúrgicos que ganham o piso. Essa prática está achatando o salário na indústria do Grande ABC", critica.

Espirro salienta que o aumento com ganho real de 3,1% no ano passado não tem conseguido superar a alta rotatividade nas fábricas. Ele destaca que a valorização dos profissionais da construção com carteira assinada, pagamento de benefícios e capacitação nos próprios canteiros é uma situação pela qual a indústria passou há muitos anos.

A diretora regional do SindusCon acredita que é uma questão de tempo para que a remuneração na construção civil alcance o da indústria. Essa situação é, inclusive, cada vez mais real no País. Dados do Ministério do Trabalho mostram que o salário na contratação do setor em 2011 foi de R$ 933,33, enquanto na indústria da transformação foi de R$ 941,83.
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domingo, 25 de dezembro de 2011

A tenda dos horrores da Gafisa

EXAME.com - 

Demissões, falta de pagamento, uma aquisição desastrada: por que a Gafisa se tornou a empresa mais problemática entre as grandes do setor



Obra da Gafisa em Pão Paulo: baque com a operação de baixa renda


São Paulo - Não é à toa que os investimentos do bilionário americano Sam Zell são acompanhados de perto. Em 2006, ele vendeu por 39 bilhões de dólares sua empresa de imóveis comerciais, a Equity Properties. Foi o maior negócio da história do mercado imobiliário dos Estados Unidos — que, como se sabe, entrou em colapso meses depois.

No Brasil, Zell também aprontou das suas. Em maio de 2010, ele começou a se desfazer de ações da Gafisa, quarta maior incorporadora do país, da qual era sócio desde 2005. Quando decidiu vender suas ações, executivos que trabalham para Zell repetiram que ele não estava vendo nada de errado com a incorporadora: a venda fazia parte do ciclo natural de investimentos.

É impossível saber se a razão foi mesmo essa — ou se Zell estava farejando problemas na operação da Gafisa. O fato é que o investidor americano, mais uma vez, pulou do barco na hora certa. Certíssima, aliás. Nos últimos dois anos, as ações da empresa perderam quase 70% de seu valor na Bovespa.

Somente nos últimos seis meses, a queda foi de 35%. Aquela que foi uma das mais brilhantes estrelas da onda de aberturas de capital iniciada em 2004 é, hoje, uma companhia vista com desconfiança pelos investidores.

Os números mostram por quê. A Gafisa tem, hoje, o pior desempenho entre as grandes do setor. Sua rentabilidade é 79% menor que a média das principais concorrentes — Brookfield, Cyrela, MRV, PDG e Rossi. O endividamento é quase 40% maior. Mas os problemas não param aí.

Numa reunião com investidores no fim de novembro, Alceu Duilio Calciolari, presidente da Gafisa há cerca de sete meses, deu uma declaração que surpreendeu os interlocutores: ele admitiu não ter a dimensão real dos problemas da empresa.

Os executivos da companhia estão analisando a situação financeira de milhares de clientes de baixa renda que podem não ter como pagar pelos imóveis. Também estão revisando obras com problemas, que podem ser canceladas. “Esse mapeamento é um processo longo, que só vai terminar em 2012”, disse Duilio, como é mais conhecido, a EXAME.

Medidas emergenciais

Até que a amplitude do problema seja inteiramente conhecida, a Gafisa vem tomando algumas medidas emergenciais para administrar o caixa. Uma delas é negociar o pagamento feito a fornecedores. Segundo EXAME apurou, as notas com valor superior a 100 000 reais que venceram em novembro e dezembro só serão pagas nos próximos meses.

“Essa informação logo se espalhou e deixou os fornecedores assustados. Desde 2004, a empresa não fazia uma renegociação desse porte”, diz um ex-diretor da Gafisa que trabalha, hoje, na concorrência. Companhias como Gerdau e Votorantim reduziram o limite de crédito da incorporadora (procuradas, as empresas não comentaram).

Duilio diz que esse tipo de prática é normal e faz parte da “correria para atingir as metas do ano”. Além disso, a Gafisa demitiu 200 pessoas do escritório central, 10% de seu quadro de funcionários, na última semana de novembro.

Como ninguém parece saber ao certo o que vem por aí, é natural que a desconfiança em torno da companhia cresça. Com dificuldade para obter crédito de longo prazo, a Gafisa recorreu recentemente ao financiamento mais caro do mercado de dívida corporativa, a nota promissória.

É como um cheque especial: fácil de usar, mas com um custo alto. No início de dezembro, a incorporadora fechou a captação de 230 milhões de reais, para ser pagos em um ano, com taxas de juro que variaram de 125% a 126% do CDI, ou algo como 14% ao ano — a média do setor, para financiamentos de prazos até mais longos, fica em torno de 115% do CDI.

“A taxa é muito alta”, diz Guilherme Rocha, analista do Credit Suisse. Foi a primeira vez que a Gafisa emitiu uma promissória— e a companhia foi a segunda empresa do setor que usou esse instrumento em 2011, de acordo com a Anbima, associação que elabora estatísticas sobre o mercado de capitais.

“Precisávamos levantar dinheiro rapidamente para colocar em curso uma decisão estratégica, mas ainda não posso dar detalhes do que é”, afirmou Duilio. Executivos do setor dizem que os recursos podem ser usados para pagar a última parcela da compra da empresa de loteamentos Alphaville, que vence no começo de 2012 (a aquisição da Alphaville foi feita em 2006).

Normalmente, esse tipo de pagamento é feito via troca de ações, para não haver desembolso de caixa, mas, como os papéis da Gafisa caíram mais de 50% ao longo do último ano, a alternativa ficou inviá­vel, já que a diluição dos atuais acionistas seria elevadíssima.

Em parte, a Gafisa enfrenta problemas comuns à maioria das incorporadoras. Depois da euforia de 2005, 2006 e 2007, quando 20 empresas do setor captaram 12 bilhões de reais em ofertas de ações na Bovespa e lançaram imóveis a toque de caixa, veio a ressaca.

Nos últimos dois anos, faltaram de pedreiros a aço e cimento nas obras, e os custos explodiram. “A maioria das empresas não tinha estrutura para tanto crescimento. Quando elas perceberam os desvios, já era tarde”, diz João da Rocha Lima, pesquisador da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. A Cyrela, por exemplo, teve um prejuízo de 533 milhões de reais com empreendimentos que custaram mais do que o previsto.

Só que a Gafisa tem uma enorme dificuldade a mais: a Tenda, incorporadora de baixa renda comprada em 2008 pelo que, na época, parecia uma pechincha — suas ações haviam desabado 60% semanas antes da aquisição. A aquisição da Tenda foi comemorada pelo mercado.

Mas até hoje a empresa não deu o retorno esperado — na verdade, não deu retorno algum e gerou problema atrás de problema. Segundo o próprio Duilio, a rentabilidade dos projetos da Tenda é próxima de zero, quando deveria estar entre 10% e 15% pelas projeções feitas no momento da compra.

“O foco da Tenda era volume, não execução. Eles lançavam, mas não tinham capacidade de entregar”, diz Luiz Maurício de Garcia, analista de construção da corretora do Bradesco e ex-gerente de relações com investidores da Gafisa. Os novos donos só perceberam isso após a aquisição, e hoje tentam calcular o tamanho dos problemas herdados.

Há casos de empreendimentos que custaram 50% mais do que se previa inicialmente e outros que foram construídos sem respeitar o projeto original. Além disso, constatou-se que a Tenda tinha um sistema de análise de crédito rudimentar. Dos 32 908 clientes que compraram seus imóveis, só 5 380, pouco mais de 16%, têm condições de pagar o que devem hoje.

Cerca de 5 000 não têm o perfil necessário para contratar um financiamento imobiliário e, por isso, a Gafisa vai devolver a eles o que já pagaram pelos imóveis e revendê-los. O restante está em análise.

A empresa também está revisando a situação de 81 canteiros de obra da Tenda. O objetivo é determinar quantas construções terão de ser canceladas por entraves ambientais ou erros de projeto. “Se essas obras forem canceladas, a empresa vai jogar no lixo o investimento já feito”, diz Alain Nicolau, colega de Garcia no Bradesco.

“É como se a Tenda fosse um tumor maligno dentro da Gafisa”, diz um executivo que deixou a empresa em 2011. “Os problemas trazidos por ela contaminam o grupo.” Quem era alocado para trabalhar com os empreendimentos da Tenda costumava ver isso como punição, já que sabia que a chance de conseguir cumprir metas e receber bônus era mínima.

Em janeiro, a Gafisa vai transferir os 250 funcionários que trabalham em projetos da Tenda (incluindo diretores) para outro prédio, na região central de São Paulo.

A explicação oficial é que, assim, eles poderão conhecer melhor o perfil dos clientes de baixa renda, porque o novo escritório fica no mesmo prédio em que funciona a loja mais movimentada da Tenda. Mas funcionários dizem que o objetivo real é separar as equipes da Tenda e da Gafisa para reduzir o mal-estar entre os profissionais.

Joia da coroa

A mudança faz parte de uma reestruturação mais ampla que a Gafisa anunciou há um mês. Daqui para a frente, só serão feitos lançamentos para clientes de baixa renda que tenham sido aprovados previamente pela Caixa Econômica Federal, com a garantia de que os compradores serão financiados pelo banco.

“Prefiro demorar mais para lançar a voltar a ter essas dificuldades. Há muita demanda na baixa renda, mas é fácil esses clientes perderem a capacidade de pagamento ao longo da construção”, diz Duilio. A maioria dos analistas aprovou a decisão da empresa de ser mais conservadora.

A Gafisa perdeu mais da metade de seu valor de mercado em 2011. É avaliada em pouco mais de 2 bilhões de reais, praticamente o mesmo que empresas menores, como Eztec e JHSF. Seu patrimônio é cerca de 75% maior que o valor em bolsa, um sinal de que suas ações estão extremamente baratas — e, por isso, a companhia foi procurada por fundos de private equity e outras incorporadoras.

“Todo mundo teve umas três reuniões nos últimos meses para falar de Gafisa”, diz o sócio de um fundo. O que mais interessa é a operação de Alphaville, o melhor negócio da Gafisa, com uma margem de lucro de cerca de 30%.

EXAME apurou que PDG e pelo menos dois fundos fizeram ofertas por Alphaville. “É a nossa joia da coroa. Não vamos vender”, diz Duilio. Vender Alphaville e ficar com a Tenda: eis uma troca que executivo nenhum gostaria de fazer.




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terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Custo de mão de obra na construção preocupa, diz Living

AE -



A evolução dos custos com mão de obra na construção civil preocupa, admitiu Marcelo Ribeiro, diretor corporativo da Living, braço da Cyrela Brazil Realty destinado ao segmento residencial econômico. "A mão de obra é hoje a principal variável da atividade", afirmou Ribeiro à Agência Estado. A variação, segundo ele, se refere tanto à alta dos custos nos últimos anos quanto à diferença de produtividade dos trabalhadores em cada canteiro.

Para contornar a pressão dos custos sobre as margens da companhia, Ribeiro disse que, em 2012, a construtora irá concentrar a expansão dentro das cidades onde já atua, em vez de buscar novas localidades. A medida, segundo o executivo, tem o objetivo de conter despesas operacionais. "Vamos crescer em número de unidades, não em cidades", afirmou.

Ribeiro também disse que a Living tem investido na capacitação da trabalhadores para aumentar a produtividade nos canteiros. Ele citou como exemplo Porto Alegre, onde 50 mulheres se formarão em dezembro em um curso de três meses promovido pela construtora na área de acabamento. Ele acrescentou que a Living também tem mantido uma equipe própria em setores considerados estratégicos na obra, como estrutura e instalações. "A equipe própria equivale a cerca de 30% do total", disse.

Outra saída tem sido a negociação na compra de insumos. Os ganhos são decorrentes da escala da compra e da definição de um cronograma de entrega junto aos fornecedores. "Com isso, a variação do preço dos materiais para a Living ficou abaixo da variação da cesta de produtos do INCC", contou Ribeiro.

Pressão

O Índice Nacional de Custos da Construção (INCC) subiu 7,84% no acumulado dos últimos 12 meses encerrados em novembro. Entre os seus três componentes, a principal elevação foi registrada nos custos de mão de obra, que deu um salto de 11,39% no período, quase o dobro da alta dos preços de serviços (6,03%) e quase o triplo da alta nos preços dos insumos e equipamentos (4,10%).

Até a metade de 2012, Ribeiro acredita que a evolução dos custos com mão de obra deve se estabilizar, com alta em torno de 5%, um resultado mais próximo da variação do INCC prevista para o período. O executivo acredita que a alta permanecerá estável mesmo com as projeções de crescimento do PIB da construção acima do PIB nacional (5,2% ante 3%, segundo dados do Sinduscon-SP) e a aceleração das obras governamentais de infraestrutura e de habitação. "As pessoas já tiveram a remuneração otimizada com o boom da construção entre 2007 e 2010, e agora chegamos a um ponto de inflexão", avaliou.
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terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Custo de mão de obra na construção preocupa, diz Living

Istoé Dinheiro -

Por Circe Bonatelli

A evolução dos custos com mão de obra na construção civil preocupa, admitiu hoje Marcelo Ribeiro, diretor corporativo da Living, braço da Cyrela Brazil Realty destinado ao segmento residencial econômico. "A mão de obra é hoje a principal variável da atividade", afirmou Ribeiro à Agência Estado. A variação, segundo ele, se refere tanto à alta dos custos nos últimos anos quanto à diferença de produtividade dos trabalhadores em cada canteiro.

Para contornar a pressão dos custos sobre as margens da companhia, Ribeiro disse que, em 2012, a construtora irá concentrar a expansão dentro das cidades onde já atua, em vez de buscar novas localidades. A medida, segundo o executivo, tem o objetivo de conter despesas operacionais. "Vamos crescer em número de unidades, não em cidades", afirmou.

Ribeiro também disse que a Living tem investido na capacitação da trabalhadores para aumentar a produtividade nos canteiros. Ele citou como exemplo Porto Alegre, onde 50 mulheres se formarão em dezembro em um curso de três meses promovido pela construtora na área de acabamento. Ele acrescentou que a Living também tem mantido uma equipe própria em setores considerados estratégicos na obra, como estrutura e instalações. "A equipe própria equivale a cerca de 30% do total", disse.

Outra saída tem sido a negociação na compra de insumos. Os ganhos são decorrentes da escala da compra e da definição de um cronograma de entrega junto aos fornecedores. "Com isso, a variação do preço dos materiais para a Living ficou abaixo da variação da cesta de produtos do INCC", contou Ribeiro.

Pressão

O Índice Nacional de Custos da Construção (INCC) subiu 7,84% no acumulado dos últimos 12 meses encerrados em novembro. Entre os seus três componentes, a principal elevação foi registrada nos custos de mão de obra, que deu um salto de 11,39% no período, quase o dobro da alta dos preços de serviços (6,03%) e quase o triplo da alta nos preços dos insumos e equipamentos (4,10%).

Até a metade de 2012, Ribeiro acredita que a evolução dos custos com mão de obra deve se estabilizar, com alta em torno de 5%, um resultado mais próximo da variação do INCC prevista para o período. O executivo acredita que a alta permanecerá estável mesmo com as projeções de crescimento do PIB da construção acima do PIB nacional (5,2% ante 3%, segundo dados do Sinduscon-SP) e a aceleração das obras governamentais de infraestrutura e de habitação. "As pessoas já tiveram a remuneração otimizada com o boom da construção entre 2007 e 2010, e agora chegamos a um ponto de inflexão", avaliou.
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Apagão de mão de obra qualificada no mercado imobiliário


Estamos vivendo em uma década de grandes mudanças no país. Vários setores da economia estão em pleno desenvolvimento como as áreas do petróleo, do agronegócio e também o mercado imobiliário – que passa pelo seu melhor momento.

Porém, a falta de planejamento para um crescimento sustentável tem ocasionado um apagão de mão de obra qualificada não só para o setor imobiliário, mas também para vários outros nichos do mercado. O que era para ser um resultado esperado de um processo de formação, ou seja, um profissional capacitado, tem se tornado um diferencial. E a pergunta que fica é: o que podemos fazer para evitar que esses apagões aconteçam? Você tem alguma sugestão?

Destaco a importância de mais investimentos na educação e da conscientização das pessoas para a necessidade de se aprimorarem cada vez mais. Profissionais especializados têm remunerações melhores, mais qualidade no processo e maior comprometimento com a execução dos trabalhos.

Na construção civil, por exemplo, a grande oferta de empregos e a busca por melhores oportunidades financeiras têm atraído profissionais de diferentes áreas de atuação. Contudo, a falta de um planejamento consistente e a escassez de mão de obra fazem com que pessoas que nunca trabalharam como pedreiros e mestres de obras, entre outros cargos, sejam contratadas. E as consequências disso, muitas vezes, são obras mal feitas.

Uma pesquisa feita pela Fundação Getúlio Vargas aponta que somente 17,8% dos trabalhadores ocupados na construção civil do Rio de Janeiro frequentaram curso de educação profissional. A pesquisa foi divulgada em abril deste ano e essa realidade pode ser estendida para todo o país, o que demonstra que ainda temos muito a avançar no setor. Saiba +

Poucas empresas despertaram para a importância da capacitação de seu quadro de funcionários e implantaram centros técnicos de formação. Infelizmente, ainda há uma cultura de achar que os gastos com educação são apenas despesas. Não se pensa nessa ação como um investimento em longo prazo.

Um profissional mais bem preparado pode garantir a redução dos custos de uma obra, por exemplo, evitando o desperdício de materiais e a necessidade de refazer determinados serviços que não ficaram bem acabados. E o mais importante, um serviço de qualidade irá satisfazer e fidelizar os clientes.

Até há pouco tempo se reclamava da falta de investimento no setor, mas hoje essa realidade mudou. As oportunidades aparecem para aqueles que se planejam, que trabalham com a prevenção e que sabem ler tendências, conforme já refleti no post Planejamento ou sorte?. Só quem é especializado consegue entender as “mensagens” emitidas indiretamente pelo mercado. É necessária uma visão mais holística da realidade.

E um dos grandes desafios nesse cenário é saber como identificar e reter os talentos dentro do mercado imobiliário. O setor ainda emprega poucos jovens e mulheres, exatamente o segmento que tem maior nível de escolaridade entre a população.

Além disso, os profissionais que se destacam estão cada vez mais disputados. Mantê-los na empresa torna-se um grande desafio também, pois as ofertas por salários mais altos são grandes diferenciais para assegurar a sua permanência em uma equipe.

Uma possibilidade seria trazer para o campo imobiliário um esquema parecido com o que é utilizado pelos times de futebol, que iniciam um trabalho de capacitação das suas bases com centros técnicos de formação para os jovens – lapidando e preparando desde cedo os seus futuros talentos. Então, porque não investir em projetos de capacitação para formar novos profissionais do mercado imobiliário? Formação essa que não pode ser apenas para os cargos de pedreiros e carpinteiros, mas também de engenheiros, corretores e outras áreas importantes para o crescimento do segmento. #ficadica!

O fato é que existe um apagão de mão de obra qualificada, além da falta de investimento em formação por parte das empresas. Porém, o que no momento parece ser um obstáculo pode se transformar em uma oportunidade para quem quer se destacar no mercado de trabalho. Para isso, é necessário ter planejamento e comprometimento. Hoje já existem pessoas que estão buscando novas alternativas para alcançar um melhor posicionamento no mercado.


E você, o que tem feito para buscar por um diferencial no mercado? Comente, participe!



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sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Construção civil cria mais de 16 mil vagas de trabalho em outubro


Infomoney -

 
O emprego na construção civil do País apresentou crescimento de 0,51% em outubro, na comparação com setembro, o que equivale à contratação de cerca de 16.096 trabalhadores com carteira assinada.

Somente de janeiro a outubro, o nível de emprego no setor subiu 11,12%, com a contratação de 314,6 mil trabalhadores. Com esta expansão, o setor chegou a 3 milhões de empregados, segundo revelou a pesquisa mensal realizada pelo SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo) e pela FGV Projetos e divulgada nesta quinta-feira (8).

Para o presidente do SindusCon-SP, Sergio Watanabe, “a expressiva abertura de 314 mil novos postos de trabalho de janeiro a outubro comprova o crescimento robusto da construção em 2011”.

Brasil
O levantamento também indicou que, em outubro, o nível de emprego no setor da construção cresceu em todas as regiões do País. O Norte foi o destaque, com maior variação percentual, registrando alta de 1,66% na criação de empregos. Em seguida, aparecem Nordeste (+0,66%), Sul (+0,62%), Sudeste (+0,35%) e Centro-Oeste (+0,14%), conforme é possível avaliar abaixo:


Região  Variação Mensal    Número de Vagas  
Norte1,66%3.162
Nordeste0,66%4.311
Sudeste0,35%5.582
Sul0,62%2.694
Centro-Oeste0,14%347
Brasil (Total)0,51%16.096
São Paulo

O estudo apontou também as oportunidades de trabalho geradas em outubro no estado São Paulo. No estado paulista, foram mais de 2,9 mil vagas, elevando o contingente empregado a 809 mil trabalhadores com carteira assinada, também um recorde. No ano, foram contratados mais 62.003 (+8,29%) e nos últimos 12 meses mais 50.477 (+6,65%).

Somente na capital, foram contratados mais 690, o que representa uma alta de 0,18%. Com isso, o número dos empregados aumentou para 374,9 mil, igualmente um recorde. No ano foram criados 30,7 mil postos de trabalho (+8,92%).
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segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Reajustes salariais elevam custo da construção, indica FGV

O Dia - 

Acordos em Recife e Brasília ajudaram a compor créscimo de 0,73% no índice


São Paulo - O Índice Nacional de Custo da Construção – Mercado (INCC-M), medido pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), atingiu 0,5%, em novembro, mais do que o dobro da taxa de outubro (0,2%). No acumulado do ano, houve alta de 7,21% e, nos últimos 12 meses, de 7,84%. O INCC-M é um dos componentes do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M).

A elevação decorre, principalmente, dos reajustes de salários concedidos em Recife (6,94%) e em Brasília (3,75%). Neste caso, o percentual se refere à concessão de adicional previsto em acordo coletivo. Na capital pernambucana, os reajustes ocorreram em função da data-base.

Em média, o aumento do custo da mão de obra passou de 0,16%, em outubro, para 0,73%, em novembro. De janeiro a novembro, contratar pedreiros e outros profissionais do setor custou 10,2% a mais do que em igual período do ano passado. Nos últimos 12 meses, a alta chega a 11,39%.

O grupo materiais, equipamentos e serviços teve variação de 0,27%, ligeiramente acima da registrada em outubro (0,25%). No acumulado do ano, ocorreu aumento 4% e em 12 meses, de 4,1%.

Nas sete capitais onde é feito o levantamento, o INCC-M apresentou as seguintes taxas: Salvador (o índice ficou estável em 0,1%), Brasília (de 0,14% para 2,17%), Belo Horizonte (de 0,86% para 0,08%), Recife (de 0,14% para 3,51%), Rio de Janeiro (de 0,08% para 0,13%), Porto Alegre (de 0,15% para 0,12%) e São Paulo (de 0,12% para 0,11%).

As informações são da Agência Brasil
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