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terça-feira, 19 de junho de 2012

Os casos em que o FGTS paga o seu imóvel


Exame - 

Em alguns casos, o FGTS pode ser usado para comprar um segundo imóvel, e é possível juntar os recursos do fundo de todas as pessoas que vão morar no imóvel

Divulgação/Imovelweb




São Paulo – Usar o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para dar entrada ou amortizar as parcelas de um imóvel de até 500.000 reais é uma verdadeira mão na roda para os trabalhadores brasileiros. Para ter esse direito, porém, é preciso preencher uma série de pré-requisitos, e não se pode ter outro imóvel residencial em seu nome na mesma cidade ou região metropolitana de sua residência.


Mas há uma série de outras regras que podem causar confusão. O presidente do Canal do Crédito – primeiro site de comparação de produtos financeiros do país –, Marcelo Prata, ajudou EXAME.com a responder as principais dúvidas de quem deseja usar os recursos do FGTS para comprar um imóvel. Veja abaixo:
1. Na aquisição de imóveis, em que casos se pode usar o dinheiro do FGTS?
2. Quais as condições para eu usar meu FGTS para adquirir um imóvel?
3. Qual percentual do FGTS posso utilizar?
4. Apenas a Caixa pode liberar o FGTS para compra de imóvel?
5. Sou dono de um imóvel junto com minha ex-mulher, no qual ela reside. Posso comprar um novo imóvel com o meu FGTS?
6. Posso comprar outro imóvel usando recursos do FGTS caso meu imóvel seja destruído por uma calamidade, como um incêndio?
7. Sou proprietário de um imóvel recebido por doação, com usufruto em favor de minha mãe. Posso comprar outro imóvel usando recursos do FGTS?
8. Posso usar meu FGTS para comprar um imóvel com outra pessoa?
9. Posso comprar apenas uma fração de um imóvel com recursos do FGTS?
10. Sou proprietário de fração de um imóvel residencial (quitado ou financiado, concluído ou em construção). Posso comprar outro imóvel com recursos do FGTS?
11. Já sou dono da fração de um imóvel residencial (quitado ou financiado). Posso comprar outra fração do mesmo imóvel com recursos do FGTS?
12. Posso usar o FGTS para comprar um imóvel se eu já for proprietário de um lote ou terreno?
13. Posso usar meu FGTS para comprar um lote ou terreno?
14. Posso usar meu FGTS para reformar um imóvel?
15. Posso usar meu FGTS para comprar um imóvel misto (residencial e comercial)?
16. Posso usar meu FGTS para comprar um imóvel de madeira ou pré-fabricado?
17. Posso alugar um imóvel que comprei com recursos do FGTS?
18. Posso usar meu FGTS para amortizar parcelas de um financiamento ou consórcio e, mais para frente, utilizá-lo novamente com o mesmo propósito (para o mesmo imóvel)?
19. Quais os pré-requisitos para usar os recursos do FGTS para amortizar as parcelas ou liquidar o saldo devedor de um consórcio?
20. Quais as condições para usar os recursos do FGTS para amortizar parcelas de um consórcio?
O básico
1. Na aquisição de imóveis, em que casos se pode usar o dinheiro do FGTS?
Para compra de um imóvel residencial construído ou em construção, com ou sem financiamento; amortização ou mesmo liquidação do saldo devedor em financiamentos imobiliários pelo Sistema Financeiro de Habitação (SFH) ou programas do governo; para amortização total ou parcial ou mesmo liquidação do saldo devedor de consórcios imobiliários.
2. Quais as condições para eu usar meu FGTS para adquirir um imóvel?
Para o trabalhador:
- Ter três anos de trabalho sob o regime do FGTS, consecutivos ou não;
- Não ser titular de financiamento ativo dentro do SFH em qualquer parte do país;
- E não ter a propriedade, usufruto, cessão ou mesmo tiver assinado promessa de compra e venda de outro imóvel residencial, concluído ou em construção, localizado na cidade onde trabalhe ou resida, o que também inclui as cidades que façam divisa ou que sejam parte da mesma região metropolitana.
Para o imóvel:
- Ser residencial, urbano e utilizado para a moradia do comprador que utiliza o FGTS;
- Estar localizado na cidade onde o comprador trabalha ou resida há mais de um ano, o que também inclui cidades que façam divisa com a cidade onde se localiza o imóvel, ou que estejam na mesma região metropolitana;
- Estar dentro das regras do SFH, que incluem apenas imóveis de valor de até 500.000 reais atualmente (no caso de imóveis na planta, se quando o imóvel for entregue ele estiver valendo mais do que isso e esse limite não tiver sido ampliado, não será possível usar o FGTS);
- Não ter sido adquirido pelo atual proprietário há menos de três anos com utilização do FGTS.
Obs.: Nunca dê um sinal ou assine uma proposta de compra de imóvel sem antes ter em mãos a matrícula ou certidão atualizada do imóvel, que é emitida pelo Cartório de Registro de Imóveis, para saber se o bem pode mesmo ser objeto de compra com FGTS.
3. Qual percentual do FGTS posso utilizar?
Até o total presente nas suas contas, desde que esse valor não ultrapasse o valor do imóvel.
4. Apenas a Caixa pode liberar o FGTS para compra de imóvel?
Não. Todo grande banco comercial ou Companhias Hipotecárias habilitadas podem fazê-lo. Por isso, caso deseje utilizar os recursos do FGTS, o comprador pode livremente pesquisar as taxas de juros e o Custo Efetivo Total (CET) nas diferentes instituições financeiras, já que o saque poderá ser utilizado sem qualquer custo adicional.
5. Sou dono de um imóvel junto com minha ex-mulher, no qual ela reside. Posso comprar um novo imóvel com o meu FGTS?
Sim. É permitida a utilização do FGTS para a compra de nova moradia para o trabalhador que tenha perdido o direito de residir no imóvel de sua propriedade em função de separação judicial, divórcio ou separação extrajudicial, independentemente da fração ideal pertencente a ele e da responsabilidade pelo pagamento da prestação do financiamento para aquisição do imóvel, se houver.
6. Posso comprar outro imóvel usando recursos do FGTS caso meu imóvel seja destruído por uma calamidade, como um incêndio?
Sim, desde que sejam apresentados documentos que comprovem a ocorrência do sinistro e atestem que o imóvel se tornou definitivamente inabitável.
7. Sou proprietário de um imóvel recebido por doação, com usufruto em favor de minha mãe. Posso comprar outro imóvel usando recursos do FGTS?
Sim, o nu-proprietário do imóvel – aquele que é dono, mas não pode gozar do bem devido à chamada incidência de ônus de direito real (o usufruto, no caso) – pode usar o FGTS para comprar outro imóvel desde que fique comprovado que a nua propriedade foi recebida por doação ou herança.
8. Posso usar meu FGTS para comprar um imóvel com outra pessoa?
Sim, independentemente do grau de parentesco, desde que o imóvel se destine à residência de todos eles e que atendam a todos os requisitos do FGTS. A regra vale, por exemplo, para companheiros (as) homossexuais, irmãos, mãe e filho ou mesmo pessoas que não sejam parentes ou casais.
9. Posso comprar apenas uma fração de um imóvel com recursos do FGTS?
Sim, é possível comprar uma fração de um imóvel pertencente a outra pessoa com recursos do FGTS, desde que o comprador comprove que vai residir nele, além de cumprir os demais requisitos do FGTS.
10. Sou proprietário de fração de um imóvel residencial (quitado ou financiado, concluído ou em construção). Posso comprar outro imóvel com recursos do FGTS?
Sim, desde que a propriedade da fração ideal seja igual ou inferior a 40% do total do imóvel.
11. Já sou dono da fração de um imóvel residencial (quitado ou financiado). Posso comprar outra fração do mesmo imóvel com recursos do FGTS?
Sim, desde que o comprador figure na escritura aquisitiva do imóvel ou contrato de financiamento como coproprietário. Neste caso, a detenção da fração ideal pode passar de 40%.
12. Posso usar o FGTS para comprar um imóvel se eu já for proprietário de um lote ou terreno?
Sim, desde que comprovada a inexistência de edificação no terreno em questão por meio da apresentação do carnê do Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU) e matrícula atualizada do imóvel.
Outros tipos de usos imobiliários para o FGTS (além de compra de imóveis residenciais prontos ou em construção):
13. Posso usar meu FGTS para comprar um lote ou terreno?
Não.
14. Posso usar meu FGTS para reformar um imóvel?
Não.
15. Posso usar meu FGTS para comprar um imóvel misto (residencial e comercial)?
Sim, mas será considerada apenas o valor da parte residencial.
16. Posso usar meu FGTS para comprar um imóvel de madeira ou pré-fabricado?
Depende da avaliação realizada pelo engenheiro credenciado ao banco. Não há uma restrição explícita, cada caso deve ser analisado separadamente.
17. Posso alugar um imóvel que comprei com recursos do FGTS?
Não. Caso seja detectado pelo Agente Operador do FGTS, a qualquer tempo, por denúncia ou no ato da fiscalização, que o imóvel adquirido nunca serviu de moradia ao trabalhador, o fato será noticiado ao Ministério Público e o trabalhador será cobrado pelo valor utilizado de forma indevida.
18. Posso usar meu FGTS para amortizar parcelas de um financiamento ou consórcio e, mais para frente, utilizá-lo novamente com o mesmo propósito (para o mesmo imóvel)?
Sim. A amortização ou liquidação da dívida de um mesmo imóvel com recursos do FGTS pode ser feita mais de uma vez desde que haja um intervalo de dois anos entre cada movimentação. No caso do consórcio, é preciso estar com as parcelas em dia. Caso esteja inadimplente, o consorciado só poderá usar o FGTS se for para liquidar o saldo devedor.
Consórcios:
19. Quais os pré-requisitos para usar os recursos do FGTS para amortizar as parcelas ou liquidar o saldo devedor de um consórcio?
Para o trabalhador:
Consorciado pessoa física, com conta vinculado do FGTS, que tenha adquirido um imóvel residencial urbano, destinado à sua moradia, com recursos da carta de crédito.
Para o imóvel:
- A cota deve estar contemplada e com o bem entregue;
- O uso da carta de crédito deve ter sido para: aquisição de um imóvel residencial novo, usado ou na planta; aquisição de um terreno com construção de imóvel residencial; ou construção de imóvel residencial em terreno próprio urbanizado.
- O imóvel deve estar registrado no Cartório de Registro de Imóveis competente em nome do consorciado;
- O valor máximo de avaliação do imóvel não pode exceder ao limite de operação do SFH na data de aquisição, que atualmente é de 500.000 reais.
20. Quais as condições para usar os recursos do FGTS para amortizar parcelas de um consórcio?
Só é permitida a utilização se o consorciado não tiver mais de três parcelas em atraso. A utilização do FGTS neste caso está limitada a 80% do valor de cada parcela, inclusive daquelas em atraso, se for o caso, em até doze prestações mensais. O percentual restante é de responsabilidade do consorciado. Em caso de não pagamento dessa diferença, o consorciado será considerado inadimplente.



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terça-feira, 13 de março de 2012

Consórcio imobiliário: teto vai a R$ 700 mil

Diário do Nordeste - 

Sinduscon-CE acredita que medida não deverá ter repercussão no mercado de imóveis do Estado do Ceará

São Paulo/ Fortaleza. Banco do Brasil e o Itaú Unibanco mais que dobraram o valor máximo da carta de crédito do consórcio para a compra da casa própria, passando de R$ 300 mil e R$ 250 mil, respectivamente, para R$ 700 mil. A medida foi estimulada pela forte valorização imobiliária observada no País nos últimos anos. No Ceará, porém, essa medida não terá a mesma repercussão quanto em outros estados com imóveis avaliados com maior valor. "No nosso mercado não há o mesmo volume que em estados maiores. Não haverá representatividade alguma", afirma o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Ceará (Sinduscon-CE), Roberto Sérgio Oliveira. Outros bancos que atuam no setor - Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Santander - mantêm produtos até R$ 300 mil.

"Os clientes procuravam contratar mais de uma carta de crédito para adquirir um imóvel. Criamos esse grupo para atender a essa demanda", diz Luis Matias, vice-presidente de consórcios do Itaú Unibanco.

Em São Paulo

Segundo o executivo, houve uma "forte adesão" em São Paulo, que responde por 35% dessas cotas. "A valorização imobiliária no Estado naturalmente proporcionou essa demanda por grupos com valores mais altos".

O preço médio do metro quadrado de lançamentos com dois dormitórios teve alta de 112% na capital paulista nos últimos cinco anos, segundo dados da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp). O diretor de empréstimos e financiamentos do Banco do Brasil, Marcelo Augusto Dutra Labuto, também aponta que o público-alvo são clientes que vivem em regiões onde o preço dos imóveis teve forte alta.

"Além disso, foi identificado um crescente interesse na aquisição de imóveis comerciais, que possuem geralmente um custo total mais elevado", acrescenta.

Para Francisco Coutinho, diretor-executivo da Rodobens Consórcio, outra grande empresa que atua nesse segmento, com limite de R$ 400 mil, os interessados nas cartas com maior valor são pessoas que buscam um "upgrade" na casa própria. "Geralmente, são famílias que já têm imóvel próprio e adquirem o consórcio para mudar para um maior ou mais bem localizado".

Para William Rachid, superintendente da área de consórcio da Porto Seguro, também forte nesse segmento, os R$ 400 mil de teto oferecidos pela empresa são suficientes para atender o mercado porque, acima disso, seria "mais difícil fechar a conta", referindo-se ao fundo comum.
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segunda-feira, 12 de março de 2012

Consórcio não compete com crédito imobiliário, avaliam empresas

Folha.com -

As instituições financeiras não consideram que o consórcio seja um concorrente do crédito imobiliário porque focam em públicos diferentes.

O consórcio é mais indicado para quem precisa do bem apenas a médio ou longo prazos, já que, se não for sorteado logo ou conseguir arrematar a carta de crédito ao dar um lance, o cliente pode ter que esperar mais de 16 anos para ter o dinheiro --caso do Banco do Brasil, com prazo máximo de 200 meses (veja quadro abaixo).

"Enquanto o cliente de consórcio tem um perfil de planejamento financeiro, o público tomador de financiamento possui uma característica mais imediatista", compara Marcelo Dutra Labuto, diretor do Banco do Brasil.

Na modalidade, não há cobrança de juros, portanto o custo final é menor do que no financiamento habitacional, mas os interessados devem olhar com atenção redobrada a taxa de administração.

Outro item importante a ser considerado no cálculo para definir a melhor opção é o fundo de reserva. Nas empresas pesquisadas pela reportagem, o percentual sobre o valor da carta de crédito varia de zero a 5%.

LANCE

Os especialistas consultados preferem não indicar um percentual de lance que vai garantir a contemplação, mas há dicas que podem ajudar a usufruir melhor do produto.

"Os percentuais variam muito de acordo com o grupo e, principalmente, com o prazo restante. Geralmente, nos primeiros meses, os lances são mais altos, já que é o momento em que as pessoas com maior necessidade e poder financeiro fazem ofertas maiores para adquirir logo seu bem", explica Luís Matias, do Itaú Unibanco.

O número de clientes no consórcio de imóveis cresceu 6% em 2011 ante o ano anterior, de acordo com a Abac (Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios), chegando a 614.500 participantes ativos.

Para Paulo Roberto Rossi, presidente da entidade, a modalidade deve continuar crescendo. "O cenário econômico faz as pessoas pensarem a médio e longo prazos."

Um dos indicadores que reforçam essa confiança do consumidor para comprometer a renda futura por tanto tempo é a taxa de desemprego, que chegou a 5,5% em janeiro, a menor para o mês desde o início da série histórica do IBGE, em 2002.
Editoria de Arte/Folhapress



Um dos entraves para a expansão maior do produto é a perda de poder de compra, já que a carta de crédito é reajustada apenas por um índice de inflação, como o INCC (Índice Nacional de Custo da Construção).

Vale lembrar que o uso do FGTS no consórcio tem a mesma restrição imposta aos financiamentos imobiliários, sendo limitado a imóveis até R$ 500 mil.

A orientação de Selma do Amaral, diretora do Procon-SP, é não acreditar em "promessas verbais". "É preciso ler e entender o contrato. O vendedor só vai destacar o que o produto tem de positivo."
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Cresce a compra de imóvel em consórcio

Jornal do Comércio - 

Atentos ao aumento da demanda por imóveis, bancos mais do que dobraram o valor máximo da carta de crédito



O segmento de consórcios está se adaptando ao boom do mercado imobiliário. Os dois maiores bancos do País, Banco do Brasil e Itaú Unibanco, mais que dobraram o valor máximo da carta de crédito, passando de R$ 300 mil e R$ 250 mil, respectivamente, para R$ 700 mil. “Os clientes procuravam contratar mais de uma carta de crédito para adquirir um imóvel. Criamos esse grupo para atender a essa demanda”, afirma Luis Matias, vice-presidente de consórcios do Itaú Unibanco.

Segundo o executivo, houve uma “forte adesão” em São Paulo, que responde por 35% das cotas. “A valorização imobiliária no estado naturalmente proporcionou essa demanda por grupos com valores mais altos.” O preço médio do metro quadrado de lançamentos com dois dormitórios teve alta de 112% na capital paulista nos últimos cinco anos, segundo a Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio.

O diretor de empréstimos e financiamentos do BB, Marcelo Augusto Dutra Labuto, também aponta que o público-alvo são clientes que vivem em regiões onde o preço dos imóveis teve forte alta. “Além disso, foi identificado um crescente interesse na aquisição de imóveis comerciais, que possuem geralmente um custo total mais elevado”, acrescenta. Outros bancos que atuam no setor - Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Santander - mantêm produtos até R$ 300 mil.

Francisco Coutinho, diretor-executivo da Rodobens Consórcio, empresa que atua no segmento com limite de R$ 400 mil, afirma que os interessados nas cartas com maior valor são pessoas que buscam um “upgrade” na casa própria. “Geralmente, são famílias que já têm imóvel próprio e adquirem o consórcio para mudar para um maior ou mais bem localizado.”

O tíquete médio do setor ainda está longe de patamares tão elevados, tendo chegado a R$ 106,7 mil em 2011, com alta de 12,4% ante o ano anterior e 28,1% na comparação com 2009, de acordo com a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac).

Para William Rachid Junior, superintendente da área de consórcio da Porto Seguro, os R$ 400 mil de teto oferecidos pela empresa são suficientes para atender o mercado porque, acima disso, seria “mais difícil fechar a conta”, referindo-se ao fundo comum. Esse fundo é constituído a partir do pagamento das parcelas de todos os consorciados, com o objetivo de efetuar os pagamentos dos bens adquiridos pelos contemplados por sorteio ou lance.

Modalidade não concorre com crédito imobiliário, asseguram instituições financeiras

As instituições financeiras não consideram que o consórcio seja um concorrente do crédito imobiliário porque os focos são públicos diferentes. O consórcio é mais indicado para quem precisa do bem apenas a médio ou longo prazo, já que, se não for sorteado logo ou conseguir arrematar a carta de crédito ao dar um lance, o cliente pode ter que esperar mais de 16 anos para ter o dinheiro, “caso do Banco do Brasil, com prazo máximo de 200 meses”.

“Enquanto o cliente de consórcio tem um perfil de planejamento financeiro, o público tomador de financiamento possui uma característica mais imediatista”, compara Marcelo Dutra Labuto, diretor do Banco do Brasil.

Na modalidade, não há cobrança de juros, portanto, o custo final é menor do que no financiamento habitacional, mas os interessados devem olhar com atenção redobrada a taxa de administração. Outro item importante a ser considerado no cálculo para definir a melhor opção é o fundo de reserva. Nas empresas pesquisadas pela reportagem, o percentual sobre o valor da carta de crédito varia de zero a 5%.

Os especialistas preferem não indicar um percentual de lance que vai garantir a contemplação, mas há dicas que podem ajudar a usufruir melhor do produto. “Os percentuais variam muito de acordo com o grupo e, principalmente, com o prazo restante. Geralmente, nos primeiros meses, os lances são mais altos, já que é o momento em que as pessoas com maior necessidade e poder financeiro fazem ofertas maiores para adquirir logo seu bem”, explica Luís Matias, do Itaú Unibanco.

O número de clientes no consórcio de imóveis cresceu 6% em 2011 ante o ano anterior, de acordo com a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac), chegando a 614.500 participantes ativos.

Para Paulo Roberto Rossi, presidente da entidade, a modalidade deve continuar crescendo. “O cenário econômico faz as pessoas pensarem a médio e longo prazo”, afirma.
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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Número de contemplados em consórcios de imóveis aumenta 7,4% em 2011

Pense Imóveis - 

Segundo a Abac, entre janeiro e dezembro de 2010, foram 67,8 mil contemplações. No mesmo período de 2011, o número de contemplações ficou em 72,8 mi



As vendas de novas cotas de consórcios em 2011 cresceram 17,5% em comparação ao ano anterior, de acordo com números divulgados nesta quinta-feira, 16 de fevereiro, pela Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac). No negócio imóveis, a venda de novas cotas de consórcio teve ligeira alta, enquanto que o valor do ticket médio em 2011 teve um crescimento de quase 12%, em comparação a 2010.

Em dezembro de 2010, o número de participantes de consórcios de imóveis era de 580 mil. No mesmo mês de 2011, o número foi de 614,5 mil, o que resultou num crescimento de 5,9%. Entre janeiro e dezembro de 2010, o número de novos consorciados foi de 223,6 mil. No mesmo período de 2011, foram 224,1 mil vendas de novas cotas, representando um crescimento de 0,2%.

O número de contemplados (consorciados que tiveram a oportunidade de comprar bens) aumentou 7,4% do ano de 2010 para o ano de 2011. Entre janeiro e dezembro de 2010, foram 67,8 mil contemplações. Em 2011, no mesmo período, o número de contemplações ficou em 72,8 mil.

O ticket médio mensal, em dezembro de 2010, era R$ 106,5 mil. No último mês de 2011, o valor ficou em R$ 104,3 mil. Houve um crescimento de 2,1%. Já o ticket médio anual cresceu 11,8% em 2011, em comparação com 2010. Entre janeiro e dezembro de 2011, o valor ficou em 106,6 mil. Em 2010, era R$ 94,9 mil.

De março de 2010 e dezembro de 2011, 5.641 mil participantes de consórcios utilizaram suas contas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para amortizar ou liquidar suas parcelas das aquisições imobiliárias. Foram movimentados R$ 98,4 milhões.

O valor utilizado para amortização e quitação de parcelas entre janeiro e dezembro de 2011 foi R$ 43,7 milhões, entre 2.449 participantes.

Previsão para 2012
Segundo estudo da assessoria econômica da Abac, em 2012 e 2013, o setor da construção deve viver um período de estabilidade, após um ano atípico, quando os preços dos imóveis se valorizaram acima do esperado. Essa valorização foi resultado de novos empreendimentos e do bom desempenho econômico vivenciado no país.
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domingo, 5 de fevereiro de 2012

Pesquisa revela aumento na venda de consórcios para jovens

G1 - 

Levantamento mostra que 22% dos clientes têm de 20 a 30 anos.
Procon orienta a ler atentamente as cláusulas do contrato.


O consórcio caiu nas graças dos jovens. Um levantamento feito pela Associação Brasileira de Adminsitradoras de Consórcio mostra um aumento de 120% nas vendas de carros e imóveis por meio desse tipo de financiamento para pessoas com idades de 20 a 30 anos.

Ainda de acordo com o levantamento, os jovens já representam 22% do total de clientes de operadoras.

O perfil da nova clientela que não para de crescer. A maioria é formada por jovens que ainda moram com os pais e que buscam a independência financeira. Livres das despesas de casas, eles aproveitam pra investir e planejar o futuro.

Como todo contrato, o de consórcio também tem de ser muito bem interpretado. E por isso, a orientação do Procon é para que antes de assiná-lo leia atentamente cada cláusula.
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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Jovens buscam consórcios com a promessa de investimento garantido

CorreioWeb - 


Opção ideal para jovens investidores, o consórcio imobiliário se destaca por oferecer disciplina na hora de poupar e ausência de juros. No entanto, como alertam o consultor financeiro Luiz Felizardo Barroso e o diretor do Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo (IBEDEC), José Geraldo Tardin, nem sempre o final é feliz. É preciso ficar atento às taxas de administração e às falsas promessas apresentadas por corretores despreparados que não constam nos contratos.

De acordo com Tardin, também representante da Associação Brasileira de Mutuários da Habitação, em Brasília, o primeiro requisito para uma pessoa interessada em aderir ao consórcio é entender que esta é uma compra a longo prazo. “Por isso, o jovem seria o perfil que se encaixa melhor”, observa. Luiz Felizardo também compartilha da mesma opinião. “O consórcio pode ser financiado em cinco, dez anos. Então, esses jovens são pessoas de uma faixa etária que pode esperar. Está pensando em se casar, mas só quer depois que tiver um imóvel e não quer morar de aluguel? O consórcio é uma boa opção”, acredita o consultor.

Para Felizardo o consórcio é como uma poupança forçada, porém programada. “A dificuldade para poupar é que você, muitas vezes, não tem disciplina. Já no consórcio essa disciplina é necessária, afinal, existe uma programação. Dentro dessa programação você aperta daqui ou dali, mas arranja o dinheiro”, observa. O consultor explica que o importante é ter uma renda compatível com a prestação que você vai assumir. “Se você não tem pressa, vai contribuindo até que seja sorteado ou que ofereça um lance. Mas a garantia é que o bem é entregue a você quitado”, lembra.

No caso da recepcionista Raiane Duarte da Cruz, de 21 anos, o consórcio surgiu como uma forma de investir o dinheiro de maneira útil. Apesar de ainda não estar pagando as parcelas - seu plano está em fase de análise -, Raiane acredita que o investimento irá garantir um futuro seguro. As expectativas não poderiam estar maiores. “Ter algo próprio. Ter, de certa forma, minha independência. Se eu resolver sair de casa vou para algo que é meu”, orgulha-se.

Raiane pretende usar sua carta de crédito para adquirir um imóvel em Santa Maria (DF). Sem pressa, a jovem não planeja se mudar tão cedo para o local. “Pretendo alugar a casa. Não tenho a intenção de mudar e morar sozinha”, explica. Raiane, que mora com os pais, conta que os dois foram receptivos e apoiaram a iniciativa da filha. “Eles vão me ajudar no pagamento das parcelas”, diz. Com bom humor, a jovem brinca que se um dia tiver filhos, poderá deixar a casa e, quem sabe, ainda, as prestações como herança.

Tardin conta que o maior problema relatado ao IBEDEC é a famosa falsa promessa. “Não se deve acreditar em nenhuma promessa que não esteja no contrato. Recebemos cerca de dez denúncias por mês descrevendo esse tipo de reclamação”, conta. “Eles prometem que o imóvel sairá em até seis meses no sorteio ou que com lances de 20% e 30% você o tira. Mas é uma mentira”, alerta. O diretor do instituto explica que para se precaver e não cair em ciladas de corretores despreparados, o cliente pode pedir extrato de grupos similares dos últimos 12 meses, assim ele pode avaliar o percentual das cartas que foram ofertadas. “Vai ver que o primeiro foi com 80%, outro com 70%. Aí sim você entende a realidade”, enfatiza. Tardin garante que antes de 18 meses, os lances nunca são inferiores a 50% do valor.

Vale ressaltar que o consórcio feito para imóveis não é igual a consórcio de carro, pois neste caso o preço do produto só depende do valor estipulado, não existe valorização. “Já no mercado imobiliário, vários índices interferem de acordo com os anos no preço e valorização dos imóveis”, explica Tardin. Ou seja, você pode arcar com uma carta de crédito de R$ 300 mil, no entanto, o imóvel que você tem em vista hoje, em dois ou três anos, pode passar a valer R$ 500 mil. Ou seja, R$ 200 mil a mais do que você planejou. “A correção feita na sua parcela mensal pela administradora de consórcio geralmente é menor do que o ajuste do mercado”, esclarece o diretor.

O que recomendam os dois especialistas é que, caso a pessoa não for sorteada logo, o ideal é dar um lance em, no máximo, 24 meses. “Depois disso valoriza demais e você pode perder o imóvel que a princípio tinha em mente”, alerta Tardin. Por isso, outra atitude importante antes de assinar um contrato é verificar como está a valorização do mercado imobiliário, se a correção dos imóveis valerá a pena em alguns anos. Sobre as taxas de administração, ele explica que é preciso fazer pesquisa. “Tem empresa que pratica com taxa de administração de 10%, outras com 12%. Então é preciso ficar atento. É mais recomendável fazer com grandes bancos, porque aí você tem a certeza que não terá problemas. Afinal, já existe uma reputação, eles já possuem tradição nesse meio”, aconselha.
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quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Retenção de carta de crédito de consorciado inadimplente pode ser proibida

Agência Câmara - 

Consorciado precisará, no entanto, estar em dia com suas parcelas. Proibição valerá apenas para inadimplência em outras operações
A Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei 2392/11, do deputado Francisco Araújo (PSD-RR), que proíbe as administradoras de consórcios de reter carta de crédito de consorciado contemplado que esteja inscrito em cadastro de proteção ao crédito por inadimplência em outras operações. A proposta altera a Lei 11.795/08, que regulamenta o Sistema de Consórcio.

Francisco Araújo argumenta que as administradoras de consórcios têm incorrido nessa prática com frequência e se recusam a entregar a carta de crédito ao consorciado contemplado, mesmo que ele esteja em dia com os pagamentos das parcelas do consórcio.

Consumidor
Essa prática, segundo o parlamentar, contraria o Código de Defesa do Consumidor. “A inclusão do nome de um cidadão em cadastro ou banco de dados de consumidores não pode ser interpretada como inabilitação para realização de negócios. Muitas vezes, é resultado de inclusões erradas, não comunicadas pelo gestor do cadastro ou pelo agente econômico, ou resultado de falta de adimplemento de valor insignificante”, explicou Araújo.

O deputado reforçou que a recusa ou retenção do valor ao consorciado é injustificada, já que, para participar do sorteio em assembleia, ele precisa estar em dia com o pagamento das parcelas. “Além disso, a administradora tem a propriedade do bem adquirido por meio de consórcio, podendo requerer a sua busca e apreensão, caso o consorciado venha a faltar com suas obrigações de pagamento mensal”, argumentou.

Tramitação
A proposta, que tramita em caráter conclusivo, será analisada pelas comissões de Defesa do Consumidor; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
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segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Vendas de consórcios crescem 20,7% até outubro e batem recorde

Valor OnLine -


SÃO PAULO - Puxada pela demanda por veículos, a adesão dos brasileiros ao sistema de consórcios cresceu 20,7% nos dez primeiros meses deste ano, somando a marca recorde de 2,1 milhões de novos consorciados.

Com isso, a base de participantes teve um avanço de 13,9% em 12 meses, para 4,6 milhões de pessoas em outubro, conforme balanço da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac).

Para 2012, a entidade - cautelosa com os desdobramentos da crise na Europa - prevê um aumento de 7% a 9% nas vendas do setor.

Entre janeiro e outubro, houve aumento de 23% nas vendas de cotas de consórcios para aquisição de veículos, que representam quase 85% do sistema. No total, foram vendidas 1,82 milhão de novas cotas de consórcios para compra de motos, carros e caminhões.

Na contramão do setor, as vendas de cotas do consórcio imobiliário mostraram retração de 9,8%, para 169,5 mil novos participantes. Nos consórcios de eletros, a queda foi de 25,4%.

Com menos de três anos de existência, o sistema de consórcio voltado à prestação de serviços teve alta de 89,2% de janeiro a outubro deste ano, em relação ao mesmo período de 2010. O número de participantes nessa modalidade chegou a 10,75 mil consorciados em outubro, com aumento de 77,6% em um ano.

(Eduardo Laguna | Valor)
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sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Consórcios podem ser alternativa ao financiamento para conseguir a casa própria

O Dia - 

Aspecto de 'poupança obrigatória' do sistema pode afastar quem tem pressa, mas também ajuda os menos disciplinados



Rio - Sistema popular entre aqueles que não têm tanta pressa em adquirir um determinado bem mas costumam tropeçar na falta de determinação para guardar dinheiro, os consórcios podem ser alternativa ao financiamento para a compra, construção ou reforma de imóveis.

De acordo com a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac), a alta de 15,7% nas adesões ao produto no acumulado do ano, aliada ao crescimento de quase 20% no tíquete médio, comprovam o interesse do consumidor.

A carta de crédito para um consórcio é concedida por empresas administradoras que formam grupos de consorciados, que por sua vez contribuem mensalmente para a formação de uma poupança comum. De acordo com o regulamento do grupo, a cada mês, entre dois e quatro cotistas são contemplados com a carta de crédito – pelo menos um por sorteio e o restante por lance.

Caso os recursos sejam destinados à reforma ou construção, o dinheiro é liberado no decorrer da obra, conforme cronograma assinado por um engenheiro responsável. Nesse caso, o contemplado recebe antecipadamente a quantia referente à cada etapa prevista para a construção. A prática é diferente da comumente adotada nos financiamentos bancários, em que os recursos só são liberados após o término de cada etapa. A partir da contemplação, o valor da carta de crédito passa a ser corrigido pela Selic até a total liberação dos recursos.

A taxa de administração é, em média, equivalente a 17% do valor da carta de crédito. O montante do consórcio é pago ao longo das prestações, corrigidas anualmente com base na variação do Índice Nacional de Custo da Construção (INCC). Já o fundo de reserva é de cerca de 2% do valor da carta de crédito, e o total é pago ao longo das prestações previstas no plano. A taxa cobrada pela maior parte das administradoras cobre, entre outros custos, despesas com inadimplência. Os recursos não utilizados são devolvidos no final do plano.

Prós e contras

Segundo especialistas, na escolha entre financiamento bancário ou consórcio, costuma sair ganhando quem fica com a primeira opção. O motivo para isso é que, mesmo com taxas menores que os juros das linhas de crédito, os consórcios trazem duas desvantagens relativas: o pagamento por um bem não recebido e o fato de ser como uma poupança compulsória e não remunerada.

“Não é um financiamento barato, mas uma poupança cara”, avalia Fabio Gallo, professor de Finanças da Fundação Getulio Vargas (FGV).

De acordo com cálculos do especialista em matemática financeira José Dutra Vieira Sobrinho, o sistema só não é desvantajoso para os contemplados no início do plano, que têm ainda cerca de 75% das prestações a pagar. Para os demais, segundo ele, sairia mais barato investir a quantia reservada ao pagamento das cotas na caderneta de poupança por período equivalente à espera pela carta de crédito, e aó depois utilizar o montante como entrada de um financiamento imobiliário.

Já a Abac afirma que o sistema é vantajoso justamente por se tratar de uma poupança obrigatória. A entidade recomenda o sistema para quem já vive em casa própria e, sem a pressa de sair do aluguel, pode optar pela ferramenta como forma de se disciplinar para comprar o segundo imóvel.

Com informações do iG
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terça-feira, 29 de novembro de 2011

Casa para quem ganha acima R$ 5 mil

Casa.com.br -

Além do crédito imobiliário, existem outras formas institucionalizadas de conseguir dinheiro para a compra da casa própria. Neste capítulo, conheça essas alternativas e veja se alguma delas é a melhor para você.





Fique por dentro de outras formas de comprar

Quem já tem algum bem ou uma conta bancária mais gorducha se depara com um leque de opções maior no momento de buscar dinheiro para adquirir um imóvel. Por isso, agora que já esmiuçamos o crédito imobiliário tradicional, exploramos aqui as demais alternativas de compra para famílias que ganham acima de R$ 5 mil mensais. Reafirmamos a dica principal: não existe uma fórmula ideal que atenda a todos. Portanto, avalie sempre a sua situação antes de tomar qualquer iniciativa.



Financiamento

O crédito imobiliário é ótimo “parceiro” para a maioria das faixas de renda. Já a definição por ele depende da sua necessidade. “Se você estiver precisando de uma moradia com urgência, o financiamento será a opção ideal, pois as taxas de juros são atraentes”, esclarece Marcelo Prata, CEO do Canal do Crédito. “Mas, se quiser comprar um imóvel como investimento, melhor fazer as contas e avaliar outras modalidades.”



Refinanciamento

A lógica desse empréstimo é oferecer como garantia um imóvel próprio – obtém-se crédito de até 60% do valor desse mesmo imóvel. A casa ou o apartamento em garantia tem que estar quitado. Se por um lado o financiamento imobiliário tem taxa média melhor – 10,50% ao ano –, por outro a taxa de 12% a 17% ao ano do refinanciamento atrai mais que a do cartão de crédito ou a do cheque especial. Ao consultar os bancos, note que eles dão nomes diferentes ao produto: Crédito Aporte CAIXA, na Caixa Econômica Federal; Crédito Casa, no HSBC; CrediPersonnalité, no Itaú; e Crédito Fácil, no BM Sua Casa.



Compra programada

Disponível apenas na Rodobens Negócios Imobiliários por meio do Plano Único, essa modalidade atende àqueles que não precisam comprar um imóvel com urgência nem têm disciplina para poupar. Diferentemente do consórcio, você escolhe em quanto tempo receberá o valor (24, 36 ou 48 meses), assim como o prazo de pagamento do plano (100 ou 125 meses). Não há juros, mas a taxa de administração varia entre 19% e 29%, dependendo da modalidade escolhida. As parcelas são fixas até a liberação do crédito e, após a compra do imóvel, passam a ser atualizadas pela caderneta de poupança (TR + 0,5%). “Na prática, representa uma taxa de juros de 6% ao ano + TR”, esclarece Marcelo Prata, do Canal do Crédito. A compra programada permite adquirir imóveis que em geral ficam de fora dos financiamentos, como casas de praia e lojas. É possível usar o FGTS, seguindo as regras do fundo.



Consórcio

Pessoas se aliam para autofinanciar a compra de imóveis, em grupos com cartas de crédito de valores e prazos diferentes (o tempo médio fica entre 150 e 180 meses). Enquanto durar o consórcio, ocorrem duas ou três contemplações mensais (por sorteio e por lance). Não existe taxa de juros, mas cobram-se 20% de taxa de administração, diluída no prazo do grupo. A correção anual do saldo devedor e das parcelas é feita pelo Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) ou pelo Custo Unitário Básico da Construção Civil (CUB). O consórcio é ideal para quem não tem pressa ou para aqueles que podem usar recursos próprios para dar um lance alto. “Quem faz consórcio em geral já tem um imóvel”, diz Paulo Alberto Rossi, presidente da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac). “Quando contemplado, o consorciado conta com o poder de barganha de quemcompra à vista”, aponta. Mas há riscos: como os preços não param de subir no mercado imobiliário, é possível que, ao receber a carta de crédito, o consorciado não consiga mais comprar a moradia que tinha em mente na época do contrato. A seguir, tire suas dúvidas sobre essa alternativa de compra.


1. Que tipo de imóvel posso comprar?
2. Como escolho a administradora?
3. É possível aproveitar parte do crédito para pagar as despesas referentes à compra do imóvel?
4. O consórcio permite o uso do FGTS?
5. Posso empregar o crédito para outra finalidade?
6. Posso transferir o consórcio para outra pessoa?

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terça-feira, 22 de novembro de 2011

Setor de consórcio tem marcas recordes

Diário do Grande ABC - 

O sistema de consórcios ganhou impulso neste ano, alcançando marcas nunca antes atingidas na história do setor. De janeiro a setembro, as empresas do segmento venderam 1,91 milhão de novas cotas, 23,2% mais que no mesmo período de 2010 e o número de participantes cresceu 10,3%. Atualmente, há 4,4 milhões de integrantes, ante os 3,99 milhões há 12 meses. E o volume de negócios nos nove primeiros meses do ano chegou a R$ 61,6 bilhões, valor pouco abaixo do registrado em todo o ano 2010 (R$ 64 bilhões).

Os dados, da Associação Brasileira das Administradoras de Consórcio, mostram que o mecanismo tem sido cada vez mais procurado por consumidores com perfil de poupador, que planejam as compras e se programam para ter o bem no futuro.

Para o presidente do Conselho Nacional da Abac, Fabiano Lopes Ferreira, a expansão da demanda não é de hoje e ocorre, entre outros fatores, pela ascensão das classes C e D, que ganharam maior poder aquisitivo nos últimos anos. "Com mais dinheiro no bolso, as pessoas passaram a comprar mais consórcios", afirma.

Além disso, a nova Lei do Consórcio, que entrou em vigor há dois anos, segundo ele, deu mais credibilidade ao sistema. Entre as modificações introduzidas, estão a possibilidade de quitação de financiamento com a carta de crédito, de o desistente ou excluído receber o dinheiro de volta. Houve a criação das modalidades de serviços - em que a pessoa pode utilizar o recurso para pagar viagem, casamento, estudos, tratamento estético e outros.

SERVIÇOS

Ainda em estágio inicial, os consórcios de serviços tiveram crescimento de 173,5% em número de participantes em setembro frente ao mesmo mês de 2010. Ferreira esclarece que, aos poucos, a modalidade ganha adesão também entre as administradoras. Atualmente apenas 30 operam com o formato, de um total de mais de 250 empresas do ramo.

O Bradesco Consórcios, por exemplo, está entre as que ainda não atuam nessa área. "Estamos esperando maturar um pouco", cita o diretor, Fernando Tenório.

IMÓVEIS

Tenório assinala ainda que a possibilidade de utilização do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço para quitar ou amortizar o saldo devedor dos consórcios, desde o fim de 2009, também serviu como atrativo para a adesão ao sistema. O Bradesco, que opera nos ramos de imóveis, veículos leves e pesados, vendeu de janeiro a outubro 230 mil cotas, 25% mais que no mesmo período de 2010.

Em todo o segmento nacional, as vendas de novas cotas de imóveis cresceram 15,7% neste ano, com expansão de 19% no tíquete médio (valor médio das cotas) de R$ 121 mil em relação ao observado há 12 meses.

Área de veículos registra alta de 50%

Segmento importante para o sistema de consórcios, as compras de veículos leves (automóveis, picapes e utilitários esportivos) por essa modalidade voltou a se aquecer, depois alguns anos de recuo. As vendas de novas cotas, nessa área, registraram expressivos 50% de crescimento de janeiro a setembro frente ao mesmo período de 2010, de acordo com os números da Abac. Passaram a ser consorciados 617,5 mil pessoas neste ano.

Aquecimento também se verificou na área de motocicletas. Nesse segmento, as novas cotas tiveram alta de 16% nos primeiros nove meses do ano. Atualmente, de cada três motos comercializadas no mercado interno, uma é entregue por consórcio.

Segundo especialistas, o poder aquisitivo em alta, somado às elevações das taxas de juros e ao aumento das restrições ao crédito ao longo do primeiro semestre também ajudaram a elevar a procura pelas modalidades.

OTIMISMO

Para o diretor do Bradesco Consórcios, Fernando Tenório, há otimismo em relação ao mercado em 2012, por causa de fatores como a proximidade da Copa do Mundo de 2014 e dos investimentos públicos do Programa de Aceleração do Crescimento, que devem manter o nível de emprego em alta. "Acreditamos em crescimento de vendas de 25%", afirma.
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segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Abac: venda de consórcio de imóvel sobe 15,7% no ano

AE - 


A venda de novas cotas de consórcios de imóveis registrou alta de 15,7% nos primeiros nove meses do ano em relação a igual período do ano anterior, somando 194,5 mil unidades, de acordo com pesquisa da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac). No mês de setembro, o valor médio das cotas para a compra de um imóvel subiu 19,1%, para R$ 121 mil, ante R$ 101,6 mil de um ano antes.

Em setembro, o segmento registrava 624 mil participantes, indicando acréscimo de 9,9% sobre um ano antes. Na mesma base de comparação, o número de contemplações cresceu 18,2%, para 61 mil participantes.

Entre março do ano passado e setembro deste ano, 5.119 participantes utilizaram o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para amortizar ou quitar parcelas, somando R$ 89,1 milhões. No acumulado do ano, 1.927 participantes utilizaram o FGTS, somando R$ 34,4 milhões.

Em nota, a Abac destaca que a alta de mais de 15% nas adesões no acumulado do ano, aliada ao crescimento de quase 20% no tíquete médio, comprovam o interesse do consumidor pelo produto
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segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Mil e oitocentas pessoas ainda devem ser ressarcidas por consórcio falido



Consórcio Garibaldi faliu em 1994; 3,5 mil paranaenses foram prejudicados.
Justiça bloqueou bens de sócios para restituir participantes do consórcio.



A Justiça Federal informou que 1800 pessoas que aderiram ao antigo consórcio Garibaldi talvez não saibam que têm o direito de receber parte do dinheiro pago de volta. Ao todo 3,5 mil clientes têm direito ao ressarcimento. Os valores a serem resgatados variam de R$ 500 a R$ 100 mil e estão disponíveis nas agências da Caixa Econômica Federal.



“Não precisa de advogado nem outra providência. É só comparecer a agência da Caixa Econômica e fazer o saque com a carteira de identidade”, explicou o juiz Vicente Ataíde.
As vítimas receberam até agora apenas um quarto do valor devido pelo consórcio. É o caso do empresário Haroldo dos Santos. Ele já tinha perdido a esperança de conseguir de volta o dinheiro que pagou ao consórcio Garibaldi. Foram quatro anos de prestações para tirar um carro zero quilômetro, que nunca chegou. Em maio, o empresário ficou surpreso quando recebeu quase R$ 8 mil reais. Mas ainda restam R$ 32 mil.


O consórcio Garibaldi faliu em 1994 e deixou no prejuízo milhares de pessoas. A Justiça apreendeu bens e imóveis dos sócios para restituir os prejudicados. Um deles é o ex-deputado estadual Tony Garcia, que ficou preso por quase três meses. Segundo a Justiça, cerca de R$ 10 milhões em bens foram bloqueados.
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segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Valor médio da cota de consórcios de imóveis sobe 20% em agosto

Infomoney -


SÃO PAULO - O valor gasto pelo brasileiro em consórcios de imóveis apresentou o segundo maior aumento diante dos demais segmentos, em agosto. Segundo dados divulgados pela Abac (Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios) nesta segunda-feira (3), o tíquete médio do segmento imobiliário subiu 20,1%, passando de R$ 99,1 mil em agosto de 2010 para R$ 119 mil no mesmo mês de 2011.

O maior aumento foi da categoria eletreletronicos e bens duráves. Entre agosto deste ano e do ano passado, o tíquete para este segmento avançou 31,6%, ao passar de R$ 3,8 mil para R$ 5 mil.

Outros valores
Dos seis segmentos analisados pela Abac, doi registraram queda no valor do tíquete médio: Véiculos leves e pesados

Na tabela abaixo é possível conferir os valores das cotas para o oitavo mês de 2010 e 2011 e a variação apurada no período:

Tíquete médio dos consórcios
Segmento
Agosto de 2010 
Agosto 2011Variação
EletroeletrônicosR$ 3.800R$ 5.00031,6%
ImóveisR$ 99.100R$ 119.00020,1%
Motocicletas e motosR$ 10.200R$ 12.10018,6%
ServiçosR$ 6.900R$ 7.4007,2%
Veículos levesR$ 40.000R$ 36.700-8,2%
Veículos pesadosR$ 145.700R$ 128.300-11,9%
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