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quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Cai o número de financiamentos imobiliários, aponta associação

Folha.com -

 
Os empréstimos para aquisição e construção de imóveis atingiram R$ 6,45 bilhões em julho deste ano no país, número 13% menor do que em junho, segundo dados Abecip (Associação Brasileira das entidades de crédito imobiliário e poupança).

Em relação a julho do ano passado, a queda foi de 3%.

Também houve recuo quando se analisa o acumulado de janeiro a julho deste ano diante do mesmo período em 2011. Nesse caso, os financiamentos imobiliários atingiram R$ 43,5 bilhões, recuo de 0,4% em relação ao mesmo período no ano passado.

Em relação à quantidade de financiamentos, também houve queda. Foram financiadas 34,7 mil unidades em julho, recuo de 17% ante junho e de 11%, em relação ao mesmo mês do ano passado.
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segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Construtoras dão desconto de até 20% para compra de imóveis

Infomoney - 

Saldões em vigor neste final de semana também oferecem escritura gratuita em imóveis já prontos

SÃO PAULO – Com desaceleração nas vendas e queda nos lançamentos, as grandes construtoras e incorporadoras estão realizando uma espécie de saldão para vender imóveis. Os descontos são oferecidos principalmente nos imóveis prontos ou a serem concluídos neste ano.

Entre elas, a Trisul está com uma campanha promocional até o dia 15 de setembro, que oferece descontos que variam entre 3% a 20%. São empreendimentos já prontos ou que terão suas obras finalizadas até o final do ano.

O comprador terá também benefícios, como escritura gratuita e vale-compras de R$ 3 mil, que poderá ser trocado por compras nas lojas Tok Stok e Fast Shop. Os imóveis estão localizados na capital paulista, litoral, interior e na Grande São Paulo.

Seguindo essa tendência de ofertas, a Brookfield Incorporações estará no Fim de Semana do Imóvel, na Barra da Tijuca (RJ), nos dias 1 e 2 de setembro. A empresa diz que haverá descontos, mas não revela os percentuais.

O foco da empresa será apresentação de empreendimentos na região de Jacarepaguá , na zona Oeste do Rio de Janeiro. Os imóveis residenciais apresentados possuem o conceito condomínio clube, com apartamentos com unidade de três suítes, de dois quartos (sendo uma suíte) ou coberturas duplex com churrasqueira e previsão para piscina.

Já a construtora Cury está parcelando a entrada do imóvel em até dez vezes para os empreendimentos Único Guarulhos (próximo ao Shopping Guarulhos), Parque dos Sonhos (Itaim/ Ferraz), Viva Mais Itaquá (Itaquaquecetuba), Dez Vila Curuça (São Miguel/Vila Caruça), Mérito Aricanduva (Aricanduva)e Mérito Vila Curuça (São Miguel/Vila Caruça). Os imóveis custam a partir de R$ 103 mil.

A MPD, por sua vez, irá prorrogar a promoção que oferece descontos de R$ 30 a R$ 130 mil em apartamentos e empreendimento comerciais em Barueri e Grande São Paulo. A Construtora oferece imóveis prontos e na planta. A promoção “Invest Bem” terá estandes no Shopping Tamboré. Mais informações podem ser encontradas no site da promoçãohttp://www.investbem.com.br/.
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sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Caixa firma parceria com a IBM para facilitar crédito imobiliário

Infomoney - 

Modernização do sistema deve agilizar as contratações de financiamentos habitacionais

SÃO PAULO - A Caixa Econômica Federal anunciou hoje (30) uma parceria com a IBM e a Funcef (Fundação dos Economiários Federais) para facilitar o acesso ao crédito imobiliário.

De acordo com a instituição bancária, a intenção é modernizar os processos empresariais e os serviços do crédito imobiliário. Com esta iniciativa, será possível agilizar as contratações de financiamentos habitacionais.



Novidades
Os consumidores passarão a receber informações da situação de seus pedidos de crédito em tempo real, por meio de canais como internet e celular.

Uma das novidades mais importantes dessa ação é a possibilidade de, em breve, o crédito imobiliário estar disponível 24 horas por dia, nos sete dias da semana, levando as propostas de financiamento e sua concretização ao local onde os negócios serão realizados.

Também será possível aos consumidores realizarem a maior parte operacional dos negócios por meio da Internet, viabilizando a contratação por meio de escritura eletrônica, assinatura digital certificada e interação com Cartórios de Registros de Imóveis.

A contratação de crédito imobiliário sem circulação de papel, deve de acordo com o banco, gerar grande comodidade para os consumidores e redução de custos.

Crédito Habitacional
Até 24 de agosto de 2012, a Caixa contratou um total de R$ 63,1 bilhões em crédito imobiliário, relativos a mais de 700 mil contratos, o que representa um crescimento 32,1% superior ao contratado no mesmo período do ano passado, quando emprestou cerca de R$ 47,78 bilhões.
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quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Bancos reduzem taxas e elevam prazos para financiamento imobiliário

Folha.com -

Os bancos cortaram os juros do financiamento imobiliário e ampliaram o prazo de pagamento, em um movimento para alavancar o segmento que apresenta as maiores taxas de crescimento no crédito brasileiro.

Os juros da modalidade nas principais instituições do país variam de 7,7% a 11% ao ano mais Taxa Referencial para a compra de imóveis de até R$ 500 mil (veja quadro).

Com isso, a maioria dos novos contratos é fechada com taxa de 9% ao ano, segundo a Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário). Há um ano, essas operações eram contratadas, em grande parte dos casos, por 10,5% ao ano.

Para os próximos meses, no entanto, não há previsão de cortes significativos. "Os bancos chegaram no limite do que se pode trabalhar", diz Octavio de Lazari Junior, presidente da entidade. As reduções agora deverão ocorrer de acordo com o relacionamento do cliente com o banco.

Diogo Shiraiwa e Affonso/Editoria de arte/Folhapress



A última modificação de juros foi anunciada pelo Santander neste mês. Em maio e junho, Banco do Brasil e Caixa também melhoraram as condições. As demais instituições ainda não anunciaram oficialmente alterações.

O economista José Pereira Gonçalves, especialista em mercado imobiliário, concorda que não há mais espaço para grandes mudanças. "Existe um custo de captação dos recursos pelo banco, não há como diminuir ainda mais essa margem", diz.

A maioria das operações vem de recursos da poupança. Desde maio, os novos depósitos tiveram a rentabilidade reduzida, atrelada a um percentual da taxa básica de juros, a Selic. Com a queda, os bancos tiveram esse custo de captação reduzido.

"Por mais que tenha caído, essa redução é momentânea, atrelada à Selic. Como as operações de financiamento são de longo prazo [até 35 anos], os bancos precisam estabelecer um parâmetro; assim, não têm como cortar mais."

Em relação ao prazo, Caixa e Santander ampliaram o teto de 30 para 35 anos. No anúncio, em junho, a Caixa disse que a vantagem é o aumento da capacidade de compra do mutuário, que pode financiar um imóvel mais caro. A prestação deve ser de até 30% da renda.

FATORES

As instituições consideram a modalidade uma das mais importantes do sistema financeiro atualmente.

O professor de finanças da FIA (Fundação Instituto de Administração) Ricardo Rocha diz que o interesse vem da possibilidade de a instituição manter relação de longo prazo com os mutuários.

Diogo Shiraiwa e Affonso/Editoria de Arte/Folhapress



Além disso, a análise de crédito para a concessão é rigorosa e a retomada do bem ocorre rapidamente no caso de inadimplência. "São as operações de crédito mais seguras", afirma Gonçalves.

O crédito imobiliário tem a menor inadimplência do mercado. Em maio, o percentual estava em 2%, enquanto o índice do crédito pessoal, por exemplo, era de 5,7%.

BUROCRACIA

Os bancos têm feito esforços para reduzir a burocracia nessas operações, que ainda estão entre as mais complicadas do sistema financeiro.

As instituições discutem, por exemplo, o registro eletrônico e a padronização dos contratos. A ideia é transmitir, por um sistema, o contrato para o cartório, que o devolve da mesma forma.
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segunda-feira, 27 de agosto de 2012

4 formas de driblar os preços elevados dos imóveis

Infomoney - 

A valorização contínua do m² se torna um empecilho para aqueles que querem economizar na compra da casa própria

SÃO PAULO – Com a forte valorização dos imóveis na última década, o sonho de ter uma casa própria que caiba no orçamento se torna uma tarefa que exige dedicação. De acordo com o Índice Fipe/Zap, em São Paulo, por exemplo, entre fevereiro de 2008 e julho de 2012, a valorização no m² acumulou 144,1%. No Brasil, no último ano, o crescimento foi de 17,1%.

Ainda que os atuais valores desanimem muita gente, existem diversas opções de imóveis que podem sair mais barato – ainda que alguns cuidados sejam necessários. Veja a seguir algumas opções:



Na Planta
Para o vice-presidente de habitação econômica do Secovi-SP, Flávio Prando, os imóveis ainda na planta “são a melhor opção para quem quer economizar, pois a propriedade valoriza durante o tempo de construção e existe a possibilidade de fazer um financiamento que cubra até 85% do seu valor”. Com o imóvel na planta é possível decorá-lo do seu jeito e escolher, no caso de apartamentos, o andar, face norte ou sul (quantidade de incidência de luz solar ao longo do ano) e a quantidade de vagas.

Mas fique de olho no contrato e no tempo previsto para a entrega do imóvel, já que muita gente tem tido problema com essas cláusulas. Em caso de atraso ou defeito no imóvel, o responsável é a incorporadora. Também analise com cuidado as promessas de valorização futura do imóvel. Com os preços hoje em patamares elevados, as perspectivas de novas altas diminuem.

Imóveis usados
Os imóveis usados, além de serem mais baratos do que os novos (valor que varia de acordo com as condições do imóvel), possibilitam a negociação com o proprietário, que dependendo dos motivos da venda, pode aceitar um valor menor do que o esperado.

Porém, é preciso ficar atento com o estado de conservação da propriedade, pois, normalmente, é necessário fazer alguns consertos que podem sair caro. Verifique as instalações elétricas e hidráulicas, rachaduras e infiltrações. Reformas também são comuns quando se trata de imóveis usados, pois eles não costumam ser do jeito que o comprador deseja. Nesses casos, faça as contas do que precisa de conserto e do que necessita ser reformado e inclua no seu orçamento.

Feirão
A vantagem dos feirões de imóveis é que, além de os proprietários oferecerem descontos, você pode realizar o processo de aquisição num único lugar, pois lá estarão imobiliárias, cartórios e responsáveis por análise e liberação de créditos.

Caso esteja interessado em adquirir uma casa em feirão, compare os preços e pesquise as taxas de juros, que mudam conforme o valor do imóvel e do financiamento. A diretora comercial da Imobiliária Lello, Roseli Hernandes, afirma que os feirões são ótimas oportunidades. “Em um feirão que realizamos, os proprietários ofereceram até 30% de desconto”, afirmou.

Com a redução na velocidade de vendas, as próprias incorporadoras também têm realizado feirões mais constantes. Em geral, os imóveis colocados à venda com os maiores descontos são aqueles mais difíceis de vender – como apartamentos no primeiro andar.

Leilão
Nos leilões é possível encontrar imóveis um pouco mais baratos. Mas é preciso tomar cuidado, pois muitos ainda estão ocupados, e a compra pode virar uma briga judicial. Faça uma visita antecipada ao local para averiguar o estado de conservação da propriedade, as condições de venda, formas de pagamento, levantamento de dívidas, comissão do leiloeiro, impostos e modelo de contrato. Se não for possível visitar o imóvel porque o atual ocupante não deixa, é melhor desistir. Também tome muito cuidado para não se empolgar no dia do leilão e fazer propostas acima do razoável apenas para não perder uma oportunidade. Os bancos e a Justiça estão sempre realizando leilões de imóveis retomados. Então não é preciso fazer loucuras.

Cuidados principais
Mesmo aqueles que não querem economizar na compra de um imóvel devem tomar alguns cuidados. O comprador precisa saber de quanto é seu orçamento e se é possível acrescentar na planilha de gastos, mais essa conta. Na opinião do educador financeiro e presidente da DSOP Educação Financeira, Reinaldo Domingos, “tudo começa com uma análise do seu padrão de vida para saber qual é o valor que cabe no seu bolso e o quanto você está disposto a investir”.

Além disso, lembra, é preciso analisar o custo de vida no novo local, pois, caso o comprador esteja querendo se mudar para um bairro ou cidade com infraestrutura melhor, o custo de vida pode subir de 20% a 30%, se for levado em contra transporte, segurança, preço dos supermercados e drogarias.

Depois de analisar o orçamento e decidir o quanto está disposto a gastar, é preciso pesquisar e conhecer muitos locais. Para Roseli Hernandes, “é importante buscar uma imobiliária especializada na região em que você deseja adquirir o imóvel, pois ela vai te ajudar a encontrar o local que melhor se encaixa com o seu perfil”.
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Metro quadrado de imóvel está mais barato em BH

Estado de Minas - 


Índice da Fipe aponta desvalorização dos imóveis na capital nos últimos dois meses. Especialista acredita numa adequação de preços

 (Son Salvador)
A variação negativa do Índice FipeZap de Preços de Imóveis anunciada em Belo Horizonte nos últimos dois meses, com queda de 0,2% em junho e 1,2% em julho, reacendeu a discussão de uma possível bolha imobiliária. Não como aquela ocorrida nos Estados Unidos, mas por uma demanda especulativa. A queda tem sido mais forte nos apartamentos de um quarto, cuja desvalorização foi de 10,86% entre maio e julho. A pesquisa aponta um preço médio em julho de R$ 4.805 para o metro quadrado em Belo Horizonte.

Para Samy Dana, PhD em finanças e professor da Escola de Economia de São Paulo (EESP-FGV), há uma diferença entre a demanda real e a especulativa por imóveis. “O estouro da bolha está associado ao colapso da demanda especulativa. Vai ocorrer quando aqueles que compraram para vender depois com o objetivo de obter lucro perceberem que os preços atingiram patamares muito elevados, e que, por isso, sobrou pouca ou nenhuma margem para valorização”, defende. “Acredito que uma desvalorização de 40% nos imóveis seria razoável para recolocá-los no preço real, que está em descompasso com a realidade brasileira”, defende.

Samy acredita que a queda já seja maior do que a divulgada pelo FipeZap. “O índice é calculado com base nos preços de imóveis anunciados em um site, onde os anúncios são com preço cheio. Ele não capta os descontos e promoções das construtoras e tende a subestimar a magnitude da desaceleração do mercado imobiliário. Os pequenos aumentos de preços, aliados aos enormes descontos, podem manter as variações positivas do índice FipeZap, evitando o sentimento de pânico por mais algum tempo. Acredito que, por trás da variação mensal do FipeZap, existe uma história a ser contada e que é muito provável: a de que a demanda especulativa tenha começado a ‘cair na real’. Esse é apenas o começo de um longo caminho em direção a preços mais razoáveis”, avalia o professor.

Roberto Zac, do comitê técnico da pesquisa, diz que o índice acompanha mensalmente a variação no preço dos imóveis em seis capitais e no Distrito Federal. “Temos verificado, de forma geral, acomodação nos preços. Talvez, e é preciso analisar caso a caso, não seja o melhor momento para o investidor comprar.”

DESCONTOS 

Evandro Negrão de Lima Júnior, presidente da Câmara do Mercado Imobiliário e do Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/Secovi-MG), diz que o intervalo de apenas dois meses é pequeno. “Essa queda, de 1,4% em dois meses, pode justamente estar refletindo promoções pontuais. Não é uma tendência futura. Os preços vão se estabilizar, mas vão continuar crescendo acima da inflação”, pondera.

O professor da EESP discorda. Para Samy, muitos argumentarão que uma variação negativa de 1,4% sequer pode ser considerada um desaquecimento, pois o saldo do ano ainda é positivo. E que a rentabilidade ainda seria superior à da poupança, do CDI e da maioria dos CDBs. “De fato, uma queda de 1,4% dificilmente poderia ser considerada um desaquecimento para qualquer outro índice. Porém, há que lembrar que, entre maio de 2010 e maio deste ano, o FipeZap apresentou sempre uma variação mensal positiva.”

Preços em oscilação 
Investidores atraídos pela demanda real por imóveis apostam na compra para revenda futura, de olho na valorização e nos consequentes lucros. Mas uma retração é esperada

É importante, nesse cenário de queda nas vendas, entender a diferença entre a demanda real e a especulativa. De acordo com o PhD em finanças e professor da Escola de Economia de São Paulo (EESP-FGV), Samy Dana muitas vezes a demanda real muda pela vontade das pessoas em usufruir o bem. Quando um produto entra na moda, a demanda real por ele sobe. Caso a oferta permaneça a mesma, a tendência do preço é de alta. O sucesso do iPad permitiu à Apple elevar preços e a margem”, exemplifica.

O aumento da demanda real atrai também investidores que visam aos lucros futuros. A demanda especulativa se dá pela crença de que os preços estão constantemente em ascensão. “A cada dia, fica mais claro que os preços atingiram níveis insustentáveis e os investidores veem dificuldades para que eles subam ainda mais. Daqui pra frente, os preços devem cair até o nível de equilíbrio entre a oferta e a demanda real, formada por quem busca casa para viver e não apenas para quem quer revendê-la mais tarde por um preço superior ao que comprou”, esclarece.

Samy Dana, PhD em finanças, concorda que ainda não há um desaquecimento acentuado (Arquivo Pessoal)
Samy Dana, PhD em finanças, concorda que ainda não há um desaquecimento acentuado
Samy concorda que ainda não há um desaquecimento acentuado. Mas essa queda pode significar muito mais do que parece à primeira vista. “Investidores e construtoras resistem ao máximo em reduzir preço e margem de lucro. Imagine o que ocorreria se eles começassem a diminuir os preços anunciados? Isso não só poderia gerar pânico e o estouro da bolha, como também deixaria todos os que pagaram preços altos, inclusive muitos que ainda nem receberam o imóvel, furiosos”, afirma.

Ainda segundo ele, “uma forma interessante e viável de manter a crença de que o imóvel é sempre um bom negócio é deixar o preço no mesmo patamar anterior, ou seja, extremamente caro. E, ocasionalmente, até aumentar um pouquinho, digamos, 1%. Ao fazer isso, a construtora sabe que não terá compradores. Porém, para contornar essa situação, lança mão de tradicionais técnicas de marketing, como o desconto, feirões e promoções convidativas”, ressalta.

GORDURA 

O professor do MBA em Gestão de Negócios Imobiliários e da Construção Civil da FGV/IBS Edson Mendes diz que o aumento do crédito aumentou a demanda por imóveis, mas que ela já chegou a um limite e existe uma gordura a ser queimada. “Certamente, não é o momento para o investidor comprar. Quem quer morar, deve negociar bastante o preço”, recomenda.

Ele não acredita em bolha imobiliária, mas lembra que a mudança na lei de uso e ocupação do solo fez muitas construtoras correrem para aprovar projetos antes da mudança. É que esses imóveis estão ficando prontos, o que elevou bastante o estoque de unidades. “A cadeia construtiva ficou mais cara, mas a margem de lucro também tinha crescido. Está na hora de reduzir o lucro”, decreta.

Para o diretor comercial da Gran Viver Urbanismo, Marco Túlio Silva, o mercado da construção civil em BH ainda tem que entregar 60% do que foi lançado nos últimos três anos. “Em função disso, é esperada uma acomodação dos preços para vender o que está no estoque. Isso deve durar de 12 a 24 meses. Mas é algo normal, já que a construção civil vive de ciclos. Hoje, apenas 5% do PIB brasileiro é de crédito imobiliário. O Bradesco divulgou um estudo em que estima chegar a 10% do PIB até 2020. Então, é improvável uma queda nos preços dos imóveis. E o que chamo de acomodação, é de aumentos de 15% a 20% ao ano.”

Para o diretor da área de imobiliária do Sindicato da Indústria da Construção Civil de Minas Gerais (Sinduscon-MG), Bráulio Franco Garcia, alguns bairros, como Buritis e Castelo, realmente tiveram mais lançamentos do que o demandado. Mas em outros lugares está normal. “Bairros como Santo Agostinho e Lourdes não têm desvalorização nunca. Gostaríamos de poder ter um preço menor, mas tudo está colaborando para o contrário. O custo com mão de obra, terreno e materiais subiu. Não há como reduzir valores se todos os insumos sobem. O número de lançamentos, inclusive, caiu muito, porque as construtoras não estão conseguindo fechar a conta. Ao colocar na ponta do lápis os custos, o preço projetado para venda do imóvel está acima do valor de mercado”, observa.
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Recife atrai compradores

Diario de Pernambuco - 

Pesquisa mostra que intenção de adquir imóvel na cidade chega a ser maior que o interesse em São Paulo

O Nordeste tem belas praias, paisagens sublimes e um povo acolhedor. Tais fatores, por si só, são atrativos para quem pensa em fixar residência na região. Mas no Recife e em algumas cidades do estado, o aspecto econômico tem sido levado em conta. Uma pesquisa de mercado promovida pela Datastore, empresa especializada em assuntos imobiliários, revela que o intenção de compra de imóveis na cidade vem se transformando e já supera o de São Paulo, o maior mercado do país.

De acordo com o instituto de pesquisa, no Recife 33% dos consumidores com renda familiar maior que R$ 3 mil têm intenção de comprar imóvel nos próximos dois anos. Em São Paulo, esse índice é de 27%. Uma das explicações é o desenvolvimento impulsionado pelo Complexo Industrial e Portuário de Suape, que está atraindo empresas para a Região Metropolitana do Recife. A outra é o fato da capital ser uma das cidades-sede da Copa do Mundo de 2014. São fatores que merecem destaque e a procura por imóveis, seja para moradia ou para investimento, cresceu consideravelmente.

A analista de sistemas de negócios Líbia Florentino, 30 anos, mora na capital paulista mas, em breve, vai fazer a mudança para o Recife. A princípio, por razões pessoais e, agora, por motivos profissionais, ela deve estabelecer residência no estado. “Vou adquirir meu primeiro apartamento no Recife, a capital de referência no Nordeste. A região tem se mostrado muito próspera e, sobretudo, tem um custo de vida atraente para a estrutura que vem oferecendo”, afirma a analista.

Para o presidente da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Pernambuco (Ademi), Eduardo Moura, a pesquisa só confirma o aquecimento do mercado de imóveis na região, que deve continuar em crescimento. Ele reconhece que o evento da Copa do Mundo contribui, mas não é o fator preponderante. “Temos Suape, mundialmente reconhecido pela estrutura para ancorar os maiores navios do mundo. E o setor industrial é o diferencial do crescimento no estado”. Além do Recife, foram destaques na pesquisa as cidades de Fortaleza, Salvador e São Luís.
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Conheça os gastos ocultos na compra ou venda de um imóvel


Infomoney - 


Taxas e impostos sempre tornam a compra de um imóvel bem mais cara do que parece


Não são apenas os preços elevados que assustam quem sonha em comprar uma casa ou apartamento. O sonho do imóvel próprio também envolve mais burocracia do que parece. São taxas, impostos, e despesas de transferência, escritura e registro do imóvel que aparecem no momento de fechar negócio.

De acordo com a advogada especializada em direito imobiliário Carla Lobato, considerando todo o Estado de São Paulo, as tabelas de custo dos Tabelionatos de Notas (cartório responsável pela lavratura das escrituras) e dos Cartórios de Registro de Imóveis (cartório responsável pelo registro da operação de compra) são progressivas e variam de acordo com o valor total do imóvel.
mercado imobiliário - imóveis

Segundo Carla, além dessas despesas também haverá despesas com os custos de ITBI (Imposto de Transmissão de Bens Intervivos) pagos diretamente a Prefeitura, os quais giram em torno de 2%, dependendo do município.

Para aqueles que desejam usar o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para comprar o imóvel, também será necessário desembolsar o custo bancário adicional de até R$ 1.900.

Custos gerais

A pedido do Portal InfoMoney, a especialista calculou alguns desses custos ocultos, levando em consideração um imóvel no valor de R$ 200 mil na cidade de São Paulo. Veja quais são os custos que deverão ser pagos no ato da lavratura da escritura:
  • Corretagem: 6% sobre o valor da transação ou R$ 12 mil. O custo geralmente é pago pelo vendedor, mas provavelmente estará embutido no valor da transação;
  • ITBI: 2% ou R$ 4 mil;
  • Cartório de Notas: R$ 2,5 mil;
  • Cartório de Registro de Imóveis: R$ 1.580.


O custo total, portanto, supera R$ 20 mil – ou mais de 10% do valor do imóvel. De acordo com a advogada, para realizar o cálculo dessas despesas, é preciso levar em consideração o maior valor entre o preço de compra e venda e o valor venal do imóvel. “Imóveis com vaga de garagem - matrícula e IPTU à parte -, exigem um registro separado para ela”, explica.

Outros casos
A especialista explica que no caso dos imóveis financiados pelo SFH (Sistema Financeiro de Habitação), o cálculo muda um pouco, pois o próprio banco emite um contrato de compra e venda com financiamento imobiliário. Este contrato tem validade de escritura pública, o que reduz os gastos com a dispensa deste documento.

Segundo Carla, este documento é um contrato de garantia imobiliária que exige um registro desta garantia. Este registro será calculado sobre o valor do financiamento.

“Em relação aos Cartórios de Registro de Imóveis, os emolumentos devidos pelos atos relacionados com a primeira aquisição imobiliária serão reduzidos em 50%. Estas despesas são calculadas somente sobre a parte efetivamente financiada, sendo que o registro da parte paga à vista será de responsabilidade do comprador”, completa.

Quanto ao ITBI (Imposto sobre a transmissão de bens imóveis), o valor também diminui para 0,50% sobre o valor financiado, limitando-se a R$ 42.800 e 2% sobre o valor restante.

Considerando uma pessoa que adquiriu um imóvel de R$ 200 mil e efetuou um financiamento de R$ 150 mil, os cálculos são de:
  • Corretagem: 6% sobre o valor da transação;
  • ITBI: R$ 3.358,00
  • Cartório de Notas: zero
  • Cartório de Registro de Imóveis: R$ 1.712,88 (considerando as custas de registro com alienação fiduciária).

Mais custos
De acordo com Carla, no financiamento imobiliário é o comprador que deve custear o serviço de despachante e as taxas sobre a avaliação do bem e dos documentos jurídicos que compõe o processo de financiamento, que podem variar de R$ 1 mil a R$ 2 mil dependendo da instituição financeira e o valor do imóvel.

Quando o consumidor opta por comprar um imóvel, também é necessário levar em consideração manutenção ou para o caso de apartamentos o condomínio mensal cobrado, cujos custos podem variar dependendo da região, idade do edifício, estado de conservação e as áreas comuns. “Lembre-se que o rateio dessas despesas sempre depende do número de unidades integrantes ao condomínio. Outro fator importante a ser analisado é o nível de inadimplência”, aconselha a advogada.

Outro tributo que envolve um imóvel é o IPTU, que considerando a cidade de São Paulo, o imposto é de 1% sobre o valor venal o qual poderá sofrer descontos ou acréscimos de dependendo de alguns fatores determinados pela Prefeitura.

Outro fator relevante que pesa no bolso do comprador são os custos relativos aos juros contratuais e os seguros de Morte e Invalidez Permanente e Danos Físicos do Imóvel. Esses últimos são obrigatórios na contratação do financiamento, além da correção monetária incidente.

Vendedor também paga
Os custos incidentes com a compra do imóvel também afetam o vendedor, pois quando um imóvel é vendido com lucro, ou seja, quando o valor da venda é maior que o valor da compra, existe um pagamento de imposto chamado “Ganho de Capital” que corresponde a 15% calculado sobre essa diferença.

Esse imposto deve ser recolhido por meio do DARF (Documento de Arrecadação da Receita Federal), porém pode ter isenção fiscal nos seguintes casos:
  • Se o imóvel vendido tiver um valor inferior a R$ 440 mil, for a única propriedade do contribuinte e desde que o vendedor não tenha efetuado, nos últimos cinco anos, outra alienação de propriedade.
  • Ganho apurado na alienação de imóveis adquiridos até 1969.
  • A partir de 16/06/2005, o ganho auferido por pessoa física residente no Brasil na venda de imóveis residenciais, desde que o vendedor, no prazo de 180 dias contado da celebração do contrato, aplique o dinheiro da venda na aquisição de outro imóvel residencial localizado no País.
Caso o vendedor não se enquadre em nenhum desses casos, o pagamento desse tributo deve ser feito até o último dia do mês seguinte ao da venda da propriedade. O comprador da unidade também deve fornecer detalhes sobre a transferência de propriedade em sua declaração anual do Imposto de Renda, no ano seguinte ao da operação. As regras específicas que regem o imposto sobre vendas de propriedade podem ser consultadas no manual que está disponível no site da Receita Federal Brasileira.
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quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Imóvel é o maior sonho de consumo da classe C

Infomoney - 

Carro e educação também fazem parte dos desejos de consumo da classe emergente

SÃO PAULO - O grande sonho de consumo do grupo pertencente à classe C é a casa própria. De acordo com o levantamento “O consumidor mais por menos redefine o varejo” feito pela consultoria Gouvêa de Souza, a compra de um imóvel é o desejo de 45% dos homens e 40% das mulheres desta classe.

A compra do carro aparece no segundo lugar na lista de desejo desta classe. Sonho apontado por 34% dos homens e 30% das mulheres.



Outro desejo dos pertencentes à esta classe é a educação. Fator que na terceira posição foi escolhido por 29% das mulheres e 25% dos homens.

O consumo de produtos eletrônicos e computadores é um desejo maior das mulheres da classe C com 22%, enquanto 13% fizeram a mesma afirmação.

As mulheres da classe C também se destacam no desejo de comprar móveis. Elas tiveram 20% das respostas no item que ficou na quinta posição, contra 7% dos homens.

Viajar pelo Brasil aparece na última posição na lista dos sonhos de consumo, escolhido por 12% das mulheres e 9% dos homens da classe C.

Produtos

Um dos principais pontos destacados no estudo é que a casa é o centro de lazer desse novo consumidor. 49,5% dizem passar o tempo com a família em casa, 40% assistem TV/filmes em casa, e a média cai para 29% quando falamos em sair com amigos ou namorado.

Por isso, cada vez mais compram produtos e serviços para sua casa. Perguntados sobre serviços que não tinham há dois anos e que acabaram contratando, 32% citaram TV por assinatura, 30% telefone celular pré pago e 28% internet.
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Seis dicas para melhorar o desempenho do corretor no estande de vendas

Por: Guilherme Machado para o Blog Clipping Imóveis   

Plantão imobiliarioQuando você é escalado para dar um plantão no estande de vendas, qual é o primeiro pensamento que vem a sua cabeça? Confesso que quando atuava como corretor de imóveis, acreditava que ficar no estande era uma penalidade, e muitos colegas assim também pensavam.

A sensação que tínhamos em relação ao estande de vendas era de que lá não haveria cliente, com exceção para o período de lançamento ou uma campanha específica de um empreendimento. Faltava-nos uma visão mais apurada sobre a importância deste espaço, em resumo, faltava-nos um planejamento coerente das nossas ações.

Contudo, a experiência nos faz aprender novas técnicas e passei a enxergar o estande como um espaço que potencializava aquilo que sempre enfatizo nos meus textos: o relacionamento, o planejamento, a pró-atividade e o engajamento, ou seja, a oportunidade do corretor mostrar o seu diferencial.

Com o aquecimento do mercado imobiliário, as empresas estão sofisticando cada vez mais seus plantões de vendas, chegando a investir milhões para transformar este ambiente em verdadeiros showrooms. Os espaços estão mais interativos e aconchegantes e são preparados para passar ao cliente a noção mais aproximada de como será a sua nova moradia.

Sendo assim, é importante compreender que motivar o cliente a ir ao estande não é simples, portanto, o corretor deve potencializar este atendimento ao máximo. Por isso, separei seis dicas de como melhorar o desempenho no estande de vendas. Vamos a elas.

1. Agir para conquistar

Os ambientes de um estande são cuidadosamente planejados para gerar o encantamento do cliente para que este possa sentir como será sua vida morando no imóvel. 

A partir deste encanto inicial do cliente, ao se deparar com um decorado com muito requinte e beleza, o corretor deve agir para conquistar a fim de converter o encantamento em desejo de compra.

É necessário planejar a atuação, se preocupar em construir relacionamentos, perceber o que pode ser valorizado no estande e colocar tudo isso em prática.

2. Faça do seu estande uma extensão do seu escritório

Porém, o corretor não pode se acomodar. Para melhorar o seu desempenho, ele precisa estar cada vez mais engajado e comprometido com o alcance dos resultados. Além de atender aqueles clientes que são atraídos, muitas vezes, pelas ações de marketing, o profissional da intermediação também deve ser pró-ativo.

Por isso, é importante fazer do estande uma extensão do seu escritório, ou seja, agendar visitas para o estande. Ofereça ao seu cliente a oportunidade de se encantar em um lugar diferenciado.

Mas uma dica importante: não deixe para fazer a prospecção apenas no próprio estande. Faça um agendamento com antecedência, assim você irá se programar melhor para atender ao cliente.

3. Não fique preso a roteiros pré-programados

É comum que as empresas possuam roteiros de atendimento previamente elaborados, com um passo a passo de apresentação. É importante conhecer este roteiro, porém não devemos ficar limitados a ele, pois a aplicação será de acordo com o perfil de cada cliente.

Lembre-se, a missão do corretor é potencializar o encantamento do cliente possibilitado pela própria singularidade de um estande de vendas, sendo assim, identifique o perfil do seu cliente, mapeie o que mais lhe agrada e lhe interessa e explore esses elementos em seu atendimento, mesmo que eles não estejam previstos no roteiro da empresa. É a atitude e o comportamento do corretor que irão garantir um diferencial.

4. Entenda a história do seu cliente

Diante desta necessidade de identificar o perfil do cliente, é importante refletir que a motivação para a compra do imóvel não é algo tangível. O que leva as pessoas ao estande são seus sonhos, projetos de vida e desejos, sendo assim, entender a história de vida do seu cliente é uma das formas de aproximar os desejos à concretização da compra.

E é o relacionamento que o corretor estabelecerá com o cliente que o possibilitará conhecer estas histórias e assim melhorar a sua performance.

5. Veja o invisível

Hoje, é fundamental compreender que estamos na era informação, na qual os conteúdos circulam cada vez mais rápidos e mais abundantes e os clientes estão mais criteriosos. Sendo assim, o corretor precisa estar bem preparado para o atendimento.

O detalhe faz a diferença. Essa frase, que muitas vezes parece até clichê, é uma das maiores verdades no mercado imobiliário, pode acreditar nisso. Saiba detalhes do acabamento, do material que está sendo utilizado na obra, pois esses elementos são importantes e dão credibilidade e segurança às informações que o corretor transmite.

Aqui é até interessante fazer uma alusão a uma propaganda de uma grande marca de canos e tubulações. O comercial retrata um corretor que apresenta todas as vantagens do imóvel e o cliente fica encantado, mas quando é perguntado sobre os materiais usados na tubulação, o corretor se desestabiliza. E isso acontece no mundo real também.

6. Utilize o marketing de atração

Você já ouviu falar do marketing de atração? Este é um conceito que vem sendo bastante trabalhado no mercado atualmente. Trata-se de uma estratégia para atrair o cliente respeitando três etapas: a atração, a amizade e a conversão.

Uma das formas que utilizava era convidar potenciais compradores para uma ação diferenciada no estande de vendas. Em uma dessas técnicas de atração realizei a “Noite do Chefe”.

A ação visava destacar o espaço gourmet do empreendimento, na qual o cliente utilizava o decorado para preparar um prato. Isso criava um relacionamento e, mais do que isso, permitia aos clientes vivenciarem aquele ambiente de convivência como se eles já estivessem morando no imóvel.

Depois, passava para segunda etapa que era a da amizade/contato. Fazia o cadastro dos clientes que participavam da “Noite de Chefe” e após o evento, ligava para saber o que eles tinham achado, colhia sugestões, ou seja, alimentava o relacionamento iniciado.

Por fim, chegava à última etapa, que era a da conversão. A partir da opinião do cliente, ia destacando os diferenciais do imóvel, porém sem fazer nenhuma menção à negociação. O diferencial dessa estratégia era fazer com o que o próprio cliente falasse de valores, prazos, formas de pagamento a partir da experiência que ele teve.

Essas foram algumas das estratégias que utilizei para melhorar o meu desempenho no estande de vendas, este espaço que passei a enxergar como uma excelente oportunidade para a construção de relacionamentos e para melhorar os meus resultados.

Com isso, percebi que as pessoas não querem que ninguém venda para elas, mas querem comprar. Ou seja, elas precisam se sentir à vontade e ter experiências diferenciadas. E o estande de vendas tem boas condições para isso.

Você já havia pensado o estande sob esta visão? Compartilhe conosco suas experiências.


Guilherme Machado
Consultor, Coach e Palestrante. Expertise no desenvolvimento de equipes comerciais com foco em resultado.

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quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Corretor de imóveis da madrugada busca clientes em balada e Mercadão


G1 - 

Beato vendeu 14 imóveis em quatro meses na madrugada em São Paulo.
Depois de abordar clientes nas baladas, passou a buscar feirantes na noite.



Já passa da meia-noite e um engravatado se encaminha a um dos boxes do Mercado Municipal de São Paulo, onde a partir desta hora são vendidas frutas para os atacadistas e recebidas as mercadorias para o dia seguinte. Invertendo os papéis, o corretor Nilton Fernandes Beato, de 39 anos, vai ao mercado em busca de clientes, gente interessada em comprar apartamentos durante a madrugada.Vendo imóveis para quem trabalha à noite e para quem curte a noite.

O nicho inusitado foi descoberto por acaso. Corretor há cerca de oito meses, Beato não tinha conseguido vender nenhum apartamento, atender nenhum cliente. Até o dia em que ficou depois da hora no estande e conseguiu o primeiro interessado. Nascia ali o corretor da madrugada. “Vendo imóveis para quem trabalha à noite e para quem curte a noite. Estou há oito meses trabalhando como corretor. Em quatro, não vendi nada. Nos outros quatro, estou na madrugada e vendi 14”, diz Beato. Em junho, ele foi o segundo maior vendedor entre os 3 mil corretores com quem trabalha.

Entre os negócios fechados por Beato estão apartamentos na avenida Brigadeiro Luis Antonio (na região central da capital), de 40 e 57 m², por até R$ 450 mil, e no Brás, de 53 e 63 m², por até R$ 400 mil. Em Campinas, vendeu imóvel no bairro Cambuí, de 46 e 65 m², por até R$ 420 mil.

Cenário imobiliário
De acordo com os dados mais recentes da entidade que representa o setor no país, a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), em junho deste ano, os financiamentos imobiliários com recursos da poupança atingiram R$ 7,4 bilhões, queda de 5% na comparação com junho do ano anterior. Na comparação com maio deste ano, no entanto, houve alta de 18% no volume emprestado. Em 2012, a previsão da Caixa Econômica Federal é que o crédito para a casa própria atinja R$ 100 bilhões.

Nos seis primeiros meses do ano, as vendas de imóveis residenciais novos na capital paulista voltaram a subir, com leve alta de 2,6%, revertendo, em parte, a queda de 31% registrada no primeiro semestre de 2011, de acordo com informações do Sindicato da Habitação (Secovi-SP).

Os preços dos imóveis em São Paulo acumulam alta de 9,1% no ano, até julho, e de 18,8% em 12 meses, segundo aponta o índice FipeZap.

A caminho da balada
Beato começou a nova rotina perto da balada, abordando quem estava a caminho de uma boate ou de um teatro, que ficam no centro de São Paulo. Vendeu seis apartamentos. “Tem casal namorando, sonhando em ter apartamento e você chega oferecendo um, eles pensam”, conta Beato.

Nilton Fernandes Beato, corretor nas madrugadas,
oferece imóveis em São Paulo (Foto: Reprodução)

A filha da gerente comercial Mônica de Andrade e o namorado dela foram um dos casais que caíram nas graças de Beato na madrugada. A caminho da balada, a moça viu o estande, armado com bebidas para seduzir os clientes, e levou o material informativo à mãe. No domingo, durante o dia, Mônica e o marido foram conhecer o empreendimento e, na segunda-feira, fecharam a compra de duas unidades. “Eu nunca ia imaginar que tinha apartamento sendo vendido de madrugada. Achei uma baita sacada”, diz Mônica, de 46 anos.

Eu nunca ia imaginar que tinha apartamento sendo vendido de madrugada. Achei uma baita sacada”
Mônica de Andrade, gerente comercial

Mercado Municipal
Acabadas as unidades em São Paulo, Beato foi vender apartamentos em Campinas. Como não encontrou balada perto dos imóveis, surgiu a ideia de peregrinar pela Ceasa-Campinas (Centrais de Abastecimento de Campinas). “Eu fornecia frutas no Paraná, principalmente uva, por isso sabia como funcionava à noite”, conta. Vendeu mais oito apartamentos e se tornou o segundo maior vendedor do ranking de 3 mil corretores da empresa em que trabalha.

Esse pessoal que trabalha não tem dia livre. Trabalham durante a noite e não têm tempo, então eles preferem olhar durante a noite"O Mercado Municipal é o terceiro lugar por onde ele circula. “Esse pessoal que trabalha não tem dia livre. Trabalham durante a noite e não têm tempo, então eles preferem olhar durante a noite. Quem está na balada aproveita para ver o apartamento sem tanta gente”, diz Beato. 

“A balada é melhor, sempre tem filho de papai, né?” Nilton Fernandes Beato, corretor

Para vender, Beato carrega os folders do imóvel e não poupa o gogó – explica o empreendimento, a localização, insiste, volta. Empolgado, ele diz que chegou a trabalhar 24 horas seguidas, fazendo o horário normal e a noite. Hoje, entra por volta das 14h quando vai "fazer madrugada".

No Mercado de São Paulo, fala com oito, dez proprietários de boxes por noite. Um deles é Moacir Dib, 61 anos, que está negociando um apartamento no prédio Estação Brás, da incorporadora Setin, que custa cerca de R$ 360 mil. “Acho que ele teve, sim, uma boa ideia de vender na madrugada. Não muda comprar na madrugada ou de dia, acho que tudo é questão se serve, se cabe pra gente”, diz Dib, que trabalha há 36 anos na madrugada.
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Com desaceleração, mais construtoras fazem promoção para vender imóveis

Folha.com -

 
Com desaceleração nas vendas e queda nos lançamentos pelo mercado imobiliário, mais construtoras oferecem descontos ou promoções como meio de vender imóveis.

A MPD promete descontos de R$ 30 mil a no máximo R$ 130 mil em mais de cem imóveis (prontos ou em construção).

A ação promocional ocorre no shopping Tamboré, em Barueri (Grande São Paulo), neste fim de semana (25 e 26/8), das 10h às 22h. Mais informações podem ser obtidas a partir do link da promoção: investbemmpd.com.br.

Também em Barueri, a Sispar afirma que irá abater R$ 5.000 do valor de quem comprou um conjunto comercial no empreendimento Innovation Bethaville, desde que leve um amigo que adquira um conjunto também. Para o novo comprador, haverá um passeio de helicóptero sobre a cidade.

Entre as promoções que já foram iniciadas, há a da construtora Trisul. Ela organiza o Mês Premiado Trisul, que começou no dia 15/8 e vai até 15/9.

A empresa diz oferecer descontos de até 20% no valor dos imóveis, além de serviços como vale-compra e escritura grátis. São ofertadas na campanha 550 unidades no Estado de São Paulo.

A construtora Cury busca até o dia 31/8 tenta atrair compradores com o parcelamento da entrada do imóvel em até dez vezes.

Fazem parte dessa promoção os empreendimentos: Único Guarulhos, Parque dos Sonhos, Viva Mais Itaquá, Dez Vila Curuça, Mérito Aricanduva e Mérito Vila Curuça. Os imóveis custam a partir de R$ 103 mil.
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Vale a pena comprar imóvel pequeno para alugar?

Exame - 

Obter um bom retorno no mercado de locação residencial tornou-se mais difícil com o atual patamar de preços


A alta de preços tem levado a lançamentos de imóveis cada vez menores


São Paulo – Imóveis compactos de um ou dois quartos e até 60 metros quadrados costumam ser bastante procurados tanto para compra quanto para locação em grandes cidades como Rio e São Paulo. Isso significa que comprar imóveis com esse perfil para alugar em grandes capitais é um ótimo negócio, certo? Não necessariamente. Os preços altos dificultaram a obtenção de bons retornos com os aluguéis, ao mesmo tempo em que a legislação e a economia já não ajudam. Mas em alguns casos pontuais, o investimento ainda pode ser vantajoso, como no caso dos imóveis de excelente localização.

No primeiro semestre deste ano, 52% dos imóveis comercializados na capital paulista tinham dois dormitórios. Embora não haja dados nesse sentido, a demanda de imóveis compactos para locação no segmento residencial também é relativamente alta, segundo pessoas com experiência no ramo imobiliário. Porém, a demanda dos que compram para alugar, dizem especialistas, é significativamente menor que a demanda de quem compra para morar.

“Ainda não há um grande volume de investidores no segmento residencial no Brasil. O mercado, em geral, é voltado para uso próprio. O que se encontra, muito frequentemente, são pessoas que herdaram imóveis ou que querem um imóvel maior que o atual, mas que ainda não precisam vendê-lo. Elas simplesmente compram um novo e alugam o antigo”, explica Mark Turnbull, diretor do Secovi-SP, o sindicato da habitação de São Paulo.

Existem alguns motivos para isso. De acordo com especialistas ouvidos por EXAME.com, a legislação brasileira é limitadora, por proteger demais o inquilino residencial. “Isso faz com que os imóveis residenciais não sejam dos produtos mais interessantes. Do ponto de vista de investimento, os comerciais fazem mito mais sentido. Imóvel residencial não é um grande negócio no Brasil”, diz João da Rocha Lima, coordenador do núcleo de Real Estate da Poli-USP.

Os prós dos “mini-imóveis”

Investimento menor. Nesse contexto, os imóveis compactos de um e dois quartos e as quitinetes têm alguns trunfos em relação aos imóveis maiores. Além de serem mais buscados para locação, é mais fácil conseguir uma boa remuneração sobre o investimento inicial, uma vez que os valores absolutos dos compactos são significativamente menores que os preços dos mais amplos.

“Na compra, considera-se o preço por metro quadrado. Já o aluguel não é tão sensível a isso. Portanto, para o bolso do comprador faz diferença comprar um imóvel de 50 ou de 65 metros quadrados. É isso que altera a relação da remuneração e do investimento. Já o aluguel tem a ver com o valor máximo que o inquilino pode pagar por mês, mas para ele tanto faz morar em um imóvel de 50 ou 65 metros quadrados”, explica o economista Luiz Calado, vice-presidente do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (IBEF) e autor de livros sobre fundos e imóveis.

Velocidade de locação. Não existem dados sobre vacância de imóveis residenciais do mercado como um todo, mas o Secovi-SP, por exemplo, aufere a velocidade de aluguel das unidades por número de dormitórios. Em julho, imóveis de um quarto levaram de 15 a 22 dias para serem alugados em São Paulo, enquanto que os de dois quartos levaram de 21 a 24 dias. Já os de três dormitórios demoraram pouco mais de um mês para serem alugados.

Público. Os pequenos imóveis se beneficiam ainda da mudança de perfil na população brasileira. Os inquilinos e os compradores desse tipo de bem normalmente são jovens solteiros que moram só ou com amigos, casais com um ou nenhum filho, universitários que mudam de cidade para estudar, divorciados, solteiros convictos, solteiros e casais não heterossexuais (LGBTs), além de casais idosos e viúvos.

“As famílias estão reduzindo de tamanho, os jovens estão saindo de casa mais cedo e os idosos querem morar sozinhos, ainda que perto dos filhos. É o que se chama de família em mosaico”, diz Leonardo Schneider, vice-presidente do Secovi-RJ. “O grupo dos idosos particularmente deve crescer nos próximos 10 ou 20 anos, já que está ocorrendo o envelhecimento da população brasileira”, diz Luís Paulo Pompéia, diretor da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp).

Além desses públicos, que se voltam para os imóveis populares e de classe média alta, existe ainda um público de alto padrão para imóveis de um dormitório já nem tão compactos assim. São apartamentos em edifícios de luxo, que chegam a ultrapassar os 100 metros quadrados, normalmente alugados por grandes empresas para seus executivos. De acordo com Pompéia, este segmento tem despontado nos últimos três ou quatro anos e conta com imóveis que chegam a valer mais de 1.000.000 de reais. Em São Paulo, os empreendimentos costumam se concentrar em bairros valorizados como Itaim, Jardim Europa, Ibirapuera e Vila Nova Conceição..

Oferta escassa. Um fator que em tese é benéfico para os imóveis de um dormitório e as quitinetes é a oferta ainda reduzida desse tipo de imóvel. Em São Paulo no mês de junho, por exemplo, o número de unidades de um quarto ofertadas (2.893) não chegava nem à metade do número de unidades de dois quartos ofertadas (6.499).

A escassez é grande no Rio. De acordo com o vice-presidente do Secovi-RJ, as construtoras realmente focam pouco nesse tipo de imóvel na cidade. “Há poucos lançamentos e uma grande demanda reprimida. Com o projeto Porto Maravilha, o Centro se tornou uma região interessante para esse tipo de empreendimento, uma vez que seu público busca fácil acesso a serviços e transporte. Quitinetes em Copacabana, Flamengo e Tijuca, por exemplo, são vendidas e alugadas com facilidade”, diz Leonardo Schneider.

Os contras dos “mini-imóveis”

Altos preços. Os especialistas ouvidos por EXAME.com alertam, porém, que o investimento em imóveis residenciais, que já era complicado por conta das questões legais, se tornou ainda mais arriscado com a recente alta nos preços e com as atuais perspectivas econômicas. Mesmo os imóveis menores, mais baratos em termos absolutos e com mais saída para venda e locação, foram atingidos por esse novo cenário.

Conseguir uma renda de aluguel que valha a pena ficou ainda mais difícil. Considera-se que, para o segmento residencial, o aluguel deva corresponder a, no mínimo, 0,6% ao mês do valor investido – o que já é baixo, considerando-se que a caderneta de poupança rende cerca de 0,5% ao mês. Em locais onde os preços dos imóveis já estão exorbitantes, os aluguéis teriam que ser muito altos para compensar o investimento. Mas o limite do valor do aluguel é a renda do inquilino.

No Rio, por exemplo, o valor médio de um apartamento de um dormitório na Tijuca, na Zona Norte, era de 300.000 reais em junho. Será que haveria um único inquilino disposto a pagar 1.800 reais ao mês de aluguel (0,6% do valor investido), mais IPTU e condomínio, tendo em vista que o bairro, apesar da boa localização, não fica assim tão perto da orla nem das áreas mais nobres da cidade?

Crédito abundante. Outro fator que pode dificultar a vida dos locadores é a facilidade de comprar um imóvel pequeno. Embora o público-alvo desses empreendimentos quase sempre esteja em uma situação temporária, o que pode tornar a locação mais vantajosa, o acesso ao crédito a juros baixos faz com que muita gente prefira comprar a alugar. “Hoje o valor da prestação muitas vezes se aproxima do valor do aluguel. Mesmo quem não tem tanta renda prefere comprar”, diz Luís Paulo Pompéia, da Embraesp. Ele lembra que programas como o “Minha Casa Minha Vida” facilitam a compra de imóveis compactos, de valor absoluto menor.

Geralmente quem compra o imóvel compacto, notadamente o de dois quartos, não está em uma situação tão transitória assim. “As pessoas estão perdendo a capacidade de comprar imóveis grandes ou em determinados bairros. Já as incorporadoras estão acomodando sua oferta à capacidade de compra da demanda, entregando imóveis menores”, diz João da Rocha Lima, da Poli-USP.

Menor potencial de retorno. Uma questão um pouco mais complexa é a do retorno do investimento. Comprar um imóvel residencial, ainda que compacto, neste momento, pode significar comprar na alta e, com isso, não obter uma boa taxa de retorno no longo prazo. A taxa de retorno é uma taxa média que inclui renda de aluguéis e valorização do bem. Com os preços tão altos, pode não haver mais tanto espaço para a valorização. Com isso, a renda de 0,6% ao mês pode não ser suficiente para tornar vantajoso o investimento em um bem que pode valorizar muito pouco ou mesmo desvalorizar.

“Geralmente as pessoas só olham a taxa de renda, que é o valor do aluguel sobre o valor do investimento. Mas aí você está considerando a hipótese de que o investimento está protegido no valor do imóvel e que este nunca vai desvalorizar”, explica João da Rocha Lima. Segundo ele, a taxa de retorno deve ser levar em conta um horizonte de uns 20 anos, e cerca de 30% dela é composta pela variação no valor do imóvel no período. “Ou seja, de cada 100 reais de retorno, 70 virão dos aluguéis e 30 virão da possível valorização”, diz Lima.

Além de os preços já terem subido bastante, as perspectivas econômicas para os próximos anos não sugerem que a valorização continuará em ritmo tão forte, assim como a renda da população pode não subir tão vigorosamente. Isso pode representar altas mais modestas e mesmo desvalorizações, assim como períodos maiores de vacância entre um inquilino e outro. O cálculo da taxa de retorno, que pode ser feito por um especialista na área, leva em conta tudo isso.

“É improvável que a realidade de hoje se repita pelos próximos 20 anos”, diz o professor. Segundo suas projeções, um retorno bruto de 9% ao ano em um imóvel residencial pode representar um retorno líquido antes de IR de 3% a 4,5% ao ano. Se o valor se enquadrar na faixa mais alta de IR, haverá ainda uma mordida de 27,5% da rentabilidade.

É bom para quem, afinal?

Quem herdou um imóvel, já aluga um compacto há um bom tempo ou pretende alugar o antigo após comprar um novo não terá grandes problemas em relação ao retorno. No primeiro caso, o investimento inicial não foi feito pelo atual proprietário; no segundo, o proprietário já se valeu da valorização recente e ainda pode optar entre vender ou continuar com a renda; e no terceiro, a compra não havia sido feita com o objetivo de investimento. Pode ser que, nesses casos, o aluguel seja rentável, especialmente se o imóvel for bem localizado.

Quem pretende comprar um imóvel residencial para locação, porém, terá mais trabalho. Tente achar pechinchas em bairros bem localizados e próximos a comércio, serviços e transporte público, pois estes fatores são cruciais para os locatários de imóveis compactos. Para Luís Paulo Pompéia, o segmento de alto padrão voltado para executivos pode ter boas oportunidades para quem tem bala na agulha.

Caso o imóvel fique vago por muito tempo e se localize em uma cidade com potencial turístico, uma possibilidade é destiná-lo ao aluguel para temporada, lembra Luiz Calado. “Outra ideia é considerar as quitinetes das cidades de interior, localizadas próximo a universidades. Mais baratas, elas podem ser alugadas para estudantes”, diz Calado.


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domingo, 19 de agosto de 2012

Não compre imóveis apenas por impulso em showrooms

Extra - 

Nada de compra só por impulso Foto: Divulgação


A casa própria é um sonho que requer análise e muito cuidado, ainda mais com a compra de imóveis na planta

Os showrooms imobiliários são uma estratégia das empresas para encantar o possível comprador a ponto de fazer com que ele feche contrato no mesmo dia. Apesar de todos os atrativos e facilidades é importante lembrar, no entanto, que se trata da compra de um imóvel na planta, com os mesmos trâmites legais exigidos num investimento a longo prazo, o que requer análise e muito cuidado por parte do consumidor.

— O cliente deve ter consciência de que ele está adquirindo uma grande dívida. É preciso fazer uma avaliação da situação financeira, conhecer a empresa e exigir o memorial descritivo da obra — detalha Maria Rachel Coelho, advogada do Procon Rio.

Antes de assinar o contrato é preciso analisar cada cláusula, ler atentamente e, se possível, contratar um advogado para explicar o que está nas entrelinhas.

— O contrato pode ter cláusulas abusivas, que só favoreça construtora — pontua a advogada.

Além disso, é preciso guardar todos os papéis, folhetos e e-mails trocados, até a entrega das chaves.

— Conheça e visite outras obras da empresa. Caso o comprador tenha algum problema com a construtora, tudo pode ser usado como prova. Se ele puder tirar fotos da maquete e da construção, esse material também será usado no processo. É aconselhável guardar tudo numa pasta — diz Maria Rachel.
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quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Como vender ou alugar um imóvel sem pagar comissão à imobiliária

Infomoney - 

Sites permitem anúncios gratuitos de imóveis à venda ou para alugar; muitos permitem publicar fotos, vídeos e mapas dos imóveis



SÃO PAULO – Quem pretende vender ou alugar um imóvel e não quer contratar uma imobiliária para economizar com a comissão pode publicar anúncios gratuitos em diversos sites brasileiros. O preço de tabela da comissão das imobiliárias para a venda de um imóvel usado é de 6% do valor da propriedade. Caso o imóvel seja vendido por um 1 milhão de reais, portanto, a comissão pode chegar a R$ 60 mil.

É verdade que qualquer pessoa também pode colocar uma placa de "vende-se" na porta do imóvel com o contato do proprietário para fugir da imobiiliária, mas os sites têm como atrativo não apenas a gratuidade como também o oferecimento de alguns serviços. Muitas páginas permitem incluir fotos e alguns até suportam vídeos que mostram melhor a propriedade aos interessados. Confira alguns locais onde é possível divulgar seu imóvel sem gastar nada.

Apontador (http://www.apontador.com.br/): o site disponibiliza ao anunciante ferramentas para marcar estabelecimentos comerciais, hospitais e escolas perto do local do imóvel, além de permitir a publicação de uma quantidade ilimitada de anúncios de propriedades e fotos. É possível incluir a localização em mapa e, nas cidades brasileiras onde o serviço existe, também utilizar o Google Street View para que o interessado possa ter uma ideia melhor das redondezas antes de decidir agenda uma vista.

Imóvel à Venda (http://imovelavenda.com.br/): o anunciante pode publicar quantos imóveis desejar, inserir até 50 fotos, vídeo do YouTube e link para mapa de localização. O contato pode ser feito diretamente com o interessado sem a intermediação de um corretor ou de uma imobiliária.

Lugar Certo (http://www.lugarcerto.com.br): o plano grátis cobre somente 60 dias e é anunciado somente na internet. O anunciante tem permissão de incluir 15 fotos e um vídeo. Porém, o anúncio passa por análise de um moderador.

Portal das Imobiliárias (http://www.portaldasimobiliarias.com.br): o site permite número ilimitado de imóveis e de fotos e acesso para visualização em mapa. O contato com o cliente é direto.

Site dos Corretores (http://www.sitedoscorretores.com.br): o plano gratuito permite incluir até dois imóveis, com duas fotos para cada, perfil permanente no site e contato direto com o cliente.

Super Achei (www.superachei.com.br): permite que os anunciantes enviem até 30 fotos, publiquem uma lista de características do imóvel e incluam um link para visualização em mapa. No caso de aluguel de imóveis, o anunciante pode marcar em um calendário os dias em que o imóvel estará ou não disponível para locação.

Imóveis Virtuais (http://imoveisvirtuais.com.br/): o site permite somente textos e número limitado de dez textos para cada página. O contato do interessado com o anunciante é direto.

Cuidados


Quem tenta vender um imóvel sem a intermediação da imobiliária deve tomar alguns cuidados. O primeiro deles é com a segurança, já que será necessário permitir que pessoas estranhas entrem em uma residência sem presença de um corretor para acompanhar a visita.

Outro cuidado é com a documentação e a parte burocrática da transação. Grandes imobiliárias sempre possuem um advogado que será responsável pela elaboração do contrato de compra e venda e estará disponível para tirar as dúvidas dos vendedores. Quem contrata a imobiliária só deve pagar a comissão pela transação no final do processo para que haja a garantia de que a empresa o ajudará até o último momento nas eventuais dificuldades que surgirem.

Outras formas de divulgação


A internet é uma ferramenta fundamental na hora de procurar um imóvel. Uma maneira de divulgar sem gastar muito é anunciar em blogs, guias de endereço e redes sociais.

Também é possível utilizar o Google Adwords, que é um serviço do Google onde o usuário paga para aparecer em links patrocinados quando alguém procura por palavras chaves, como imóveis. Porém, esse recurso só é possível para quem já tem um site.
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O que os compradores de imóvel querem?

Imovelweb - 

Infraestrutura local e lazer do condomínio são determinantes na hora de efetivar a compra do imóvel


Prédios em construção em Santos: segundo consultor, existe uma demanda significativa de compradores do primeiro imóvel impulsionados pela melhoria do poder aquisitivo


São Paulo - Há anos o mercado de imóveis passa por readequações para atender aos anseios de uma parcela da população brasileira que agora pode sonhar com a compra de um imóvel. Com o preço do metro quadrado em torno de R$ 4 mil, os apartamentos ficaram mais compactos para atender a nova classe média. Além disso, diversos itens de lazer foram incluídos para chamar a atenção do comprador.

Francisco Diogo Magnani, presidente da MZM Construtora constata que “existe uma demanda significativa de compradores do primeiro imóvel impulsionados pela melhoria do poder aquisitivo e as facilidades dos financiamentos imobiliários. Para este público, as opções de itens nas áreas de uso comum, aliadas à proximidade com o trabalho, a facilidade ao transporte público e um bom comércio local são requisitos fundamentais observados na hora de assinar o contrato”.

Magnani também esclarece que “os brasileiros almejam mais qualidade de vida e, por isso, os condomínios-clube são uma tendência que vem sendo observada e adequada aos novos empreendimentos. Hoje, já é possível comprar um apartamento de qualidade a um preço acessível, que seja condizente com o segmento e com o espaço destinado ao lazer”.

Dentre as opções de lazer encontradas nos condomínios-clube estão academia, quadra esportiva, varanda gourmet, brinquedoteca, espaço mulher, entre outras.
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quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Preços de imóveis em alta fazem número de contratos cair

O GLOBO - 

Apesar do crescimento no volume de crédito, recursos da poupança financiam menos imóveis que no primeiro semestre de 2011


 
Apesar dos bons resultados da Caixa Econômica Federal, que divulgou ontem lucro recorde no primeiro semestre de quase R$ 3 bilhões, o número de contratos de financiamento imobiliário com recursos da poupança (aqueles para imóveis com valores superiores a R$ 170 mil) teve grande redução. Enquanto nos seis primeiros meses do ano passado foram fechadas 25.881 operações, até junho desse ano foram 11.589 contratações no estado do Rio. O volume de crédito, contudo, subiu, ainda que pouco — de R$ 2,3 bilhões para R$ 2,4 bilhões — confirmando a alta dos preços dos imóveis.

Os números refletem a realidade nacional, onde também houve aumento no volume de crédito e diminuição no número de contratos. Foram 106.079 contratos no valor de R$ 18,8 bilhões até junho deste ano, contra 303.824 e R$ 17,4 bilhões no mesmo período do ano passado. Já no somatório geral das várias linhas de crédito houve crescimento de 29,7%. Foram liberados R$ 4,45 bilhões, que financiaram 38.652 imóveis no Estado do Rio, enquanto no primeiro semestre de 2011, R$ 3,43 bilhões financiaram 36.168 unidades.

Segundo a superintendente da Caixa no Rio, Nelma Tavares, o aumento no volume de empréstimos se deve ao Programa Melhor Crédito lançado pelo banco em abril e que diminuiu as taxas de juros em diferentes linhas de crédito. No caso da habitação, os juros variam hoje entre 7,8% e 8,85% ao ano mais TR para imóveis de até R$ 500 mil (SFH), e ficam entre 8,9% a 9,9% ao ano mais TR para imóveis com valores superiores a R$ 500 mil. O prazo também foi aumentado de 30 para 35 anos.
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Nova classe média quer lazer e conforto na hora de comprar um imóvel

Infomoney - 

Segundo estudo da MZM, nova classe média prefere apartamentos com academia, quadra esportiva, varanda gourmet entre outros serviços



SÃO PAULO – Com as facilidades de crédito para o financiamento de imóveis a nova classe média esta cada vez mais realizando o sonho da casa própria. Esse público também passou a ficar mais exigente na hora de comprar um apartamento.

Segundo pesquisa da MZM Construtora, o mercado de imóveis passa por readequações para atender as exigências dessa parcela da população que agora querem infraestrutura aliada a equipamentos de lazer.

Com o preço metro quadrado em torno de R$ 4 mil, os apartamentos estão ficando mais compactos para incluir diversos itens de lazer no condomínio.

Os condomínios-clube, como são chamados, contam com academia, quadra esportiva, varanda gourmet, brinquedoteca, espaço mulher, entre muitas outras alternativas de lazer que chamam atenção e são determinantes na hora de efetivar o negócio.

Segundo o presidente da MZM, Francisco Diogo Magnani, a nova classe média opta por imóveis mais próximos aos locais de trabalho e facilidade ao transporte público.

“Existe uma demanda significativa de compradores do primeiro imóvel impulsionados pela melhoria do poder aquisitivo e as facilidades dos financiamentos imobiliários. Para este público, as opções de itens nas áreas de uso comum, aliadas à proximidade com o trabalho, a facilidade ao transporte público e um bom comércio local são requisitos fundamentais observados na hora de assinar o contrato”, explica Magnani.

Com relação aos condomínios-clube, Magnani ressalta que os brasileiros procuram melhor qualidade de vida.

Segundo dados da FGV (Fundação Getúlio Vargas), entre 2003 e 2011, cerca de 40 milhões de pessoas entraram para a classe média. O número subiu de 65,9 milhões para 105,5 milhões de brasileiros, um crescimento de praticamente 60%.
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segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Liberar crédito para a casa própria vai ficar mais fácil

Imovelweb -

Com novo sistema eletrônico, o comprador não precisará levar a documentação pessoalmente ao banco.



O crescimento do crédito imobiliário fez com que os bancos concentrassem esforços para diminuir a burocracia da aprovação do financiamento, uma das operações mais complexas hoje.

A burocracia dessa etapa já diminuiu nos últimos anos. Para facilitar ainda mais o processo, os bancos discutem meios de viabilizar o registro eletrônico, como a padronização dos contratos. Por esse sistema, o comprador não precisará levar o documento pessoalmente até o cartório, esperar dias pelo registro na matrícula do imóvel e, depois, voltar ao banco com os papéis. A comunicação seria feita diretamente entre banco e cartório, por meio de um sistema. Essa mudança reduziria para uma semana o prazo de aprovação do crédito, que hoje é de 30 dias, em média.

A discussão começou no ano passado, mas ainda não há data para a entrada em vigor do novo sistema. O maior entrave é a necessidade da assinatura eletrônica dos envolvidos.

Segundo a Abecip (Associação das Entidades de Crédito), o prazo e número de documentos pedidos para o financiamento vêm caindo. Há cinco anos eram solicitados cerca de 45 documentos. Hoje, a média é de dez. Em relação ao tempo de aprovação após o envio dos papéis, os bancos estimam uma média de 15 dias, ante os 60 dias de 2007.

Como é hoje
- O comprador precisa levar pessoalmente o documento até o cartório
- O registro na matrícula do imóvel não sai na hora, ou seja, é preciso voltar alguns dias depois para buscá-lo
- Com o documento em mãos, é preciso ir novamente ao banco
- Tempo médio gasto: 30 dias

Como vai ser
- Pelo novo sistema, a comunicação entre o banco e o cartório será feita diretamente
- Tempo estimado: 1 semana
- Desafio: necessidade de assinatura eletrônica nos documentos
- Prazo para implementação: desconhecido


Fonte: Folha de S.Paulo e Agora São Paulo
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