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terça-feira, 28 de agosto de 2012

Edifício projetado pela Porsche faz sucesso entre brasileiros

O Dia -

Apartamentos de até US$ 4 milhões ficará em prédio luxuoso de Miami, onde os carros serão estacionados 'na varanda'

Rio -  Um duplex em Miami de US$ 4 milhões com 400m², seis dormitórios, piscina na varanda e garagem para dois carros no próprio apartamento – isso mesmo, no próprio apartamento – é sonho ao alcance de poucos. Apesar disso, o imóvel em questão, localizado no primeiro edifício do mundo desenhado pela Porsche Design da Alemanha, já faz parte da realidade de milionários brasileiros.
Fachada do prédio desenhado pela Porsche Design | Foto: Divulgação
Fachada do prédio desenhado pela Porsche Design | Foto: Divulgação
Para vender os mais de 20 empreendimentos em Miami e Nova York, com preços que variam entre US$ 200 mil e US$ 4 milhões, o Grupo Goldman Imóveis e a Elite International realizaram, no dia 22 de agosto, no Hotel Windsor Barra, no Rio, um evento imobiliário com o objetivo de apresentar os mais novos e luxuosos imóveis em lançamento nas duas cidades americanas. Entre os destaques, o edifício com a grife Porsche localizado na Sunny Isles Beach.
Os carros poderão ficar estacionados na frente do apartamento | Foto: Divulgação
Os carros poderão ficar estacionados na frente do apartamento | Foto: Divulgação
Desenhado pela Porsche, o prédio, de 132 apartamentos com três, quatro ou seis dormitórios, unidades duplex e piscina em todas as varandas, terá 57 andares, conforto e tecnologia únicos. A partir janeiro de 2016, data prevista para a entrega, os moradores poderão estacionar seus carros dentro de casa, por meio de um sistema de braços robóticos -- que serão utilizados como elevador. As paredes de vidros deixarão Sunny Isles Beach à vista durante o percurso.
A empresária Sandra Cavalcanti compareceu ao evento para dar um upgrade em seu cantinho norte-americano. “Como jogo golfe, sempre tive costume de ir à Miami, mas agora tudo é desculpa para dar uma escapadinha”, conta. “Comprei meu imóvel em janeiro e já fui quatro vezes para lá.” De contrato assinado, a carioca se mostra animada com a possibilidade de estacionar seu Porsche na varanda. “O carro se torna uma peça de decoração também”, diz.
Já o empresário Marco Marra, dono da Litoral Verde Viagens, ficou de olho no empreendimento que será construído perto da marina de Miami. “Tenho um apartamento em São Paulo e uma casa em Itaipava, agora queria um imóvel perto do mar, pois sou apaixonado por barcos. Pesquisando, vi que o metro quadrado lá é muito mais barato que o de uma grande cidade aqui”, afirma.
Todos os apartamentos terão uma piscina na varanda | Foto: Divulgação
Todos os apartamentos terão uma piscina na varanda | Foto: Divulgação
Os altos preços do mercado imobiliário nacional e a facilidade de financiamentos em outros países intensificaram o interesse dos brasileiros por casas e apartamentos no exterior. Com valores até três vezes menores do que em cidades como Rio de Janeiro e São Paulo, segundo dados da Associação de Corretores de Imóveis dos EUA, em2011, amaioria dos imóveis da Flórida, com valores acima de um milhão de dólares, foicomprado por brasileiros.
Financiamento facilitado
Para Mendel Goldman Birman, do Grupo Goldman, o brasileiro está descobrindo as vantagens de se ter um apartamento no exterior. “Geralmente, o consumidor compra um imóvel desse tipo para servir de casa de veraneio. Pela proximidade, Miami tem sido o principal destino escolhido”, afirma. As vantagens, segundo ele, as vantagens não são poucas. “No Brasil, é quase impossível comprar um apartamento de 400m², com quatro quartos, varanda, piscina e churrasqueira por US$ 200 mil”, diz. “Isso sem contar com toda a infraestrutura americana.”
O prédio, que deve ser entregue em janeiro de 2016, terá a união da tecnologia e conforto | Foto: Divulgação
O prédio, que deve ser entregue em janeiro de 2016, terá a união da tecnologia e conforto | Foto: Divulgação
A facilidade de financiamento também pesa na balança. “Quem quiser comprar um imóvel nos Estados Unidos precisa mostrar apenas a declaração de imposto de renda, provando que tem condições de pagar as prestações, e dar uma entrada de 40%. Os outros 60% podem ser financiados com juros de 4,5% em até 30 anos”, explica Leo Ickowick da Elite International Realty. O cliente que adquire um apartamento na empresa ainda ganha 250 mil milhas ou pontos no programa da American Airlines ou no da Tam. Segundo Ickowick, a projeção é que os imóveis que está comercializando em Miami valorizem 25% em até três anos. “O mercado estava estagnado, não havia grandes lançamentos na cidade desde 2011. Mas agora, até o final deste ano, vamos trabalhar 32 novos empreendimentos”.
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quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Conheça as mais caras mansões do mundo


O Dia - 

Bilionários não hesitam em investir quando o assunto viver com conforto. Imóvel na Índia custa cerca de US$ 1 bilhão


São Paulo - Que morar bem é essencial todo mundo sabe. Mas alguns levam isso às últimas consequências. Bilionários do mundo todo não hesitam em investir parte de suas fortunas em imóveis espetaculares. E quem se dá o luxo de morar na mansão mais cara do mundo é o empresário Mukesh Ambani. Localizada em Mumbai, na Índia, a torre de 27 andares, batizada de Antilla, está avaliada em US$ 1 bilhão. O empresário, que ocupa todo o prédio com sua esposa e seus três filhos, tem no local garagens para 160 carros e possui 600 empregados.

O Brasil também está "representado" nesta lista. A socialite gaúcha Lily Safra, viúva do bilionário banqueiro libanês Edmond Safra, é a propreitária da Villa Leopolda, na Riviera Francesa. Com 29 mil m², o imóvel possuí 11 quartos e 14 banheiros. A mansão já pertenceu ao rei Leopoldo 2º, da Bélgica, além do fundador da Microsoft, Bill Gates. Hoje o imóvel está avaliado em US$ 506 milhões.
Confira abaixo algumas das mais suntuosas mansões ao redor do mundo:
Localizada na Índia, a casa mais cara do mundo é um prédio de 27 andares e vale US$ 1 bilhão. O local possui uma garagem para 160 carros e lá trabalham 600 empregados | Foto: Divulgação
Localizada na Índia, a casa mais cara do mundo é um prédio de 27 andares e vale US$ 1 bilhão. O local possui uma garagem para 160 carros e lá trabalham 600 empregados | Foto: Divulgação
A Villa Leopolda, que pertence a brasileira Lily Safra, tem a melhor vista da Riviera Francesa e 29 mil m² distribuídos em 11 quartos e 14 banheiros. Vale US$ 506 milhões | Foto: iG / Pierre Omidyar
A Villa Leopolda, que pertence a brasileira Lily Safra, tem a melhor vista da Riviera Francesa e 29 mil m² distribuídos em 11 quartos e 14 banheiros. Vale US$ 506 milhões | Foto: iG / Pierre Omidyar
A mansão, que já pertenceu ao magnata das comunicações William Randolph Hearst, serviu de cenário para clássico do cinema 'O Poderoso Chefão' | Foto: Divulgação
A mansão, que já pertenceu ao magnata das comunicações William Randolph Hearst, serviu de cenário para clássico do cinema 'O Poderoso Chefão' | Foto: Divulgação
Instalado em Surrey, na Inglaterra, a Updown Court é uma propriedade de 58 hectares que vale US$ 139 milhões. Ela possui vaga para oito limusines | Foto: Divulgação
Instalado em Surrey, na Inglaterra, a Updown Court é uma propriedade de 58 hectares que vale US$ 139 milhões. Ela possui vaga para oito limusines | Foto: Divulgação
Essa mansão em Beverly Hills (EUA) pertence ao milionário Jeff Greene. Ela tem 11 suítes, 24 vagas de garagem e um salão de festas de 500 m² | Foto: Divulgação
Essa mansão em Beverly Hills (EUA) pertence ao milionário Jeff Greene. Ela tem 11 suítes, 24 vagas de garagem e um salão de festas de 500 m² | Foto: Divulgação
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Com clientes milionários, construção civil aposta no luxo em Itajaí, Balneário Camboriú e Camboriú

Pense Imóveis -

Preço nos grandes empreendimentos pode chegar a R$ 13 milhões por apartamento à beira-mar


Obras de dimensões astronômicas são a aposta da indústria da construção civil na região de Itajaí, Balneário Camboriú e Camboriú. Se até alguns anos atrás ser dono de um apartamento de frente para o mar já era um luxo, a moda agora são residenciais que reúnem vistas privilegiadas a uma ampla oferta de lazer e serviços.


O grande investimento das construtoras na região coincide com o fortalecimento da economia local

Os terrenos, gigantescos, têm direito a paisagismo que lembra cenários de cinema. E se a ideia é altura, há construções que podem chegar perto do céu.

Os empreendimentos ostentam títulos tão imponentes quanto os projetos. Dona de mais de dois mil edifícios,Balneário Camboriú terá, em breve, o maior arranha-céu, com 66 andares, e o único prédio com marina na América do Sul. Para quem prefere um pouco mais de sossego, também não faltam opções - e em milhares de metros quadrados.

A Praia Brava, em Itajaí, é lar de algumas das construções mais luxuosas da região, com direito, até, à própria reserva de preservação ambiental. Já Camboriú terá, a partir do ano que vem, um condomínio horizontal com cais exclusivos para os lotes e campo de golfe.

Tanto investimento tem destino certo: o público AA, que exige qualidade e pode desembolsar grandes quantias de dinheiro em troca de conforto. Os preços, nos grandes empreendimentos, vão de R$ 750 mil por um lote a R$ 13 milhões por um apartamento de frente para o mar.

"Os valores são altos porque o padrão construtivo é diferente dos outros. O custo de construção chega a ser algumas vezes maior do que o normal", diz Sérgio Branco, gerente de negócios da construtora Procave. A empresa começou a entregar os apartamentos da fase inicial de obras do condomínio Brava Home - o primeiro dos grandes empreendimentos a ser concluído na Praia Brava.

Branco comenta que, no início, os compradores eram investidores interessados nas oportunidades futuras de negócios. Após a entrega das primeiras unidades, a procura também passou a movimentar moradores da região, reflexo da economia aquecida.

O surgimento dos empreendimentos de alto padrão coincide com um período de fortalecimento da economia regional. Em Itajaí, o Produto Interno Bruto (PIB) aumentou 700% nos últimos 10 anos, segundo o IBGE. Já Balneário Camboriú se mantém como um dos destinos turísticos mais procurados do Sul do Brasil.

"A oferta de imóveis para pessoas com alto poder aquisitivo valoriza a cidade. Sem contar que são um excelente investimento: há duas décadas, os imóveis têm rendido 20% ao ano", diz Milton Gilmar da Silveira, delegado do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de Balneário Camboriú (Creci).

Presidente da construtora Taroii, responsável pela obra do condomínio Bravíssima, na Praia Brava, o empresário Carlos Trossini diz que o mercado de alto luxo tem retorno garantido. O empreendimento tem 330 mil metros quadrados e a proposta de luxo exclusivo à beira-mar. Embora as vendas ainda não tenham começado, as reservas já ultrapassam a oferta de terrenos e apartamentos.

"É um consumidor que está alheio à crise, mantém o poder o aquisitivo e o poder de compra. Muita gente quer desfrutar da gastronomia, do comércio e do lazer da região, mas morar com exclusividade", observa.

Infraestrutura e segurança atraem compradores

Agradar aos exigentes clientes dos empreendimentos milionários demanda um esforço que vai além do uso de materiais de primeira linha e arquitetura harmoniosa.

As grandes construções têm em comum amplas áreas de convivência, ao estilo resort. Em Balneário Camboriú, a diversão ganha ares mais urbanos, com espaços gourmet e pubs, enquanto que, na Praia Brava, o destaque fica para as piscinas intercaladas com o verde das palmeiras - a maioria delas, projetada por premiados paisagistas.

Os atrativos, porém, não são suficientes para convencer os compradores: guaritas, monitoramento eletrônico e até sensores de movimentos na mata que envolve os condomínios estão entre os diferenciais oferecidos quando o assunto é segurança.

No quesito infraestrutura e serviços, são ofertados centros de compras anexos a alguns dos empreendimentos e até a promessa de instalação de uma escola bilíngue, na Praia Brava, para atender a crianças e adolescentes da vizinhança.

"A instalação desses empreendimentos qualifica a região", diz José Carlos Leal, presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil de Itajaí (Sinduscon).

A tendência, segundo ele, é que as grandes construções possam se expandir para outros bairros e cidades da região, conforme a oferta de terrenos nos locais mais badalados for diminuindo - o que deve ocorrer, também, em função das leis de proteção ambiental.

Boa parte dos empreendimentos em construção é alvo de ação civil pública ou inquérito no Ministério Público Federal, que questiona as obras em locais que, em tese, deveriam ser preservados. Responsável pelos processos, o procurador Roger Fabre está em férias e não foi localizado ontem para comentar o caso.
Os grandes empreendimentos
Brava Beach:
Cidade: Itajaí - Praia Brava
Construtora: FG, Ciaplan, J.A. Russi, Riviera
Preço: R$ 1,1 a 6 milhões
Diferencial: residencial, resort e open shopping com foco na sustentabilidade e contato com a natureza
Brava Home:
Cidade: Itajaí - Praia Brava
Construtora: Procave
Preço: R$ 1,4 a 6 milhões
Diferencial: área de 75 mil m² e proposta de vida ao ar livre, com parque de águas e salão de festas para 250 pessoas
Bravíssima:
Cidade: Itajaí - Praia Brava
Construtora: Taroii
Preço: R$ 4,5 a 13 milhões
Diferencial: área de 330 mil m², e luxos como uma cave exclusiva, assinada pela vinícola italiana que produz espumantes para Oscar
Infinity Coast:
Cidade: Balneário Camboriú - Pontal Norte
Construtora: FG
Preço: R$ 1,8 a 2,1 milhões
Diferencial: maior edifício da América do Sul, com 66 andares e vista para Balneário Camboriú, Itajaí e Itapema
Marina Beach Towers:
Cidade: Balneário Camboriú - Barra Sul
Construtora: Mendes Sibara
Preço: R$ 2,5 milhões
Diferencial: único edifício da América do Sul com marina privativa, cujo acesso é feito por elevadores privativos
Reserva Camboriú Yacht & Golf:
Cidade: Camboriú
Construtora: Thá
Preço: R$ 750 mil a 1,2 milhão
Diferencial: área de 550 mil m², com espaço reservado para atracadouros particulares e campo de golf 
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terça-feira, 21 de agosto de 2012

Apartamento de Kate Winslet, em Nova York, pode ser alugado por US$ 30 mil

Folha.com -

O conceito de apartamento loft reina na decoração: não há separação entre a cozinha e a sala de estar

Após o divórcio com o diretor Sam Mendes, a atriz Kate Winslet decidiu locar o seu loft de 306 metros quadrados no bairro do Chelsea, em Nova York.

O aluguel da propriedade custa US$ 30 mil por mês e inclui atrativos como cozinha gourmet, terraço de com vista privativa para o High Line --parque público instalado sobre um elevado-- e para o rio Hudson.

O apartamento de dois andares --com pé-direito de quase quatro metros-- ainda acomoda quatro quartos, salas amplas e lareira, segundo o site Curbed.

Os interessados devem entrar em contato com a imobiliária Town Real Estate.
Divulgação/Town Real Estate

Apartamento de 306 m² da atriz Kate Winslet tem decoração intimista e vista para o parque High Line
Apartamento de 306 m² da atriz Kate Winslet tem decoração intimista e vista para o parque High Line
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domingo, 19 de agosto de 2012

Mansão com parque aquático próprio está à venda nos EUA


O Dia - 

Avaliado em cerca de R$ 6 milhões, local possui até uma gruta secreta


Estados Unidos - Quanto custa para ter seu próprio parque aquático? Quem quiser comprar uma mansão, onde a principal atração é isso, terá que desembolsar a quantia de US$ 3 milhões (cerca de R$ 6 milhões). É o que está pedindo o proprietário, não identificado, pelo imóvel localizado no deserto de Nevada, nos Estados Unidos.

O local, que tem quase 900 mil metros, oferece uma piscina de seis metros de profundidade, toboágua e uma gruta secreta localizada atrás de uma cachoeira. A mansão abriga ainda oito quartos, sete banheiros com detalhes em mármore, uma sala de jantar, garagem para cinco veículos, biblioteca, adega, lareiras e elevador privativo.

Um dos destaques da milionária mansão é uma banheira de hidromassagem, instalada na varanda com uma deslumbrante vista para as montanhas. Conheça abaixo a luxuosa mansão com um parque aquático particular:
A mansão, localizada no deserto de Nevada (EUA), possui quase 900 mil metros | Foto: Reprodução Internet
A mansão, localizada no deserto de Nevada (EUA), possui quase 900 mil metros | Foto: Reprodução Internet
Com seis metros de profundidade, a piscina é uma das atrações da mansão que vale cerca de R$ 6 milhões | Foto: Reprodução Internet
Com seis metros de profundidade, a piscina é uma das atrações da mansão que vale cerca de R$ 6 milhões | Foto: Reprodução Internet
A gruta secreta, que fica atrás de uma cachoeira, é um excelente lugar para relaxar | Foto: Reprodução Internet
A gruta secreta, que fica atrás de uma cachoeira, é um excelente lugar para relaxar | Foto: Reprodução Internet
Instalada na varanda, a banheira de hidromassagem tem uma bela vista para as montanhas | Foto: Reprodução Internet
Instalada na varanda, a banheira de hidromassagem tem uma bela vista para as montanhas | Foto: Reprodução Internet
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terça-feira, 14 de agosto de 2012

Em Nova York, edifício histórico será transformado em condomínio de luxo

FOLHA.com -

O Woolworth Building, um dos marcos da cidade de Nova York, acaba de mudar de função. Agora, em vez de abrigar escritórios, ele terá fins residenciais.

Construído em 1913 pelo arquiteto Cass Gilbert, o edifício de estilo gótico logo tornou-se a atração principal da cidade: era o mais alto --com um pouco mais de 241 metros de altura- até a construção do Trump Building, em 1930.

De acordo com o "New York Times", o prédio foi comprado por U$ 68 milhões por um grupo de investidores conhecidos por comercializar residências de alto padrão.

O Woolworth passará por renovações de US$ 150 milhões antes de sua inauguração. Algumas delas são a instalação de 40 apartamentos e cinco coberturas, além da criação de entrada privativa para os novos residentes.
The Pictorial News Co.
O edifício Woolworth passará por reformulações para abrigar apartamentos de luxo
O edifício Woolworth passará por reformulações para abrigar apartamentos de luxo
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Russos compram os imóveis mais caros no exterior

Voz da Rússia -



Os russos conquistam novamente o status de proprietários dos imóveis mais caros em vários países da Europa. Desde o início de agosto nos meios de comunicação social ocidentais surgiram logo vários apelidos russos de compradores de casas com a marca de “mais caras do mundo”. Alguns preferem ficar na sombra, mas outros não se importam de mostrar a sua prosperidade.

Londres, Munique, Nova York, Miami, Paris, Nice, Cannes são as mais populares entre os amantes de imóveis luxuosos. Nesta lista poderiam entrar também cidades da Suíça e Áustria, se não fosse a dificuldade de compra de imóveis para não cidadãos da UE.

O interesse por casas de elite não caiu nem mesmo com a crise. A procura foi mantida no fundamental por xeiques do Oriente Médio e russos. E em primeiro lugar em Londres. A casa mais cara entre os russos na capital britânica pertence a Roman Abramovitch. O preço da mansão é de cerca de 150 milhões de dólares americanos. Um pouco menos, 100 milhões de dólares, pagou por uma propriedade no Norte de Londres Alicher Usmanov. 42,5 milhões de dólares custa a mansão no centro histórico da capital britânica, que, segundo o jornalTimes, pertence a Oleg Deripasca.

O proprietário da fazenda mais cara na Grã-Bretanha é o ex-proprietário do Banco de Moscou, Andrei Borodin, que fugiu da Rússia, acusado de falcatrua. O novo dono da propriedade no condado de Oxfordshire com uma mansão de 300 anos, que custou 140 milhões de libras esterlinas (mais de 200 milhões de dólares) tornou-se conhecido apenas um ano depois da venda.

Pela casa mais cara em Miami, estado da Florida, EUA, um comprador desconhecido da Rússia pagou 47 milhões de dólares. “Russos em Miami” é já um conceito habitual para os americanos. A costa leste agradou os astros do show-business russo. O fator determinante nessa escolha não é tanto o conforto, quanto a popularidade – diz o presidente da agência internacional de imóveisGordon Rock, Stanislav Zinguel:

“Os russos sempre compraram aquilo que é mais famoso e conhecido. Sempre seguiram a tendência. Por isso se nós olharmos a costa leste, preponderantemente é Nova York, possivelmente Boston e Chicago. Se nós falarmos da Flórida, sem dúvida nenhuma, é Miami. E existem cidades na Califórnia, que se tornam cada vez mais populares entre os russos para compra.”

A crise na Europa definiu mais uma tendência. Herdeiros ricos decidiram vender casas da família. Esta ideia interessou os compradores da Rússia. Na república Checa, por exemplo, colocaram à venda o castelo do primeiro presidente da Checoslováquia, Tomás Garrigue Masaryk.

Russos interessam-se também pela propriedade do ex-presidente da França Valéry Giscard d'Estaing, na região de Auvergne. Ela foi colocada à venda há um mês e meio e há fundamentos para supor que para ela será encontrado um comprador da Rússia – diz a diretora da companhia para venda de imóveis históricos na Europa MAK Consulting, Natalia Makovik.

“É próprio dos russos o desejo de gabar-se de que têm algo de elite. E nos últimos tempos os russos querem muito ser responsáveis, intelectuais e aristocráticos como europeus. Para eles a França é um exemplo de estilo e alta moda, o que faltou na Rússia durante muito tempo. Apesar de os franceses serem pessoas bastante fechadas, recebem bem os russos. Encaram o russo praticamente como um igual, o que é uma raridade para os franceses.”

Nem sempre conseguem deleitar-se com os interiores e parques em solidão. Serviços especiais controlam se o dono cuida do castelo histórico. E se o edifício recebeu o status de monumento da arquitetura, o dono é obrigado a permitir a entrada de turistas. Entretanto os monumentos de arquitetura e história são ideais para quem quer se gabar.
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sexta-feira, 10 de agosto de 2012

As 6 propriedades mais caras do planeta

Casa Vogue -

Ilha italiana lidera a lista hoje, valendo US$ 268 mi

O título de propriedade mais cara do mundo pode ainda pertencer à mansão da brasileira Lily Safra na Riviera Francesa (avaliada em mais de US$ 530 milhões), mas, desde que o milionário russo Mikhail Prokhorov pagou-lhe um sinal de US$ 53 milhões (o resto das parcelas deve vir em breve), a residência não está mais disponível no mercado, o que significa uma mudança considerável no ranking. Nenhum dos imóveis que atualmente lideram a lista se comparam ao da viúva do banqueiro Edmond Safra, mas nem por isso são menos impressionantes. Não apenas por seus preços astronômicos, mas também por sua beleza, seu conforto e, claro, seu luxo. Alguém quer comprar?



1. Ilha Il Galli, Itália – US$ 268 milhões

Não é de se estranhar que esta ilha situada entre Positano e Capri esteja no topo da lista. Sua posição geográfica privilegiada, no melhor trecho da Costa Amalfitana, certamente justifica o preço, mas sua paisagem natural, composta por três rochedos e uma praia particular, ajuda a compor o quadro. Por US$ 268 milhões, o felizardo que adquirir a propriedade terá à sua disposição, ainda, uma autêntica villa italiana, erguida ao lado da faixa de areia, e algumas histórias para contar. Afinal, um dos proprietários anteriores foi o bailarino e empresário Rudolf Nureyev, conhecido promotor de memoráveis festas privéepor ali.
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2. Praia de Amagansett, Hamptons, Nova York, EUA – US$ 200 milhões

A imensa faixa de planície e praias pontuada, aqui e ali, por algumas das mais estonteantes mansões do planeta, dá aos Hamptons, no litoral do Estado norte-americano de Nova York, o status de uma das regiões mais ricas do planeta. A mais cara propriedade dali, porém, não é uma mansão, mas, sim, um terreno de 38 mil m² à beira da praia de Amagansett, no trecho mais disputado e valioso de East Hampton.
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3. Cobertura do Bulgari Hotel, Londres – US$ 157 milhões

Se há uma cidade no mundo conhecida pelos alto preço de seus imóveis (na verdade, há várias!), essa cidade é Londres. E é justamente ali, no topo do recém-inaugurado Bulgari Hotel, que está a mais cara residência da cidade. Disponível para venda, a cobertura tem preço alto: US$ 157 milhões. E o pior é que isso não é sinônimo de luxo absoluto. Pelo contrário: apesar de o futuro proprietário ter uma bela vista para o Hyde Park, além de dispor dos serviços e dependências do hotel, ele terá de desembolsar outra boa fábula para concluir sua construção. A obra está parada e não tem sequer os acabamentos (!).
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4. Residência de Jeff Greene, Beverly Hills, Califórnia, EUA – US$ 150 milhões

Localizada em um dos pontos mais disputados de Beverly Hills, esta propriedade tem mais de 100 mil m² de terreno. É um valor e tanto, considerando-se que ela fica dentro de uma área urbana. Os exageros não param por aí: com 11 suítes, a casa principal tem mais de 4 mil m² de área construída, além de 24 vagas de garagem, um salão de festas de 500 m², um gazebo de mil m² e uma casa de hóspedes de 750 m². Tudo isso é fruto do sonho do milionário Jeff Greene, que atua justamente no ramo imobiliário e agora pretende reaver o investimento que aplicou em sua antiga morada.
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5. Residência Fleur de Lys, Bel Air, Califórnia, EUA – US$ 125 milhões

Bel Air disputa com Beverly Hills o título de subúrbio mais rico de Los Angeles. O primeiro, porém, é procurado por aqueles que querem privacidade (leia-se: distância das celebridades de Hollywood). É ali que está a residência conhecida como Fleur de Lys, de propriedade de Suzanne Saperstein, ex-esposa de David Saperstein, um bilionário fazendeiro do Texas. A residência tem 3.200 m², divididos em 12 suítes, duas cozinhas, um cinema para 50 pessoas, salão de festas, 10 quartos de empregados e 9 vagas de garagem.
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6. Casa Casuarina, Miami, Flórida, EUA – US$ 125 milhões

Boa parte do preço pedido pela Casa Casuarina deve-se a seu passado. A residência foi construída pelo designer Gianni Versace (1946-1997), que promoveu ali algumas das mais memoráveis festas de Miami Beach. Foi ali também, na porta da residência, que o italiano foi assassinado. Após a morte do estilista, a propriedade foi transformada em hotel e, agora, está à venda, devendo voltar a ser a casa de uma única família.
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quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Nicole Kidman vende apartamento por US$ 16 milhões

Imovelweb -

Construção de outro edifício bloqueou a vista do apartamento para o rio Hudson e atriz preferiu se mudar.



A atriz australiana Nicole Kidman vendeu um apartamento de três quartos no West Village de Manhattan, em Nova York, que possui vista para o rio Hudson, pela considerável quantia de US$ 16 milhões, publicou nesta terça-feira o "The Wall Street Journal". Segundo o jornal nova-iorquino, o comprador do imóvel, cuja identidade permanece em anonimato, desembolsou um valor de US$ 45 mil por metro quadrado, um dos preços mais altos por um apartamento residencial no sul de Manhattan.

Com mais de 350m², o apartamento está situado no 12º andar de um dos três edifícios de cristal desenhados por Richard Meier na altura do West Village. A atriz australiana, que pagou US$ 6,6 milhões pelo imóvel em 2002, desenvolveu uma ampla e luxuosa reforma, o que justifica, em partes, sua expressiva valorização.

Situado no número 176 da rua Perry, o apartamento conta com três quartos e três banheiros, mas seu ponto forte, segundo o jornal, é o amplo hall de entrada, que tem mais de mais de nove metros, assim como a boa vista de Manhattan.

Antes de fechar essa lucrativa venda, Nicole chegou a alugar o apartamento em 2010 pela quantia de US$ 45 mil mensais, segundo o meio especializado em notícias imobiliárias "The Real Deal", que também informou que outra celebridade australiana também mora no mesmo prédio, o ator Hugh Jackman.

A protagonista de filmes como "Cold Mountain" e "Moulin Rouge - Amor em Vermelho" se desfez de seu apartamento porque a construção de outro edifício acabou tapando "parcialmente" a vista do rio Hudson, explica a publicação especializada. Desta forma, Nicole e seu atual marido, o cantor Keith Urban, decidiram comprar outro apartamento em Nova York, uma cobertura de US$ 10 milhões na Av. 11.
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quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Cobertura que foi de Frank Sinatra está à venda por R$ 16 milhões em Nova York

O Dia -

Duplex de 3.000 m² foi palco de festas que contou com as presenças de Marilyn Monroe e John Kennedy


Rio - Palco de grandes festas que teve entre os convidados o ex-presidente norte-americano John F. Kennedy, a atriz Marilyn Monroe e o artista Andy Warhol, a cobertura que pertenceu ao cantor Frank Sinatra está à venda na cidade em que ele imortalizou na canção "New York, New York". Mas o interessado em morar no duplex de 3.000 m², onde "A Voz" viveu por 11 anos terá que desembolsar cerca de de R$ 16 milhões.

Segundo o corretor Jason Haber, o imóvel foi construído para a pessoa que tiver um espírito de festa.

"O apartamento foi modernizado, mas ainda está configurado para alguém com essa mentalidade festeira. É realmente para quem quer divertir, receber pessoas", afirmou, sobre o que Andy Warhol chamou um dia de "brilhante gruta no céu".

Sinatra, que faleceu em 1998, aos 82 anos, morou entre 1961 a 1972 na cobertura duplex de quatro quartos, seis banheiros e um salão de festas no terraço, todo envidraçado e com uma vista panorâmica da cidade de Nova York, ao lado da sua terceira esposa, a atriz Mia Farrow.
O apartamento de 3.000 m² foi palco de inúmeras festas que contavam com diversas personalidades | Foto: Reprodução Internet
O apartamento de 3.000 m² foi palco de inúmeras festas que contavam com diversas personalidades | Foto: Reprodução Internet
O próprio cantor Frank Sinatra ajudou a projetar local | Foto: Reprodução Internet
O próprio cantor Frank Sinatra ajudou a projetar local | Foto: Reprodução Internet
O imóvel oferece uma vista deslumbrante da cidade de Nova York | Foto: Reprodução Internet
O imóvel oferece uma vista deslumbrante da cidade de Nova York | Foto: Reprodução Internet
A cobertura, onde o cantor morou por 11 anos, possui dois grandes terraços | Foto: Reprodução Internet
A cobertura, onde o cantor morou por 11 anos, possui dois grandes terraços | Foto: Reprodução Internet
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terça-feira, 7 de agosto de 2012

Apartamento residencial mais alto da América do Norte tem aluguel de US$ 60 mil por mês

Lugar Certo -

Nas coberturas assinadas por um célebre arquiteto, é possível ter uma visão privilegiada de Nova York

 (Reprodução Mail Online)


O aluguel de um apartamento projetado pelo chamado “o mais importante arquiteto da nossa época”, Frank Gehry, premiado profissional baseado em Los Angeles, pode custar até US$ 60 mil por mês. No entanto, quem optar morar nesta luxuosa cobertura em Manhattan poderá apreciar uma vista incomparável da cidade de Nova York. O arranha-céu New York by Gehry, em Spruce Street, é o edifício residencial mais alto dos Estados Unidos, chegando a 870 metros de altura. 

Três coberturas no 76º andar da construção são as residências mais altas da América do Norte e estão entre as únicas casas individuais desenhadas pelo famoso arquiteto. “Aqui, você é maior do que os helicópteros”, disse o novo presidente de desenvolvimento de marketing da empresa responsável pela locação das unidades, Cliff Finn, em entrevista ao New York Daily News, citado em matéria do site do jornal britânico Daily Mail, Mail Online. 

Os apartamentos oferecem vista panorâmica de 360º do Woolworth Building, da estátua da liberdade, dos rios Hudson e East, além da deslumbrante paisagem de Manhattan. Entre as coberturas, as duas de três quartos têm valor de aluguel de US$ 45 mil mensais, enquanto a unidade de quatro quartos demanda um investimento de US$ 720 mil ao ano para ser alugada. 

 (Reprodução Mail Online)
No topo, o apartamento de aproximadamente 400 m² é composto por ambientes amplos e luxuosos, incluindo sistema de iluminação por controle remoto, além de paredes e pisos em mármore e pedra calcária. Na estrutura do condomínio, os inquilinos podem usufruir de uma sofisticada piscina interna, salas pessoais de Pilates, spa e terraço gourmet. 

Para a vice-presidente da Forest City Ratner Companies, que desenvolveu a torre, Susi Yu, essas coberturas são voltadas para dois tipos de público. “Um, para quem quer se gabar de ter uma das mais impressionantes vistas de Nova York vivendo em um imóvel assinado por Frank Gehry. E o outro são aqueles que realmente apreciam o que há de melhor na arquitetura e no design no mundo”, afirmou em entrevista ao New York Daily News. 

Os impressionantes edifícios de Gehry tornaram-se célebres atrativos turísticos. Outras obras famosas incluem o Museu de Guggenheim em Bilbao, na Espanha, o Walt Disney Concert Hall em Los Angeles, e o Experience Music Project de Seattle. No edifício de Nova York, o arquiteto criou não apenas a fachada em movimento de ondas, mas também imprimiu seu toque pessoal em cada aspecto do interior dos apartamentos, desde o revestimento até as maçanetas. 

 - Reprodução Mail Online

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terça-feira, 31 de julho de 2012

Fuja dos hotéis e conheça novos tipos de hospedagem

Infomoney - 

Novos tipos de hospedagem permitem que o turista alugue casas de arquitetos famosos para finais de semana e temporadas



SÃO PAULO – Com as novas formas de se alugar uma casa ou apartamento para passar as férias, os turistas podem fugir da frieza dos hotéis. Sites especializados em hospedagem permitem que você alugue uma casa inteira assinada por arquitetos famosos. Os alugueis vão desde um final de semana até uma temporada inteira.

O site Boutique Homes (http://www.boutique-homes.com) fundado pelo arquiteto Heinz Legler e pela designer Veronique Lievre, permite que os turistas aluguem casas nos mais inusitados destinos, tanto nacionais como internacionais.

No site, o viajante consegue alugar, por exemplo, a Casa Lola, em Trancoso, perto do famoso Quadrado, a 15 minutos da Praia dos Nativos, por US$ 1 mil a diária.

Também é possível alugar a Villa Casa Verde, em Paraty (RJ), uma vila privada para até seis famílias de frente para o mar. O local é uma ótima opção para amigos e familiares que costumam viajar juntos. É possível alugar Villa Casa Verde por US$ 958 a diária, na baixa temporada; e US$ 1.220, na alta temporada.

Entre os destinos internacionais, você pode reservar a Kaweah Falls, na Califórnia. A casa tem um design rústico moderno e fica na base do Sequoia National Park. O aluguel do Kaweah custa de US$ 500 a US$ 700 por noite.

Aluguel de quartos
Outra boa opção de hospedagem é o aluguel de quartos pela internet. Nessa modalidade você pode alugar um quarto para passar de uma semana a 1 ano, de acordo com a disponibilidade do proprietário do imóvel.

Um levantamento do EasyQuarto, site especializado neste tipo de aluguel, mostrou que o segmento cresceu 67% no Brasil, no primeiro trimestre do ano, em comparação com o mesmo período de 2011.

No site, você pode tanto procurar, como disponibilizar um quarto e ainda escolher o perfil do hóspede ou do proprietário.

Luxo

Já para quem procura imóveis de luxo, a novidade é o novo conceito de comercialização imobiliária que permite a aquisição de casas de luxo, destinados ao lazer, em um sistema fracionado, sendo possível adquirir mansões, que valem milhões de reais, por alguns milhares.

Na prática, o interessado compra frações ou cotas das casas ou apartamentos, que lhe dará direito de usufruir os imóveis de duas a quatro semanas no ano. Cada casa é vendida para 8 ou 12 pessoas ao mesmo tempo, tendo todos a escritura do imóvel. Um imóvel, por exemplo, avaliado em R$ 2 milhões e vendido para 12 pessoas, sai, para cada um, por aproximadamente R$ 180 mil.

Cada um dos proprietários terá o direito de usufruir da residência por quatro semanas no ano, sendo duas semanas na alta estação e duas na baixa. Quem faz a intermediação entre a construtora do empreendimento e os interessados em comprar os imóveis é a RCI Internacional.
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Imóveis: saiba quais são os endereços mais caros da capital baiana

Correio* -

Apesar de caríssimos, os apartamentos de alto luxo não costumam ficar vagos por muito tempo, garantem os corretores de imóveis


Um apartamento de classe média em Salvador custa em torno de R$ 280 mil. Mas hoje o tema não é a moradia para reles mortais. Os imóveis ilustrados nestas páginas chegam a custar 28 vezes esse valor. Isso mesmo! Uma cobertura na Morada dos Cardeais (aquele que Ivete Sangalo comprou dois e fez um só) chega a custar R$ 8 milhões, o preço de 28 apartamentos de classe média. Isso segundo Cláudio Cunha, sócio-diretor da corretora Brasil Brokers Brito & Amoedo.


Mansão Costa Pinto é o primeiro empreendimento de alto luxo de Salvador e um dos maiores apartamentos do país: 800 metros quadrados (Foto: Robson Mendes)

E olhe que a Morada dos Cardeais nem é o prédio mais caro de Salvador. O mais caro é o Margarida Costa Pinto, no Corredor da Vitória, onde um apartamento normal (sem ser a cobertura) chega a custar quase R$ 7 milhões. “O último que vendi foi R$ 6,3 milhões, mas foi em janeiro, agora já valorizou mais”, conta o corretor de imóveis de luxo Jefferson Clelio.


Vista privilegiada da varanda de um dos apartamentos do Morada dos Cardeais, na avenida Contorno (Foto: Jefferson Clelio/ Divulgação)

A lista dos sonhos é completada pelo Mansão Leonor Calmon e pelo Mansão Carlos Costa Pinto, também no Corredor da Vitória. É lá que fica o metro quadrado mais caro da cidade: R$ 12 mil, em média. Em seguida vêm Barra/Graça, Horto Florestal e Alto do Itaigara, como enumera Cunha.

História

Ele conta que o Mansão Costa Pinto foi o que inaugurou o mercado de alto luxo em Salvador. Datado de 1986, o apartamento construído pela Andrade Mendonça é um dos maiores do Brasil. “São mais de 800 metros quadrados, um por andar, piscina na varanda de cada apartamento, um playground que encontra com a praia, píer para os moradores atracarem suas lanchas e jet skis...”, diz Cunha, enumerando os mimos de uma morada de R$ 5 milhões. Foi lá que o cantor Gilberto Gil adquiriu um apartamento recentemente.

Apesar do nome parecido, o Margarida Costa Pinto é bem menor (embora longe de ser pequeno: 411 metros quadrados) e de outra construtora, a Santa Helena. O edifício mais caro da cidade também tem um apartamento por andar, acesso ao mar através de plano inclinado com elevador panorâmico, píer de atracação para pequenas embarcações, cinco suítes e tudo mais que o dinheiro pode comprar. Por estar em uma área tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o edifício foi construído atrás de um casarão que serve agora como salão de festas, jogos e leitura. O padrão é adotado na maioria dos prédios da região.

Pelos mesmos R$ 5 milhões do Mansão Costa Pinto é possível comprar também um apartamento no Mansão Leonor Calmon, construído pela Andrade Mendonça, em parceria com a MRM. Com vista para a Baía de Todos os Santos, cada apartamento tem 355 metros quadrados, com quatro suítes ou cinco, se o cliente preferir um duplex. Esse último tem duas varandas amplas, de frente para o mar, duas salas, duas áreas de serviço e cinco vagas de garagem. Afinal, para quem pode comprar um apartamento desses, ter cinco carros é fichinha!

O perfil dos compradores, segundo o presidente da construtora Fator Realty, Paulo Fabriani, é de pessoas aparentemente normais, só que com muito dinheiro. “Geralmente são casais entre 40 e 50 anos, com filhos. Empresários e profissionais liberais em sua maioria”, descreve. “No caso de profissionais liberais (médicos, advogados e membros do Judiciário), a faixa etária é um pouco mais elevada, em torno dos 60 anos”, acrescenta. E (surpresa!), eles financiam o imóvel como qualquer mortal. “Dão um sinal e financiam o restante”.

Morada dos Cardeais

O prédio onde moram Ivete e Gal Costa é o mais caro já construído pela Odebrecht: R$ 4,6 milhões, segundo o diretor de incorporações da empresa, Eduardo Pedreira. O apartamento, entregue em 2004, tem 355 metros quadrados e fica na Avenida Contorno, a vista mais bonita de Salvador. É o mais caro da construtora, porém não o único de alto luxo. Um apartamento no edifício Vale do Loire, construído em 2006, no Horto Florestal, custa em torno de R$ 4 milhões, R$ 12 mil por cada um dos 328 metros quadrados.

Também no Horto, a Odebrecht está com três novas construções: o edifício Chácara Suíça, o Bosque Itália e o Reserva Albalong. Os apartamentos têm 255 metros quadrados e custam em torno de R$ 2,5 milhões (R$ 10 mil por metro quadrado).

É no Horto, aliás, que ficam as casas mais caras de Salvador. “Tem casa ali que custa R$ 10 milhões”, estima Cláudio Cunha, explicando que essas são verdadeiras mansões, que chegam a ter uma área de mil metros quadrados.
Além do Horto, outros lugares nobres para se comprar uma casa são o Encontro das Águas, Busca Vida e Interlagos, este último, já no território de Camaçari. “São terrenos de 400 a 700 metros quadrados. A partir de R$ 3 milhões, você consegue uma casa boa”, conta o corretor Jefferson Clelio.

Construtoras apostam no mercado de luxo

Apesar de caríssimos, os apartamentos de alto luxo citados não costumam ficar vagos por muito tempo. “Na Vitória, qualquer imóvel que se coloque à venda, vende muito rápido. Os novos, em 15 dias, os mais antigos em 30, 40 dias”, conta Cláudio Cunha. Mas, se você leu esta reportagem e tem bala na agulha para adquirir um imóvel de alto luxo, não faltam opções na cidade.

No Alto do Itaigara, a construtora Petram está construindo o Diamond, condomínio com três prédios, idealizado para oferecer tudo que um spa dispõe, em casa. Ao todo, são mais de 50 itens: espaço beauty, ofurô, pet place, sala de pilates e ioga, quadra profissional de squash, entre outros. O preço varia de R$ 970 mil (o 1º andar dos prédios Hope e Taylor) a R$ 1,3 milhão (o último andar do Amsterdam). São nove opções de plantas de apartamentos de 4 quartos, com três ou quatro suítes e metragem de 152 a 186 metros quadrados.

Outra opção é o Mansão Mont Saint Michel, no Jardim Atlântico, em Ondina. O sócio-diretor da Salinas Incorporadora, Luis Limoeiro, vende seu peixe: “O ponto-chave é a localização. De lá, você consegue ver a Barra, o Rio Vermelho e Ondina. É um apartamento por andar, com 275 metros quadrados, com duas varandas, quatro suítes, quatro vagas de garagem, área de lazer completa, com academia, piscina com raia, brinquedoteca, duas quadras...”, enumera o empresário, sobre seu primeiro empreendimento de alto luxo. “Queríamos diversificar e percebemos que havia esse nicho de mercado”, explica. O edifício tem entrega prevista para julho de 2014, e os apartamentos custam entre R$ 1,7 milhão (o 1º andar) e R$ 3,6 milhões (a cobertura).

Diferencial

A Fator Realty também tem imóveis de alto luxo para oferecer. E não é um só. Em março, lançou quatro residenciais: Duo, Capri, Seasons e Metropolitan, todos no Aquarius. Com um apartamento por andar, o Duo tem o diferencial da sustentabilidade. “Temos sistema de reaproveitamento de água, sensores de iluminaçao, horta, é perto de tudo, você faz tudo a pé”, conta Paulo Fabbriani, presidente da incorporadora Fator Realty. Um apartamento de 272 metros quadrados custa cerca de R$ 2 milhões.


Perspectiva de como vai ficar a varanda de um dos apartamentos na Mansão Mont Saint Michel, no bairro de Ondina, da construtora Salinas (Foto: Divulgação)

O diretor da Leão Engenharia, Ivan Leão, conta quais são as variáveis que tornam um imóvel de alto padrão e, consequentemente, o encarecem. “Primeiro é a localização.

Depois estão o tamanho e as especificações com maior qualidade”. Ele explica que a arquitetura desses prédios costuma ser diferenciada e os materiais usados de melhor qualidade, além de mais opções de lazer. Ele cita o Morro Ipiranga como um dos locais com tendência de valorização. “O metro quadrado lá custa R$ 7 mil, R$ 8 mil, mas a tendência é subir”, aposta. É lá que está sendo construído o Morada Imperial, um quatro suítes de 350 metros quadrados, que custa em torno de R$ 2 milhões.


Perspectiva da área de lazer do Diamond, que será construído no Alto do Itaigara, da construtora Petram (Foto: Divulgação)

“O mercado de alto luxo se sustenta bem. Normalmente quem compra são clientes mais exigentes, que têm o arquiteto deles e querem o apartamento personalizado”, conta o empresário. As alterações na planta, acrescenta, são permitidas, desde que não comprometam a estrutura do prédio. Mas quem quiser esperar um pouco mais (quem sabe até ganhar na Mega-Sena?) para se mudar para um apartamento megaluxuoso pode esperar o diretor da Odebrecht Eduardo Pedreira revelar que a construtora está desenvolvendo um projeto de alto luxo “melhor que a Morada dos Cardeais” na Rua do Barro Vermelho, no Rio Vermelho. O edifício, que vai matar Ivete de inveja, tem previsão para começar a ser construído no ano que vem.
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Reformas que valem um apê

O Globo -

Obra e decoração podem sair pelo valor de um pequeno imóvel na Zona Sul


Obra em cobertura de luxo na Barra, executada pelo arquiteto Jairo de Sender, deve consumir o mesmo valor pago pelo proprietário no imóvel - LEO MARTINS


Os preços de casas e apartamentos subiram? Pois o custo de reformar e mobiliar também. Segundo arquitetos, um projeto que inclua obras e decoração sai hoje, em média, por 30% do valor do imóvel. Com isso, o gasto para o proprietário pode ser equivalente ao necessário para comprar outro apartamento. Mesmo que menor e num bairro diferente.

Além do quebra-quebra em si e da mão de obra, a grande vilã da reforma é a marcenaria. Em lojas de modulados que fazem armários sob medida, os valores para mobiliar um três-quartos e a cozinha são, muitas vezes, os mesmos que os de pequenos imóveis conjugados em bairros como Flamengo e Laranjeiras: cerca de R$ 250 mil. E, se além dos modulados, a compra incluir estantes, painéis, racks para tevês e armários para banheiro, parece não haver limites para esses valores. Numa cobertura de 600 metros quadrados na Barra, decorada pela arquiteta Patricia Fiúza, por exemplo, foram gastos cerca de R$ 570 mil na marcenaria de três quartos, sala e home-theater. Valor que compra um quarto e sala com dependências em Copacabana ou no Leme e até um dois-quartos em Botafogo e no Flamengo.

— De maneira geral, armários e marcenaria custam 50% do valor da decoração. São produtos com muitas tecnologias embutidas nas portas e gavetas. E, quanto mais sofisticados, mais caros — explica a arquiteta.

A despesa com mão de obra é outra grande responsável pelo encarecimento das reformas. Só nos seis primeiros meses deste ano, esse custo subiu cerca de 10,35% no setor da construção civil, o que acaba impactando também os salários de profissionais autônomos, tanto os formais como informais.

— Os profissionais estão aproveitando o aumento da demanda, o aquecimento do mercado — ressalta Antonio Carlos Mendes, diretor executivo do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon-Rio).

E Mendes está certo. Um pedreiro ou pintor que, no início do ano passado, cobrava uma diária em torno de R$ 80, atualmente pede até R$ 150. Ajudantes de pedreiro tiveram a diária dobrada: de R$ 40 para R$ 80.

— Hoje, a gente precisa chorar muito para conseguir uma redução. O jeito é baixar a margem de lucro — conforma-se o empreiteiro Eduardo Moraes.

No geral, o valor médio a pagar por uma obra de padrão mediano varia entre R$ 1.500 e R$ 2 mil, o metro quadrado. Fora o projeto do arquiteto, que cobra de acordo com o que for feito, mas está saindo entre R$ 100 e R$ 200, o metro quadrado.

— O tipo de material a ser usado deve ser compatível com o padrão do imóvel. A pia da cozinha, por exemplo, pode ser de granito São Gabriel (o mais barato) ou silestone. Basta saber se vale a pena investir no que é mais caro — destaca o arquiteto Marcelo Possidônio.

Mas quando o imóvel vale o investimento em melhorias e materiais de melhor qualidade, o céu pode ser o limite.

Alto luxo pode dobrar valor de reforma

Você quer voar de econômica, executiva ou primeira classe? É com essa pergunta que o arquiteto Jairo de Sender costuma começar as reuniões com seus clientes. Parece uma brincadeirinha, mas a resposta é essencial para o sucesso da obra.

— O que vale é o que a pessoa tem como sonho. Não mexo no bolso do cliente. É ele quem define o que quer e a primeira classe sempre vai ter confortos que a econômica não tem — avalia de Sender.

E esse custo, do alto luxo, pode chegar ao valor do próprio imóvel. Além da marcenaria, projetos exclusivos de iluminação e automação costumam encarecer bastante o projeto. Na reforma de um apartamento de quatro quartos no condomínio Península, as arquitetas Claudia Pimenta e Patricia Franco devem gastar cerca de R$ 600 mil, o que inclui equipamentos e armários de cozinha e quartos, iluminação e automação apenas, já que o imóvel é novo. Já a obra de uma cobertura na Barra, executada por de Sender, está custando o mesmo valor do imóvel, segundo seu proprietário. Ali, só a iluminação deve custar R$ 90 mil (fora lustres e luminárias decorativas) e ainda tem armários (R$ 230 mil), spa (entre R$ 35 mil e R$ 80 mil) e todo o mobiliário. As cadeiras da sala de jantar, que são oito, por exemplo, vão custar entre R$ 1 mil e R$ 3 mil, cada uma, a escada que liga os dois andares do imóvel dúplex será toda de mármore, e ainda devem entrar obras de arte, objetos de design assinado...

— A reforma tem fatores imutáveis que são as necessidades de boas instalações elétricas e hidráulicas. Na decoração, o cliente pode escolher se quer Zara ou Prada — compara de Sender.

Quando o dinheiro é mais curto, a opção é investir nas melhorias estruturais e comprar peças de decoração mais básicas que podem ser trocadas depois.

— Tenho clientes que moram na Lagoa e compram sofás de mil reais. O importante é não abrir mão da qualidade da mão de obra e dos materiais — ensina Marcelo Possidônio.
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segunda-feira, 30 de julho de 2012

Casa dos sonhos perdeu mais da metade do valor

O Estado de S.Paulo -
 
No auge da especulação imobiliária, em 2006, a corretora Jennifer Nelson-Burgher comprou a casa de seus sonhos - o imóvel em estilo vitoriano de 280 metros quadrados em um bairro histórico de Stockton onde vivera desde os dois anos até seu casamento. As condições da hipoteca da casa, avaliada na época em US$ 400 mil, previam uma entrada de US$ 80 mil e mensalidades de US$ 16 mil por 30 anos. Com as comissões infladas pela intensa procura e pelos preços altos dos imóveis na cidade, a corretora pôde bancar a fatura mensal até o início de 2011. A ordem de despejo emitida pelo Bank of America chegou em suas mãos em agosto daquele ano.

A casa passara, então, a valer US$ 157 mil, mesmo com as melhorias feitas pela família. "Foi horrível porque eu era emocionalmente ligada à casa, onde cresci e me casei, e porque a minha reputação como corretora de imóveis estava arruinada", relatou Jennifer, emocionada. "Meu casamento quase acabou por causa do despejo e meus três filhos ficaram deprimidos com o processo."

Uma casa confortável, mas sem o charme e o apego da antiga residência, foi alugada por US$ 1.000 ao mês à família, graças à generosidade de amigos. Jennifer acreditava ter virado essa página de sua vida, quando recebeu, em maio, uma notícia "fantasmagórica". O banco estava devolvendo a casa vitoriana e cobrando US$ 320 mil supostamente devidos. O imóvel, fechado havia quase um ano, fora vandalizado e hoje vale bem menos de US$ 152 mil.

"Eu não tenho dinheiro para consertar a casa nem para pagar essa dívida, muito maior do que a que deixei em agosto de 2011. Não sei quais serão as consequências dessa decisão do banco nos meus impostos e no meu crédito", afirmou Jennifer, enquanto preenchia os formulários requeridos pelo banco para resolver o caso.

Jennifer foi apenas uma das vítimas do boom imobiliário estimulado pelo governo americano nos 2000, mesmo sendo conhecedora do mercado de Stockton e dos trâmites de compra e venda de casas. Ela trabalha no escritório Lela Nelson Realty, o mais conceituado da cidade e de propriedade de sua mãe, de quem a casa vitoriana fora comprada. Em 2006, porém, Jennifer não previa o colapso dos setores imobiliário e de construção dois anos depois, assim como María Carranza e todos os milhões de despejados.

Subprime clássico. A mexicana María chegou em 2001 nos Estados Unidos legalmente, vinda da Cidade do México, com a filha Michelle. Casou-se três anos depois com o jardineiro Cézar Carranza, com quem teve Júlio Cézar, e ambos decidiram fazer como os quatro irmãos de María estabelecidos em Stockton - comprar uma boa casa.

O imóvel escolhido tinha três quartos e três banheiros. Valia US$ 225 mil quando foi adquirido em 2004. O casal, com renda mensal de apenas US$ 2.500, não deu entrada e teria de desembolsar US$ 800 ao mês durante 35 anos para quitar a hipoteca. Era um clássico caso de subprime.

"Era possível pagar", afirmou, para justificar não ter dado um passo demasiado ambicioso ao comprar a casa. "A gasolina custava barato e, nessa época, conseguíamos sair duas vezes por semana para jantar fora e ainda economizar no fim do mês."

Em uma das renegociações, para reduzir o prazo para 30 anos, María foi induzida a aceitar uma taxa de juros variável por um agente financeiro. Quando se deu conta, sua dívida passara a US$ 350 mil, e as mensalidades, para US$ 2.200. O valor da casa, porém, havia despencado para US$ 115 mil.

A partir de 2008, a jornada de trabalho de Cézar foi reduzida, junto com o seu salário. María passou a fazer bicos em um salão de beleza. As contas domésticas não mais fechavam.

Em novembro de 2009, ela preparou o almoço de Ação de Graças para a família e, em seguida, mudou-se para um apartamento de dois quartos e um banheiro, alugado por US$ 775 ao mês. "Pensamos que iríamos passar a vida toda naquela casa. Meu marido ficou deprimido e eu, ainda mais", disse ela. "Nós estamos ficando velhos e percebemos que não temos nada."

María não foi a única em sua família a cair na armadilha imobiliária dos anos 2000.

Seus quatro irmãos compraram imóveis avaliados na época em mais de US$ 400 mil, apesar da renda considerada baixa. Três foram despejados. Apenas Gina Anaya conseguiu driblar o banco. Como a hipoteca estava apenas no nome de Gina, seu marido, José Luiz, comprou casa logo depois de ter saído a ordem de despejo. O preço já havia despencado de US$ 400 mil para US$ 150 mil.

"Todos os irmãos contribuíram para o José Luiz dar a parcela de 30% exigida pelo banco. Esse é o único final feliz na família", contou María.
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Prédio mais alto do mundo sofre com escritórios vazios

BBC Brasil - 

Com 828 metros, Burj Khalifa, em Dubai, ainda tem grande parte dos escritórios 'às moscas' quase dois anos após ser lançado

DUBAI - Quando o edifício mais alto do mundo foi inaugurado em 2010, seu nome foi mudado minutos antes de seu lançamento. De Burj Dubai (Torre Dubai), o arranha-céu foi rebatizado de Burj Khalifa (Torre Khalifa), em homenagem à família real de Abu Dhabi, que havia concedido, naquela ocasião, um empréstimo de US$ 20 bilhões (R$ 40 bilhões) ao emirado considerado por muitos como a "Nova York do Oriente Médio".


AFP
Faltam compradores para salas no Burj Khalifa

A inauguração deste edifício de 828 metros de altura, com um hotel Armani, 900 luxuosos apartamentos e 37 andares de escritórios, ocorreu apenas algumas semanas após a eclosão de uma crise financeira de grandes proporções no emirado árabe de Abu Dhabi.

Hoje, o hotel tem uma taxa de ocupação de quase 100%, principalmente de hóspedes vindos dos países ricos do Golfo Pérsico. Em paralelo, centenas de turistas pagam mais de U$ 100 (R$ 200) para apreciar as vistas incríveis do deserto do alto do 124º andar.

Além disso, apesar do tão comentado colapso dos preços dos imóveis em Dubai, quase 80% dos apartamentos de luxo da torre foram vendidos e registraram uma valorização de 10% somente no ano passado.

Os escritórios, por outro lado, não tiveram tanta sorte. A agência imobiliária Emmar não divulgou números oficiais, mas especialistas afirmam que, embora todos tenham sido vendidos durante os anos da bolha imobiliária, antes do final da construção da torre, quase dois terços dos escritórios, que, juntos, ocupam cerca de 20 andares, permanecem vazios.

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De acordo com Alan Robertson, diretor-executivo para Oriente Médio da consultoria imobiliária Jones Lang LaSalle, uma das razões para a baixa procura é o preço do aluguel. "O valor é o dobro do de um imóvel com as mesmas características a 50 metros dali", afirmou.

Ele acrescenta que, devido ao desenho da torre, o espaço do escritório é limitado. Além disso, para uma grande empresa se estabelecer no prédio, precisaria ocupar vários andares. Segundo Robertson, isso seria complicado, uma vez que cada andar pertence a um proprietário diferente.

Além disso, o especialista acredita que, para algumas empresas internacionais, como grandes bancos, não é conveniente montar sua sede no edifício. "O Burj Khalifa é um ícone mundial, tem um endereço de prestígio e isso é fantástico. No entanto, esse não é o tipo de imagem que uma empresa multinacional de hoje deseja projetar", argumenta Robertson. "Eles querem projetar uma imagem de racionalidade e sobriedade", acrescenta.

Alguns proprietários optaram em manter o espaço do escritório como um investimento a longo prazo ou simplesmente porque sabem que não têm chance de recuperar o dinheiro aplicado. Por outro lado, outros estão tentando vender seus imóveis. No mês passado, um proprietário anônimo colocou seu escritório em um leilão nos EUA por um valor inicial de US$ 5,5 milhões (R$ 11 milhões).

O Grupo LFC, responsável pelas vendas, espera vender, no próximo ano, mais escritórios da torre. No entanto, é improvável que os detalhes dessas operações sejam divulgados publicamente. "Estamos falando de operações envolvendo grandes nomes que não querem divulgar os detalhes. É bem possível que os resultados nunca sejam conhecidos", disse William Lange, diretor-executivo do Grupo LFC.

Imóveis vazios


O problema em encontrar compradores para imóveis vazios não é exclusividade do Burj Khalifa. De acordo com o último relatório da Jones Lang LaSalle, cerca de 35% da área total ocupada por escritórios em Dubai está vazia. Para a empresa, existe uma disparidade em jogo: em uma parte do emirado, a demanda por espaços é elevada, enquanto outras partes são incapazes de atrair inquilinos ou compradores. "Há uma quantidade razoável de pequenos e médios escritórios e um grande número de escritórios e áreas de má qualidade. Esse desequilíbrio acaba se tornando um impeditivo", afirmou.

A poucos metros do Burj Khalifa fica uma das propriedades citadas por Robertson. Durante o boom da construção, agentes imobiliários prometeram que Dubai teria um bairro comercial e residencial "na escala de Manhattan", com mais de 80 torres. Quando a crise chegou, no final de 2009, a construção começou a abrandar e em alguns casos, parou completamente.

Porém, de acordo com a Dubai Properties Group, a confiança está voltando aos mercados e isso significa que os megaprojetos, suspensos pela crise, serão retomados, incluindo as obras no distrito conhecido como Business Bay. O Bank of America Merrill Lynch também é otimista quanto à recuperação do setor imobiliário de Dubai.

A instituição financeira prevê que a população de Dubai pode dobrar na próxima década com a criação de novos empregos, o que geraria um aumento na demanda por imóveis comerciais e residenciais. Mesmo assim, isso não teria impacto sobre o Burj Khalifa, de acordo com Robertson. "Esta torre interessa somente para um tipo específico de negócio", explica ele. "Ela atrai o tipo de empresa que quer mostrar ao resto do mundo que tem um escritório lá", explica.
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