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domingo, 27 de maio de 2012

Manutenção em dia dá ao imóvel maior vida útil

Estado de Minas -

Uma edificação bem preservada evita prejuízos com reformas muito grandes

Especialistas recomendam reparos periódicos como forma de prevenir o desgaste na infraestrutura predial (Euler Júnior/EM/D.A Press)
Especialistas recomendam reparos periódicos como forma de prevenir o desgaste na infraestrutura predial

O tempo passa, as tendências mudam, mas o cuidado com a casa deve ser constante. Mais do que se adequar à moda, reformas periódicas ajudam a conservar a estrutura do lar. Além de promover a valorização do bem no mercado imobiliário, esse zelo vai acarretar aumento da vida útil da edificação, melhoria no desempenho de equipamentos e instalações em geral, além de garantir a segurança, o conforto e a economia para o proprietário e para todos os indivíduos que utilizam o imóvel.
Segundo o arquiteto Jomar de Mello, “o cuidado com a casa deve ser constante. Deixar o imóvel muito tempo sem interferência pode gerar prejuízos, pois, futuramente, o ambiente demandará uma grande reforma, de investimento mais alto”, garante.

A Lei de Sitter ou Lei dos Cinco, interpreta a evolução progressiva de custos de manutenção, considerando os custos relativos à fase em que é aplicada. De acordo com Sitter, idealizador dessa fórmula, o adiamento de uma intervenção de manutenção significa aumentar os custos diretos em uma razão de progressão exponencial de base cinco. Se a realização de uma intervenção no primeiro ano for de R$ 1 mil, no segundo ano será de R$ 5 mil, no terceiro R$ 25 mil e assim por diante, segundo a equação tx = 5(x-1).

A reforma ou manutenção sem o acompanhamento de um profissional também costuma sair mais cara. “O arquiteto vai fazer um planejamento das intervenções e um cronograma físico e financeiro, além de evitar desperdícios e programar as compras dos materiais de forma escalonada. Com intervenções programadas de tempos em tempos, os moradores também poderão se adaptar melhor. Não precisarão, necessariamente, sair de casa, o que geraria mais custos com um aluguel”, ensina.

PREVENÇÃO 

De acordo com Jomar, é preciso que se entenda a manutenção preventiva como um investimento a ser feito em um bem. “Esse investimento propiciará maior vida útil, maior durabilidade e menores gastos com a manutenção corretiva do imóvel”, diz.

Outro ponto a ser considerado são os fatores climáticos. Quando a reforma durar mais de quatro meses, será preciso pensar na possibilidade de chuva e estabelecer prioridades. Com um bom planejamento em mãos, os funcionários são melhor orientados, o serviço é feito mais rápido e há menos despesa com a própria mão de obra.

O Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG) tem uma tabela que estabelece a periodicidade da manutenção preventiva e da inspeção para diversos sistemas, equipamentos, instalações e componentes de uma edificação, que pode ser bastante útil aos síndicos e proprietários.

Refresco no imposto 
Benfeitorias declaradas à Receita Federal elevam o valor do imóvel na hora da venda

O arquiteto Jomar de Mello lembra que, mesmo quando revestida por pedra, parede pode sofrer infiltração (Arquivo pessoal)
O arquiteto Jomar de Mello lembra que, mesmo quando revestida por pedra, parede pode sofrer infiltração
As anomalias construtivas têm, basicamente, quatro fontes originárias: internas, externas, naturais e funcionais. Internas são aquelas causadas por irregularidades de projeto, de execução, dos materiais empregados ou da combinação desses fatores. Por exemplo, as infiltrações, trincas, portas empenadas, insuficiência de vagas de garagem e outros problemas, sejam eles aparentes ou ocultos. A responsabilidade de reparo é do construtor, desde que o imóvel esteja dentro do prazo de garantia estabelecido pelo Código de Defesa do Consumidor, que é de cinco anos.

As causas externas são provenientes da intervenção de terceiros no edifício, tais como os danos causados por obra vizinha, choques de veículos em partes da edificação, vandalismo e outros. A reparação é de responsabilidade do causador dos danos. As causas naturais são provenientes da imprevisível ação da natureza, tais como descargas atmosféricas excessivas, enchentes, tremores de terra, entre outros. A reparação dos danos fica por conta do proprietário. Para evitar surpresas, é recomendada a aquisição de um seguro para o bem.

E, por fim, as anomalias funcionais, devidas ao uso inadequado, da falta de manutenção e do envelhecimento natural da edificação, como desgastes dos revestimentos e fachadas, incrustações, corrosões e pragas urbanas. A responsabilidade de reparação dos danos é do proprietário.

Também é importante ficar atento aos equipamentos do edifício. O sistema de irrigação automático dos jardins pode ser responsável por grande desperdício de água, ou as motobombas de recalque, que podem desperdiçar energia elétrica caso estejam desreguladas.

O arquiteto Jomar de Mello chama a atenção para uma característica de Minas Gerais: o revestimento com pedras. “O mármore e o granito são muito porosos, podendo infiltrar água. Outra questão é o uso de selante, já que é uma camada muito fina e precisa ser reforçada vez por outra”, pondera.

IMPOSTO 

Uma forma de obter mais vantagem econômica com reformas é declarar os gastos no Imposto de Renda. Não é dedutível, mas as benfeitorias devem ser declaradas, pois elas aumentam o valor do imóvel. Consequentemente, isso reduz o valor de imposto a ser pago em caso de venda, no momento da apuração do ganho de capital. Contudo, é fundamental guardar todos os comprovantes de pagamento de despesas com benfeitorias, como recibos e notas fiscais.

Em termos práticos, se você tem um imóvel declarado para a Receita pelo valor de R$ 200 mil e gastou R$ 50 mil em reforma, caso venha a vender o imóvel por R$ 500 mil, terá de pagar o imposto calculado sobre R$ 250 mil, em vez de R$ 300 mil.

Segundo a contadora Cátia Cristina Ribeiro Ferreira, se o contribuinte utilizar o produto da venda na compra de outro imóvel no prazo de 180 dias, ficará isento de IR sobre o ganho de capital, conforme previsto no artigo 39 da Lei 11.196, de 21/11/2005. “Nesse caso, deduz-se na sua integralidade o valor apurado do ganho de capital e o contribuinte fica isento do pagamento de IR”, esclarece.

Se o contribuinte utilizar somente parte do produto da venda para compra de outro imóvel no prazo de 180 dias, ficará sujeito ao pagamento do IR somente da diferença, devendo obedecer aos fatores de redução estabelecidos na Instrução Normativa da RFB 599, de 28/12/2005, de acordo com a Lei 11.196, de 21/11/2005, artigos 38, 39 e 40. Ou seja, o uso parcial do produto da venda na aquisição implica pagamento de imposto sobre o lucro na proporção da parcela não utilizada.
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segunda-feira, 21 de maio de 2012

Vida de condomínio: Manutenção e reforma de elevador

Estado de Minas -

O engenheiro Cláudio Guisoli sugere solicitar referência de pelo menos uma dúzia de clientes atuais  (Eduardo de Almeida/RA Studio
)
O engenheiro Cláudio Guisoli sugere solicitar referência de pelo menos uma dúzia de clientes atuais

Assim como a estrutura do prédio, os elevadores têm de receber manutenção. A medida visa evitar o mau funcionamento, a paralisação do equipamento e, até mesmo, acidentes. Em alguns casos, é necessário, ainda, investir em sua modernização para que o elevador possa melhor atender seus usuários.

Para fazer o serviço, é imprescindível contar com profissionais especializados, como ressalta o engenheiro mecânico e consultor de elevadores da TVC Transporte Vertical Consultoria Profissional, Cláudio Henrique Guisoli. “Os serviços de manutenção, instalação, reforma e modernização de elevadores só podem ser executados por empresas fabricantes e/ou mantenedoras de elevadores”, diz.

Antes de contratar, é preciso observar alguns itens, como recomenda Cláudio Guisoli. “Essas empresas devem estar legalmente registradas no cadastro nacional de pessoa jurídica (com CNPJ ativo) e na Prefeitura de Belo Horizonte, com alvará de localização e funcionamento em dia. Além disso, a empresa deve ter registro no Conselho Regional de Engenharia e Agricultura (Crea)”, acrescenta.

Mas não bastam esses cuidados. Segundo o engenheiro, é necessário fazer uma visita à empresa para verificar suas instalações e recursos disponíveis para atendimento 24 horas. “Inclusive aos sábados, domingos e feriados. Além disso, conheça o almoxarifado da empresa. Um atendimento rápido depende também da disponibilidade imediata de peças de reposição.”

É preciso, ainda, verificar se a empresa é especializada na marca dos elevadores instalados no condomínio. “Uma empresa formada por ex-funcionários da fabricante do seu elevador tem maior possibilidade de prestar um serviço de melhor qualidade em função do treinamento que esses profissionais tiveram”, pondera o engenheiro.

Para se precaver melhor, Cláudio Guisoli recomenda que seja solicitada uma relação com pelo menos uma dúzia de clientes atuais da empresa, com nomes e telefones dos síndicos. “Faça uma pesquisa exaustiva junto a eles, questionando a respeito de todas as dúvidas que existirem e sobre a qualidade dos serviços de manutenção e/ou modernização prestados pela empresa.”

Todos esses cuidados são necessários para evitar transtornos aos moradores e complicações para o administrador do condomínio. “A obrigação do síndico vai além do simples contratar; é preciso contratar bem. Eventualmente, comprovada a negligência ou culpa do síndico, o condomínio pode, em ação de regresso, vir a buscar o ressarcimento dos danos na pessoa do síndico”, alerta Cláudio.

Quanto à periodicidade da manutenção, apesar de não haver norma da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) ou estar previsto na Lei Municipal 7.647/1999, Cláudio diz é recomendado que o serviço seja feito mensalmente. “A falta de manutenção periódica nos elevadores, além de reduzir a vida útil dos equipamentos, compromete sua segurança operacional e pode colocar em risco os usuários.”

De qualquer forma, é preciso ficar atento à execução do serviço com regularidade. “A falta de contrato de manutenção com uma empresa legalmente habilitada para o exercício dessa atividade sujeita o condomínio a multa e até a interdição dos elevadores pela fiscalização municipal”, adverte o engenheiro.
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quinta-feira, 10 de maio de 2012

Viver em uma cobertura é um privilégio caro


Estado de Minas - 
Moradores se unem na luta para reduzir a taxa de condomínio ao mesmo nível das demais unidades do prédio
Os moradores de cobertura sentem todo mês o peso do privilégio. A taxa de condomínio, via de regra, é o dobro do valor cobrado das demais unidades. Essa diferenciação se dá em razão da cobrança pela proporção da metragem do apartamento - a fração ideal -, para o rateio das despesas ordinárias.

Porém, começa a haver entendimentos, seja nas próprias assembleias de condomínio, seja por questionamentos na Justiça, para uma revisão dos valores pagos pelas coberturas. Seus proprietários têm alegado que a divisão por fração ideal é injusta e que o rateio deveria ser feito pela disponibilidade de uso, que normalmente é idêntico ao das demais unidades do edifício.

Especialista em direito imobiliário, o advogado Roberto Cardoso, do escritório Alvim, Cardoso & Tavares Sociedade de Advogados, comenta que, apesar de o Código Civil e as convenções de condomínio darem respaldo aos condomínios, os juízes vêm entendendo que as despesas ordinárias devem ser rateadas em regime de igualdade por todos os moradores. “Já existem decisões de segunda instância no Tribunal de Justiça de Minas Gerais, favoráveis aos proprietários de coberturas, decisões essas que vêm criando um novo entendimento jurisprudencial acerca da matéria”, ressalta. “O morador da cobertura não usa mais que os outros a iluminação das áreas comuns ou demanda mais do porteiro e da faxineira, por exemplo”, completa.

Carlos Eduardo Alves, presidente do Sindicato dos Condomínios Comerciais, Residenciais e Mistos de Belo Horizonte e Região Metropolitana (Sindicon), não acha que os valores devam ser iguais. “Não considero que seja correto cobrar o dobro da cobertura, embora a fração ideal seja a principal sugestão do Código Civil, mas também não considero justo pagarem igual. A cobertura sempre tem mais área de fachada externa, o que, numa reforma, representa mais área e, portanto, mais custo. Geralmente também tem mais vagas de garagem. E, em muitos casos, piscina. Mas isso, acredito, deve ser negociado caso a caso, nas assembleias. Os moradores conhecem a realidade do edifício e podem estabelecer cobrança de 20%, 30%, 50% a mais, de acordo com os gastos extras gerados pela cobertura”, sugere.

MANUTENÇÃO 

A medida é incentivada também por Roberto. “Tenho uma cliente que mostrou essa realidade para os demais condôminos e, como tem uma piscina na cobertura, ficou acertado que ela pagaria um valor 20% superior ao dos demais. Foi o mais justo e ninguém ficou insatisfeito”, afirma.
"O apartamento de cobertura, única e exclusivamente pelo fato de ser uma cobertura, não utiliza mais os serviços e benefícios de manutenção do edifício" - Roberto Cardoso, sócio do escritório Alvim, Cardoso e Tavares
Roberto ressalta ainda que esse posicionamento se aplica especificamente nos casos de despesas ordinárias comuns, de manutenção diária do condomínio. “Em relação às despesas extraordinárias, como uma reforma da fachada, elas normalmente resultam na valorização de todo o edifício e, consequentemente, dos apartamentos, de maneira individual. Logo, é justo que a cobrança dessas despesas de obras e melhorias seja feita pela fração ideal, já que a cobertura será valorizada proporcionalmente e, por isso, também deve ser proporcional a divisão da despesa”, conclui.

Negociação é o caminho 
Código Civil prevê a cobrança pela fração ideal ou com percentual estipulado em assembleia e aceito por todos

O entendimento dos juristas que defendem a redução da taxa de condomínio para as coberturas baseia-se principalmente em dois pilares. O primeiro fundamenta-se na impossibilidade do enriquecimento ilícito pelos outros condôminos. O uso ou a disponibilidade do uso é idêntico para todos, sejam donos de unidades em andares inferiores ou coberturas, de maneira que os benefícios auferidos com as despesas ordinárias são utilizados de forma exatamente igual em cada unidade.

“O apartamento de cobertura, única e exclusivamente pelo fato de ser uma cobertura, não utiliza mais os serviços e benefícios de manutenção do edifício, como o serviço dos porteiros, faxineiras, despesas com água e luz das áreas comuns, segurança e manutenção do condomínio, entre outras. Assim sendo, se o uso é idêntico, ao cobrar das coberturas valores superiores aos demais condôminos estarão se locupletando, obtendo vantagem ilícita do proprietário da cobertura”, defende o advogado especialista em direito imobiliário Roberto Cardoso.

Segundo ele, o Código Civil prevê a cobrança pela fração ideal ou outra forma definida em assembleia. “Mas a fração ideal, em muitos casos, trata um igual de forma desigual”, diz. O segundo pilar advém da interpretação sistêmica da lei, baseada no princípio da boa-fé objetiva. Esse princípio prima pela boa-fé, em detrimento do formalismo exacerbado, da leitura cega da lei, sendo possível ao magistrado adequar a aplicação do direito aos influxos dos valores sociais, primando pela boa-fé e equidade na interpretação e aplicação da lei.

BOA-FÉ 

Nem sempre o proprietário da cobertura consegue negociar valores da taxa de condomínio em assembleia. Afinal, ele tem apenas um voto contra os demais. “Nesses casos, é realmente necessário recorrer à justiça e a esse princípio da boa-fé objetiva”, pontua Roberto. Quando bem-sucedido na negociação ou na causa, o proprietário da cobertura consegue deixar seu imóvel mais atrativo para uma venda no futuro.

Carlos Eduardo Alves, presidente do Sindicato dos Condomínios Comerciais, Residenciais e Mistos de Belo Horizonte e Região Metropolitana (Sindicon), recomenda o bom senso dos moradores na negociação. “É sempre melhor, para os dois lados, decidir a questão numa assembleia, negociar um percentual que seja aceito por todos.”

Outro argumento em prol da redução da taxa para a cobertura é de que ela reduz um importante custo para o condomínio: o de manutenção e conservação de telhados. O código civil obriga todas as unidades a arcarem com esses custos. Quando há cobertura, essa atribuição passa a ser de seu proprietário. Já a parte coberta de pontos que fazem parte de áreas comuns é de responsabilidade de todos os moradores.

PERSONAGEM DA NOTÍCIA: Guilherme Silva - Advogado

Em busca de solução amigável

 (Maria Tereza Correia/EM/D.A Press)
Guilherme Silva mora em uma cobertura no Buritis. Atualmente, paga a mais pela taxa de condomínio, mas deseja reduzir o valor. Como advogado, ele já estava ciente da questão. Numa conversa com o síndico, conseguiu inserir o assunto na pauta para a próxima assembleia de condôminos. A intenção é pagar o mesmo valor dos demais apartamentos, pois acredita não existir diferença entre sua demanda, como morador, da dos demais. Ele não tem piscina, sauna ou qualquer outro equipamento que diferencie sua unidade. De qualquer forma, quer resolver a situação amigavelmente, a fim de não prejudicar o relacionamento com os vizinhos.
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quinta-feira, 26 de abril de 2012

Manutenção de casas de praia

Diario de Pernambuco - 

Imóveis de temporada precisam de atenção maior por causa de elementos como vento, maresia e umidade


casa de praiaCom o estresse dos grandes centros urbanos, é cada vez maior o número de pessoas que investem em uma casa de campo ou praia. Em Pernambuco, áreas como Porto de Galinhas, Maracaípe, Gravatá e Bezerros abrigam turistas ocasionais até de outros estados. O que pouca gente lembra é que as casas de temporada precisam de cuidados e manutenção constante, uma vez que o vento, a umidade e a maresia podem desgastar rapidamente a estrutura, o revestimento e até os móveis dentro da unidade.

"Se na nossa primeira residência ou prédio, é necessário fazer uma manutenção periódica, nas casas de praia ou campo, esse cuidado deve ser redobrado, principalmente se é um local que fica fechado por muito tempo", explica José Carlos Oliveira, diretor da Mota Oliveira Engenharia. Segundo ele, os reparos certos antes do aparecimento de um problema saem até 60% mais baratos do que consertar esse problema. "Fora a economia, uma manutenção preventiva ainda evita a dor de cabeça de você chegar com sua família na casa de praia e ter que voltar para a cidade por causa de uma infiltração ou até de uma rachadura na estrutura", ressalta.

Quem não quiser ter essa decepção precisa saber que cada item da construção tem uma data de validade. "A estrutura deve ser revisada a cada cinco anos e telhados e forros, de dois em dois anos. Já pintura, portas e janelas precisam de uma revisão anual", continua Oliveira. Outra dica do empresário é ter sempre em mãos um lubrificante para aplicar nas fechaduras da casa. "E, uma vez por mês, pedir a um caseiro, porteiro ou mesmo vizinho que abra todas as torneiras da casa por um minuto, para verificar vazamentos e evitar que a tubulação enferruje ou junte sujeira".

Para Roberto Freitas, diretor do Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Pernambuco (Caupe), um investimento precioso que pode prolongar sua casa de temporada é a impermeabilização. "Só com ela você evita sustos como ter uma parede fofa ou reboco caindo. Para impermeabilizar um metro quadrado custa cerca de R$ 70, mas se você usar materiais impermeabilizantes desde a construção, esse custo cai 50%, detalha o arquiteto.

Ele lembra ainda que os motores elétricos devem ter atenção redobrada nas casas que ficam fechadas por muito tempo. "Cuidado especial com o motor da cisterna e da piscina que podem facilmente travar." Para evitar o transtorno, lubrifique-os de duas a três vezes por ano. O mesmo cuidado deve ser dado aos aparelhos elétricos e eletrônicos da residência. Em casa de praia, esses produtos tendem a durar três vezes menos que o normal. "Não podemos esquecer dos móveis, que devem ser feitos de PVC ou alumínio e dos forros, que sempre devem ter espaço de dilatação por conta das grandes variações de temperatura constantes no campo ou na praia."


Saiba mais

Veja os pontos mais críticos na manutenção de sua casa de praia ou campo:

Estrutura

1. Aço deverá receber pinturas especiais contra a corrosão ou ainda pode-se optar pela utilização de aços do tipo patinável, em que a própria ferrugem protege o material da corrosão;
2. No caso de vigas e pilares, o aço deve ser galvanizado para evitar desgastes rápidos.

Telhado

1. Para evitar que as chuvas de vento formem pontos de infiltração, o ideal é que o desenho do telhado não forme calhas internas;
2. Beirais também são bem-vindos.

Revestimento

1. Geralmente, a tinta na praia dura menos tempo por conta da maresia. A manutenção dessa pintura deve ser de dois em dois anos para as paredes e anual para as partes metálicas como grades e esquadrias.
2. O ideal é comprar tinta acrílica, que custa cerca de R$ 50 o galão. Já no metal, o esmalte sintético é a melhor opção e custa por volta de R$ 70 o galão;
3. Quanto ao revestimento externo, com a grande umidade o ideal é usar cerâmica ou pedras.

Janelas e portas

1. As portas devem ter ventilação sempre, uma vez que as casas de praia e campo passam muito tempo fechadas. De preferência, até as portas dos armários e guarda-roupas devem ter recortes para ventilação;
2. Material ideal para janelas é o alumínio, que devem receber coberturas de proteção específica contra maresia e umidade;
3. Atualmente, se evita madeira por causa da sustentabilidade, mas se sua casa já tiver portas e janelas de madeira, passe verniz naval;
4. PVC também pode ser utilizado nas portas e janelas da casa de praia ou campo.

Outros

1. No caso dos elementos de fixação, como parafusos, é mais recomendado usar o latão ou o aço inox, que resistem melhor à corrosão;
2. Luminárias externas, ralos, grelhas e canos que não sejam compostos por ferro também são mais recomendados.

Fonte: Roberto Freitas e José Carlos Gonçalves Oliveira
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domingo, 13 de novembro de 2011

Cuidar da casa é mais do que fazer faxina e decorar

Imovelweb -

Casa precisa de manutenção também nos itens ocultos, responsáveis pelo desempenho das instalações.



Antes de reformas, deve ser verificado o percurso das redes.


Fazer a manutenção periódica do apartamento ou da casa é essencial para que o imóvel acolha confortavelmente a família, e também evitar a desvalorização, no decorrer do tempo.

No caso de imóveis novos, antes de qualquer procedimento de manutenção é imprescindível consultar o manual do proprietário, que é entregue pela construtora, junto com as chaves.

Quando se trata de imóveis antigos – construídos há dez ou mais anos, é complicado obter o acesso às informações sobre as estruturas e a rede hidráulica, por exemplo, mas a presença de um profissional pode evitar que a simples colocação de um prego traga um transtorno importante, como furar o cano condutor de água.

Nos casos de reforma de imóveis antigos, cujos manuais se perderam ou jamais existiram, o profissional da construção – empreiteiro de obras qualificado, engenheiro, arquiteto, tem conhecimento para identificar quais os pontos críticos do imóvel, e assim evitar que alterações numa parede prejudiquem a estrutura, ou danifiquem os condutores hidráulicos e elétricos.

O manual, quase desconhecido - Junto com as chaves de um imóvel novo, o proprietário recebe o manual com informações importantes sobre o bem que acaba de adquirir, em muitos casos, para toda a vida. Embora a utilidade do documento – que também contém dicas para a manutenção, alguns ignoram que ele existe, displicência capaz de provocar grandes dores de cabeça, conforme o diretor da Construtora Casa Mais, Peterson Quirino.

“No manual estão contidas todas as informações e os prazos que garantirão a conservação da residência. (Para ter bons resultados), a manutenção deve ser feita conforme previsto (no documento)”, sugere Quirino, e cita alguns itens que precisam de revisão periódica.

“Deve-se limpar a caixa de gordura de três em três meses, retirando todo o material acumulado. Caso esse procedimento não seja executado, pode haver entupimentos. O equipamento de combate a incêndio merece atenção especial e deve ser inspecionado a cada ano. Essa vistoria é determinação do Corpo de Bombeiros e serve para verificar o funcionamento e a validade do extintor”, diz Quirino.

De acordo com o diretor da Casa Mais, é também importante a manutenção da pintura, que deve ser retocada a cada dois anos, inclusive em fachadas de edifícios. “Além de manter a impermeabilidade das paredes externas - devido à ação do tempo, a pintura se desgasta e o revestimento é danificado, (a nova pintura) revitaliza a fachada, valorizando ainda mais o empreendimento”, ressalta, e recomenda a utilização de materiais de qualidade.

Peterson Quirino acrescenta que, antes de entregar o imóvel, o procedimento da empresa que dirige é reforçar o controle dos serviços executados. “Quando o controle é rigoroso, o resultado é um acabamento melhor, o que facilita a manutenção. Antes de entregar o imóvel, fazemos uma vistoria interna constatando o perfeito funcionamento das tubulações e equipamentos dos edifícios, o que promove menor custo de manutenção”, garante o diretor da Construtora Casa Mais.
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sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Manutenção: Para evitar prejuízos com o seu patrimônio


O Dia - 

Seja como investimento ou moradia, imóvel precisa de atenção constante para manter a valorização
Rio - Em um período de constante aquecimento do mercado imobiliário - e recorrente suspeita de "bolha" no setor -, locatários e compradores estão cada vez mais exigentes. Seja um imóvel adquirido com propósito de investimento ou de para a moradia do proprietário, é importante que a unidade seja alvo de atenção constante para não trazer prejuízos inesperados na hora da venda ou mesmo da manutenção.
Foto: Divulgação
Cozinhas espaçosas estão sempre em alta |Foto: Divulgação
Especialistas ressaltam que, além da infraestrutura existente nos arredores do imóvel, como escolas, supermercados, shoppings e acesso às linhas de onibus e metrô, bem como a distância de áreas de poluição sonora e ambiental - fatores que independem do proprietário - , processos como a detetização preventiva periódica e a pintura externa anual devem estar sempre marcados no calendário do proprietário.
 
O telhado deve ser observado periodicamente para conferir os efeitos da ação do vento e umidade, que podem comprometer a estrutura. Verificar a situação das instalações elétricas e hidráulicas é fundamental, sem deixar de verificar a existência de rachaduras ou infiltrações. Outra medida prudente é manter uma poupança para as manutenções sejam elas de rotina ou emergenciais.
Carpetes costumam pesar negativamente no valor final, por acumular sujeira e manchas. Em geral, a remoção do acessório, seguida pelo tratamento do piso, é uma opção mais vantajosa. De forma semelhante, revestimentos nas paredes devem ser tratados com cautela, uma vez que o excesso de personalização pode espantar possíveis compradores.
Entre os principais ambientes a serem levados em conta em termos de fatores de valorização, segundo profissionais do meio, são os a cozinha, os banheiros e, no caso de casas, a garagem e área externa. Cozinhas amplas e espaçosas estão sempre em alta, e o encanamento impecável é de suma importância.
Suítes também contam bastante junto ao comprador. Por fim, a presença de garagem - ou vagas na garagem, no caso de apartamentos - pode acrescentar até 10% no preço do imóvel, de acordo com especialistas.

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