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quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Brasil Brokers adquire parte da Libório Imóveis

Exame - 

Negócio prevê a compra de 55% da sociedade que realizará as operações de intermediação imobiliária da companhia de Jundiaí por R$ 8 milhões de reais


Visão aérea de Jundiaí: operação está de acordo com sua estratégia de expansão geográfica da corretora

São Paulo - A Brasil Brokers (BBRK3) adquiriu 55% das quotas representativas do capital social da sociedade que realizará as operações de intermediação imobiliária da Libório Imóveis, segundo comunicado enviado nesta terça-feira à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A corretora deverá pagar 8 milhões de reais pela empresa.

A operação está de acordo com sua estratégia de expansão geográfica através da aquisição de participações em empresas de intermediação imobiliária. Conforme revelado nesta última sexta-feira, a corretora tem planos de comprar duas ou três empresas até o fim do ano para ampliar a fatia da receita proveniente de vendas de imóveis usados.

O pagamento deverá ser feito com um valor inicial de 3,2 milhões de reais e o saldo restante em três parcelas anuais. A companhia ainda irá convocar uma assembleia geral extraordinária para deliberar sobre o assunto.

A Libório Imóveis possui três lojas em Jundiaí, interior de São Paulo, com atuação nos mercados primário e secundário.
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segunda-feira, 27 de agosto de 2012

PDG é construtora com maior prejuízo na América Latina e EUA

Folha.com -

 
A PDG Realty, uma das maiores construtoras do país, foi a empresa de capital aberto do setor de construção e locação com maior prejuízo entre companhias da América Latina e Estados Unidos no segundo trimestre do ano. O levantamento foi feito pela consultoria Economatica.

A empresa registrou perdas de US$ 222,69 milhões (R$ 450 milhões) entre abril e junho. No mesmo período de 2011, obteve lucro de US$ 154,7 milhões (R$ 241 milhões) e foi considerada a companhia mais lucrativa do setor.

A segunda empresa com maior prejuízo no segundo trimestre deste ano foi a Brookfield com perdas de US$ 189,7 milhões (R$ 383 milhões).

Entre as dez empresas com maiores prejuízos, há cinco empresas brasileiras, duas mexicanas, duas americanas e uma argentina.

A consultoria considerou os balanços apresentados aos órgãos reguladores dos países (a CVM no caso do Brasil). Para a conversão para dólares foi ulizado o dólar PTAX venda de 30 de junho.

Veja os prejuízos das empresas

PDG Realty (Brasil): -US$ 222,69 milhões
Brookfield (Brasil): -US$ 189,72 milhões
Beazer Homes (EUA): - US$ 39,88 milhões
Generalshopp (Brasil): -US$ 38,58 milhões
Kaufman&Broad Home (EUA): -US$ 24,14 milhões
Viver (Brasil): - US$ 21,22 milhões
João Fortes (Brasil): - US$ 12,37 milhões
Urbi Desarollos (México): -US$ 9,35 milhões
Dine (México): -US$ 2,76 milhões
Consultatio (Argentina): -US$ 2,33 milhões
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quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Riscos dos fundos imobiliários de um só imóvel vieram à tona neste ano

Infomoney - 

Ao menos quatro fundos deram belos sustos nos quotistas: West Plaza, Higienópolis, Hospital da Criança e Hospital Nossa Senhora de Lourdes

SÃO PAULO – Os fundos imobiliários surgiram como uma alternativa ao investimento direto em imóveis, com vantagens em relação à liquidez, preço e diversificação de ativos. Esta última característica, no entanto, não se aplica a todos os fundos e tem preocupado os investidores que compraram cotas de fundos “monoativos” (que investem em um único empreendimento).

Problemas recentes envolvendo imóveis que fazem parte do portfólio de fundos, como os shoppings Higienópolis (foto) e West Plaza e os hospitais Nossa Senhora de Lourdes e da Criança, fizeram alguns investidores questionar se investir em fundos com um único imóvel no portfólio é mesmo uma opção 
segura.



Para o economista e autor do livro “Imóveis: seu guia para fazer da compra e venda um grande negócio”, Luiz Calado, aplicar todos os recursos em um fundo que investe em um único imóvel é mesmo mais arriscado. “É um risco concentrado. Pode acontecer uma série de problemas, como o atraso no pagamento de aluguel, e o investidor fica à mercê deste inconveniente jurídico”, diz.

Ele ressalta que quem pretende investir em fundos imobiliários deve procurar diversificar a carteira. “Também não adianta ter vários fundos diferentes, todos de shoppings localizados em São Paulo, por exemplo, já que a prefeitura está fazendo ações que estão afetando os shoppings. É preciso diversificar em setores de diferentes atividades econômicas”, aconselha.

O presidente da Câmara do Mercado Imobiliário da BM&FBovespa e diretor da XP Investimentos, Rodrigo Machado, concorda que um fundo imobiliário de um único ativo concentra mais o risco, mas lembra que, dependendo do inquilino, a aplicação pode ser até menos arriscada do que em um fundo com vários ativos. “É muito difícil, de forma generalizada, dizer que um é melhor ou outro é pior. A análise é muito mais complexa e depende do risco de crédito do inquilino. É preciso olhar a relação ao risco/retorno do investimento”, afirma.

Higienópolis e West Plaza
O shopping Pátio Higienópolis vem enfrentando problemas na justiça por conta das vagas de estacionamento disponibilizadas aos clientes. De acordo com a prefeitura, que chegou a pedir o fechamento do shopping, o empreendimento que deveria ter 1.994 vagas, sendo 1.524 no local e 470 em duas garagens externas, apresentava apenas 1.175 vagas internas e nenhum convênio externo. A administração do shopping, por sua vez, entrou com liminar contra o fechamento argumentando que as 1.994 vagas de estacionamento só devem ser exigidas depois da reforma do empreendimento. A liminar foi aceita.

No caso do shopping West Plaza, a Prefeitura de São Paulo cassou, no início de agosto, o alvará de funcionamento do empreendimento, localizado na zona oeste da cidade de São Paulo, sob suspeita de que ao menos 20 mil metros quadrados estejam irregulares, pois a construção não consta na planta original aprovada. O shopping também foi multado.

A Brazilian Mortgages/BTG Pactual, gestora do fundo Shopping West Plaza (que detém 30% de participação no shopping), divulgou carta ao mercado recentemente, dizendo que os administradores do empreendimento estão “se esforçando para adequar o shopping às exigências feitas pelas autoridades públicas no menor tempo possível”.

Segundo o documento, paralelamente, a administradora está regularizando as inconformidades apontadas pela prefeitura. “Esclarecemos que já foram instaurados processos para regularização dos cadastros imobiliários dos três blocos que integram o West Plaza, e já iniciamos o processo de demolição de parte do quarto pavimento do shopping, de modo a readequar a área total edificada ao projeto aprovado”, dizia a carta.

Mas os shoppings West Plaza e Higienópolis não foram os únicos a darem dor de cabeça para os investidores de fundos “monoativos”. Há alguns meses, atrasos no pagamento de aluguel do Hospital Nossa Senhora De Lourdes e do Hospital da Criança, cujos imóveis também pertencem a fundos imobiliários, trouxeram à tona o mesmo problema. “Por isso, se for comprar cotas de um fundo com um único ativo, o ideal é que você mesmo faça a diversificação. Ao invés de aplicar R$ 50 mil em um único fundo monoativo, você pode colocar R$ 10 mil em 5 fundos diferentes, por exemplo”, aconselha o advogado e especialista em fundos imobiliários, Arthur Vieira de Moraes.
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quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Rossi vê cenário melhor à frente, cria 2 novas empresas

Reuters -

Após surpreender o mercado com prejuízo no segundo trimestre, a Rossi Residencial apresentou nesta quarta-feira um cenário mais favorável à frente, apoiado na contínua estratégia de reorganizar suas operações e no lançamento de duas novas unidades de negócio.

"Estamos otimistas, projetando anos promissores para o setor e para a empresa", afirmou o presidente-executivo da Rossi, Leonardo Diniz, em teleconferência com analistas. "Miramos lá na frente uma empresa muito melhor".

A visão otimista se apoia na estratégia adotada para melhorar a rentabilidade da companhia por meio de um programa de redução despesas gerais e administrativas já em andamento, atuação concentrada em regiões metropolitanas mais atrativas e redução da participação de parceiros em projetos.

"Estamos confiantes de que a estratégia é correta para ter melhoria operacional e rentabilidade no futuro", acrescentou.

A Rossi contabilizou um ajuste de custos de 51 milhões de reais no segundo trimestre, decorrente principalmente de empreendimentos de baixa renda que apresentaram diferenças quanto aos valores orçados.

Além disso, a companhia teve de reconhecer cerca de 460 milhões de reais em direito de regresso, em função de atrasos na entrega de imóveis.

Segundo o vice-presidente financeiro da Rossi, Cássio Audi, as entregas vêm sendo atrasadas não apenas pela demora para obtenção do "Habite-se" --documento liberado por prefeituras que permite a ocupação de um imóvel-- mas também pela lentidão dos cartórios de registro de imóveis, cujos prazos chegam a ser duas ou três vezes maiores.

"Esse valor vai ser eliminado junto com os repasses... conforme as unidades de baixa renda forem sendo entregues, esse percentual vai diminuir... temos projetos de margens melhores", disse Audi. Ele não descartou, entretanto, a possibilidade de novos impactos no futuro. "Hoje essa é a melhor informação que temos".

Os atrasos nas entregas também ajudaram o salto no consumo de caixa entre abril e junho, que totalizou 273 milhões de reais, contra 104 milhões no primeiro trimestre deste ano.

NOVAS UNIDADES


Também nesta quarta-feira, a Rossi anunciou a criação de duas novas unidades de negócio com o objetivo de "gerar valor para a companhia", de acordo com os executivos.

A Rossi Commercial Properties (RCP) será voltada à incorporação de shoppings regionais, de vizinhança e centros de conveniência no Brasil.

Com 17 projetos em análise em nove Estados e área bruta locável (ABL) total de 169 mil metros quadrados, a empresa terá acesso ao banco de terrenos da Rossi Residencial. A nova companhia também conta com linha de financiamento assegurada de 750 milhões de reais pré-aprovados.

Já a Rossi Urbanizadora será destinada ao desenvolvimento de loteamentos, com banco de terrenos próprio de 19,3 mil metros quadrados.

"Estamos buscando parceiros estratégicos e/ou financeiros para as duas iniciativas... os trabalhos estão bem avançados", disse Audi, que acumulará sua atual função com o comando da RCP. Para a Urbanizadora, a Rossi ainda está em busca de um executivo dentro da própria companhia.

PREJUÍZO INESPERADO


Os ajustes e reconhecimentos de custos realizados levaram a Rossi a fechar o segundo trimestre com prejuízo líquido de 9,1 milhões de reais, revertendo resultado positivo de 84,56 milhões de reais um ano antes.

A média de seis previsões obtidas pela Reuters junto a analistas apontava lucro de 61,1 milhões de reais para a companhia no período.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) somou 90 milhões de reais, queda de 38 por cento na comparação anual. A margem caiu de 19 para 13 por cento.

Os resultados apresentados são preliminares, pois ainda estão em processo de auditoria, visto que a empresa mudou os auditores.

A Rossi --que havia revisado em maio a meta de lançamentos do ano para 16 mil a 18 mil unidades-- encerrou o primeiro semestre com lançamentos de 1,1 bilhão de reais (sem considerar parceiros), atingindo 42 por cento do ponto mínimo da estimativa de lançar entre 2,5 bilhões e 3,2 bilhões de reais em 2012.

Enquanto isso, as vendas contratadas entre abril e junho somaram 890 milhões de reais, recuo de 21 por cento ano a ano. Deste total, 74 por cento correspondeu a venda de estoques.

Com isso, a receita operacional líquida caiu 6,4 por cento sobre o segundo trimestre de 2011, para 703,9 milhões de reais.
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Banco do Brasil quer ser vice-líder em crédito imobiliário

Exame -  

Banco hoje ocupa a quinta posição nesse mercado, atrás da Caixa, Itaú, Bradesco e Santander


Agência do BB: banco planeja um salto no ranking do crédito imobiliário

São Paulo - A carteira de crédito imobiliário do Banco do Brasil cresceu mais de 90% nos últimos 12 meses, atingindo a cifra de quase 10 bilhões de reais. O montante coloca o BB como quinto no ranking dos maiores bancos provedores desse tipo de financiamento, atrás, da Caixa, Bradesco, Itaú e Santander, mas se depender das ações e do ritmo de crescimento dessa carteira, o banco espera em breve ocupar a segunda posição no pódio.

“Aprendemos a trabalhar com esse segmento de crédito e estamos crescendo em velocidade mais acelerada que os concorrentes. Tirando a Caixa, que é líder desse tipo de financiamento, temos condições para alcançarmos a segunda maior carteira de crédito imobiliário do país e isso não vai demorar muito para acontecer”, afirmou Alexandre Corrêa Abreu, vice-presidente de negócios de varejo do BB, em coletiva com a imprensa, nesta terça-feira.

O Itaú hoje ocupa a posição que o Banco do Brasil almeja e tem uma carteira de crédito imobiliário de aproximadamente 22 bilhões de reais, nos últimos 12 meses, o banco, no entanto, cresceu 36%. O Bradesco tem uma carteira de cerca de 20 bilhões de reais e o Santander de 17 bilhões de reais.

No trimestre, 7.464 financiamentos de crédito imobiliário foram liberados pelo banco. O número é o maior desde 2008, quando o BB começou sua carteira nesse setor. “Temos uma base de 56 milhões de clientes que será o combustível para atingirmos nossas metas”, disse Abreu.

Crescimento sustentável


A carteira de crédito total do Banco do Brasil atingiu a cifra de mais de meio trilhão de reais no fim de junho deste ano, crescimento de 20,3% nos últimos 12 meses. O banco encerrou o primeiro semestre deste ano como líder desse mercado, com quase 20% de market share.

Segundo Ademir Bendini, presidente do Banco do Brasil, o crescimento da carteira vem ocorrendo de forma sustentável. “Estamos oferendo produtos que oferecem menores riscos. A nossa taxa de inadimplência é menor do que a apresentada pelo mercado e a tendência é de queda para os próximos meses”, afirmou o executivo.

No final o primeiro semestre, os índices de inadimplência do BB ficaram em 2,1% da carteira de crédito, já o Sistema Financeiro Nacional (SFN) registrou inadimplência de 3,8% no mesmo período. De acordo com o banco, as operações de baixos riscos representaram mais de 90% de toda a carteira de crédito do banco.

No semestre, o BB lucrou 5,5 bilhões de reais. No segundo trimestre, os ganhos do banco totalizaram 3 bilhões de reais, queda de quase 10% na comparação com o mesmo período do ano passado.
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Após prejuízo, PDG não prevê novos ajustes de custos

Reuters -


 
SÃO PAULO, 14 AGO - Após sofrer prejuízo líquido de 450,1 milhões de reais no segundo trimestre, a PDG Realty espera não ter de lidar com novas revisões orçamentárias nos próximos trimestres, embora não descarte eventuais surpresas.

O resultado negativo apurado de abril a junho foi decorrente principalmente de um acréscimo de 478 milhões de reais em custos, sendo a maior parte proveniente de obras de terceiros e parceiros. Se excluídos tais ajustes, a empresa teria lucro líquido de 4,9 milhões de reais no período.

"Tentamos ser bastante cuidadosos revisando uma proporção relevante dos nossos projetos, com dados mais atualizados", afirmou o presidente-executivo da PDG, Zeca Grabowsky, em teleconferência nesta terça-feira.

"Esse número vai valer por muito tempo, mas infelizmente se houver surpresas faremos eventuais ajustes trimestre a trimestre... mas não é expectativa ter faltado algum ajuste", acrescentou.

O executivo se referiu à revisão detalhada realizada em todos canteiros de obras da companhia, após identificar uma série de problemas nos últimos trimestres.

Além de problemas no caso de obras terceirizadas, Grabowsky apontou atrasos causados por problemas com documentações e com algumas prefeituras, dificultando a obtenção do "Habite-se", documento que autoriza o início da utilização de um imóvel.

Em meio a essa demora, a PDG revisou a expectativa de obter 38 mil "Habite-se" neste ano para o intervalo entre 34 mil e 35 mil, o que levou a uma redução da previsão de entregas de imóveis em 2012.

Assim, a companhia espera entregar de 28 a 30 mil unidades no fechado deste ano, reposicionando as restantes para 2013.

Diante da nova previsão, a PDG terá de contabilizar entre 9 mil e 10 mil entregas a cada trimestre até o fim de 2012. Na primeira metade do ano, foram entregues cerca de 10 mil imóveis.

"Essa é a expectativa mais realista a partir de hoje", afirmou Grabowsky. "Para 2013 voltaremos ao patamar de 32 mil a 35 mil (entregas)".

REORGANIZAÇÃO DE OPERAÇÕES


Buscando reduzir os impactos dos problemas já identificados daqui para frente, a PDG reorganizou suas operações e, segundo Grabowsky, já começou a ver indícios de melhora no início do atual trimestre.

"Maio foi ruim, julho foi um mês mais fraco por ser período de férias, mas agosto já está sendo melhor", disse ele.

A companhia aumentou sua participação em obras próprias e, na primeira metade do ano, já controlava 92 por cento do total, com o objetivo de identificar possíveis desvios de orçamento com antecedência.

A PDG também diminuiu o número unidades a serem lançadas e aumentou a concentração na região Sudeste.

No início de julho, a empresa reduziu pela segunda vez a previsão de lançamentos para este ano, para o intervalo de 4 bilhões a 5 bilhões de reais, contra projeção anterior de 8 bilhões a 9 bilhões de reais.

Em abril, a companhia já havia cortado a estimativa inicial de 9 bilhões a 11 bilhões de reais de lançamentos em 2012.

Até junho, a PDG cumpriu 34 por cento do ponto médio da previsão anual, restando um saldo de 2 bilhões a 2,5 bilhões de reais para o segundo semestre.

Grabowsky, entretanto, não fez previsões para o próximo ano, quando terá um grande volume de unidades a serem entregues. "Ainda não temos expectativa exata de lançamentos para 2013", disse.
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terça-feira, 14 de agosto de 2012

Demanda aquecida faz Cyrela lucrar R$ 143 mi no 2º tri

Agencia Estado -
 
SÃO PAULO - A Cyrela obteve um lucro líquido de R$ 143 milhões no segundo trimestre, crescimento de 48,9% ante o mesmo período do ano passado. No acumulado dos primeiros seis meses do ano, o lucro da incorporadora totalizou R$ 261 milhões, aumento de 53,3% ante o primeiro semestre de 2011.

O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) totalizou R$ 233 milhões no segundo trimestre, alta de 66,6% ante um ano antes. A margem Ebitda subiu 5,7 pontos porcentuais no mesmo período, para 15,8%. A receita líquida da incorporadora chegou a R$ 1,478 bilhão no segundo trimestre, aumento de 6,9%.

"O mercado imobiliário mostrou-se positivo no primeiro semestre do ano. Se por um lado o ritmo de lançamentos da indústria foi mais lento, por outro notamos a continuidade de uma demanda saudável de empreendimentos com localização, produto e preço adequados", afirmou a administração da incorporadora no documento de apresentação de resultados.

A companhia também apresentou melhora em sua margem bruta, com avanço de 2,6 pontos porcentuais em um ano, para 30,3% no segundo trimestre. "Seguimos atentos a nossas grades de custos, preocupados em garantir a entrega de projetos de engenharia dentro do orçamento previsto", afirmou a administração, reafirmando a confiança em entregar a projeção (guidance) de 30% a 34% de margem bruta para o ano.

Operações

O valor geral de vendas (VGV) dos lançamentos da Cyrela no segundo trimestre foi de R$ 911 milhões, queda de 30,4% ante o registrado no mesmo trimestre de 2011.

Já as vendas somaram R$ 1,061 bilhão, recuo de 16,8% no mesmo período. Com isso, a Cyrela atingiu 37% do ponto mínimo do guidance de vendas para o ano. A velocidade das vendas foi de 17,5% no trimestre.

No fim de junho, a Cyrela reportou geração de caixa de R$ 42 milhões, revertendo a queima de caixa de R$ 48 milhões registrada um ano antes.

O estoque (todas as unidades disponíveis para venda, inclusive as lançadas no período) a valor de mercado somava R$ 6,2 bilhões, montante 19,5% maior que o verificado no segundo trimestre de 2011, mas 3,1% menor do que o primeiro período deste ano. No segundo trimestre, os imóveis já concluídos representavam 14,8% do total.

Ao final de junho de 2012, o estoque de terrenos somava 12,6 milhões de metros quadrados de área útil comercializável, com potencial de vendas total de R$ 51,6 bilhões.

O valor geral de vendas dos lançamentos da Living, braço do grupo voltado para os imóveis econômicos, totalizou R$ 436 milhões no segundo trimestre, recuo de 18,3% ante o registrado no mesmo período de 2011. As vendas da Living somaram R$ 408,9 milhões, alta de 14,9% na comparação entre os mesmos períodos.
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terça-feira, 7 de agosto de 2012

Construtora: Even tem queda de 26,3% no lucro líquido do 2º trimestre

Reuters - 

Balanço da empresa teve ganho de R$ 39,7 milhões no período


Lançamento de empreendimento da Even Construtora


Rio de Janeiro - A construtora e incorporadora Even teve lucro líquido de 39,7 milhões de reais no segundo trimestre, queda de 26,3 por cento ante o resultado positivo de um ano antes, informou a companhia nesta terça-feira.

A geração de caixa medida pelo lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) somou 85,98 milhões de reais, 13 por cento a mais que no segundo trimestre do ano passado.

A companhia entregou 13 projetos no primeiro semestre, em um total de 1,1 bilhão de reais em valor geral de vendas (VGV), considerando o preço de venda na época do lançamento, na parte Even. Esse resultado responde a 62 por cento da expectativa para o ano.

No segundo trimestre, a parcela Even teve lançamentos de 184,3 milhões de reais, vendas de 321,6 milhões de reais e compras de terreno no valor de 213 milhões de reais em VGV.
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quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Filiais da MRV são incluídas em cadastro de trabalho escravo

Reuters -

 

Filiais da construtora MRV foram incluídas em cadastro do Ministério do Trabalho de empregadores que tenham submetido funcionários a condições análogas às de escravo, segundo a última atualização da relação.

A companhia, que teve dois projetos de condomínios residenciais no interior de São Paulo incluídos na relação, afirmou em comunicado ter sido "surpreendida com a inclusão de seu nome no cadastro (...) e está tomando todas as medidas e ações cabíveis para promover a exclusão de seu nome do cadastro".

Os projetos da MRV listados no cadastro são Residencial Parque Borghesi, em Bauru, e Condomínio Residencial Beach Park, em Americana.

"A MRV repudia veementemente qualquer prática que não respeite os direitos trabalhistas de colaboradores do seu quadro de empregados e dos quadros de seus fornecedores e parceiros", afirmou a empresa.

Segundo comunicado do ministério, na última atualização do cadastro, de 31 de julho, 118 nomes de empregadores infratores foram incluídos, seja de atuação no meio rural, como no urbano.

Para ter o nome retirado do cadastro de trabalho escravo, o ministério impõe como condição monitoramento direto ou indireto por dois anos para "verificar a não reincidência na prática do trabalho escravo e o pagamento das multas resultantes da ação fiscal".

"Apenas nove empregadores lograram êxito, nesta atualização, em comprovar os requisitos para a devida exclusão", afirmou o ministério. Desde julho de 2005, transitaram pelo cadastro 631 nomes, tanto de pessoa física quanto de jurídica.
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Os melhores fundos imobiliários do 1º semestre

Exame - 

Os fundos mais rentáveis de acordo com ranking da consultoria Uqbar



São Paulo - Os melhores fundos imobiliários em rentabilidade de janeiro a junho de 2012 formam uma lista heterogênea, que inclui desde fundos sólidos com bons rendimentos constantes e alta taxa de ocupação até fundos que apenas se recuperam de grandes quedas passadas, mas ainda inspiram cuidados. O ranking proveniente da base de dados da Uqbar, consultoria especializada em investimentos imobiliários, considera a Taxa Interna de Retorno (TIR), que leva em conta as amortizações e os rendimentos distribuídos pelos fundos, além da variação do preço da cota no período.

De acordo com o agente autônomo e especialista em fundos imobiliários Arthur Vieira de Moraes, um dos fatores que contribuiu para uma valorização dos fundos no geral foi uma Instrução da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que os obrigou a reavaliar os imóveis para acompanhar a grande alta recente. Antes, os fundos consideravam uma depreciação contábil, o que fazia com que seus imóveis parecessem valer menos, quando na verdade valiam mais. Agora eles precisam incorporar a valorização. "De um modo geral, o patrimônio de todos os fundos deu um salto gigante", diz Moraes. Outro fator que contribuiu para a valorização geral dos fundos foi a queda da Selic, o que reduziu o custo de oportunidade de se investir em fundos imobiliários.

1. Memorial Office: 51,3%


O fundo Memorial Office (FMOF11) - dono do imóvel homônimo localizado no bairro da Barra Funda, em São Paulo - teve Taxa Interna de Retorno de 51,3% nos primeiros seis meses do ano, e de 90,6% nos 12 meses encerrados em junho de 2012. A enorme alta se deu em função não só da reavaliação do imóvel, como também da comparação com uma base fraca no ano anterior. Em 2011, só o valor da cota teve queda de 22%.

O motivo foram problemas com a principal locatária, a empresa de telemarketing Atento, que devolveu oito andares que ocupava de uma vez. A taxa de ocupação do edifício caiu de quase 100% para 63%. Desde o segundo semestre do ano passado, o fundo da Coinvalores vem resolvendo a questão, diversificando sua carteira de locatários para não depender mais apenas da Atento. A taxa de ocupação foi elevada para quase 90% até junho deste ano. Entre os locatários do Memorial Office estão, além da Atento, empresas como a Porto Seguro e a Technos.

Rentabilidade desde o lançamento: 2,11% ao mês.


2. Shopping Pátio Higienópolis: 43,2%


A Taxa Interna de Retorno de 43,2% inclui o início do imbróglio do shopping paulistano com a Prefeitura, mas as irregularidades que vieram à tona em meados de junho não fizeram nem cócegas no valor da cota do fundo da gestora Rio Bravo. As cotas do Fundo Shopping Pátio Higienópolis (FHPH11) uma queda à época das primeiras notícias sobre os problemas, mas em julho o valor já observou uma recuperação.

Nos primeiros seis meses do ano, o shopping viu uma melhora de vendas e de receitas, com consequente melhoria dos rendimentos. Um fator que o beneficiou também foi a troca da administração do empreendimento, que passou das mãos da Brookfield Gestão de Empreendimentos (BGE) para uma empresa ligada à JHSF. A BGE, que pode ter ligações com as irregularidades apontadas pela Prefeitura, ainda é dona de 30% do empreendimento (apenas 25% pertencem ao fundo), mas foi destituída da administração pelos demais sócios em janeiro deste ano, "com o objetivo de buscar uma administração mais eficiente e menos onerosa", diz Fato Relevante publicado na ocasião.

Rentabilidade desde o lançamento: 2,75% ao mês.


3. Hotel Maxinvest: 40,7%


A Taxa Interna de Retorno do Hotel Maxinvest (HTMX11B) foi de 40,7% no primeiro semestre de 2012. O fundo da Brazilian Mortgages (hoje pertencente ao BTG Pactual) tem em carteira hotéis e flats, como os da rede Tryp, o Quality e o Staybrige (foto), localizados em São Paulo. Para Arthur Vieira de Moraes, agente autônomo especializado em fundos imobiliários, a situação do Hotel Maxinvest pode ser considerada "peculiar", pois o fundo está vendendo algumas das unidades dos seus imóveis, aproveitando-se da grande valorização recente dos imóveis. Assim, além do aluguel, o fundo está distribuindo aos cotistas o lucro dessas vendas, além da amortização das cotas, o que leva à redução do capital do fundo.

"O rendimento mensal distribuído está inflado, mas a receita operacional mesmo é baixa", diz Moraes, exemplificando que, em julho, foram distribuídos 7,37 reais por cota, quando apenas 1,75 real se referia à receita operacional propriamente dita. Não se sabe até quando a distribuição de altos rendimentos pelo Hotel Maxinvest vai continuar, pois ela vai durar enquanto durarem as vendas. O fundo não tem feito novas aquisições imobiliárias, sob a alegação de estar fazendo uma reciclagem na carteira. Mas isso significa que as vendas vêm reduzindo seu patrimônio e, consequentemente, sua capacidade de gerar receita. Nem mesmo uma possibilidade de liquidação do fundo, com a venda de todos os imóveis, pode ser descartada.

Rentabilidade desde o lançamento: 7,37% ao mês.


4. CSHG Brasil Shopping: 36,6%


O fundo que detém participações em seis shopping centers pelo Brasil teve Taxa Interna de Retorno de 36,6%. Administrado pela Credit Suisse Hedging-Griffo (CSHG), o CSHG Brasil Shopping (HGBS11) viu um significativo aumento de receita nos primeiros seis meses do ano, além de ter se beneficiado da reavaliação dos preços dos imóveis. Uma nova emissão de cotas realizada em junho a fim de adquirir novos ativos contribuiu para o aumento da receita financeira. Além disso, nos meses de maio e junho, o Shopping Via Parque, no Rio de Janeiro, voltou a distribuir integralmente os rendimentos que estavam sendo retidos para viabilizar a segunda fase de seu projeto de expansão.

Além do Shopping Via Parque, o Brasil Shopping investe em empreendimentos como o Shopping Parque Dom Pedro, em Campinas (SP), o Mooca Plaza, em São Paulo (foto), e em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) do Goiabeiras Shopping, em Cuiabá.

Rentabilidade desde o lançamento: 1,57% ao mês.


5. Hospital Nossa Senhora de Lourdes: 36,2%


Administrado pela Brazilian Mortgages, hoje pertencente ao BTG Pactual, o fundo Hospital Nossa Senhora de Lourdes (NSLU11B) investe no hospital paulistano de mesmo nome e teve Taxa Interna de Retorno de 36,2%. A alta representa na verdade uma recuperação depois de uma queda brusca no valor das cotas no fim do ano passado em função de dois fatores: atrasos nos pagamentos dos aluguéis e o fato de o locatário ter entrado com uma ação revisional de aluguel para baixo, propondo-se a passar a pagar apenas 80% do valor do aluguel então vigente.

Com a compra do hospital pela Rede D'Or e a regularização dos pagamentos dos aluguéis, o temor de calote foi, ao menos por ora, afastado. O redutor no valor do aluguel, porém, já vem sendo aplicado em função de liminar. Ocorre que a Rede D'Or também foi comprada pelo BTG. "Agora locador e locatário pertencem ao mesmo grupo, o que representa um risco grande. Pode haver conflitos de interesse", lembra Arthur Vieira de Moraes, agente autônomo e especialista em fundos imobiliários.

Rentabilidade desde o lançamento: 1,42% ao mês.


6. J Safra Real Estate Multigestão: 35,1%


O J. Safra Real Estate Multigestão (JSRE11), que teve Taxa Interna de Retorno de 35,1% no primeiro semestre, nada mais é que um fundo que investe principalmente em cotas de outros fundos imobiliários, além de papéis de renda fixa com lastro imobiliário, como Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI), Letras Hipotecárias (LH) e Letras de Crédito Imobiliário (LCI).

A maior alta desse fundo no semestre que passou ocorreu de maio para junho, quando houve um grande ganho de capital com a venda de cotas de um fundo imobiliário. O lucro foi grande, de quase 400 mil de reais. A alta do semestre combinou ainda valorização da cota com distribuição de rendimentos. O J. Safra Real Estate Multigestão, administrado pelo banco de investimentos J. Safra, é bem diversificado, e investe em fundos de galpões logísticos, shopping centers e escritórios.

Rentabilidade desde o lançamento: 0,79% ao mês.


7. Kinea Renda Imobiliária: 34,2%


O fundo Kinea Renda Imobiliária (KNRI11) teve Taxa Interna de Retorno de 34,2% nos primeiros seis meses do ano. Gerido pela Kinea – empresa do grupo Itaú – e administrado pela Interag, este fundo é um dos mais líquidos em Bolsa – uma das possibilidades para isso é o fato de se valer da capilaridade da rede de distribuição do Itaú. Só sua cota valorizou 31% de janeiro ao fim de junho de 2012. Sua rentabilidade chegou a ser negativa em alguns meses do primeiro semestre.

“Esse fundo pode estar sobrevalorizado, uma vez que sua relação preço sobre valor patrimonial é de 1,7, ou seja, o preço está quase 70% acima do seu patrimônio. A rentabilidade para quem compra hoje está por volta de 0,4% ao mês. Ou seja, é um caso de sucesso em valorização, mas não em rendimento mensal”, diz Arthur Vieira de Moraes.

O fundo tem ao menos o trunfo de possuir alguns bons locatários em imóveis da sua carteira – como BB e Caixa em dois de seus imóveis no Rio. O Kinea também comprou do fundo GWI o galpão onde funciona a fábrica da Foxconn em Jundiaí, no interior de São Paulo (foto).

Rentabilidade desde o lançamento: 0,69% ao mês.


8. Projeto Água Branca: 33,5%


O fundo Projeto Água Branca (FPAB11), administrado pela Coinvalores, teve taxa interna de retorno de 33,5% no primeiro semestre. O fundo detém participações em duas torres quase 100% locadas do Centro Empresarial Água Branca, localizado no bairro da Barra Funda em São Paulo. O fundo se beneficiou, neste ano, da reavaliação de seu patrimônio e do reajuste de seus contratos de aluguel. Entre os locatários estão empresas como Unilever, Capgemini e IBM Brasil.

Rentabilidade desde o lançamento: 1,55% ao mês.


9. CHSG Real Estate: 31,8%


Dono de uma carteira diversificada em lajes corporativas, o CSHG Real Estate (HGRE11), administrado pelo Credit Suisse Hedging-Griffo (CSHG), teve Taxa Interna de Retorno de 31,8%. No primeiro semestre houve uma nova emissão de cotas para a aquisição de novos ativos, ao mesmo tempo em que foi vendida a participação na Torre do Shopping Rio Sul, no Rio de Janeiro. A reavaliação do valor dos imóveis e reajustes dos aluguéis também contribuíram para essa alta.

Entre os 160 imóveis nos quais o fundo investe estão o Centro Empresarial São Paulo (foto), o Edifício Faria Lima, também em São Paulo, o GVT Curitiba e o Centro Empresarial Guaíba, este último em Porto Alegre.

Rentabilidade desde o lançamento: 1,10% ao mês.


10. Torre Almirante: 30,0%


A Taxa Interna de Retorno do fundo Torre Almirante (ALMI11B), administrado pela Brazilian Mortgages, foi de 30,0% no primeiro semestre. A alta mais forte ocorreu de maio para junho, quando houve um reajuste de 50% no contrato de aluguel da Petrobras, sua principal locatária. A outra locatária do Edifício Torre Almirante, localizado na Avenida Almirante Barroso, no Rio de Janeiro, é a Caixa Econômica Federal.

Rentabilidade desde o lançamento: 6,91% ao mês.


































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domingo, 29 de julho de 2012

Maior problema de fundo imobiliário é imóvel mal avaliado

Exame - 

Irregularidades são os menores dos problemas dos shopping centers dos fundos imobiliários, diz especialista


Shopping West Plaza: imóvel foi superavaliado antes de fundo ser lançado


São Paulo – Se o investimento em um único imóvel e a chance de irregularidades desconhecidas até pelo gestor elevam o risco dos fundos imobiliários de shopping centers, esses não são, necessariamente, os maiores problemas desses fundos. Na opinião de Sérgio Belleza, especialista em fundos imobiliários, os piores problemas dos cotistas de fundos imobiliários de shoppings paulistanos não são as irregularidades, mas sim a superavaliação e o insucesso de alguns empreendimentos, que vêm impactando negativamente nos rendimentos dos fundos.

É o caso do shopping West Plaza e do Mais Shopping Largo 13. O West Plaza está sendo fiscalizado pela Prefeitura de São Paulo, mas este não é o maior problema de seus cotistas, diz Belleza. “O mais preocupante é que sua garantia mensal de rentabilidade está prestes a acabar, e depois disso esse fundo vai ter uma performance pior, pois foi vendido a um preço muito superior ao que realmente valia”, diz o especialista. “Nem com todo o crescimento do varejo e da renda do brasileiro o shopping consegue uma performance conforme o esperado, o que mostra que foi muito mal avaliado”, opina.

O shopping da Zona Oeste ofertou suas cotas com uma renda mínima garantida de 0,83% ao mês durante 48 meses a partir do início do fundo em 2008, mas não tem conseguido superar esse valor, pago pela Brazilian Finance, antiga controladora da Brazilian Mortgages, administradora do fundo. “O West Plaza está longe de render acima dessa renda mínima. Houve mês em que sua real rentabilidade foi de 0,22%. A expectativa é que, ao término do prazo, o rendimento seja de algo como 0,50% ao mês”, diz Belleza.

Já o Mais Shopping Largo 13, fundo que investe no shopping homônimo, vem apresentando uma rentabilidade sofrível desde que estreou na Bolsa em 2010. O valor da cota, lançada a 1000 reais, já caiu à metade. Para Sérgio Belleza, o Mais Shopping Largo 13 também foi superavaliado. “É um shopping extremamente popular. Um dos maiores riscos em shoppings é ser temático ou inovador. A intenção era trazer para dentro do shopping os vendedores de rua do Largo 13, um local extremamente movimentado de São Paulo. Mas não deu certo e nada demonstra que isso possa acontecer no curto prazo”, diz o especialista. O Largo 13 não está entre os shoppings com pendências na Prefeitura de São Paulo.

Na opinião de Sérgio Belleza, embora a regularização do imóvel seja de extrema importância, as ameaças de fechamento dos estabelecimentos por parte da Prefeitura de São Paulo são também uma punição à população, aos lojistas, aos empregados e aos investidores. “Quem está errado é que deve ser punido”, diz Belleza.
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sexta-feira, 27 de julho de 2012

O verdadeiro risco de investir em shopping centers

Exame - 

Quatro shoppings paulistanos com irregularidades pertencem a fundos imobiliários; veja como cotistas podem ser afetados e os cuidados ao investir nesse tipo de imóvel


Shopping Higienópolis foi multado em 3 milhões de reais, mas conseguiu liminar

São Paulo – As notícias que pipocaram acerca de irregularidades em shopping centers de São Paulo podem ter deixado muito cotista de fundo imobiliário apreensivo, e muito aspirante a investidor em dúvida. O real risco desse tipo de investimento pode passar batido para o investidor na hora de comprar as cotas de um fundo de shopping, mas existem algumas coisas que o cotista pode fazer para se cercar de cuidados e não se dar tão mal se um problema dessa natureza ocorrer.

Dentre os 28 shoppings com irregularidades apontados pela Prefeitura, cinco deles pertencem, ao menos em parte, a fundos imobiliários: Pátio Higienópolis, Mooca Plaza, Eldorado, West Plaza e Jardim Sul. Destes, apenas o Eldorado de fato já resolveu suas pendências com a Prefeitura. Todos, com exceção do West Plaza, que ainda está sendo fiscalizado, possuem liminares para funcionamento enquanto as pendências não são resolvidas. Isso significa que, por ora, os cotistas ainda não devem ver problemas. Porém, cada um desses casos ensina algumas lições sobre os riscos desse tipo de empreendimento.

As irregularidades relatadas referem-se a documentação incompleta, problemas no estacionamento e construções irregulares. “O investidor deve primeiro manter em mente que esses problemas são questões documentais, coisas que se resolvem com relativa facilidade”, diz o agente autônomo e membro orientador do Instituto Nacional de Investidores (INI) Arthur Vieira de Moraes, que acompanha o mercado de fundos imobiliários.

Shopping Pátio Higienópolis


O Shopping Pátio Higienópolis teria menos vagas do que as necessárias depois das obras de expansão iniciadas em 2010. O centro de compras já foi multado em 3 milhões de reais neste ano e poderia ser lacrado nesta sexta-feira caso não tivesse conseguido uma liminar para suspender o poder de sanção da prefeitura e as multas, impedindo o fechamento. O shopping defende que apenas após a conclusão das obras de ampliação será necessário elevar o número de vagas.

Isso significa que, enquanto durar a liminar, os cotistas do fundo da Rio Bravo que possui 25% do empreendimento estarão livres de baques, e se livrarão de uma bela dor de cabeça quando a situação das vagas for regularizada. O valor da cota do fundo chegou a cair de 615 para 577 reais em meados de junho, quando as notícias de irregularidades começaram a vir à tona. Contudo, nesta quinta-feira, o preço da cota já havia subido para 660 reais.

Shopping Mooca Plaza


O fundo CSHG Brasil Shopping, do Crédit Suisse Hedging-Griffo, detém 20% do Mooca Plaza, shopping que iniciou suas atividades em novembro do ano passado ainda sem alvará, além de não ter cumprido uma série de obras viárias. Em junho, o empreendimento foi multado em 205.000 reais, e conseguiu liminar válida até setembro para não ser fechado. De acordo com a assessoria de imprensa da BR Malls, que administra o empreendimento, as obras já foram concluídas e o processo de regularização, já iniciado, aguarda resposta do poder público.

Essa pendência já era conhecida do fundo Brasil Shopping e de seus cotistas, uma vez que a conclusão do pagamento da fatia do empreendimento que cabe ao fundo está condicionada à resolução da pendência junto à prefeitura. Apenas 20% dos quase 105 milhões devidos pelo fundo foram pagos até agora. O valor das cotas do fundo Brasil Shopping, que possui seis shopping centers de cinco cidades diferentes na carteira, não se abalou com o problema do Mooca Plaza. Nos últimos 30 dias, a alta foi de 15%.

Shopping West Plaza e Shopping Jardim Sul


O fundo West Plaza detém 30% do shopping homônimo, enquanto o BM Jardim Sul detém 40% do shopping Jardim Sul. Ambos os fundos são da Brazilian Mortgages, hoje controlada pelo BTG Pactual. De acordo com o levantamento da prefeitura, o Shopping Jardim Sul tem problemas com “Construções Irregulares”. Já o West Plaza tem problemas com “Construções Irregulares” e também com “Documentação Pendente”.

A Prefeitura não esclarece a que exatamente se referem essas irregularidades. Mas nenhum dos dois empreendimentos foi punido até agora – o Jardim Sul por possuir uma liminar de funcionamento que inclusive impede a fiscalização do poder público, e o West Plaza porque a fiscalização ainda está em andamento. O futuro do West Plaza ainda é um pouco incerto, mas os cotistas do Shopping Jardim Sul podem ficar mais tranquilos com a existência da liminar. De acordo com a assessoria de imprensa da administradora BR Malls, a regularização já está em andamento.

E se um desses shoppings realmente fechasse?


Nesse caso, o estabelecimento provavelmente ficaria lacrado durante dias ou semanas, até as pendências serem sanadas. Com a suspensão das atividades, o faturamento dos lojistas reduziria, o que provocaria impacto negativo no faturamento do próprio fundo. Isso porque os contratos de locação de shopping centers preveem que os lojistas paguem um valor mínimo de aluguel ou um percentual de seu faturamento, o que for maior.

Com faturamento reduzido, provavelmente os lojistas só poderiam pagar o valor mínimo, o que diminuiria o rendimento dos cotistas. Isso se não houvesse simplesmente inadimplência. O impacto negativo seria ainda maior caso o fechamento ocorresse às vésperas de uma data importante para o comércio, como Natal, o dia dos pais ou o dia dos namorados.

E se as multas forem efetivamente cobradas?


Mesmo afastado o temor de fechamento do shopping, o pagamento de multas, honorários advocatícios e outras taxas para a regularização também pode ter impacto negativo nos rendimentos. Pode ser que a reserva para emergências do fundo dê conta de todas as pendências, o que não acarretaria perdas diretas para os cotistas. É o caso do fundo do Shopping Higienópolis.

“Mesmo que o fundo tenha caixa para bancar as multas, porém, isso ainda significa que ele vai exaurir parte de seu patrimônio”, diz o especialista em fundos imobiliários Sérgio Belleza. Para ele, quando a multa é efetivamente cobrada, o correto é o fundo pagar e depois entrar com uma ação para pedir o ressarcimento aos operadores do shopping.

Se o caixa for insuficiente, mas o pagamento puder ser parcelado, o fundo pode usar parte do faturamento mensal para quitar suas obrigações, o que reduziria um pouco os rendimentos dos cotistas durante certo tempo. Se isso não for possível, porém, pode ocorrer o pior: uma chamada de capital. Nesse cenário, o gestor convoca uma assembleia geral para deliberar sobre uma nova emissão de cotas para captar mais dinheiro e honrar suas obrigações. Os cotistas não são obrigados comprar novas cotas, mas quem não o faz acaba tendo seu patrimônio diluído.

Cotista deve se manter próximo à gestão


De acordo com Arthur Vieira de Moraes, o prospecto inicial já traz tudo que o cotista deve saber sobre o fundo – exceto, é claro, aquilo que até o gestor desconhece. Por isso é necessário ler o documento com atenção. No caso do Mooca Plaza, a pendência do empreendimento tanto era conhecida do gestor que a conclusão do pagamento pela compra estava condicionada à regularização.

“A efetividade desse tipo de cláusula – ou então de uma cláusula que responsabilize a parte vendedora por qualquer problema – é, na verdade, pequena. Na hora de cobrar, a Prefeitura vai em cima do nome que está na escritura e pronto. É uma garantia jurídica fraca. Mas esse tipo de pendência ajuda até na decisão de compra do investidor e na precificação”, diz Moraes.

O especialista lembra, no entanto, que outras aquisições de shoppings feitas durante a vigência do fundo nem sempre têm prospectos tão detalhados. “É por isso que é importante manter um contato próximo com o gestor. É um privilégio de quem investe em fundos imobiliários poder manter contato direto com seu gestor, fazer perguntas, participar de assembleias gerais e tirar as dúvidas. Não é em qualquer fundo que você consegue manter um contato tão próximo”, aconselha Moraes.

Falta de diversificação é o maior risco


Dos 12 fundos imobiliários de shoppings negociados em Bolsa ou no mercado de balcão, apenas o CSHG Brasil Shopping tem uma carteira realmente diversificada. Todos os demais investem em um único empreendimento, o que potencializa seu risco – afinal, se o shopping tiver que fechar por qualquer motivo, toda a carteira do fundo deixa de ter faturamento. “Os fundos de shoppings costumam diversificar inquilinos, não empreendimentos. A saída é o investidor diversificar com mais de um fundo imobiliário”, diz Moraes.
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quinta-feira, 26 de julho de 2012

Como funcionam os certificados e os fundos imobiliários?

Exame - 

Internauta quer saber como faz para investir em papéis atrelados a imóveis e fundos imobiliários



As CRIs servem para as construtoras anteciparem pagamentos e podem ser bem lucrativas


Pergunta da internauta Eduarda Novaes: Tenho interesse em comprar um imóvel, mas ainda teria que juntar mais dinheiro. Vocês poderiam me explicar sobre os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) e os fundos imobiliários? Onde posso encontrar esses produtos?

Resposta de Arthur Vieira de Moraes*:

O CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliários) é um título de crédito emitido por uma empresa securitizadora, baseado em contratos de financiamento, locação, arrendamento ou qualquer outro que tenha como objeto um imóvel para garantir o pagamento desse título.

Tomemos por exemplo uma construtora que vende na planta os apartamentos que promete entregar em, digamos, dois anos. Os compradores financiam essa compra e assumem a obrigação de pagar parcelas mensais para a construtora, até a entrega das chaves.

Assim como comerciantes que descontam duplicatas ou cheques pré-datados para antecipar o recebimento, a construtora pode optar por vender esses recebíveis para terceiros, e assim receber à vista aquilo que teria que esperar dois anos. A maneira mais rápida de fazer essa operação é por meio da emissão de CRI. Para isso a construtora contrata uma securitizadora, que empacota os recebíveis nesse título.

Securitização é um estrangeirismo que significa transformar em “security” (valor mobiliário). Ou seja, as dívidas de todos aqueles que compraram os apartamentos da construtora na planta são transformadas num valor mobiliário, que é livremente negociado entre investidores.

O investimento em CRI pode ser bem lucrativo, pois para pessoas físicas os rendimentos pagos (mensais, semestrais ou anuais) são isentos de imposto de renda, mas é preciso lembrar que o investimento tem seus riscos e que a liquidez desses títulos é pequena. O principal risco é o de crédito, isto é, conforme o exemplo, se muitos daqueles que compraram os apartamentos tiverem dificuldades para pagar suas parcelas, a rentabilidade do CRI pode ser afetada.

Para investir diretamente em CRI você deve procurar o seu banco. Mas como você pode notar o assunto não é tão simples. Por isso, os CRI costumam ser oferecidos para investidores qualificados, com valor mínimo de 300.000 reais em aplicações financeiras, embora alguns bancos os ofereçam também para pequenos investidores.

Já os fundos imobiliários são negociados em Bolsa. Para investir, você deve procurar uma corretora de valores. Os FII, como são chamados, investem o dinheiro dos cotistas exclusivamente em negócios imobiliários, como lajes corporativas, condomínios logísticos, shoppings centers, entre outros, inclusive recebíveis imobiliários como o CRI.

O mais comum é que o fundo compre esses imóveis, os alugue e distribua aos cotistas os rendimentos auferidos com o aluguel. Esses rendimentos também são isentos de imposto de renda para pessoas físicas (desde que cumpridas algumas condições). Além disso, o investidor pode vir a ter lucro também com a valorização dos imóveis, que refletiria em valorização das cotas do fundo.

Existem também fundos imobiliários que investem apenas em recebíveis imobiliários, como os CRI. Essa pode ser uma boa alternativa para investir nesses títulos com valores menores, mais liquidez e deixando a cargo de um gestor profissional a escolha dos CRI a investir.

Fundo imobiliário é uma maneira simples e ágil de investir em imóveis, mas também oferece riscos. São investimentos de renda variável e podem gerar prejuízos ao invés do lucro inicialmente almejado.

Você mencionou que pretende comprar um imóvel. Talvez ativos de risco não sejam os mais indicados nesse momento. Por isso, antes de investir em CRI ou em FII sugiro que consulte um planejador financeiro.

*Arthur Vieira de Moraes é advogado, agente autônomo de investimentos e membro orientador do Instituto Nacional de Investidores (INI). Tem 34 anos e atua profissionalmente no mercado de capitais desde 1999.
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quarta-feira, 25 de julho de 2012

Grupo Pão de Açúcar começa a lucrar com imóveis

Exame - 

Alexandre Vasconcelos foi nomeado CEO da nova divisão, que deve trazer resultados complementares ao negócio de varejo


Pão de Açúcar: investimento em imóveis já dá resultado (Vanderlei Almeida/AFP)

A GPA Malls & Properties, área do Grupo Pão de Açúcar que administra os ativos imobiliários da rede de varejo, começa a trazer retorno pela primeira vez na história da companhia: 98 milhões de reais em receita foram registrados no segundo trimestre deste ano. Como resultado, o grupo promoveu Alexandre Vasconcelos de diretor-geral a CEO da divisão.

“Cada loja aberta pelo Pão de Açúcar tem um potencial imobiliário imenso para ser explorado”, afirmou Enéas Pestana, presidente do Grupo Pão de Açúcar, durante a teleconferência de resultados da empresa hoje pela manhã. “Daqui para frente um dos nossos focos será buscar maneiras de explorar o nosso ativo imobiliário para que isso possa trazer resultados recorrentes para o grupo”, disse ele.

A divisão fechou contratos de permuta de terrenos com as construtoras Cyrela, RFM e Helbor para construção de três imóveis comercial e residencial em um total de Valor Geral de Vendas (VGV) de 796,2 milhões de reais. O maior deles, em parceria com a Cyrela, tem lançamento previsto para agosto e um VGV de 500 milhões de reais. Trata-se de um empreendimento com 399 apartamentos residenciais e 630 escritórios, localizado na avenida Brigadeiro Faria Lima, na capital Paulista.

“Estávamos trabalhando na nova divisão há cerca de quatro anos e, como o retorno é bem diferente ao de nosso negócio de varejo, nos estruturamos muito bem para começar a dar resultados frequentes daqui para frente”, afirma Vasconcelos.

Impacto nos resultados - O lucro do grupo no segundo trimestre ficou em 255 milhões de reais ante ganho de 91 milhões de abril a junho de 2011 – o lucro, excluído os ganhos com ativos imobiliários, ficaria em 159 milhões de reais.

O ebtida do grupo, de 692 milhões de reais sobe para 787 milhões de reais com a inclusão da divisão de permutas de terrenos. A geração de caixa ficou praticamente em linha com o esperado pelo mercado, segundo pesquisa da Reuters com oito analistas. A margem ebitda no período ficou praticamente estável, passando de 5,7 para 5,8%, excluindo resultados da divisão GPA Malls & Properties, que administra os ativos imobiliários da rede de varejo. Com os ativos imobiliários, a margem fica em 6,5%.

A companhia apurou uma receita líquida de vendas consolidada de 12,037 bilhões de reais no segundo trimestre, crescimento de 6,8% no comparativo anual e ligeiramente abaixo do esperado por analistas, de faturamento de 12,122 bilhões de reais.

Investimentos mantidos - Pestana deixou claro que os 1,8 bilhão de reais de investimentos previstos para este ano serão mantidos, especialmente no que se refere a crescimento de área de vendas. No primeiro semestre do ano passado, o grupo investiu 111 milhões de reais e no mesmo período deste ano 232 milhões de reais. “O que mostra nossa estratégia de concentrar esforços em uma expansão orgânica”, afirma Pestana.

Na área alimentar, a companhia encerrou a transformação de 65 lojas mini-mercado e agora foca na abertura de outas 19 lojas no próximo trimestre e outras 30 de outubro a dezembro – serão até 55 lojas no ano neste modelo. “Esse modelo de negócio tem se mostrado uma ótima alternativa em especial nas grandes cidades”, afirma José Roberto Tambasco, vice-presidente do GPA. Segundo Tambasco, o grupo ainda deve abrir, em agosto, um quarto hipermercado da rede, superando os planos do início do ano.

Na divisão Assaí, a margem ebitda passou de patamares de 1,5% para 3,8% neste período, reflexo de esforço da divisão em reduzir custos, adequar mix de produtos e lojas para atender clientes jurídicos - comerciantes. “Com isso, nosso ebtida evoluiu de 14 para 40 milhões de reais no segundo trimestre, tivemos crescimento de 10% nas vendas das mesmas lojas e uma redução de custo de 26%”, afirmou Belmiro Gomes, diretor de Atacado Autosserviço do grupo.

De acordo com Belmiro, a divisão saiu de um prejuízo para um lucro de 34 milhões de reais em um ano. O novo posicionamento na parte de expansão do Assaí também está seguindo as mudanças e sendo feito na abertura de lojas com área um pouco maior, que requer menor uso de mão-de-obra.

ViaVarejo - Na ViaVarejo, divisão que inclui Casas Bahia e Ponto Frio, uma loja piloto baseada no novo posicionamento de marca da divisão serviu como base para a transformação de outras 21 lojas da rede. “Com um novo mix de produtos, somos hoje o maior vendedor de tela LCD e LED por causa do novo conceito das lojas”, afirmou Raphael Klein, diretor presidente da empresa. Outras 60 lojas ainda devem ser abertas este ano.

Na Nova Pontocom, o crescimento do negócio ficou em 10%, incluindo vendas com atacado, e a divisão atingiu um patamar de receita de 4 bilhões de reais, tamanho de toda Globex quando incorporada ao GPA, em 2009, segundo German Quiroga, presidente executivo da Nova Pontocom. A briga por preço em um cenário mais competitivo, como o atual, não será uma opção. “Estamos preparados para competir, mas escolhemos pela rentabilidade aos acionistas”, diz ele.
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quinta-feira, 19 de julho de 2012

Dados de construtoras confirmam pessimismo com 2º trimestre

Terra -

 

O pessimismo visto nos últimos meses entre investidores e analistas quanto ao desempenho do mercado imobiliário foi atestado com a divulgação dos dados operacionais das principais construtoras e incorporadoras do país, traçando um cenário de forte queda de vendas e lançamentos e, consequentemente, menor receita no segundo trimestre.

Das seis companhias que representam o setor no Ibovespa, as cinco que apresentaram números preliminares até esta quarta-feira registraram queda nas vendas contratadas, enquanto apenas uma apurou alta nos lançamentos na comparação com igual trimestre em 2011.

Se considerados os dados divulgados por PDG Realty, Cyrela Brazil Realty, Gafisa, Rossi Residencial e MRV Engenharia, as vendas entre abril e junho caíram entre 3% e 45% ano a ano. Os lançamentos, por sua vez, foram ainda menores, com retração de 33,3% a 80,3%, refletindo a tendência vista desde o início do ano, quando as empresas passaram a priorizar a venda de estoques e a normalização das operações antes de ofertarem novas unidades, apesar do ambiente econômico favorável, com juros baixos e disponibilidade de crédito.

A exceção foi a MRV, que contrariou a tendência ao acelerar o ritmo e lançar 42% mais imóveis no período em relação a um ano antes. Com foco no segmento econômico, a MRV foi favorecida no trimestre pelo "Feirão da Casa Própria", realizado pela Caixa Econômica Federal, cuja edição deste ano foi beneficiada pelas rodadas de cortes nas taxas de juros.

O evento, que reúne grande volume de imóveis voltados principalmente à população de baixa renda, é visto como um dos mais importantes para empresas focadas neste nicho. "Com lançamentos e vendas reduzidos, haverá impacto na receita no curto prazo", disse o analista René Brandt, da Fator Corretora. "O segundo trimestre para o setor como um todo não vem bom", acrescentou, citando margens e rentabilidade afetadas por atraso de obras e maiores custos, entre outros fatores.

Maior do setor, a PDG surpreendeu o mercado ao reduzir pela segunda vez a previsão de lançamentos para este ano, desta vez quase pela metade, citando a atual conjuntura macroeconômica e seus efeitos no mercado imobiliário. Após queda de cerca de 80% nos lançamentos do segundo trimestre, a PDG prevê agora lançar no fechado de 2012 de R$ 4 bilhões a R$ 5 bilhões, contra projeção anterior de R$ 8 bilhões a R$ 9 bilhões.

A revisão aumentou as incertezas sobre a capacidade da companhia de reverter os problemas de execução enfrentados no ano passado e que levaram a PDG a priorizar vendas e reestruturação interna, segundo profissionais que acompanham o setor.

"Embora consideremos tal redução preventiva como saudável, e de certa forma inevitável, a magnitude definitivamente nos surpreendeu negativamente", afirmou a equipe do Barclays, em relatório, ponderando que a revisão pode ser vista como um alívio, ao passo que "aumenta de forma significativa a capacidade de geração de caixa da empresa".

Também com viés cauteloso e no aguardo do balanço consolidado para "ter uma visão melhor da atual situação da companhia", o analista Guilherme Rocha, do Credit Suisse, ressaltou que "os números decepcionantes não são privilégio apenas da PDG". "O setor imobiliário está claramente enfrentando um período difícil, sinalizado novamente pelos recentes resultados operacionais divulgados", disse Rocha.

Única representante do setor a não divulgar prévia até esta quarta-feira, a Brookfield Incorporações também não tem uma perspectiva positiva a seu favor. A companhia teve, inclusive, o rating cortado recentemente pela agência de classificação de risco Fitch, que considerou projetos mais caros e revisão de custos.

Nesse sentido, Brandt, da Fator Corretora, lembrou que a empresa apresentará nova revisão orçamentária, após realizar a primeira etapa entre janeiro e março. "Isso resulta em rentabilidade baixa por um período longo, expectativa ruim de fluxo de caixa e maior risco de liquidez", disse.

Ainda segundo ele, outras companhias do setor podem ter de arcar com revisões orçamentárias no balanço dos três meses até junho, considerando o contínuo cenário de pressão de custos.
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quarta-feira, 18 de julho de 2012

Setor imobiliário precisa se adaptar ao novo cenário econômico, diz EzTec

Infomoney -

 
SÃO PAULO - Num cenário de desaceleração econômica e de aumento de estoques, o setor imobiliário precisa rever estratégias para manter margens de lucro nos padrões desejados pelo mercado. Nesse sentido, os preços dos imóveis tendem a se adaptar à nova realidade do país.

"Nos últimos cinco anos, os preços subiram de R$ 3 mil/m² para R$ 7 mil/m². Nesse patamar, a população deixa de ter condição de comprar imóveis, o que tem afetado a velocidade de vendas do setor", analisa o diretor financeiro e de Relações com Investidores da Eztec, Antônio Emílio Fugazza, durante reunião com investidores e analistas de mercado.

"Mas não vejo problemas de demanda, ela ainda existe", complementa o executivo, destacando que, em apenas um dos lançamentos feitos no segundo trimestre, 65% das unidades foram vendidas antes do início das obras.

O VSO (vendas sobre oferta) da companhia, contudo, veio menor em relação ao mesmo período do ano passado, saindo de 46,3% para 43,4%. Ainda assim, está em patamares mais elevados que a média do setor, de 25%.

O desaquecimento do mercado, portanto, surtirá um efeito sobre os preços, que não subirão mais que a inflação daqui para a frente, conforme projeções do diretor presidente da empresa, Silvio Zarzur. “A alta pode não ser maior que 5% no ano, mas conseguimos manter a rentabilidade com esforço de engenharia“, afirmou.

Altos e baixos
A expectativa de crescimento menor para a economia este ano, enquanto a crise lá fora se deteriora, respinga sobre o setor imobiliário no mercado de ações, segmento muito atrelado ao nível de atividades do país.

A tendência, contudo, é de melhora nessa percepção ao longo do ano, segundo Fugazza. "A desvalorização das ações não é reflexo de uma desconfiança dos investidores em relação à Eztec ou ao setor, mas sim ao momento macroeconômico brasileiro", diz.

Para o executivo, quem está vendendo os papéis da companhia - que acumulam queda de quase 6% no mês - são os investidores estrangeiros, que precisam se livrar dos ativos para se capitalizar. "Acredito que o balanço do segundo trimestre vai mostrar aos acionistas que a Eztec tem controle operacional e está se descolando das demais", estima.

Ainda assim, a meta de lançamentos da empresa para este ano repete o resultado de 2011. A companhia espera atingir um VGV (valor geral de vendas) de R$ 1,2 bilhão este ano, indicador pouco acima do que foi registrado no ano passado, de R$ 1,15 bilhão.

"A empresa está mais cautelosa em ir além do que já propôs. Devemos aguardar os rumos da economia. Caso haja uma mudança positiva nessa conjuntura, temos capacidade de crescer mais, pois nosso estoque permite", destaca. A companhia tem R$ 4,5 bilhões disponível em terreno.
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Fusões e aquisições se mantêm estáveis no setor imobiliário

FOLHA.com - 



Não houve alteração no número de fusões e aquisições do setor imobiliário no primeiro semestre de 2012 em relação ao mesmo período do ano passado, aponta pesquisa da consultoria KPMG.

De acordo com o levantamento, de janeiro a junho de 2012 ocorreram 17 operações desse tipo --quantidade igual à do primeiro semestre de 2011.

Considerando somente o segundo trimestre de cada ano, houve mais operações em 2012. Foram oito de abril a junho de 2012, contra seis no mesmo trimestre de 2011 --um acréscimo de 33,3%.

A maioria das operações foi feita entre empresas nacionais --65% do total.

"O setor Imobiliário ainda se mostra mais atrativo ao capital nacional, enquanto outros segmentos viram a presença estrangeira ser predominante", aponta Luis Motta, sócio-líder da área de fusões e aquisições da KPMG no Brasil e coordenador da pesquisa.
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quarta-feira, 11 de julho de 2012

Por que a MRV criou uma empresa de loteamentos (por eles mesmos)

Exame - 

Leonardo Corrêa, diretor executivo financeiro da MRV, e Flávio Araújo, diretor executivo da Urbamais, contam os planos para a nova companhia


MRV: criação da empresa de loteamento trará sinergia para o grupo


São Paulo – A construtora MRV Engenharia decidiu apostar em um novo ramo de negócios: o de loteamento, por meio da empresa Urbamais Properties e Participações. A loteadora recebeu um aporte inicial de 50 milhões de reais e já nasce com a expectativa de ter um banco de terrenos com projetos aprovados até 2014 de até 60 milhões de metros quadrados – o equivalente a um VGV de 5,4 bilhões de reais.

Para explicar melhor o que a construtora pretende com tal braço de negócio, Leonardo Corrêa, diretor executivo financeiro da MRV, e Flávio Araújo, diretor executivo da Urbamais, contam os planos para a nova companhia a seguir com exclusividade à EXAME.com:

EXAME.com – Por que resolveram entrar no segmento de loteamentos?


Leonardo Corrêa - No Brasil existe um bônus demográfico grande com demanda por espaços urbanos, construídos de maneira planejada. Nosso intuito, com a Urbamais, é atender esse mercado. O foco principal será residencial, mas conforme as necessidades das áreas de localização dos lotes, também faremos projetos para áreas comercial e industrial.

EXAME.com – Como a ideia de conceber a Urbamais foi desenvolvida dentro da empresa?


Flávio Araújo – De janeiro de 2011 a janeiro deste ano, a Urbamais passou por uma fase de incubadora dentro da MRV, período em que foi avaliada a viabilidade comercial e financeira do projeto, que acabou se tornando uma empresa por conta da sua relevância. Todos os diretores da construtora estiveram de alguma forma envolvidos no projeto e a ideia é que a Urbamais ganhe independência total da empresa mãe em breve.

Corrêa – Em janeiro trouxemos o Flávio de uma empresa de pavimentação e outros serviços para atuar como diretor executivo da nova companhia. Com ele, montamos uma equipe de pessoas de dentro e fora da MRV para se dedicar apenas à nova companhia. Hoje, a Urbamais começa a funcionar em salas distintas às da MRV, mesmo com a proximidade da sede de ambas, na capital mineira.

EXAME.com – E o conselho, como será composto?


Araújo – Além de Ruben Menin, presidente da MRV, e eu, o conselho contará também com outros três executivos da MRV: Rafael Souza, diretor executivo regional, Maria Fernanda Maia, diretora executiva jurídica e Marcos Cabaleiro, vice-presidente. Mais para frente nossa pretensão é sim contar ainda com a presença de conselheiros independentes.

EXAME.com – A Urbamais vai atuar onde a MRV já está?


Araújo – Basicamente sim, 120 cidades em todas as regiões do país, com exceção do Norte. Nosso foco será atuar em cidades com população acima de 200.000 habitantes, com projetos voltados à classe média e com mais de 300.000 metros quadrados.

Corrêa - A expectativa é que o banco de terrenos com projetos aprovados até 2014 chegue a 60 milhões de metros quadrados, o correspondente a um VGV de 5,4 bilhões de reais.

EXAME.com – Mas a ideia não é apenas vender para a própria MRV e Log, empresa de ativos para renda do grupo, né?


Corrêa – Não, vamos ofertar os serviços da Urbamais para todos os interessados. Claro que a MRV e Log terão sim prioridade de atendimento com o intuito de fazermos projetos mistos. Mas como as empresas serão de investidores e acionistas diferentes todas as negociações serão feitas entre as partes com base em preços praticados no mercado.

EXAME.com - Quanto a Urbamais pode atrapalhar ou ajudar nos resultados da MRV?


Corrêa – A Urbamais não atrapalhará em nada a MRV, pelo contrário. A sinergia entre as companhias é muito grande e novos negócios devem ser gerados para ambas a partir do trabalho em conjunto. Além disso, o valor investido na criação da companhia (50 milhões de reais, tendo 30 milhões de reais sido desembolsados pela MRV e 20 milhões de reais pelos controladores) é pequeno comparado ao valor de mercado do grupo hoje.

EXAME.com – A nova incorporadora competirá de igual com a Alphaville, da Gafisa?


Corrêa – Entendemos que nosso negócio é diferente porque iremos trabalhar com loteamento de terrenos como um todo, para todos os tipos de classes de consumo, enquanto que hoje Alphaville atende mais classe alta. Há uma demanda alta no país por esse tipo de serviço pela necessidade de expansão dos espaços urbanos, qualidade das cidades que temos hoje e construir com a melhor qualidade possível. Não queremos ficar de fora.
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