O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) totalizou R$ 233 milhões no segundo trimestre, alta de 66,6% ante um ano antes. A margem Ebitda subiu 5,7 pontos porcentuais no mesmo período, para 15,8%. A receita líquida da incorporadora chegou a R$ 1,478 bilhão no segundo trimestre, aumento de 6,9%.
"O mercado imobiliário mostrou-se positivo no primeiro semestre do ano. Se por um lado o ritmo de lançamentos da indústria foi mais lento, por outro notamos a continuidade de uma demanda saudável de empreendimentos com localização, produto e preço adequados", afirmou a administração da incorporadora no documento de apresentação de resultados.
A companhia também apresentou melhora em sua margem bruta, com avanço de 2,6 pontos porcentuais em um ano, para 30,3% no segundo trimestre. "Seguimos atentos a nossas grades de custos, preocupados em garantir a entrega de projetos de engenharia dentro do orçamento previsto", afirmou a administração, reafirmando a confiança em entregar a projeção (guidance) de 30% a 34% de margem bruta para o ano.
Operações
O valor geral de vendas (VGV) dos lançamentos da Cyrela no segundo trimestre foi de R$ 911 milhões, queda de 30,4% ante o registrado no mesmo trimestre de 2011.
Já as vendas somaram R$ 1,061 bilhão, recuo de 16,8% no mesmo período. Com isso, a Cyrela atingiu 37% do ponto mínimo do guidance de vendas para o ano. A velocidade das vendas foi de 17,5% no trimestre.
No fim de junho, a Cyrela reportou geração de caixa de R$ 42 milhões, revertendo a queima de caixa de R$ 48 milhões registrada um ano antes.
O estoque (todas as unidades disponíveis para venda, inclusive as lançadas no período) a valor de mercado somava R$ 6,2 bilhões, montante 19,5% maior que o verificado no segundo trimestre de 2011, mas 3,1% menor do que o primeiro período deste ano. No segundo trimestre, os imóveis já concluídos representavam 14,8% do total.
Ao final de junho de 2012, o estoque de terrenos somava 12,6 milhões de metros quadrados de área útil comercializável, com potencial de vendas total de R$ 51,6 bilhões.
O valor geral de vendas dos lançamentos da Living, braço do grupo voltado para os imóveis econômicos, totalizou R$ 436 milhões no segundo trimestre, recuo de 18,3% ante o registrado no mesmo período de 2011. As vendas da Living somaram R$ 408,9 milhões, alta de 14,9% na comparação entre os mesmos períodos.

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