Clipping Imóveis é um blog que tem como objetivo coletar e divulgar as principais notícias sobre o mercado imobiliário divulgadas nos principais grupos de mídia online.
Durante os Jogos Olímpicos, os olhos do mundo se voltam para os complexos esportivos de diversas modalidades. Enquanto isto, a Vila Olímpica está em plena ebulição.
A Vila Olímpica de Londres é muito mais do que apenas um lugar para hospedar os atletas durante o período dos jogos, é um lugar de grande socialização e multiculturalismo. Com capacidade para receber 16.000 atletas de 200 países, a Vila Olímpica é um exemplo de uma Babel moderna.
Confira algumas imagens da Vila Olímpica de Londres 2012:
Vídeo do portal R7 sobre a Vila Olímpica.
Victory Park
Quarto preparado para receber dois atletas. O destaque fica com o edredom com tema olímpico.
Durante o período de teste o refeitório da Vila foi capaz de atender 5000 pessoas simultaneamente.
As fachadas são recobertas com imagens que fazem referência a Grécia Antiga.
Sala de sinuca localizada no Globe Bar
Estátua de Ícaro
Varanda de um quarto com vista para o Parque Victory.
O jornalista Circe Bonatelli, da Agência Estado, fala do alerta internacional sobre o mercado de imóveis brasileiro e adianta as expectativas para o setor.
Dando sequência a série de postagens com resumo das palestras realizadas na 7a. Conferência de Marketing Imobiliário, compartilho outro show de conteúdo: A palestra ministrada por Maíra Saruê Machado, diretora de pesquisas da Data Popular, empresa especializada em pesquisas para as classes com menor poder aquisitivo.
A nova classe média, mencionada no título da apresentação, trata-se da nova classe C, esta com renda familiar total (soma da renda de todos os membros) de até R$2.950,00. De acordo com Maíra, para determinar a classe de uma pessoa, a empresa não utiliza mais a tradicional tabela onde ítens como número de eletrodomésticos, carros, e eletrônicos contavam. Hoje, leva-se mais em consideração a renda familiar. O momento atual devido ao acesso ao crédito, permite que praticamente todas as pessoas tenham poder de compra para muitos itens, tudo é questão de prioridade.
A palestrante apresentou dois vídeos que mostravam como na realidade a classe AB não compreende nada da classe C, o que acaba refletindo em comunicações distorcidas, e consequentemente em campanhas de vendas sem resultado algum. Confira um deles abaixo:
Nós profissionais de marketing e de vendas, não podemos jamais pré julgar nossos públicos. Antes de oferecer alguma coisa é preciso compreender exatamente suas necessidades. Este pré julgamento é o que mais o mercado imobiliário faz, não é mesmo? Comunicações onde tirando o logotipo da construtora e imobiliária o restante é exatamente igual. Famílias felizes, valor de parcela em um tamanho enorme, e frases como "saia já do aluguel" é o mais comum (isto quando na verdade a boa maioria deste público NÃO mora de aluguel).
Para quem tiver mais interesse em aprofundar este conhecimento, compartilho uma apresentação da Data Popular de 2011 (não é a que foi apresentada durante o evento, mas é muito semelhante), além de vídeos sobre a nova classe média.. Boa leitura!
São Paulo - Bastam 50 segundos e a tarefa diária de arrumar os lençóis é assumida com louvor pela Smart Bed, uma cama auto-organizável criada pela marca espanhola de móveis OHEA.
Objeto de desejo dos sem-tempo (e dos desorganizados), o móvel possui braços mecânicos escondidos que dão conta da arrumação. Quando acionado, o macanismo faz todo o trabalho de esticar os lençóis e colchas. Nem mesmo os travesseiros são problema: há um compartimento na cabeceira para onde eles são levados.
A cama ainda possui dois modos programáveis: o automático e o manual, garantindo que nos dias que o usuário estiver com mais tempo ele mesmo possa arrumar sua cama - e claro, economizar energia. Dá para ver o invento em ação neste vídeo.
Marketing pessoal e boas habilidades de comunicação são essenciais para quem quer ser um bom vendedor
Vendas e cinema
São Paulo – Vender um produto, um serviço ou um sonho não é uma tarefa fácil. Para Bruna Gasgon, publicitária e autora do livro “Vendas Cinematográficas”, o comportamento de um vendedor interfere diretamente nas vendas de um negócio.
Para Carlos Cruz, diretor do IBVendas, a paciência e persistência são habilidades essenciais para qualquer empreendedor.
Com a ajuda dos dois especialistas, listamos oito filmes que tenham cenas com lições de como você pode vender mais.
À Procura da Felicidade
No filme, o personagem de Will Smith começa a se destacar em uma empresa corretora de títulos e valores depois que começa a monitorar quanto tempo ele demorava para falar com os clientes. Além disso, com base em uma análise de resultados, ele foca no seu objetivo.
“O personagem aliou força de vontade e estratégia; um vendedor profissional precisa ter ferramentas e método para vender”, afirma Cruz.
“À Procura da Felicidade”, de Gabriele Muccino; com Will Smith e Thandie Newton. (2007)
Uma Linda Mulher
No filme, a personagem de Julia Roberts é uma prostituta que se envolve com um milionário (Richard Gere). Durante uma cena, ela entra em uma loja de grife munida de um cartão sem limite de compras, mas as vendedoras se recusam a atendê-la e até a convidam para sair da loja. “Desprezar um cliente é um erro. Preconceito não pode fazer parte da vida de um vendedor”, afirma Bruna.
“Uma Linda Mulher”, de Garry Marshall; com Richard Gere e Julia Roberts. (1990)
O Diabo Veste Prada
Como assistente de Miranda Priestly, diretora da revista de moda Runaway Magazine em Nova York, a jornalista Andrea Sachs (Anne Hathaway) só passa a ser respeitada profissionalmente quando adapta suas roupas e comportamento ao local de trabalho.
Bruna ressalta que o marketing pessoal é indispensável para quem precisa vender, afinal, o profissional está representando a marca de sua empresa. “Mas não adianta estar impecável e ser mau educado”, conta.
“O Diabo Veste Prada”, de David Frankel; com Meryl Streep e Anne Hathaway. (2006)
De Porta em Porta
Bill Porter (William H. Macy) nasceu com uma paralisia cerebral que limita sua fala e movimentos, entretanto ele consegue o emprego como vendedor na Watkins Company. Para vender os produtos da companhia, ele tem de ir de porta em porta e, apesar de lhe darem a pior rota, ele se torna campeão de vendas de sua empresa.
Para Cruz, a paciência e persistência são essenciais para qualquer bom vendedor. “Bons relacionamentos também são importantes para obter as melhores estratégias”, diz.
“De Porta em Porta”, de Steven Schachter; com William H. Macy e Helen Mirren. (2002)
Se Eu Fosse Você
Na trama, o casal Helena (Glória Pires) e Cláudio (Tony Ramos) passa por uma experiência inusitada: eles trocam de corpos após uma discussão. A principal mensagem do filme é a importância de se colocar no lugar do outro e de ceder em determinados momentos.
A flexibilidade como competência é importante para qualquer profissional. Bruna diz que, no caso de um empreendedor, ele não pode sempre achar que sua opinião tem que prevalecer. “Não importa o ramo do negócio, é preciso ser flexível na hora de se relacionar com sócios, fornecedores e clientes”, afirma.
“Se Eu Fosse Você”, de Daniel Filho; com Tony Ramos e Glória Pires. (2006)
1408
Na trama, Mike Enslin (John Cusack) é um escritor que resolve se hospedar no quarto 1408 do Dolphin Hotel, em Nova York. O quarto tem fama de hospedar espíritos malignos e o gerente do hotel, Gerald Olin (Samuel L.Jackson), o alerta de que 56 pessoas morreram naquele quarto. A sequência, que se passa no começo do filme, mostra o gerente tentando fazer Eslin mudar de ideia e se hospedar em outros quartos, oferecendo descontos nas diárias, mas o cliente reluta, pois deseja se hospedar no 1408.
O cliente sempre tem razão, mesmo nas situações mais absurdas. “Não importa, por exemplo, se o cliente é arrogante. O que ele falar não será para insultá-lo pessoalmente“, afirma Bruna. Tolerar é difícil, mas a não ser que o cliente parta para a agressão física, a instrução de Bruna é abstrair. “O empreendedor pode perder clientes se resolver falar mal da empresa porque considerou o atendimento péssimo”, explica.
"1408", de Mikael Hafstrom; com John Cusack e Samuel L. Jackson (2007).
Jerry Maguire
Tom Cruise interpreta Jerry Maguire, um agente esportivo bem sucedido que é demitido por sugerir que agentes deveriam adotar um tratamento mais humano e ter menos clientes.
Para Bruna, o filme mostra como é importante lidar com o cliente ao telefone. “Você nunca deve atender de mau humor porque, apesar do cliente não estar vendo, ele vai entender pelo seu tom de voz”, explica.
Ela explica que para um empreendedor é preciso prestar atenção a detalhes durante uma conversa no telefone como evitar mascar chiclete.
“Jerry Maguire - A Grande Virada”, de Cameron Crowe; com Tom Cruise, Cuba Gooding Jr. (1996)
O Piano
No filme, Ada MacGrath (Holly Hunter) é uma pianista escocesa muda que depende da filha para se comunicar com outras pessoas, inclusive com o marido.
Para Bruna, os instrumentos de comunicação são uma das principais ferramentas para se comunicar com os consumidores. “Ao se comunicar com o cliente é preciso escutar, pois seja pessoalmente ou por meio do telefone é preciso adequar a sua fala ao ritmo do cliente”, explica ela.
“O Piano”, de Jane Campion; com Holly Hunter e Sam Neill. (1993)
O alarmante título de capa da última edição da revista Exame: Imóveis, um mercado sob suspeita impactou e causou desconforto àqueles que trabalham no mercado imobiliário devido principalmente a um dos subtítulos: O fantasma da Encol: qual o (real) tamanho do risco para os compradores?
Capa da Edição 1010 da Exame
Para o alívio de quem compra, vende ou de quem tem sua vida profissional ligada ao mercado imobiliário, o conteúdo da matéria é muito mais instrutivo e bem menos assustador quanto ao perigo que a capa sugere. Sobre a possibilidade de um ‘novo caso Encol’ a reportagem assinada por Naiana Oscar diz que é pouco provável (...). Ainda que algumas empresas tenham problemas financeiros, a chance de os clientes perderem tudo é baixíssima. Mas então por que tanto medo? Por que a Encol causa calafrios em quem compra ou vende imóveis? Porque falar da Encol expõe as nossas feridas. Em seu auge a empresa fora a maior e mais importante construtora do país, faturava quase 2 bilhões de reais por ano (em valores atualizados), empregava 23 mil pessoas e construiu mais de 100 mil apartamentos. Sua falência foi o mais duro golpe na credibilidade do mercado imobiliário brasileiro devido a sua conseqüência mais sombria: o abandono a própria sorte de 42 mil clientes que estavam pagando e aguardando por seus apartamentos.
No que tange ao marketing imobiliário, a Encol fez jus ao status de maior empresa de seu setor e produziu milhares de anúncios em jornais e revistas para divulgar seus empreendimentos pelo Brasil. É muito difícil abrir uma publicação entre meados das décadas de 1980 e 1990 e não encontrar um anúncio da Encol. Na televisão, as propagandas da construtora eram em sua maioria institucionais, convidando o espectador a investir em um imóvel da empresa. Ao longo de pelo menos duas décadas, a Encol construiu a imagem de uma empresa forte, estruturada e que deu a classe média a possibilidade de comprar apartamentos e investir em imóveis.
Mesmo nos momentos em que o país atravessou as mais diversas crises, a Encol nunca deixou de lançar, de vender ou de anunciar. Durante os vários planos econômicos que se seguiram a Nova República e depois ao Governo Collor a empresa adotou por diversas vezes, estratégias agressivas e chegou a aceitar carro, telefone ou outro imóvel como parte do pagamento na aquisição de novos projetos.
“Carro, telefone ou imóvel como parte do pagamento.” Para a Encol o importante era vender, seu sistema de negócios não podia parar. Folha de São Paulo - maio de 1996
Reportagem da Folha de São Paulo em abril de 1990, após o Plano Collor. Para manter vendas, a Encol “eliminou o sinal, a prestação de fechamento de contrato e as semestrais. ‘A visitação antes da nova campanha estava muito fraca. Não havia intenção de compra’, diz Dolzonan da Cunha Matos, diretor da construtora”
Sem sinal, sem entrada, sem intermediárias. Anúncio da Encol no Estado de SP em dezembro de 1990.
Fundada por Pedro Paulo de Souza, um homem de origem humilde que depois de trabalhar com ambulante fundou em Goiânia uma fábrica de pisos de madeira. Em determinado momento viu sua pequena empresa crescer, transformar-se em uma construtora, expandir no Centro-Oeste e virar referência em todo Brasil. Engenheiro de formação, Pedro Paulo inovou o processo produtivo, criou linhas de montagem em seus empreendimentos. Mas errou ao administrar um império como quem cuida de uma fabriqueta de família.
O modelo de administração da Encol foi apelidado por muitos economistas como ‘bicicleta’, onde os seus novos empreendimentos financiavam os anteriores. A empresa não poderia parar de pedalar nunca. Para se manter nesta constante e continuar a vender seus apartamentos a empresa chegava a garantir a recompra do apartamento vendido, pagando inclusive os juros corrigidos.
A maior construtora do Brasil oferece a você mais uma oportunidade de fazer um grande investimento. Você compra seu apartamento em condições especiais. Depois de 12 meses se precisar vendê-lo, a Encol o compra de volta com preço corrigido pela TR mais juros reais. (Folha de São Paulo, junho de 1995)
Quando a oferta de apartamentos se mostrou maior que a capacidade do mercado em absorver novos projetos, a Encol entrou em declínio. Some-se a isto denúncias de caixa dois e uma alta inadimplência. Pedro Paulo partiu tarde demais atrás de empréstimos para salvar o seu império. O que se viu depois disso foi o pior dos cenários. Salários atrasados, falta de pagamento a fornecedores, obras paralisadas até que em março de 1999 foi decretada a falência da empresa.
Em 18 de março de 1999, a Folha de São Paulo noticiava a falência da Encol deixando 10 mil clientes sem seus apartamentos. O número se revelou quatro vezes maior.
Dentre as conseqüências e lições da quebra da Encol, a principal delas é que a partir dela, foi criada a Lei de Falências que permitiu salvar os ativos bons de uma empresa em situação parecida, minimizando assim os prejuízos dos credores. Desde então, nos novos lançamentos imobiliários, como cita a reportagem de Exame, para conceder financiamentos, os bancos exigem que as construtoras registrem cada empreendimento como uma empresa independente, com caixa próprio. Após o caso Encol, o mercado imobiliário brasileiro acusou o golpe, mas com profissionalismo voltou a crescer e a inspirar confiança.
Falar ou escrever do Caso Encol é sempre delicado, suscita o debate. Há quem veja na figura de Pedro Paulo de Souza um injustiçado, alguém que foi abandonado pelo governo. Para estes, o antigo dono da Encol escreveu Encol – O sequestro: tudo o que você não sabia onde ele se defende e conta a sua versão da história que se confunde com a história da construtora. Para aqueles que julgam o caso como estelionato ou que se interessam pelos seus desdobramentos jurídicos, o advogado especialista em direito imobiliário Hamilton Quirino escreveu A Falência do Incorporador Imobiliário – O Caso Encol.
O ideal é ler ambos os livros, para chegar à mesma conclusão que a Exame, a de que outro caso Encol no Brasil, nunca mais.
Valorização estrondosa dos últimos anos não deve se repetir, e altas mensais têm sido menores
Em São Paulo, valorização dos imóveis residenciais caiu de dezembro para janeiro.
São Paulo - O Índice FipeZap de janeiro mostrou que a alta nos preços dos imóveis residenciais brasileiros permaneceu em 1,1%, mesmo percentual do mês anterior. A valorização entrou num ciclo de queda a partir de abril de 2011, quando os preços registraram alta de 2,7%. Mas será que isso é sinal de que um ciclo de desvalorização está por vir?
Ainda é cedo para falar em desvalorização, mas parece que os preços de fato estão se acomodando. A alta valorização dos últimos quatro anos não deve permanecer, o que leva o investidor a refletir: quem tem um imóvel com o qual deseja lucrar e que tenha aproveitado a alta dos últimos tempos já pode pensar em se desfazer dele.
Quem deseja comprar a casa própria, porém, deve refletir: esperar uma desvalorização pode ser arriscado - pois não se sabe se ou quando isso deve ocorrer; por outro lado, com altas menores e sem perspectiva de novos saltos, a decisão de compra pode ser mais ponderada.
O desempenho dos imóveis residenciais, porém, varia de cidade para cidade. No Rio de Janeiro, janeiro registrou uma alta ligeiramente maior que dezembro, de 1,3% contra 1,1% no mês anterior. Já em São Paulo, a queda na valorização foi de 1,4%, contra 1,2% em dezembro. Belo Horizonte e Fortaleza registraram altas bem modestas: de 0,5% contra 0,8% em dezembro, e de 0,4% contra 0,6% em dezembro, respectivamente.
O Distrito Federal chegou a apresentar queda de 0,2% em dezembro e, em janeiro, apresentou zero de valorização. O Recife é um ponto fora da curva. Embora tenha visto uma desaceleração na valorização a partir de abril, os percentuais ainda tem sido altos em relação às demais capitais. E desde novembro, a valorização voltou a crescer. Em dezembro foi de 2,4%; em janeiro, passou para 3,4%.