Diario de Pernambuco -
De acordo com o instituto de pesquisa, no Recife 33% dos consumidores com renda familiar maior que R$ 3 mil têm intenção de comprar imóvel nos próximos dois anos. Em São Paulo, esse índice é de 27%. Uma das explicações é o desenvolvimento impulsionado pelo Complexo Industrial e Portuário de Suape, que está atraindo empresas para a Região Metropolitana do Recife. A outra é o fato da capital ser uma das cidades-sede da Copa do Mundo de 2014. São fatores que merecem destaque e a procura por imóveis, seja para moradia ou para investimento, cresceu consideravelmente.
A analista de sistemas de negócios Líbia Florentino, 30 anos, mora na capital paulista mas, em breve, vai fazer a mudança para o Recife. A princípio, por razões pessoais e, agora, por motivos profissionais, ela deve estabelecer residência no estado. “Vou adquirir meu primeiro apartamento no Recife, a capital de referência no Nordeste. A região tem se mostrado muito próspera e, sobretudo, tem um custo de vida atraente para a estrutura que vem oferecendo”, afirma a analista.
Para o presidente da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Pernambuco (Ademi), Eduardo Moura, a pesquisa só confirma o aquecimento do mercado de imóveis na região, que deve continuar em crescimento. Ele reconhece que o evento da Copa do Mundo contribui, mas não é o fator preponderante. “Temos Suape, mundialmente reconhecido pela estrutura para ancorar os maiores navios do mundo. E o setor industrial é o diferencial do crescimento no estado”. Além do Recife, foram destaques na pesquisa as cidades de Fortaleza, Salvador e São Luís.

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