Fundos imobiliários ganham liquidez
Patrimônio líquido na aplicação subiu mais de 355% desde 2004 e reforça vantagens do investimento
Os fundos imobiliários são uma opção para quem quer investir em imóveis sem se preocupar com cartório, inquilinos, reformas e com os preços astronômicos que assolam as grandes capitais nos últimos anos. A seu favor, estão valores mais acessíveis do que uma casa ou apartamento: há letras de crédito imobiliário com valor inicial de R$ 1 mil. Também se destaca a isenção do imposto de renda e a garantia para valores até R$ 70 mil, igual á poupança, que minimiza o risco até esse limite.
A procura maior acerta em cheio uma característica negativa dos fundos: a eventual dificuldade para vender títulos antes do prazo acertado. A situação parece estar mudando. Só no primeiro semestre desse ano, o volume de negócios atingiu R$ 375,5 milhões contra R$ 143 milhões em 2010. Os dados são da BM&FBovespa e Apimec-SP (Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais).
Antes, o maior atrativo dos fundos imobiliários era o benefício tributário, já que as pessoas físicas não pagam imposto de renda sobre os lucros. Agora, o aumento de liquidez também se tornou benéfico aos investidores. A CVM (Comissão de Valores Mobiliários) está debatendo em audiência publica uma reavaliação das regras do setor, já que a diversidade na composição dos fundos dificulta a comparação de informações.

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