segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Industria da construção deve crescer mais que o PIB


SindusCon-SP reafirma estimativa de crescimento do setor para 2011

Segundo entidade, expansão deve ficar acima da variação do PIB neste ano; aumento da contratação de mão de obra no segmento é um dos motivos para o otimismo do setor

26 de agosto de 2011 | 15h 16

Agência Estado
SÃO PAULO -
O Sindicato da Indústria da Construção do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) reafirmou nesta sexta-feira, 26, a previsão de crescimento acima da variação do PIB neste ano, ao avaliar que as perspectivas para o setor continuam promissoras. Em nota, a entidade cita entre os fatores que baseiam essa expectativa o aumento constante da contratação de mão de obra no segmento de preparação de terrenos entre abril e junho. Aliado a isso, o programa "Minha Casa, Minha Vida" deve  entregar cerca de 630 mil moradias entre este ano e o próximo. E se espera o início das contratações da segunda fase deste programa neste semestre.

O sindicato espera expansão do PIB da construção da ordem de 5% para este ano, enquanto o governo trabalha com uma projeção para o PIB nacional próxima de 4%. Ontem, a Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco) e a Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas (Abrafati) revisaram suas projeções de crescimento nas vendas em 2011.

Nesta semana o sindicato recebeu a visita de nove analistas de instituições financeiras convidados pelo Banco Múltiplo Goldman Sachs do Brasil. Durante o encontro os membros da entidade traçaram um panorama atual do mercado. Segundo o vice-presidente de Economia da entidade, Eduardo Zaidan, as perspectivas de médio e longo prazo da construção estão condicionadas ao aumento do investimento em infraestrutura, desenvolvimento de novas fontes de financiamento para a habitação e infraestrutura, fortalecimento do mercado secundário, industrialização maior dos processos produtivos, aumento da produtividade da mão de obra e avanço de forma sustentável, com ocupação adequada do solo.

A necessidade de aceleração das aprovações e dos licenciamentos também foi apontada entre as prioridades, tendo em vista que, desde o início das atividades de compra de um terreno até a regularização final da obra, podem se passar quase sete anos.

Conforme a entidade, os custos das obras também estão sendo pressionados pela escassez de pessoal especializado e pelo aumento significativo dos preços dos serviços.

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