terça-feira, 30 de agosto de 2011

Usados em alta longe do centro de São Paulo


Usados em alta longe do centro 

Fonte: Jornal da Tarde
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O interesse na compra de imóveis usados aumentou em áreas menos valorizadas da capital, fora do chamado centro expandido. Os bairros que terminaram o semestre com vendas em alta ante o mesmo período de 2010 foram aqueles que não ficam muito distantes do centro – entre eles Água Rasa, Americanópolis, Belém, Casa Verde, Freguesia do Ó, Imirim, onde volume de negócios cresceu quase 14%, nos primeiros seis meses deste ano, segundo estudo do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis do Estado (Creci-SP).
“Tudo leva a crer que os preços altos têm empurrado as pessoas para longe do centro”, analisa José Viana, presidente do Creci.
Mesmo nos bairros afastados, os valores são elevados. Na média geral, os preços de casas e apartamentos usados subiram 88,16% e o aluguel aumentou 60,23% entre 2009 e 2011 na cidade.
Para o professor Keyler Rocha, do Laboratório de Finanças da FIA, é a vez de os imóveis localizados mais próximos da periferia ficarem mais caros. “Os lugares mais distantes têm uma defasagem de valorização”, explica.
O que impede que os preços fiquem mais razoáveis é o déficit habitacional ainda alto, somado à facilidade do crédito. “Ainda há no País cerca de R$ 5 milhões de famílias precisando de unidades habitacionais – o que faz o mercado ficar aquecido”, diz Viana.
“Além disso, mais bancos privados têm oferecido crédito imobiliário. Antes, havia um desprezo dessas instituições com a modalidade, pois descobriram que o financiamento a longo prazo fideliza o cliente”, acrescenta Viana.
O estudo ressalta ainda que o porcentual de imóveis usados vendidos na capital com financiamento de bancos (exceção Caixa Econômica Federal) deu um salto de 263,98% entre o primeiro semestre de 2009 e o mesmo período deste ano.
Transporte
Comprar um imóvel em um local mais distante pode ser mais barato, mas o educador financeiro da MoneyFit, André Massaro, aconselha que o peso do transporte seja considerado.
“Quem pega duas conduções por dia para ir ao trabalho, gasta cerca de R$ 200 por mês. É um custo significativo, dependendo do salário”, diz Massaro. Já quem utiliza o carro deve fazer a conta do estacionamento, que também acompanha a valorização dos aluguéis, além do combustível.
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