O custo médio da construção civil no Rio Grande do Norte até agosto deste ano foi de R$ 813,48 por metro quadrado, apresentando alta de 8,56% em relação ao mesmo período do ano passado. Os dados constam do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Sinapi) - calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em convênio com a Caixa Econômica Federal - e foram apresentados na manhã de ontem em coletiva realizada na sede do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon/RN).
Para Arnaldo Gaspar Junior, presidente do sindicato, o atual momento da construção civil no RN é "muito bom", somando a quantidade de oportunidades existentes no mercado de trabalho atual e vislumbrando o aumento da demanda para os próximos três anos com as obras de mobilidade urbana na grande Natal para a Copa de 2014, a construção da Arena das Dunas e do Aeroporto de São Gonçalo do Amarante.
Sobre a evolução do mercado imobiliário, a expectativa do Sinduscon é que o valor geral de vendas gire em torno dos R$ 2 bilhões, com 14.300 unidades vendidas, superando os R$ 900 milhões registrados em 2010 com apenas 5.000 unidades vendidas. Desde 2004 que a número de unidades lançadas cresce anualmente e com ele o valor geral de vendas gerado.
Questionado a respeito da qualidade da mão de obra potiguar, Arnaldo é simples: "Não temos pessoal tão qualificado, mas a logística das construtoras em oferecer treinamento aos funcionários faz com que essa qualificação ocorra de forma contínua". Dados do Ministério do Trabalho mostram o mercado de trabalho da construção civil estabilizado. O saldo de carteiras assinadas no mês de agosto é negativo (menos 58 vagas), porém a atividade emprega 39.528 pessoas, com um saldo de 1.020 empregos acumulados desde o início do ano.
"Não estamos nem contratando muito nem demitindo. O aumento de 2,5% desde dezembro do ano passado só comprovam que momento de crescimento é real", afirma Gaspar Junior. E com a valorização do mercado da construção civil, vem também o aumento do piso do profissional. Trabalhando 44 horas semanais, um mestre de obras, contramestre, pedreiro ou auxiliar de pedreiro não ganha menos que R$ 702. "A média das construtoras é bem acima desse piso, o que demonstra ser uma excelente oportunidade para o trabalhador deste segmento", avalia.
Mandato reduzido
Um novo prazo para novas eleições dentro do Sindicato das Indústrias da Construção Civil do RN foi estabelecido. De acordo com o atual presidente Arnaldo Gaspar Júnior a decisão por conciliar o momento de eleição com as posses eleitorais foi decidido em unanimidade pelos participantes.

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