“A construção do estádio e o evento em si trazem para a região um fluxo de pessoas, que tende a alimentar o comércio e trazer mais gente para morar na região (…) Além disso, haverá melhora em transportes einfraestrutura, o que, a princípio, traz valorização para os imóveis da região, mas ainda não é possível dizer se essa valorização irá se sustentar ou não. Caso haja desvalorização, contudo, acredito que será movimento geral e não isolado da região”, explica Calado.
Opinião parecida tem o presidente do Creci-SP (Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo), José Augusto Viana Neto, que em junho conversou com o portal InfoMoney sobre o assunto.
Na época, Viana disse acreditar em valorização para a região, como consequência da melhora da infraestrutura urbana. Entretanto, para ele, após a realização da Copa, pode ser que os imóveis da região não mantenham o mesmo percentual de valorização.
Imóveis comerciais
No que diz respeito aos imóveis comerciais da região, o gerente de incorporação da BNCorp, Danilo Camargo, diz que ainda não é possível observar aumento de preços no metro quadrado da região, que ainda não despertou interesse comercial.
Camargo explica que os imóveis comerciais localizados próximos ao estádio são mais simples do que os localizados em outras regiões, visto que são escritórios do tipo B (sem infraestrutura muito elaborada e de porte menor) utilizados, sobretudo, para call center.
Atualmente, revela, o metro quadrado de escritórios na região custa em torno de R$ 10 a R$ 15, sendo que ainda é cedo para traçar qualquer estimativa para o futuro.

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