É isso mesmo. Quem está usando o cheque especial, que tem taxa de juros superior a 9% ao mês (uma das mais caras do mercado), pode escolher uma opção mais benéfica para o bolso.
O crédito consignado, descontado direto do salário do profissional, e o crédito pessoal, são algumas alternativas. De acordo com o vice-presidente da Anefac, Miguel José Ribeiro, em média, a taxa de juros do empréstimo consignado é de 2% ao mês. Enquanto isso, o consumidor que decide pelo crédito pessoal pode pagar entre 2% e 8% de juros ao mês. "Por isso é importante pesquisar as taxas e linhas de crédito oferecidas por diferentes bancos para saber onde está mais barato", orienta Shirlei, do Procon.
NEGOCIAÇÃO - Para conseguir pechinchar juros menores, o cliente deve negociar com o gerente e relembrar seu relacionamento com a instituição. "Apontar a média do seu saldo mensal em conta-corrente, investimentos, os bens que possui, e que podem servir como garantia, caso não consiga quitar o saldo, os produtos que já adquiriu dentro do banco e o histórico como bom pagador ajudam", comenta o vice-presidente da Anefac.
Poucos bancos diminuem juros de crédito
Entre os sete bancos pesquisados pelo Procon, apenas Banco do Brasil, Bradesco e Caixa Econômica Federal baixaram as taxas do cheque especial. Para essa modalidade de crédito, quem cobrou mais barato, de acordo com o levantamento, foi a Caixa Econômica Federal, com juros mensais de 8,20%. Antes, a instituição cobrava 8,27%. Quem cobrou mais caro foi o banco Safra, a taxa registrada foi de 12,30% ao mês. O banco não alterou o valor.
Quando o assunto foi o crédito pessoal, Bradesco e Banco do Brasil foram os únicos a reduzir o custo. No Banco do Brasil, a taxa que era 5,39% ao mês em setembro passou de 5,35% e foi a mais barata, de acordo com o Procon. Enquanto isso, os juros mensais do Itaú, de 6,45%, foram os mais elevados. A instituição também não alterou os juros do empréstimo.
DIFERENÇAS - O que explica algumas instituições financeiras cobrarem menos juros do que outras é o índice de inadimplência do cliente bancário. "Se estiver alto, o banco não repassa a queda da taxa de juros aos clientes", comenta o vice-presidente da Anefac, Miguel José Ribeiro.
De acordo com ele, o banco tem um risco maior de levar um calote. E, como forma de garantir a própria estabilidade financeira, continua cobrando juros altos de seus consumidores.
INADIMPLÊNCIA - O brasileiro ainda está se endividando. O Indicador Serasa Experian de Inadimplência do Consumidor caiu 3% em setembro, na comparação com agosto. No entanto, foi a primeira queda mensal do índice, depois de seis altas consecutivas.

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