quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Imóveis rurais mais caros do país estão entre Lucas a Sinop

Só Notícias -


Uma pesquisa da Commercial Properties, empresa do ramo imobiliário, apontou que a região entre Lucas do Rio Verde até Sinop é uma das localidades que abrigam os imóveis rurais mais caros do país. Cada hectare na zona rural aumentou cerca de 30% só neste ano.

Para o corretor que atua há 15 anos em Sorriso, Leocir Naczari, a média geral de comercialização das fazendas no município é de 550 sacas por hectares, isto é, levando em consideração que o preço da saca é R$ 38, o hectare custa R$ 20,9 mil. Porém, algumas propriedades rurais já chegaram a ser vendidas por R$ 30,4 mil o hectare, o que corresponde a 800 sacas. Atualmente, a região mais valorizada de Sorriso é a comunidade do Barreiro.

Há dois anos o hectare em Sorriso era vendido por cerca de R$ 13 mil, o que representa um acréscimo de 60%. O aumento, de acordo com Naczari, se deve a super produção das duas safras, milho e soja. O corretor acredita que a produção de algodão também tem contribuído para a valorização das áreas nos últimos anos. “O algodão deixa o solo mais fértil, pois se utiliza mais adubo. E isto tem atraído olhares de diversos empresários”.

Além das plumas, a tecnologia empregada na produção agrícola também tem influenciado no aumento do preço, assim como a alta produtividade das diversas culturas produzidas na região. “A logística também é um ponto positivo, pois a BR 163 já é uma realidade para nós aqui do Médio Norte”, destaca.

Na opinião do CEO da Commercial Properties, Aloisio Barinotti, a super produção de soja em Sorriso e região é que tem atraído olhares de empresário, incluindo os que moram em outros países. “Tem muitos empresários estrangeiros aproveitando o bom momento para comprar soja produzida nesta região de Mato Grosso”, salientou.

Ele destaca que a região Norte se diferencia do Médio Norte na questão do preço por hectare, mais esta realidade deve mudar em breve. “O Nortão tem uma topografia menos privilegiada que Sorriso e região, mas o mercado externo está cada vez aumentando seu consumo, e os chineses, indianos precisam comer, e em algum lugar esta comida terá que ser produzida, acredito que o Nortão será a grande pedida para os próximos anos”, prevê o CEO.
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