O nome dado pelos autores a esta casa em Washington, nos EUA, não poderia ser mais apropriado: Barcode House, ou casa do código de barras, em português. O título vem da fachada, toda de vidro, recortada com dezenas de faixas de metal preto, que remetem ao símbolo presente em quase toda mercadoria comercializada no mundo hoje. Mas o projeto vai muito além do visual, um tanto devassado, porque se refere à cuidadosa ampliação de um predinho centenário, de tijolos aparentes.
Concluída neste ano, a obra do arquiteto David Jameson ocupa os fundos do terreno, em um antigo bairro residencial da capital americana. Seu mérito reside no interessante contraste entre a fragilidade das antigas paredes de alvenaria e a robustez do metal que sustenta o novo volume. O que dá unidade ao conjunto são as cores escuras de ambas as fachadas.
A estrutura independente tem quatro andares com funções distintas, conectados por uma caixa de escadas. No porão semienterrado fica o quarto. No térreo, onde está o acesso para o hall comum do edifício preexistente, fica a cozinha. O living ocupa o segundo andar. E sobre ele, o terraço ao ar livre funciona como solarium.
Internamente, porém, a nova casa respira claridade. Não apenas pelas peles de vidro, mas também pelo piso de madeira clara e pelos acabamentos brancos e brilhantes.
A decoração segue as linhas minimalistas da estrutura. Enquanto quarto, cozinha e terraço são ambientados com estruturas fixas, o living do segundo pavimento – principal ambiente da casa – esbanja personalidade com a poltrona CH445, de Hans J. Wegner – estampada em um provocativo padrão psicodélico -, os banquinhos E60, de Alvar Aalto, em madeira clara, e o recamier modernista, que dialoga com as hastes pretas de aço da fachada.

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