Até novembro de 2011, 85% dos imóveis novos vendidos em Goiânia custavam entre R$ 72 mil e R$ 129 mil, aponta levantamento da empresa de pesquisas imobiliárias Geoimovel, solicitado com exclusividade para a Folha.
José Aguiar/Folhapress
Vista aérea do lago dos Buritis, em Goiânia.
Em 2010, a proporção de imóveis classificados nas categorias "econômico" e "médio baixo" alcançava 90% dos vendidos.
Esse perfil de imóveis se explica pela facilidade do crédito para as classes mais baixas, analisa Ilézio Inácio Ferreira, presidente da Ademi-GO (associação de empresas do mercado imobiliário).
"Goiás passou muito tempo sem ter financiamento bancário para aquisição de imóveis. A principal alternativa era o autofinanciamento (direto com a construtora), o que restringia o acesso às classes mais favorecidas", relembra Ferreira.
Segundo ele, a tipologia dos mais vendidos são de dois e três quartos, entre 51 m² e 75 m². "Das 11 mil unidades de estoque, apenas 894 unidades têm acima de 130 m²", diz.
O preço médio da unidade na capital é de R$ 266,5 mil, segundo a pesquisa da Geoimovel.
DEMANDA AQUECIDA
Goiânia é uma das poucas exceções de crescimento do mercado imobiliário no Brasil: as vendas entre janeiro e agosto de 2011 foram 33% maiores do que no mesmo período do ano passado, segundo dados da Ademi-GO.
Os lançamentos também são numerosos: a capital ficou em quarto lugar do ranking das14 cidades pesquisadas, com 10.017 novas unidades lançadas em 2011, atrás apenas de São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba.
No entanto, o número foi menor que no ano passado, quando os lançamentos alcançaram 11.464 unidades.

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