quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Enfeite a parede gastando pouco

Casa.com - 

Quem disse que toalhas plásticas rendadas só podem ser usadas em mesas? E que garrafas pet e tubos de papelão que estruturam peças de tecido não têm função quando seu conteúdo acaba? Na edição belorizontina da mostra Morar Mais por Menos 2011, selecionamos ideias muito originais – além de econômicas e ecologicamente corretas – para que as paredes se tornem a sensação de sua casa.

Preços pesquisados em outubro de 2011, sujeitos a alteração.




Gustavo Xavier (MG)



 A arquiteta Tatiana Andrade inovou no Quarto do Bebê. Uma das superfícies tem como detalhe o trecho rendado de uma toalha plástica vendida por metro. “Calcular a extensão da faixa evita emendas na colocação”, alerta. A renda de plástico foi colada em uma chapa de madeira com cola multimateriais fixtudo (adespec), espalhada de modo homogêneo com uma espátula. “O produto seca rapidamente e pode ser passado também sobre a renda, pois é incolor”, explica a arquiteta. A mesma cola fixou a chapa na parede.

Gustavo Xavier (MG)



 A superfície oposta, pintada de Bege cevada (ref. 30YY 68/024, da coral), recebeu um adesivo no formato de ramo de árvore (casa encantada, r$ 260). Para os fuxicos – presos no galho com super Bonder (Henkel) –, há padrões variados de jacquard, alguns deles presentes no enxoval do quarto. “O ideal é que o tecido do fuxico não seja muito fino, pois a flor tem de armar um pouco”, ensina Tatiana. Já os passarinhos de porcelana (etna) foram aplicados com fita dupla face transparente (3m). Na limpeza, use pano úmido. os fuxicos podem ser retirados e colados novamente. “É preciso cuidado, pois há o risco de a tinta se soltar, já que a cola fixa bem”, avisa a moça.

Gustavo Xavier (MG)



 Tubos de papelão feitos para enrolar tecidos transformaram-se em um elegante revestimento no Quarto da Filha Estudante de Moda, projetado pelas arquitetas Renata Afonso e Rosane Guedes. “Escolhemos dois diâmetros. Atrás da cama, os tubos têm 7,6 cm. Já na área mais alta, 5 cm”, diz Renata. Com 1,90 m de comprimento, são limitados por um requadro de madeira. “Esse arremate faz a diferença no acabamento”, ressalta a arquiteta. Os canudos foram pintados individualmente com uma demão de tinta. Os pretos levaram acrílico fosco (Coral), e os dourados, tinta spray da Colorgin. Após um dia de secagem, os tubos já podem ser colados – diretamente na parede ou sobre uma chapa de madeira – com silicone, que vem em tubo com bico aplicador. “Comece de baixo para cima”, indica Renata. Aqui, fixados em uma estrutura de madeira, eles ficam levemente distanciados da parede, o que permitiu embutir a iluminação acima da cama e formar um suporte para objetos.

Gustavo Xavier (MG)



 A execução dá trabalho, mas não se pode negar que a trama transparente feita de flores de plástico encheu de charme a parede da janela. “Cortamos as garrafas pet de 500 ml com tesoura mesmo. Para que os fundos fiquem retinhos, é preciso ter paciência e atenção, mas não é difícil”, comenta Renata, explicando que deixaram as peças com cerca de 4 cm de espessura. As profissionais aproveitaram pins plásticos – aqueles fios que prendem etiquetas de preço em roupas, encontrados em lojas especializadas – para unir as flores. “Usamos uma pistola aplicadora, que é vendida junto”, conta Renata. Com os pins, fica assegurada a mesma distância entre as peças, que são presas em quatro pontos, na diagonal.

Gustavo Xavier (MG)



 Para pendurar a trama, entrou em cena o tradicional sistema de trilho fixado no teto. Na fileira mais alta de flores, em vez dos pins, foram colocados os rodízios, que vão correr no trilho. “É um trabalho delicado. Não se pode puxar a cortina com força”, alerta Renata. Na hora da limpeza, o melhor é retirar a peça e lavá-la com água e sabão.
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