A disparidade é ainda maior no acumulado de 12 meses, quando houve uma alta de 25% no geral, mas, em Salvador, foi de 6%. O preço médio do metro quadrado, pesquisado pelo FipeZAP foi de R$ 6.120, variando entre R$ 3.514, na capital baiana, e R$ 7.936, no Distrito Federal.
De acordo com o coordenador do FipeZap, o economista Eduardo Zylberstajn, os preços de imóveis não estão caindo, mas a cada mês sobem num ritmo menor. Para ele, apesar da indicação de estabilização de preço no País, o nível de aumento dos valores de imóveis ainda deve ser considerado relevante.
Brasília apresenta o preço médio mais caro: R$ 7.936. Mas o Rio de Janeiro segue como o mercado imobiliário mais inflacionado do País, com alta de 1,7% dos imóveis em novembro. O bairro do Leblon apresenta-se como o mais valorizado. O metro quadrado na região é o mais caro do Brasil. Já ultrapassa R$ 17 mil. Mas, mesmo na capital fluminense é possível constatar a desaceleração, já que o avanço em 12 meses era de 40% em outubro e recuou para 37% no mês passado.
Ao lado do Rio, apenas São Paulo teve alta superior à média do indicador, de 1,7%. Na capital paulista, os preços médios são bem inferiores aos do Rio de Janeiro e Distrito Federal. No Ibirapuera e na Vila Nova Conceição, bairros que hoje podem ser considerados os mais nobres da cidade, o metro quadrado custa em média R$ 9.354 - algo ainda modesto diante dos preços cariocas.
Além das capitais paulista e fluminense, só em Belo Horizonte (+1,4%) e Recife (+1%) os preços subiram na casa do 1%. Para Zylberstajn, isso confirma que em outras praças o grau de desaceleração está mais avançado. Mas como São Paulo e Rio são os dois maiores mercados imobiliários do País, os valores costumam ter maior variação, o que puxa para cima o índice. (com informações de agências)

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