G1 -
O valor do metro quadrado passou de R$ 1 mil para R$ 2,8 mil, em oito anos.
Oferta para apartamentos de um quarto corresponde a 69% das opções.
A Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado (Ademi) e o jornal Gazeta do Povo são os responsáveis pelo estudo, que ouviu 1084 pessoas.
“A explicação do metro quadrado era uma demanda reprimida que a cidade tinha. De 1998 a 2003 praticamente foram nulos os lançamentos em Curitiba e isso criou uma demanda natural na cidade que está sendo atendida agora pelo mercado imobiliário”, justificou Gustavo Celig, presidente da Ademi.
De acordo com o estudo, os imóveis mais procurados são aqueles que custam de R$ 120 mil a R$ 300 mil. O Perfil Imobiliário indicou ainda que nove em cada dez entrevistados têm o intuito de adquirir uma residência menor e na região central da capital. A oferta de apartamentos menores corresponde a 69% das opções. Em 2003 a participação destes imóveis era de 36%.
Em busca de comodidade, o servidor público Marcel da Silva vai trocar um apartamento mais espaçoso em um bairro da cidade para morar em um mais compacto na região central. Segundo ele, o trânsito está cada vez mais complicado e o centro oferece uma melhor estrutura. “Para que eu possa aposentar o carro, pelo menos dar uma boa aliviada”, disse Marcel da Silva.
O servidor acredita que morar perto do trabalho pode refletir em uma melhor qualidade de vida, uma vez que terá mais tempo livre.
A busca por apartamentos menores está atrelada também ao público jovem, que está comprando a casa própria mais cedo, antes dos 30 anos. “Eles buscam imóvel menor, porque geralmente são solteiros ou recém-casados, e buscam uma localização privilegiada”, afirmou Celig.

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