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Creci aconselha que visita a residências seja acompanhada pela imobiliária
Uma nova modalidade de crime tem deixado os donos de imobiliárias de São Carlos atentos com os supostos clientes interessados em alugar ou comprar um imóvel. Depois de retirar as chaves para fazer uma visita de reconhecimento, os criminosos vão até o local para furtar objetos, como chuveiros, fechaduras, portas e torneiras. A prática força as empresas a mudar o tratamento aos clientes e preocupa os donos de imóveis.“Já tive dois imóveis furtados por criminosos deste tipo”, reclama um morador de São Carlos, que não quis se identificar. Segundo ele, parte da culpa desses crimes é dos próprios corretores. “Se eles acompanhassem o interessado durante à visita ao imóvel, isso não aconteceria”, afirmou.
Acompanhar a visita é uma atitude recomendada pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci), já que a prática está incluída no Código de Ética da Profissão. “Não é possível o corretor cumprir esta lei de mostrar o imóvel e esclarecer com eficiência sem estar presente no momento da visita”, diz o delegado Daniel Vilani.
Quem se sentir lesado com o crime deve procurar a sede do Creci. O código de ética também estabelece que o corretor pode responder civil e penalmente por atos profissionais danosos ao cliente, se estes tenham sido causados por imperícia, imprudência, negligência ou infrações éticas.
PM
Outra recomendação para evitar estes atos criminosos é a constante troca do segredo da chave, sempre que o imóvel for visitado com muita freqüência por clientes diferentes. Segundo a Polícia Militar (PM), a prática é recomendável também quando a pessoa se mudar.
Segundo apuração da PM, não há estatísticas sobre o crime. Os furtos são feitos sem arrombamento, uma vez que as chaves estão sob posse do criminoso.

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