AGÊNCIA BOM DIA -
Antes de comprar, é preciso ter recursos para dar a entrada e garantir parcelas de financiamento menores
“O ambiente nunca esteve tão propício para comprar um imóvel. Há opções de financiamento em abundância e as parcelas estão acessíveis”, afirma Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP (Sindicato da Habitação). A frase seria perfeita, não fosse o que vem em seguida: “Desde que o comprador tenha uma parte do valor da casa ou apartamento para dar de entrada”.
Por melhores que sejam as opções de financiamento, o sinal ainda é um ponto fundamental na hora de optar por continuar no aluguel ou investir na compra. “Às vezes, vale a pena pagar aluguel para ir juntando o dinheiro para a entrada. O ideal é ter pelo menos entre 30% e 50% do valor do imóvel”, aconselha Cláudio Carvajal Júnior, professor dos cursos de Administração da Fiap.
Além da entrada, outra questão que merece atenção é o prazo do contrato de financiamento. Segundo Celso, as melhores opções são os parcelamentos entre 10 e 15 anos. “Acima disso, só se o comprador realmente não tiver condições de arcar com parcelas maiores”, diz.
E não adianta verificar apenas os financiamentos oferecidos pela Caixa Econômica Federal. “Não é porque o banco é público que ele é mais barato. Vale a pena comparar as taxas das outras instituições”, diz José Augusto Viana Neto, presidente do Creci-SP (Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo).
FINANCIAMENTO/ Mesmo com uma reserva para dar entrada em um imóvel, algumas pessoas optam por continuar no aluguel por medo do que pode ocorrer durante os anos do financiamento. E se for preciso mudar? É possível vender o imóvel, mesmo que ele não esteja quitado?
“É possível, mas não vale a pena porque as taxas de um novo contrato são altas. A pessoa acaba perdendo dinheiro”, opina Viana Neto. “Aqueles que fazem um financiamento de curto prazo, como cinco anos, e têm de se mudar, também precisam pensar que, nesse caso, as parcelas que o possível comprador terá de assumir são altas e nem todos têm condições de pagá-las”, conclui.
Já Petrucci tem uma opinião diferente. “Não vejo perdas. Com o país crescendo, a tendência é de que os imóveis continuem se valorizando. Assim, a pessoa vai simplesmente repassar a dívida”, diz o economista. Valorização foi, por sinal, a palavra-chave do setor imobiliário nos últimos anos. Veja no quadro da página 3 a comparação de preços de aluguel e casa própria em cidades do estado.
Entre o 1º semestre de 2010 e o 1º semestre de 2011, o preço médio geral do metro quadrado das casas e apartamentos subiu 20,7% no estado, de R$ 2.351,65 para R$ 2.838,35, enquanto o aluguel passou de R$ 969 para R$ 1.157,46, uma alta de 19,45%. Mas, se subiu tanto, por que valeria a pena comprar um imóvel em 2012?
“Os imóveis já estão com preços muito elevados para continuarem subindo. Em alguns nichos, os valores podem até mesmo cair, desde que não ocorram reviravoltas na economia do país”, diz Carvajal Júnior. Continua na dúvida? “Construir é sempre um bom negócio. Dá dor de cabeça e é trabalhoso, mas a economia pode chegar a até 50%”, diz Viana Neto.
Índice do aluguel mostra deflação em fevereiro
Queda foi verificada na primeira prévia de fevereiro, de acordo com Fundação Getúlio Vargas
Flávia Villela
Agência Brasil
O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), que serve de base para reajustes de aluguel, variou -0,1%, na primeira prévia de fevereiro, frente a -0,01% no mesmo período de janeiro. De acordo com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), que divulgou os dados do índice, apesar da tendência de queda, a taxa registra alta de 3,39% no acumulado dos últimos 12 meses.
Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) apresentou aumento na taxa, passando de 0,1%, na primeira prévia de janeiro, para 0,95% no mesmo período de fevereiro.
O item materiais, equipamentos e serviços registrou variação de 0,42%. No mês anterior, a taxa foi 0,19%. O custo da mão de obra variou 1,48%, no primeiro decêndio de fevereiro. Na apuração referente ao mesmo período do mês anterior, o índice não registrou variação.
Alugar ou comprar?
O aluguel vale a pena quando: Não se pretende passar muitos anos no imóvel; ainda não se tem uma reserva de capital para dar entrada em uma casa ou apartamento próprio; o preço da parcela dos financiamentos consultados ultrapassar 30% da renda líquida.
Comprar o imóvel é um bom negócio quando: Há uma poupança com pelo menos 30% do valor do imóvel reservada para a entrada (quanto maior for o sinal, menor será o total a ser financiado e, portanto, os juros pagos ao longo dos anos) e as parcelas dos financiamentos de até 15 anos não comprometem mais do que 30% da renda líquida.
ALUGAR
“Se sei que vou passar poucos anos na cidade, não preciso comprar. É melhor alugar”, Cláudio Carvajal, Professor de Administração na Fiap.
Por melhores que sejam as opções de financiamento, o sinal ainda é um ponto fundamental na hora de optar por continuar no aluguel ou investir na compra. “Às vezes, vale a pena pagar aluguel para ir juntando o dinheiro para a entrada. O ideal é ter pelo menos entre 30% e 50% do valor do imóvel”, aconselha Cláudio Carvajal Júnior, professor dos cursos de Administração da Fiap.
Além da entrada, outra questão que merece atenção é o prazo do contrato de financiamento. Segundo Celso, as melhores opções são os parcelamentos entre 10 e 15 anos. “Acima disso, só se o comprador realmente não tiver condições de arcar com parcelas maiores”, diz.
E não adianta verificar apenas os financiamentos oferecidos pela Caixa Econômica Federal. “Não é porque o banco é público que ele é mais barato. Vale a pena comparar as taxas das outras instituições”, diz José Augusto Viana Neto, presidente do Creci-SP (Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo).
FINANCIAMENTO/ Mesmo com uma reserva para dar entrada em um imóvel, algumas pessoas optam por continuar no aluguel por medo do que pode ocorrer durante os anos do financiamento. E se for preciso mudar? É possível vender o imóvel, mesmo que ele não esteja quitado?
“É possível, mas não vale a pena porque as taxas de um novo contrato são altas. A pessoa acaba perdendo dinheiro”, opina Viana Neto. “Aqueles que fazem um financiamento de curto prazo, como cinco anos, e têm de se mudar, também precisam pensar que, nesse caso, as parcelas que o possível comprador terá de assumir são altas e nem todos têm condições de pagá-las”, conclui.
Já Petrucci tem uma opinião diferente. “Não vejo perdas. Com o país crescendo, a tendência é de que os imóveis continuem se valorizando. Assim, a pessoa vai simplesmente repassar a dívida”, diz o economista. Valorização foi, por sinal, a palavra-chave do setor imobiliário nos últimos anos. Veja no quadro da página 3 a comparação de preços de aluguel e casa própria em cidades do estado.
Entre o 1º semestre de 2010 e o 1º semestre de 2011, o preço médio geral do metro quadrado das casas e apartamentos subiu 20,7% no estado, de R$ 2.351,65 para R$ 2.838,35, enquanto o aluguel passou de R$ 969 para R$ 1.157,46, uma alta de 19,45%. Mas, se subiu tanto, por que valeria a pena comprar um imóvel em 2012?
“Os imóveis já estão com preços muito elevados para continuarem subindo. Em alguns nichos, os valores podem até mesmo cair, desde que não ocorram reviravoltas na economia do país”, diz Carvajal Júnior. Continua na dúvida? “Construir é sempre um bom negócio. Dá dor de cabeça e é trabalhoso, mas a economia pode chegar a até 50%”, diz Viana Neto.
Índice do aluguel mostra deflação em fevereiro
Queda foi verificada na primeira prévia de fevereiro, de acordo com Fundação Getúlio Vargas
Flávia Villela
Agência Brasil
O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), que serve de base para reajustes de aluguel, variou -0,1%, na primeira prévia de fevereiro, frente a -0,01% no mesmo período de janeiro. De acordo com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), que divulgou os dados do índice, apesar da tendência de queda, a taxa registra alta de 3,39% no acumulado dos últimos 12 meses.
Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) apresentou aumento na taxa, passando de 0,1%, na primeira prévia de janeiro, para 0,95% no mesmo período de fevereiro.
O item materiais, equipamentos e serviços registrou variação de 0,42%. No mês anterior, a taxa foi 0,19%. O custo da mão de obra variou 1,48%, no primeiro decêndio de fevereiro. Na apuração referente ao mesmo período do mês anterior, o índice não registrou variação.
Alugar ou comprar?
O aluguel vale a pena quando: Não se pretende passar muitos anos no imóvel; ainda não se tem uma reserva de capital para dar entrada em uma casa ou apartamento próprio; o preço da parcela dos financiamentos consultados ultrapassar 30% da renda líquida.
Comprar o imóvel é um bom negócio quando: Há uma poupança com pelo menos 30% do valor do imóvel reservada para a entrada (quanto maior for o sinal, menor será o total a ser financiado e, portanto, os juros pagos ao longo dos anos) e as parcelas dos financiamentos de até 15 anos não comprometem mais do que 30% da renda líquida.
ALUGAR
“Se sei que vou passar poucos anos na cidade, não preciso comprar. É melhor alugar”, Cláudio Carvajal, Professor de Administração na Fiap.

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