O ambiente econômico brasileiro é positivo, enquanto o crescimento das empresas do setor deverá ser moderado, uma vez que as margens continuarão pressionadas pelo aumento dos custos com empregados, apontaram os analistas Guilherme Rocha e André Rezende do banco.
Para os analistas, as empresas devem registrar alta de 22% nos lançamentos em 2011, frente ao registrado no ano anterior, enquanto suas margens operacionais permanecerão pressionadas também pelos atrasos nos projetos e excessos orçamentários. Além disso, eles alertam que o mercado tem sido muito otimista, já que as estimativas de ganhos do Credit Suisse foram 11% abaixo do consenso em 2011 e 7% abaixo em 2012.
Contudo, o banco vê alguns catalisadores no curto prazo para o bom desempenho das ações da companhia do setor imobiliário, projetando um P/BV (Preço/Book Value) de 1,4 vez e P/L (Preço dos ativos/Lucro) de 9,2 vezes em 2011. Além disso, eles recomendam que os investidores acompanhem de perto o ponto de inflexão da inflação.
Tendo em vista o cenário macroeconômico, Rocha e Rezende apontaram também que após a recente pressão inflacionária e aumento das taxas de juros, a demanda por imóveis deve continuar saudável no País, com o aumento do salário mínimo brasileiro, baixa taxa de desemprego e melhora no sentimento do consumidor.
Para o Credit Suisse, tendo em vista esses pontos, as empresas que mais deverão se destacar em um ambiente mais desafiador, serão: PDG Reaty (PDGR3), Brookfield (BISA3), Tecnisa (TCSA3), Even (EVEN3), Direcional (DIRR3) e Brasil Brokers (BBRK3).

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