quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Situação atual dos negócios derruba índice de Confiança da Construção

Pense Imóveis - 

Sondagem Conjuntural do Setor da Construção mostra que, apesar de negativa, a queda de 8,7% do ICST mostra uma evolução favorável do indicador





O Índice de Confiança da Construção (ICST), calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), registrou queda de 8,7% no trimestre encerrado a janeiro de 2012, em comparação ao mesmo período de 2011.

De acordo com os dados divulgados nesta quinta-feira, 9 de fevereiro, pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (IBRE/FGV) em parceria com o Banco Central, o recuo de 8,7% é, no entanto, inferior à queda de -9,9% registrada em dezembro de 2011 na mesma base de comparação.

A situação atual dos negócios foi o que mais contribuiu para a queda de 8,7% do ICST. Das 720 empresas consultadas na Sondagem Conjuntural do Setor da Construção, 34,6% consideraram a situação atual como boa, contra 48,4%, no mesmo período de 2011; enquanto 9,7% a consideraram ruim (contra 5,4%).

A variação interanual do Indicador Trimestral de Confiança foi, em janeiro, a menor da série iniciada em setembro passado. O índice médio do trimestre ficou em 126,9 pontos, contra 139,0 pontos em janeiro de 2011.

Em bases interanuais, os destaques positivos foram os grupos Preparação do Terreno, com variação de -1,0%, no trimestre findo em janeiro de 2012, ante -5,8%, em dezembro de 2011; e Construção de Edifícios e Obras de Engenharia, com variação de -9,5%, ante -11,4%. No sentido contrário, o segmento de Obras de Infraestrutura para Engenharia Elétricas e para Telecomunicaçõesregistra -9,0%, em janeiro contra -3,2% no trimestre findo em dezembro; nos mesmos períodos, as taxas de Obras de Acabamento foram de -5,4% e -1,9%, respectivamente.

Na margem, houve avanço mais expressivo do Índice da Situação Atual (ISA-CST) que do Índice de Expectativas (IE-CST). Entre dezembro e janeiro, a variação interanual trimestral do ISA-CST passou de -12,8% para -11,5%; no mesmo período, o IE-CST passou de -7,1% para -6,1%.

O quesito tendência dos negócios para os próximos seis meses foi o que mais influenciou na redução do IE-CST, no trimestre terminado em janeiro: a expectativa de melhora nos negócios passou de 53,9%, no mesmo período de 2011, para 46,2%. O contingente que espera piora, por sua vez, pulou de 2,4% para 4,6%.

Entenda a pesquisa
A Sondagem Conjuntural da Construção serve ao monitoramento e antecipação de tendências econômicas, com base em informações prestadas por empresas do setor. O levantamento inclui desde as empresas que lidam com edificações residenciais e comerciais até as que atuam em grandes empreendimentos de infraestrutura. A Sondagem serve de subsídio à análise de conjuntura e à tomada de decisões por governos e setor privado.

O Índice de Confiança da Construção (ICST), por sua vez, representa a média aritmética de dois indicadores: o Índice da Situação Atual (ISA-CST) e o Índice de Expectativas (IE-CST).

O ISA-CST é representado pela média aritmética do quesitos Situação Atual dos Negócios e Evolução Recente da Atividade. O IE-CST representa a média aritmética dos indicadores dos quesitos Tendência dos Negócios nos Seis Meses Seguintes e Demandas Previstas nos Três Meses Seguintes.
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