sexta-feira, 9 de março de 2012

A escolha do tipo de apartamento

Diário de Pernambuco -

Construtoras calculam desde o tamanho da área até a viabilidade do projeto para definir o empreendimento


Consumidores que têm o hábito de acompanhar o setor imobiliário devem ter percebido, nos últimos tempos, o surgimento de produtos mais compactos, os chamados "home service". Boa Viagem e Casa Forte foram pioneiras neste tipo de projeto. Mas eis que bairros como Graças e Boa Vista despertaram o interesse de construtoras na criação dos "studios", mesmo em terrenos maiores. Definir o tipo de empreendimento, se mais amplo ou menos robusto, é um dos pontos-chave das construtoras para vender bem um produto. Afinal, os custos da construção vão recair no bolso de quem vai pagar pelo imóvel.

Um exemplo desse fenômeno é o edifício Graças Studio Prime, que a construtora Carrilho está erguendo na Rua da Amizade, nas Graças. O terreno do residencial compacto mede 1.810,56 metros quadrados e poderia ter "rendido" uma obra com plantas um pouco mais vastas (as dimensões dos imóveis variam entre 32,3 e 34 metros quadrados). São 104 apartamentos divididos em 13 pavimentos tipo. Vale lembrar que o projeto terá serviços diferenciados, alguns agregados ao pacote de compra do imóvel.

Construtora Carrilho optou por home service no projeto Graças Studio Prime (Augusto Freitas/DP/DA Pres)
Construtora Carrilho optou por home service no projeto Graças Studio Prime


"Se erguesse um produto com 60 apartamentos maiores seria inviável do ponto de vista de vendas. Uma área de venda maior torna o projeto mais competitivo no mercado. Hoje, o valor médio do metro quadrado de um 'três quartos' é entre $R 4,6 mil e R$ 5 mil, abaixo do %u2018studio%u2019, entre R$ 6 mil e R$ 6,5 mil", revela Antônio Carrilho, diretor da construtora.

Segundo ele, o ideal é criar um produto cujo preço global englobe o tamanho construtivo. Garagens, nestes casos, fazem uma diferença considerável na construção e venda do imóvel. Pudera. Em projetos de duas unidades por andar, em tese, gasta-se menos com redes hidráulica e elétrica, elevadores e garagens (esta última com demanda maior nos projetos tipo "studio").

Se o construtor, conforme a área do terreno, dobra o número de unidades, supõe-se que o custo aumentará. "Sem falar nas despesas com engenheiros, vigilantes, documentação, entre outros, que interferem no valor final do imóvel", diz Carrilho. "O que pode encarecer mais alguns produtos são áreas molhadas (cozinha, banheiros e serviço), elevadores e garagens, considerando a mesma área de laje. Mas os custos são complexos e dependem de variáveis, como região e necessidade do mercado", completa José Antônio Simon, vice-presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Pernambuco (Sinduscon-PE).
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