Quando a decisão da compra está tomada, é preciso observar alguns pontos para que o desconto não se converta em custo mais tarde.
Uma dica importante é dar uma entrada pequena para não perder dinheiro caso haja problema com a obra ou com a construtora, segundo José Geraldo Tardin, presidente do Ibedec (Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo).
Ilustração Pablo Meyer
Em cenários "liquida-tudo", é melhor manter o "desconfiômetro" ligado. "O ideal é não comprometer mais que 20% do orçamento familiar com a primeira parcela, bem como não assumir parcelas intermediárias superiores a 20% da renda mensal", afirma.
Outra recomendação é verificar a documentação. "Pesquise no site da prefeitura se o imóvel tem o Habite-se [autorização de ocupação]", diz João Bosco Brito, assessor jurídico da AMSPA (Associação dos Mutuários de São Paulo e Adjacências).
Pesquisar em sites da Receita Federal, do Ministério da Previdência e de reclamações de consumidores para checar se a empresa é idônea e cumpre prazos é fundamental.
Estar atento à economia é outro modo de se precaver. O governo estuda atrelar o rendimento da poupança à Selic para que ela renda em torno de 4,5% ao ano -hoje rende cerca de 6%.
"Isso poderá ser um desestímulo ao poupador, que deixa de consumir para guardar para um imóvel. Se o rendimento ficar muito baixo, ele poderá preferir consumir e, assim, prejudicará a queda dos juros, porque isso impactará a inflação", diz Manuel Enriquez Garcia, presidente da OEB (Ordem dos Economistas do Brasil).

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