terça-feira, 10 de abril de 2012

Caixa deixa de fora crédito imobiliário do corte de juro

Agência Estado -

 
O fi­nan­ci­a­mento imo­bi­liário ficou de fora do pro­grama de corte de juros anun­ciado nesta se­gunda-feira pela Caixa Econô­mica Fe­deral. O pre­si­dente do banco, Jorge He­reda, ar­gu­mentou que o seg­mento já tem mar­gens muito pe­quenas.

O banco es­pera li­berar no fi­nan­ci­a­mento ha­bi­ta­ci­onal entre R$ 90 bi­lhões a R$ 100 bi­lhões este ano, acima dos R$ 80 bi­lhões do ano pas­sado. No pri­meiro tri­mestre, foram li­be­rados R$ 21 bi­lhões, au­mento de 40% em re­lação ao inicio de 2011. Des­con­tando as li­nhas do seg­mento Minha Casa, Minha Vida, a ex­pansão foi de 31%.

He­reda des­tacou que o seg­mento, de­pois de crescer a taxas muito ele­vadas nos úl­timos anos, está agora se ex­pan­dindo em ní­veis mais sus­ten­tá­veis. 'Teve ano que cresceu 60%, isso não é sus­ten­tável.'

Es­tra­tégia

He­reda mi­ni­mizou a in­fluência po­lí­tica na to­mada da de­cisão de baixar os juros. 'Não existe ne­nhuma ati­tude que não tenha am­paro em aná­lise de ní­veis de risco e ina­dim­plência', afirmou. 'É uma es­tra­tégia de ne­gó­cios. Não foi ne­nhuma ati­tude im­pen­sada ou po­pu­lista.'

Ele des­tacou que o banco vai manter a ren­ta­bi­li­dade e es­pera que o lucro em 2012 seja pelo menos igual ao do ano pas­sado, que ficou em R$ 5,2 bi­lhões. Sobre a ina­dim­plência, o exe­cu­tivo des­tacou que ela está con­tro­lada e que pode até subir com a nova es­tra­tégia, mas nada que pre­o­cupe o banco.

A Caixa, se­gundo ele, de­sen­volveu mo­delos de risco de alto nível. 'A Caixa vai pular na frente (dos con­cor­rentes)' disse. A ex­pec­ta­tiva do banco é que a car­teira de cré­dito cresça mais de 30% este ano.

A Caixa re­duziu juros na pessoa fí­sica em seg­mentos como cré­dito con­sig­nado, car­tões, veí­culos e fi­nan­ci­a­mento ao con­sumo. Nos car­tões, o banco baixou as taxas em 40% no ro­ta­tivo (fi­nan­ci­a­mento da fa­tura). O banco também anun­ciou o lan­ça­mento do pro­duto Cartão Azul Caixa, com juro de 2,85% ao mês para cli­entes que re­cebem sa­lário no banco pú­blico.

No con­sig­nado, He­reda des­taca que mesmo sendo o pro­duto com maior con­cor­rência no mer­cado e de me­nores mar­gens, o banco re­duziu os juros de 2,82% para 1,95% ao mês.
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