quarta-feira, 30 de maio de 2012

JP Morgan rebaixa recomendação de PDG, MRV e Gafisa

Valor Online - 

Companhias do setor precisam mostrar que seus respectivos modelos de negócios funcionam, afirma o banco de investimentos
O JP Morgan rebaixou as recomendações para as ações de PDG, MRV e Gafisa. Segundo o banco de investimentos, as companhias do setor precisam mostrar que seus respectivos modelos de negócios funcionam.

O JP Morgan considera Cyrela e MRV como top pick e cita, entre as razões para isso, que as duas incorporadoras possuem gestão forte e experiência de execução.

A recomendação da PDG foi rebaixada de overweight para neutral, considerando-se a falta de visibilidade em relação aos lucros, após os resultados do primeiro trimestre terem sido mais fracos que o esperado e do espaço para surpresas negativas nos próximos trimestres.

O banco cita que a PDG espera melhora de suas margens operacionais, nos próximos trimestres, mas ainda não quantificou o tamanho dos estouros de custos.

O JP rebaixou também a recomendação de MRV de overweight para neutral, em função dos resultados fracos recentes da companhia. Ainda que o quarto trimestre seja, usualmente, fraco para a MRV, com margens abaixo da média, a companhia apresentou, pela primeira vez, dois trimestres consecutivos com rentabilidade inferior à média.

A recomendação da Gafisa foi reduzida de neutral para underweight. O rebaixamento deve-se à falta de visibilidade de resultados, margens, geração de caixa e da potencial de diluição decorrente do pagamento da parcela remanescente de 20% aos antigos proprietários de Alphaville.

Segundo o banco, esse pagamento é a maior pendência referente à Gafisa, no momento. A conclusão da operação é esperada para os próximos meses. O pagamento poderá ser feito em dinheiro, ações ou projetos, ou ainda em uma mescla das três opções.

O banco manteve a recomendação de neutral para a Cyrela. Segundo o J.P., a incorporadora se beneficia da experiência de mais de 40 anos no setor do controlador, Elie Horn. A companhia foi uma das primeiras a identificar problemas de estouros de custos, principalmente na parcela terceirizada da construção, e fez mudanças apropriadas, de acordo com o JP.

Para a Rossi, a recomendação de neutral foi mantida. A sustentabilidade dos resultados da companhia continua sendo uma grande questão para investidores devido à fraca margem líquida, de apenas 2%, no primeiro trimestre, se excluído o impacto positivo da venda de terrenos. O banco cita que também tem havido pressão de despesas financeiras.
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