Custo de obra aumentou 6% no primeiro semestre, aponta levantamento.
Além de matériais, mão de obra ajudou a puxar esse reajuste.
Ficou mais caro construir, aponta um levantamento do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de São Paulo, que calculou o acumulado dos seis primeiros meses deste ano. O resultado apontou que o custo de uma obra ficou 6% mais alto, reajuste puxado pela variação do petróleo e do dólar.
Enquanto o concreto manteve o preço estável, outros produtos subiram bem mais que a inflação, que ficou em 3,2% no primeiro semestre. O aço usado nas estruturas das construções aumentou 8,5%.
Um outro fator que também interfere diretamente nas construções e ajudou a puxar esse aumento foi a mão de obra. Depois dos acordos coletivos, os salários este ano ficaram 8% maiores. Bom para quem recebe, mas pesado para quem paga, já que os reajustes nem sempre batem com as previsões iniciais da construção.
O presidente da Associação de Corretores de Imóveis de Rio Claro (SP), Vail Antônio Schio, não espera uma crise para o setor no segundo semestre. “Vai aumentar o preço do imóvel, mas vai continuar vendendo e terá uma procura normal”, analisa.“
Às vezes, tem algumas surpresas no caminho. Então tem que refazer uma programação em função de alguns aumentos surpresas, mas isso é comum na construção civil”, diz Marcelo do Rego, coordenador de obra.
Já o economista Léo Carrilli acredita em desaquecimento e redução nos lucros. “O resultado que eles tinham no curto prazo vai demorar entre um e três anos para poder realizar o mesmo percentual de lucro que eles tiveram no passado”, avalia.

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