terça-feira, 14 de agosto de 2012

Construtora defende apartamento compacto por "funcionalidade"

Folha.com -

Com apartamentos cada vez menores, a questão levantada por muitos dos futuros compradores é saber se dá para viver com conforto mesmo em ambientes mais enxutos.

Não à toa, quem vivia em um apartamento antigo e vai mudar para um novo talvez se espante com o pequeno espaço oferecido em alguns dos lançamentos recentes em São Paulo.

Simon Plestenjak/Folhapress

Tatiana Criscione e Rafael Machado no apartamento de 36 m² onde moram, na Consolação


Luciano Radunz, engenheiro de obras da Requadra, que trabalha com apartamentos que medem de 28 metros quadrados a 50 metros quadrados, defende que não é apenas o tamanho que deve ser levado em conta, mas a funcionalidade e o aproveitamento maior do espaço.

"Um apartamento antigo pode ter 70 metros quadrados e só um banheiro, mas um menor e novo pode ter dois."

Segundo ele, itens em geral oferecidos pelos empreendimentos mais novos, como piscina e área de lazer, podem fazer a diferença em um condomínio.

"O fundamental é estudar muito o projeto de arquitetura. Não são quaisquer 30 metros quadrados que dão conforto."

Questionado sobre qual seria um "piso" para viver com conforto e habitabilidade, ele aponta que é possível chegar aos 20 metros quadrados com essas condições, mas que isso não está nos planos da Requadra.
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Um comentário:

Anônimo disse...

Como diria Bóris Casoy ... "É uma vergonha !" E brasileiros no desespero do sonho da casa própria vão alimentando essa indústria de caixas de sapato. O ser humano, como qualquer outro animal deprime-se e estressa. A oferta de piscinas e outros penduricalhos que só encarecem a taxa de condomínio é como a oferta de luzinhas e outros penduricalhos que a indústria automobilística vem fazendo aos tecnojecas tupiniquins... a pura reedição dos espelhos oferecidos aos índios. Pequenos apartamentos poderiam ser u a solução temporária para uma pessoa, mas nunca como morada definitiva, acho eu. Principalmente considerando a pequena fortuna exigida pelas construtoras. Mas enfim, na onda da oferta e procura e dentro de um mercado "bolhado" lá se vão os bois para seus microcurrais.

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