quinta-feira, 2 de agosto de 2012

O futuro (im)possível de Nova York


Casa Vogue - 

Criativos imaginam como a cidade será. Ou não


A cidade nasceu com um nome diferente do que tem hoje, foi por 5 anos capital federal dos Estados Unidos, figurou como principal porto da "terra das oportunidades", e é há mais de 2 séculos o maior centro urbano do país. As transformações que marcaram Nova York são grandes, mas poucas diante das que ainda estão por vir – mesmo que seja só na imaginação fértil de um grupo de criativos.

Por três meses, arquitetos, artistas e designers de 32 países inscreveram suas ideias visionárias, malucas e, na maioria das vezes, divertidas, para o futuro da metrópole, em um provocativo concurso chamado New York City Vision.
Anunciados neste mês, os vencedores mesclaram ironia, pragmatismo e poesia para desenhar um novo tempo. Em uma das propostas, os marcos arquitetônicos fogem de vergonha da cidade; em outra, o Central Park vira o único espaço cinza de NY. Dos 151 projetos recebidos, a organização ofereceu prêmios entre US$ 1.000 e US$ 2.000 a três grupos, e indicou mais oito para Menção Honrosa. Abaixo, selecionamos os 10 futuros mais instigantes imaginados para a Grande Maçã.
  (Foto: Divulgação)
1° lugar: The Beautiful Dump; de E. Giannakopoulou, S. Carera, H. Isola e M. Norzi
A visão de NY do cartunista Saul Steinberg (1914–1999) para a revista The New Yorker em 1976 inspirou o grupo vencedor a planejar o futuro da cidade. Mas em vez de um espaço idílico, visto da 9ª avenida, resta apenas uma redenção irônica para Manhattan: viver do lixo. Cobertos pelas camadas de resíduos, os arranhas-céus deixam de ser marcos da ilha para tornarem-se conduítes da energia limpa e renovável em 2076.aad
___________________________________________________________________________
  (Foto: divulgação)
2° lugar: Human Heritage Site; de E. Pieraccioli e C. GranatoOs muros protegem Manhattan da força dos mares e do aquecimento global que modificou o resto do planeta. Mesmo em um estado de quase-destruição, a cidade mantém-se viva na memória dos sobreviventes – ou seria sepultada?
____________________________________________________________________________
  (Foto: divulgação)
Prêmio Farm: Institute for Imagining New York; de Miles FujikiO prédio de paredes porosas que resiste até à especulação imobiliária é um espaço para que as pessoas troquem histórias, lembranças e experiências da cidade, sejam virtuais ou sociais. No futuro ou no passado, NY se rende à imaginação.
____________________________________________________________________________
  (Foto: divulgação)
Menção honrosa: Exodus… and the Great Adventures of the Manhattan Diaspora 2012; de J. Tigges, F. Segat, A. Menon e N. di Croce
Nessa proposta, os prédios mais famosos de NY desaparecem do mapa em barcos, dirigíveis e foguetes. Dispostos a achar um lugar melhor para viver, eles passeiam por novas cidades, outros países e até em Marte.
____________________________________________________________________________
  (Foto: divulgação)
Menção honrosa: Rezoning Manhattan; de F. FuriassiEm vez de o Central Park ser uma zona verde presa entre os edifícios, é a pequena faixa de concreto que fica isolada pela natureza de NY. A nova metrópole volta ao passado para aposentar de vez o termo "selva de pedra".
____________________________________________________________________________
  (Foto: divulgação)
Menção honrosa: New York: archeology of the present “continuous”; de A. Faoro e F. RizzettoO velho truque para ampliar ambientes com espelhos funciona também para Manhattan. A partir do verde do Central Park, a cidade redefine seu espaço e aponta um horizonte menos cinza para os cidadãos.
___________________________________________________________________________
  (Foto: divulgação)
Earth; de M. Moretti, M. Carratelli, N. Giacomino, L. Lunghi, E. Perfetto, L. Pianigiani e L. Pilati
No aniversário de 50 anos do ataque às torres gêmeas, uma espécie de líquido amniótico azul brota do solo de NY e encobre boa parte do globo. A substância viscosa mantém a cidade adormecida no passado, mas dá forças para as pessoas continuarem suas novas vidas.
__________________________________________________________________________
  (Foto: divulgação)
Grid; de S. Phongkitkaroon
Uma grade desenha no ar uma nova função para ruas e avenidas. Elas deixam de ser vias de carros para intercalar os quarteirões de prédios com as novas (e obrigatórias) zonas verdes de NY.
___________________________________________________________________________
  (Foto: divulgação)
Re-covering NY; de K. Byoung Woo, K. Jin Young, K. Joong Hee, J. Chol e Min
O sucesso começa abalar arranhas-céus e construções de endereços disputados de NY. Para evitar o colapso das estruturas físicas (e emocionais), arquitetos desenham uma nova configuração, com a cidade feita em camadas. Assim, a zona residencial, cultural, comercial e pública convivem no mesmo edifício, dividindo os andares – e o peso da fama.
__________________________________________________________________________
  (Foto: divulgação)
New tourist guide; de A. Angelelli, S. D’Eredità, A. Diacodimitri e F. Lato
De tão icônicos mundo afora, os monumentos de NY não pertencem mais à metrópole. Para não perder sua identidade, a cidade despacha para Cingapura seus antigos marcos e cria uma nova malha urbana.
Blog Widget by LinkWithin

Nenhum comentário:

Postar um comentário