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Criativos imaginam como a cidade será. Ou não
A cidade nasceu com um nome diferente do que tem hoje, foi por 5 anos capital federal dos Estados Unidos, figurou como principal porto da "terra das oportunidades", e é há mais de 2 séculos o maior centro urbano do país. As transformações que marcaram Nova York são grandes, mas poucas diante das que ainda estão por vir – mesmo que seja só na imaginação fértil de um grupo de criativos.
Por três meses, arquitetos, artistas e designers de 32 países inscreveram suas ideias visionárias, malucas e, na maioria das vezes, divertidas, para o futuro da metrópole, em um provocativo concurso chamado New York City Vision.
Anunciados neste mês, os vencedores mesclaram ironia, pragmatismo e poesia para desenhar um novo tempo. Em uma das propostas, os marcos arquitetônicos fogem de vergonha da cidade; em outra, o Central Park vira o único espaço cinza de NY. Dos 151 projetos recebidos, a organização ofereceu prêmios entre US$ 1.000 e US$ 2.000 a três grupos, e indicou mais oito para Menção Honrosa. Abaixo, selecionamos os 10 futuros mais instigantes imaginados para a Grande Maçã.
1° lugar: The Beautiful Dump; de E. Giannakopoulou, S. Carera, H. Isola e M. Norzi
A visão de NY do cartunista Saul Steinberg (1914–1999) para a revista The New Yorker em 1976 inspirou o grupo vencedor a planejar o futuro da cidade. Mas em vez de um espaço idílico, visto da 9ª avenida, resta apenas uma redenção irônica para Manhattan: viver do lixo. Cobertos pelas camadas de resíduos, os arranhas-céus deixam de ser marcos da ilha para tornarem-se conduítes da energia limpa e renovável em 2076.aad
A visão de NY do cartunista Saul Steinberg (1914–1999) para a revista The New Yorker em 1976 inspirou o grupo vencedor a planejar o futuro da cidade. Mas em vez de um espaço idílico, visto da 9ª avenida, resta apenas uma redenção irônica para Manhattan: viver do lixo. Cobertos pelas camadas de resíduos, os arranhas-céus deixam de ser marcos da ilha para tornarem-se conduítes da energia limpa e renovável em 2076.aad
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2° lugar: Human Heritage Site; de E. Pieraccioli e C. GranatoOs muros protegem Manhattan da força dos mares e do aquecimento global que modificou o resto do planeta. Mesmo em um estado de quase-destruição, a cidade mantém-se viva na memória dos sobreviventes – ou seria sepultada?
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Prêmio Farm: Institute for Imagining New York; de Miles FujikiO prédio de paredes porosas que resiste até à especulação imobiliária é um espaço para que as pessoas troquem histórias, lembranças e experiências da cidade, sejam virtuais ou sociais. No futuro ou no passado, NY se rende à imaginação.
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Menção honrosa: Exodus… and the Great Adventures of the Manhattan Diaspora 2012; de J. Tigges, F. Segat, A. Menon e N. di Croce
Nessa proposta, os prédios mais famosos de NY desaparecem do mapa em barcos, dirigíveis e foguetes. Dispostos a achar um lugar melhor para viver, eles passeiam por novas cidades, outros países e até em Marte.
Nessa proposta, os prédios mais famosos de NY desaparecem do mapa em barcos, dirigíveis e foguetes. Dispostos a achar um lugar melhor para viver, eles passeiam por novas cidades, outros países e até em Marte.
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Menção honrosa: Rezoning Manhattan; de F. FuriassiEm vez de o Central Park ser uma zona verde presa entre os edifícios, é a pequena faixa de concreto que fica isolada pela natureza de NY. A nova metrópole volta ao passado para aposentar de vez o termo "selva de pedra".
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Menção honrosa: New York: archeology of the present “continuous”; de A. Faoro e F. RizzettoO velho truque para ampliar ambientes com espelhos funciona também para Manhattan. A partir do verde do Central Park, a cidade redefine seu espaço e aponta um horizonte menos cinza para os cidadãos.
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Earth; de M. Moretti, M. Carratelli, N. Giacomino, L. Lunghi, E. Perfetto, L. Pianigiani e L. Pilati
No aniversário de 50 anos do ataque às torres gêmeas, uma espécie de líquido amniótico azul brota do solo de NY e encobre boa parte do globo. A substância viscosa mantém a cidade adormecida no passado, mas dá forças para as pessoas continuarem suas novas vidas.
No aniversário de 50 anos do ataque às torres gêmeas, uma espécie de líquido amniótico azul brota do solo de NY e encobre boa parte do globo. A substância viscosa mantém a cidade adormecida no passado, mas dá forças para as pessoas continuarem suas novas vidas.
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Grid; de S. Phongkitkaroon
Uma grade desenha no ar uma nova função para ruas e avenidas. Elas deixam de ser vias de carros para intercalar os quarteirões de prédios com as novas (e obrigatórias) zonas verdes de NY.
Uma grade desenha no ar uma nova função para ruas e avenidas. Elas deixam de ser vias de carros para intercalar os quarteirões de prédios com as novas (e obrigatórias) zonas verdes de NY.
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Re-covering NY; de K. Byoung Woo, K. Jin Young, K. Joong Hee, J. Chol e Min
O sucesso começa abalar arranhas-céus e construções de endereços disputados de NY. Para evitar o colapso das estruturas físicas (e emocionais), arquitetos desenham uma nova configuração, com a cidade feita em camadas. Assim, a zona residencial, cultural, comercial e pública convivem no mesmo edifício, dividindo os andares – e o peso da fama.
O sucesso começa abalar arranhas-céus e construções de endereços disputados de NY. Para evitar o colapso das estruturas físicas (e emocionais), arquitetos desenham uma nova configuração, com a cidade feita em camadas. Assim, a zona residencial, cultural, comercial e pública convivem no mesmo edifício, dividindo os andares – e o peso da fama.
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New tourist guide; de A. Angelelli, S. D’Eredità, A. Diacodimitri e F. Lato
De tão icônicos mundo afora, os monumentos de NY não pertencem mais à metrópole. Para não perder sua identidade, a cidade despacha para Cingapura seus antigos marcos e cria uma nova malha urbana.
De tão icônicos mundo afora, os monumentos de NY não pertencem mais à metrópole. Para não perder sua identidade, a cidade despacha para Cingapura seus antigos marcos e cria uma nova malha urbana.

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