Isso porque, segundo os pesquisadores, a demanda por ar-condicionado no mundo será oitos vezes maior até 2050 --se o ritmo seguir o do consumo atual.
Os números apontam também um problema no fornecimento de energia elétrica. Até 2020, as expectativas são de que a China ultrapasse os Estados Unidos no consumo de energia elétrica para refrigeração. Em 2010, 50 milhões de refrigeradores foram vendidos só na China. A estimativa é que o índice duplique no país até 2015.
SEM VENTILAÇÃO NATURAL
Para a engenheira Celia Sapucahy, do SEESP (Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo), a procura crescente pelo sistema de refrigeração pode estar ligada à estrutura das construções modernas.
"Hoje o uso de materiais como o vidro, o concreto e a cerâmica na estrutura das paredes permite uma maior troca de temperatura com o ambiente externo. Os empreendimentos antigos, de estrutura de barro, demoram para absorver os raios solares, o que permite um clima agradável por mais tempo, sem a necessidade do uso de ar-condicionado", afirma.
Para a especialista, o alto índice de aparelhos registrados nos Estados Unidos aponta ainda uma maior distribuição de renda no país. "No Brasil, o clima tropical poderia incentivar o uso da refrigeração, mas ainda é muito caro para o consumidor comprar o aparelho", diz.

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