| Substituir porteiros por vigilância eletrônica é tema polêmico em prédios, segundo o presidente da Associação Brasileira de Condôminos (Abcon), Helbert Silva |
O presidente da Associação Brasileira de Condôminos, Prestadores de Serviços, Empresas e Organizações Afins (Abcon), Helbert Silva, diz que é uma tendência a utilização de recursos eletrônicos nas mais diversas atividades. No entanto, ele faz um alerta: “É primordial reconhecer que segurança é uma questão social e, portanto, de grande complexidade. O simples fato de instalar recursos eletrônicos como solução para a segurança condominial é decisão simplória”, avalia.
De acordo com ele, instalar câmaras e interfones não impede o roubo ou outro ato ilícito, apesar de contribuir para solucionar o caso. “Substituir os porteiros por alternativas eletrônicas, consequentemente, é uma questão polêmica. Existem porteiros e porteiros. É preciso saber sobre o conceito, perfil, atribuições, qualificações, expectativas e objetivos relacionados à atividade”, pondera Helbert Silva.
Sendo assim, para avaliar a melhor alternativa para o condomínio, é necessária a elaboração de um plano de segurança para o ambiente, conforme o presidente da Abcon. “Considerando análise de riscos e vulnerabilidade, política de segurança, administração e monitoração da segurança, soluções corporativas, eventos de sensibilização e informações concernentes, plano de ação preventivo e corretivo, análise da responsabilidade civil do condomínio, entre outros.”
Helbert Silva ressalta que substituir porteiros por alternativas eletrônicas, ou utilizar ambos os recursos, não é uma simples decisão operacional. “É, antes de tudo, um estudo e decisão estratégicos. O que deve ser evitado é fazer uma simples comparação entre pessoas e equipamentos como solução definitiva”, diz.
AJUDA
Antes de decidir sobre a melhor solução, o presidente da Abcon diz que é fundamental pesquisar o tema e consultar especialistas em segurança. “Além de criar uma comissão de segurança no condomínio e realizar assembleias para tratar especificamente do assunto”, acrescenta Helbert.
Quando for deliberar sobre o assunto, é preciso entender que esta é, também, uma questão jurídica, que pode ou não ser relacionada à atribuição de responsabilidade ao condomínio ou ao loteamento fechado pelos danos afins. “O que deve ser detalhadamente observado e analisado antes da decisão”, adverte o presidente da Abcon.

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