Velocidade das vendas começa a cair, mas o alto preço do imóvel ainda resiste
Karine Tavares
RIO — O mercado imobiliário do Rio está em suspense. Os vendedores insistem em preços acima do valor de mercado. Mas os compradores já pensam duas vezes antes de pagar pelos imóveis. Fato é que, com a crise econômica mundial, o mercado dá sinais desconexos: corretores reclamam da redução no volume de negócios, mas, mesmo assim, acham que a valorização dos imóveis tem força para se sustentar. Analistas, por sua vez, registram fatores que identificam a bolha de preços.
— O preço dos imóveis subiu muito, alimentado por um único fator, o crédito fácil. E um sintoma de bolha que aparece agora são os valores dos aluguéis que, mesmo muito altos, não acompanharam essa alta de preço dos imóveis — analisa o economista William Eid Jr, da Fundação Getúlio Vargas (FGV).
Corretores preocupam-se com a velocidade das vendas, que começou o ano num ritmo mais lento do que o registrado no mesmo período de 2010. Especialmente na Zona Sul da cidade.
— Contrariando o mercado, que afirma que a liquidez na região é a maior da cidade, a velocidade de vendas caiu. Em Ipanema e Leblon, tivemos uma redução no nosso faturamento de 40% a 50% nos últimos dois meses — afirma Rubem Vasconcelos, presidente da Patrimóvel, para quem, a escassez na Zona Sul faz com que os imóveis estejam aumentando acima do que valem.
Johnny Guedes, diretor da Nova Aliança, faz análise para o médio prazo: vê fôlego para mais reajustes até 2016.
— Queda mesmo, só depois das Olimpíadas — aposta Guedes, apesar de também já ter observado desaceleração nas vendas. — Tinha muita gente no mercado, atrás de uma oportunidade de negócio. Isso diminuiu. Por isso, há preços que estão se estabilizando. Mas, até 2016, eles vão continuar oscilando positivamente.
— O preço dos imóveis subiu muito, alimentado por um único fator, o crédito fácil. E um sintoma de bolha que aparece agora são os valores dos aluguéis que, mesmo muito altos, não acompanharam essa alta de preço dos imóveis — analisa o economista William Eid Jr, da Fundação Getúlio Vargas (FGV).
Corretores preocupam-se com a velocidade das vendas, que começou o ano num ritmo mais lento do que o registrado no mesmo período de 2010. Especialmente na Zona Sul da cidade.
— Contrariando o mercado, que afirma que a liquidez na região é a maior da cidade, a velocidade de vendas caiu. Em Ipanema e Leblon, tivemos uma redução no nosso faturamento de 40% a 50% nos últimos dois meses — afirma Rubem Vasconcelos, presidente da Patrimóvel, para quem, a escassez na Zona Sul faz com que os imóveis estejam aumentando acima do que valem.
Johnny Guedes, diretor da Nova Aliança, faz análise para o médio prazo: vê fôlego para mais reajustes até 2016.
— Queda mesmo, só depois das Olimpíadas — aposta Guedes, apesar de também já ter observado desaceleração nas vendas. — Tinha muita gente no mercado, atrás de uma oportunidade de negócio. Isso diminuiu. Por isso, há preços que estão se estabilizando. Mas, até 2016, eles vão continuar oscilando positivamente.

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