IGP-M, índice que serve de base para o reajuste dos aluguéis, caiu pela metade em 2011. Isso significa alívio para alguns inquilinosO Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), o índice que serve de base para o reajuste dos aluguéis, caiu pela metade, este ano, se comparado com o ano passado.
“Todo ano é a mesma coisa, até mais. Cada ano que passa é mais”, diz a microempresária Margô Pereira
Quando se está apertado, a sensação é essa mesmo. Mas, de vez em quando, a vida fica mais barata. Ficou este mês. Um pouquinho.
O IGP-M, calculado pela fundação Getúlio Vargas, recuou 0,12% em dezembro. O IGP-M é um índice que varia bastante de um ano para o outro. Em 2011, ficou em 5,1% - bem mais baixo que o de 2010, 11,3%.
Por um lado, o IGP-M menor é visto com preocupação pelos economistas, porque reflete um desaquecimento da economia mundial em 2011. Por outro, é uma boa notícia para o não que vem, porque esse índice é usado para reajustar contas importantes.
O aumento anual das contas de luz considera o IGP-M. A maioria dos contratos de aluguel também.
"No ano passado o reajuste foi bem alto", conta a atendente Dalva dos Santos.
O próximo reajuste deve ser menor para quem já tiver um contrato em andamento.
"Aluguel é um item de custo de muitos negócios, em especial dos pequenos negócios. Menos aumento do aluguel significa uma menor pressão sobre os custos das pessoas que têm um pequeno mercado, que são cabeleireiros, barbeiros e mesmo médicos. Isso significa uma possibilidade de menores aumentos para os consumidores”, esclarece o economista Francisco Pessoa.
Para quem estiver no fim do contrato, a situação é bem diferente. Mesmo com o IGP-M mais baixo, o que vale na hora da renovação é a lei do mercado.
“É neste momento que a maioria dos proprietários aproveita para pedir valores absurdamente altos”, diz José Augusto Viana Neto, presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo (Creci-SP).
Isso acontece, principalmente, quando a quantidade de imóveis disponíveis não dá conta da procura, como agora.
“Está um momento muito favorável para o proprietário. E essa escassez de imóvel não tem nenhuma solução. Ela vai continuar”, adianta José Augusto Viana Neto. As informações são da TV Globo.

Nenhum comentário:
Postar um comentário