Informação evita prejuízos
Com a quantidade de detalhes técnicos a serem analisados, é preciso contar com assessoria especializada na construção de um imóvel em áreas acidentadas para evitar dor de cabeça
| Corretora de imóveis, Selma Maria teve um custo 30% a 40% maior para construir em terreno acidentado, mas acredita que vale pela vista privilegiada que ela tem |
A experiência serviu para que ela ficasse atenta ao construir em um terreno que comprou na cidade de Lagoa Santa, Região Metropolitana de Belo Horizonte. Para evitar problemas, ela contou com a assessoria de um engenheiro e um arquiteto. “Construir nesse tipo de terreno exige um outro tipo de fundação, o gasto com material é maior e aumenta o custo da obra de 30% a 40%. Mas, em compensação, permite uma construção com vista mais bonita que em terreno plano”, considera Selma.
Para que esse resultado seja satisfatório, além de conhecer o comportamento das águas pluviais no local e a natureza do solo do terreno, é necessário analisar seu entorno – como a existência de erosões e bota-foras –, o comportamento das redes de drenagem da região e levantar informações sobre as edificações vizinhas – tipo de fundações, contenções e drenagem. “Desenvolver projetos adaptados às características do solo, da topografia e do entorno e contratar profissionais experientes para os projetos e execução da obra”, completa Dalmo Figueiredo.
A fim de evitar casos como o que ocorre no Buritis, outra preocupação que se deve ter é com as construções vizinhas. É preciso levantar informações sobre o tipo de fundação e contenção nelas utilizadas, de maneira a balizar que o novo projeto não venha a interferir na estabilidade de outras edificações. Observar, também, se a movimentação de terra do terreno não interferirá na estabilidade das construções vizinhas.
Para se certificar de que todos esses cuidados foram tomados, a melhor forma é acompanhar o comportamento da edificação e de seu entorno durante o período chuvoso, observando taludes, contenções e drenagens. “Procurar, também, se informar sobre as competências dos profissionais responsáveis pelos projetos e execução das obras”, afirma Dalmo Figueiredo.

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