quinta-feira, 22 de março de 2012

Valorização do real desperta interesse em imóveis nos EUA

Diário do Nordeste -


Destinos como Miami passam a ser alvo de investimentos de cearenses

Considerada pelo governo federal como o principal vilão para os negócios brasileiros, a atual valorização do real vem proporcionando o resgate de um setor em baixa desde 2008: o de compra e venda de imóveis. Mas não o brasileiro e sim o dos Estados Unidos. A compra de casas e apartamentos por cearenses, inclusive, tomou proporções mais significativas nos últimos anos, o que levou empresários locais a aderirem ao modelo de franquias de grandes corretoras, como a mundial Remax, para facilitar a negociação.

O interesse, de acordo com um dos proprietários desse tipo de corretora, Renato Borges, deve-se aos preços comercializados pelos americanos. "Hoje, com R$ 200 mil, um comprador aqui do Ceará já consegue comprar uma boa propriedade em Orlando ou Miami", afirma, citando as cidades mais desejadas pelos cearenses.

Ele ainda informou que o metro quadrado em Orlando e Miami está custando cerca de US$ 4,3 mil, "enquanto, no Rio de Janeiro é o dobro e em Buenos Aires é o triplo".

Para impulsionar


"Mas, a partir do momento que tiverem mais pessoas investindo em imóveis no exterior, outros tomarão coragem e, vendo que é um negócio seguro, também vão fazer", analisou.

Para Borges, apesar de ter como principais clientes as classes de poder aquisitivo mais altas, o mercado cearense ainda precisa de um impulso que não depende das corretoras.

Ele refere-se aos voos, pois os cariocas e paulistas, líderes na compra no País, dispõem de voos diretos para os destinos, o que torna mais prático para eles.

Perdendo apenas para os venezuelanos e os argentinos - nessa ordem - o brasileiro ainda consegue ser o estrangeiro que mais compra imóveis nos Estados Unidos.

Como funciona


Na prática, a relação, segundo contou o sócio da Remax, quando uma pessoa daqui manifesta a intenção de comprar um imóvel ofertado dentro do sistema da corretora, o corretor local contacta-se com o dos EUA e, então, começam as negociações. Borges também contou da adaptação do mercado americano às peculiaridades brasileiras, quando, a partir do aumento de compradores do Brasil, a venda lá passou a ser parcelada.

Investimento no negócio


De olho na nova oportunidade e buscando capacitar os profissionais do Estado, o Conselho Regional e o Sindicato dos Corretores de Imóveis do Ceará, Creci-CE e Sindimóveis, estão preparando comitiva para visitar empresas do ramo em Orlando e Miami no 2º semestre deste ano. "Vamos saber como funciona o financiamento deles, a documentação e todos os aspectos legais e burocráticos", disse o representante do Sindimóveis, Airton Martins. Segundo ele, a ação é uma retomada das entidades representativas, que deixou de ser feita em 2000, e a expectativa é realizar contatos que viabilizem a venda e compra de imóveis lá de maneira mais fácil.

Preço
200 mil reais é o valor mínimo no qual os cearenses podem pagar pela compra de um imóvel situado em destinos americanos como Orlando e Miami

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