quinta-feira, 3 de maio de 2012

Imóveis e terrenos abandonados são risco à saúde

O Povo -

Em Fortaleza, existem 30 mil terrenos baldios. Junto a imóveis abandonados, os locais são potenciais criadouros para o mosquito da dengue. SMS diz que visita todos os imóveis

FOTO: DEIVYSON TEIXEIRA

No prédio do antigo Café Guimarães, sucatas e locais que acumulam água

O crescente número de casos de dengue em Fortaleza tem deixado a população preocupada. Com isso, a atenção volta-se para terrenos baldios e imóveis abandonados, que são potenciais criadouros do mosquito Aedes Aegypti. Segundo a Coordenadoria de Vigilância Ambiental e Biológica da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), existem 30 mil terrenos baldios na Capital. Não há levantamento do número de imóveis abandonados.

A assessora técnica do Núcleo de Controle de Endemias da SMS, Socorro Furtado, explica que as chuvas fracas deste ano favoreceram a proliferação do mosquito. O problema é que a água fica acumulada e o calor favorece a eclosão dos ovos. O índice de infestação do mosquito é de 3,23% dos imóveis, o que está acima do recomenda pelo Ministério da Saúde, que é de, no máximo, 1%.

No bairro Montese, o oitavo em número de casos confirmados da doença, o abandono dos prédios do antigo Café Guimarães preocupa os moradores. A auxiliar de serviços gerais, Lúcia de Fátima, 51, diz que um filho contraiu a doença na semana passada e suspeita de que o mosquito tenha saído do terreno da fábrica. “Dizem que lá sempre tem água (acumulada)”, afirma.

Dentro de um dos terrenos há uma grande quantidade de lixo na entrada, além de sucatas de carros expostas a céu aberto. O auxiliar de serviços gerais Manoel da Silva, 46, mora no local há 15 anos e afirma nunca ter contraído a doença. “O pessoal da saúde (agentes de endemias) sempre passa aqui”, informa.

Outro ponto que chama a atenção é um terreno baldio na esquina das ruas Tereza Cristina e Pedro I, no Centro. O local é todo murado, mas o interior é tomado por mato alto, o que pode esconder materiais que acumulam água. Apesar disso, os moradores da região não se queixam de epidemia da doença. “Só jogam muito coco na rua”, conta a cabeleireira Silvanete Costa, 26.

Visitas

A Secretaria Executiva Regional (SER) II informa que realizará visitas ao esqueleto da rua Batista de Oliveira (Papicu) e ao terreno da rua Teresa Cristina (Centro). Porém, a SER II reforça que o esqueleto não acumula água e os focos do mosquito, quando localizados, estão na base. A SER IV, até o fechamento da edição, não respondeu se as casas da avenida Eduardo Girão e o prédio do Café Guimarães receberam visitas de agentes neste mês e se foram encontrados focos do mosquito da dengue.

ENTENDA A NOTÍCIA

Imóveis abandonados e terrenos baldios podem se transformar em criadouros de mosquito da dengue. Situação preocupa fortalezenses, já que a Cidade está perto de confirmar uma epidemia da doença.

Serviço

Caso suspeite de focos do mosquito Aedes aegypti, você deve ligar para:

Regional I: 3433 6875 (ouvidoria)

Regional II: 3241 4802 / 4757 (ouvidoria), 3241 4768 / 4757 (Distrito Técnico de Endemias)

Regional III: 3433 2519 (ouvidoria), 3488 3255 / 3256 (endemias)

Regional IV: 3433 2862 (ouvidoria)

Regional V: 3433 2929 (ouvidoria), 3105 3093 (Núcleo de Mobilização Social), 3294 6747 (endemias)

Regional VI: 3488 3124 / 3126 (ouvidoria)

Coordenadoria de Vigilância Ambiental e Biológica da SMS: 3131 7847

Saiba mais
A Coordenadoria de Vigilância Ambiental e Biológica da SMS afirma vistoriar todos os imóveis da Cidade. 1.400 agentes de endemias fazem o combate à dengue.

Quando algum está fechado, tenta-se localizar o proprietário. Caso não seja possível, o Ministério Público é acionado para que permita a entrada dos fiscais.

“Já tivemos que derrubar muro para conseguir ter acesso (ao imóvel)”, informa o coordenador Urânio Nogueira.

Vale lembrar que os proprietários de imóveis e terrenos tem a obrigação de manter os locais limpos e murados. A reincidência desses problemas pode gerar notificação e multa.

Casos confirmados de dengue em Fortaleza



Antônio Bezerra - 169 casosBarroso - 134 casos

Messejana - 134 casosJoão XXIII - 126 casos

Barra do Ceará - 112 casosBom Jardim - 105 casos

Henrique Jorge - 105 casosMontese - 104 casos
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