Segundo Gang, se não alterasse sua política econômica em 2010, o país estaria vivendo uma grave crise no setor imobiliário. "O desempenho da China na próxima década dependera da habilidade do país em evitar uma grande bolha. Já no longo prazo (2020-2030), é preciso driblar os problemas sociais, já que a desigualdade social está aumentando e as pessoas que deixam o campo o fazem apenas temporariamente, pois as cidades não oferecem as mesmas condições em termos de seguridade social que o campo".
O diretor do Neri-China, no entanto, não vê motivo para que o Estado abandone as políticas de inclusão. "A renda per capta, de US$ 5,4 mil, ainda é baixa (metade da do Brasil) e o consumo também (contribuição de 35% para o PIB)", esclarece, acrescentando que o Estado contribui com 30%, ficando o restante para a iniciativa privada, inclusive cooperativas.
Gang discorda de quem vê na elevação dos salários uma ameaça à competitividade chinesa. "A evolução da produtividade, que vem crescendo acima dos salários, compensará os ganhos de renda por parte dos trabalhadores. Além disso, o governo está mudando para oferecer seguridade social nas cidades. Isto deve aumentar a oferta de mão-de-obra, diminuindo o ritmo de crescimento dos salários", aposta.
Quanto ao investimento, cuja taxa atinge 47% na China, ele destaca que o país tem excesso, e não falta, de recursos, mas informa que a maior contribuição vem das empresas, não das famílias ou do Estado.

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